segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Zuleica

Zuleica

Viegas Fernandes da Costa

Entre uma carimbada e outra, seus olhos buscavam ansiosos os confins do corredor, por onde deveria chegar o entregador da floricultura. “Flores para a senhora Zuleica!” E Zuleica, ruborizada, levantava da sua mesa sem computador – a única mesa sem computador naquela repartição – tropeçando em suas pernas desengonçadas, coçando o buço do rosto, recolhendo seu peito magro e surpreso. “Flores para Zuleica!”, repetia o coro de matracas corroídas pela inveja. Dia sim, dia não, o entregador anunciava o mimo daquele admirador que Zuleica tão bem guardava em seus segredos, sempre uma floricultura diferente, sempre as mesmas rosas vermelhas. Zuleica, tão insignificante em seu trabalho de carimbar livros, tão sem graça em seu corpo murcho, sob aquele buço infame, naquela voz inaudível de funcionária servil. Mas havia a rotina daquelas flores a torná-la notável, personalidade invejada. “Que tens tu, Zuleica, que moves assim um homem a tantos agrados?”, perguntava-lhe a supervisora, que já proibira Zuleica a afronta de ostentar flores sobre sua mesa – a única mesa sem computador naquela repartição. E então Zuleica tomava do buquê, dia sim, dia não, no recôndito dos seus braços magros, em abraço relicário, e voltava para seus carimbos. As flores, guardava-as em vaso delicado – herança de uma mãe que não a viu nascer – no chão atrás de si. Ainda assim, escondidas e encolhidas a um canto do chão, emanavam um certo brilho, uma sentença de desafio, uma onipresença que obrigava a todas, as outras, tão bonitas e bem cuidadas, a cogitar mil intimidades de Zuleica, dos segredos cerrados em seus lábios emudecidos, sob sua pele pálida e mal nutrida. Mas Zuleica, tal qual uma Macabéa de desdita já narrada, nasceu para a desventura e, certo dia, manhãzinha, encomendava rosas na florista e ditava “escreve aí, para Zuleica, amor da minha vida”. Doutro canto da salinha, ali, recostada ao biombo, escolhendo buganvílias, a supervisora sequer volveu o rosto. Reconheceu voz e mistério: as rosas de Zuleica, são rosas de uma mulher sozinha.
Ao chegar na repartição, desfiados os “bom-dias”, Zuleica sentou-se a sua mesa – a única mesa sem computador naquela repartição – e, entre uma carimbada e outra, seus olhos buscavam ansiosos os confins do corredor, por onde deveria chegar o entregador da floricultura. “Flores para a senhora Zuleica!” E quando Zuleica, ruborizada, levantou, tropeçando em suas pernas desengonçadas, a supervisora sussurrou-lhe ao ouvido, “estive lá, escolhendo buganvílias”. Maldade insuportável! Zuleica compreendeu tudo, a mentira que construíra, a humilhação e as ironias. E antes que se esboçasse o primeiro riso de escárnio, correu desesperada, com a vida mais vazia que nunca, correu à sacada, projetou-se no vazio e encontrou a pedra fria.

domingo, 29 de novembro de 2009

Salão Elke Hering





Com o intuito de inserir a cidade no circuito nacional de artes visuais, o Salão Elke Hering foi criado em 1994 pela Fundação Cultural de Blumenau. Realizado bianualmente o salão teve oito edições, que permitiram a regularidade da participação de artistas, críticos e público na discussão daquilo que há de mais contemporâneo nas artes visuais.
Um salão de arte seleciona trabalhos inéditos feitos por artistas de todo o país. Esta seleção é constituída por jurados que definirão quais os trabalhos estão em maior consonância com a linguagem contemporânea. Por isso, a existência de um salão de arte é fundamental para qualificar a produção e a reflexão artística em uma região, inserindo-a nos debates nacionais. Enquanto as bienais de arte são as referências da produção internacional, o salão é o espaço de referência da produção nacional.
Dentre os diversos salões do Brasil, o Elke Hering conquistou ao longo de sua trajetória uma posição de destaque e credibilidade, fazendo com que a cada ano a participação de artistas, em termos qualitativos e quantitativos, só tem aumentado. Além disso, nas últimas edições o salão constituiu uma política educativa para formação de público através de monitorias para visitação das escolas e do público em geral. Este processo foi fundamental na medida em que houve uma maior participação da sociedade, fazendo com que a arte definitivamente possa cumprir com o seu papel.
Infelizmente, vivemos dias tristes para a arte em nossa cidade. Após oito edições ininterruptas do Salão, este será o primeiro ano que ele não acontecerá. Com alegações diversas, muitas vezes desencontradas, a Fundação Cultural de Blumenau não realizará um evento desta importância. No mês de novembro (data prevista para abertura do salão) onde teríamos possibilidades de fruição dos trabalhos contemporâneos, temos somente salas vazias. Mas o silêncio e as paredes em branco dizem muito para nós. Afinal, atualmente o vazio é o maior símbolo da política pública para a arte em Blumenau.
Daiana Schvartz

Artista visual

sábado, 28 de novembro de 2009

Derrubem os muros!




Os esforços de todos os poderes estabelecidos para aumentar os meios de manutenção da ordem nas ruas culmina finalmente na supressão das ruas.

Guy Debord. A Sociedade do Espetáculo. p.172


Blumenau passa por dois movimentos diferentes e complementares que constroem sua urbanização e as experiências humanas no espaço da cidade. De um lado, um profundo investimento na folclorização do cotidiano através de uma estética kitsch,[1] que foi iniciado nos anos 1980, e levou para um contínuo investimento econômico e discursivo na identidade germânica e surgimento de uma cidade parque-temático. Erigida como uma cidade cenográfica, feita para o turista e por isso carregada de simulacros, Blumenau tornou-se um dos exemplos típicos da sociedade do espetáculo[2]. O curioso é que este dito “resgate” da identidade local, nada mais tem feito do que garantido um processo de homogeneização do espaço, já que não dialoga com o cidadão local e sim com o turista acidental. Assim, mesmo que carregada de uma imagem histórica, não faz necessariamente referências do passado local, mas, sobretudo, reproduz modelos muito próximos de um padrão mundial das redes de fast-food, shopping centers e parques temáticos.

O outro movimento refere-se da privatização dos espaços públicos pela especulação imobiliária e a conseqüente gentrificação (enobrecimento das áreas com expulsão da população mais pobre da cidade). Através de políticas públicas e investimentos privados áreas “revitalizadas”, são na verdade, revalorizadas pelo mercado imobiliário e com isso, levam a população empobrecida para distâncias ainda maiores das melhores áreas e dos equipamentos urbanos. Ou seja, normalmente os projetos que pretendem revitalizar estão justamente implicados em retirar as vivências populares dos territórios.

Este processo fica ainda mais evidente nas discussões políticas locais em que a tônica esteve na restrição de liberdades democráticas fundamentais da população: o toque de recolher, a proibição de bebidas nas praças, a perseguição dos malabaristas, a restrição de grupos próximos das escolas, a implantação incessante de câmeras pelas ruas etc. Estas restrições pontuais e sutis estão pautadas em uma divisão da sociedade entre o “homem de bem” e o “homem do mal” e, por isso, ao invés de buscar soluções para os problemas de conflitos urbanos, acabam aumentando a segregação social e simbólica e esvaziando ainda mais as possibilidade de vivências no espaço público. Esta concepção de cidade tende a se caracterizar como uma cenografia em tempo real e permanente, onde a experiência urbana cotidiana acaba resumida a circulação disciplinada por princípios segregadores e despolitizadores. Este processo de empobrecimento da experiência urbana tornou o medo permanente e, por isso, a constante reivindicação da própria população de mais vigilância e mais controle sobre si mesma. Só que esta mesma vigilância acaba produzindo ainda mais medo: o medo da rua, o medo da diferença, medo do contato e, sobretudo, o medo de estar fora do controle.

Não há o que comemorar com os vinte anos de queda do muro de Berlim. Desde então muros reais e simbólicos não cessam de serem erigidos em nossas cidades. Esta mercantilização do espaço nos divide e separa, e com isso, nos retirou o poder de decisão e ação sobre as possibilidades de circulação, socialização e trocas no espaço urbano. Além disso, não cessa de nos retirar a própria possibilidade da existência de uma experiência física urbana enquanto prática cotidiana.


Derrubem os muros!

Eles não servem para nos proteger.

Eles servem para nos separar.


Ricardo Machado, novembro de 2009.


[1] Como já longamente foi discutido pela historiadora Maria Bernadete Ramos Flores na obra Oktoberfest

[2] Fazendo referencia ao conceito de Guy Debord de 1967. Além dele, autores contemporâneos como Paola Berentein Jacques fazem uso da sociedade do espetáculo para discutir as apropriações da experiências urbanas pelo capital.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Clio no Cio


GRUPO DE DISCUSSÃO CLIO NO CIO

Convida para a Palestra

ARQUEOLOGIA DOS PRAZERES

COM Fernando Santoro

30 de Novembro - Segunda-feira
Auditório do Bloco J da FURB
19 horas
Entrada Gratuita
contato: clionocio@gmail.com


“Nunca a destruição, mas a moderação. Não o excesso, mas o equilíbrio, a medida, a ocasião apropriada, os modos. Por isso, o uso dos prazeres requer um saber dos prazeres, um saber que pode regulá-los de acordo com o melhor. Os prazeres podem ser uma força perturbadora, mas apenas quando estão sem rédea, sem comando, sem seu cocheiro, para usar mais uma metáfora platônica”.


Arqueologia dos Prazeres é o mais recente livro de Fernando Santoro, professor do Departamento de Filosofia da UFRJ, que resgata a discussão acerca das relações dos prazeres entre os filósofos gregos.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Edital Exposições Temporárias Museu Victor Meirelles

Edital Exposições Temporárias
Museu Victor Meirelles 2010

Até o dia 15 de dezembro estão abertas as inscrições para o Edital Exposições Temporárias 2010 do Museu Victor Meirelles, de Florianópolis - SC, vinculado ao IBRAM/MinC.

O Edital prevê a seleção de quatro propostas de exposição que serão realizadas no Museu Victor Meirelles entre abril de 2010 e fevereiro de 2011. As exposições são apresentadas no andar térreo do Museu, situado na casa onde viveu o artista Victor Meirelles, edifício histório no centro da cidade de Florianópolis.

A sala de exposições possui pequenas dimensões, de cerca de 40m 2 , e características arquitetônicas marcantes, o que tem conferido um caráter mais específico para as montagens e permitindo diálogos produtivos entre a arquitetura e as intervenções e propostas expográficas de cada exposição.

Nesta edição do Edital, a Comissão Consultiva, responsável pela seleção das propostas, será formada por 07 profissionais atuantes no panorama artístico catarinense, incluindo artistas, pesquisadores e profissionais das áreas de curadoria, critica, gestão institucional, museologia, conservação e educação: Charles Narloch, Fernando Lindote, Raquel Stolf, Ana Lucia Vilela, Ângela Paiva, Rosivaldo Flausino e Julia Amaral (representante da Associação dos Amigos do MVM).

Além disso, em 2010, o Museu pretende retomar a publicação da revista eletrônica “um ponto e outro”, que foi desenvolvida entre 2006-2007 reunindo uma série de textos críticos, entrevistas, imagens e material de apoio e pesquisa sobre cada mostra do programa. O Programa também conta com mediações especializadas desenvolvidas pelo setor educativo da instituição. Considerando a complexidade da produção de arte contemporânea e a importância de sistematizar e mediar estes conteúdos junto ao público, estas iniciativas são estratégias fundamentais para contribuir para a qualificação do Programa.

Nos últimos anos, o Programa tem contado com importantes mostras de artistas convidados, trazendo exposições inéditas para o estado, com artistas como: Leonilson, Waltércio Caldas, Rubens Mano, Daniel Senise e Brígida Baltar, entre diversos outros. Os artistas selecionados também representam uma amostra muito rica da produção no país, incluindo uma crescente diversidade de abordagens, pesquisas e linguagens.

Neste sentido, vale destacar que o Programa de Exposições do MVM constitui uma referência importante para a formação de público, estímulo à produção artística e uma possibilidade singular de reflexão e debate sobre a arte contemporânea.
Para saber mais sobre o Edital, os artistas interessados poderão acessar o regulamento, plantas baixas e fotografias da sala de exposições temporárias no site do Museu: www.museuvictormeirelles.org.br

Concerto de Natal

Lançamento "Particularidades", Nane Pereira - hoje!



Particularidades estará à venda a partir da data de lançamento no dia 26 de novembro.
Preço: R$ 14,90
Local: Livraria Alemã Mega Store
Rua Amadeu da Luz, 260
Blumenau – SC

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Resmungo, de Ferreira Gullar

A crise chega ao mercado de artes
Por Ferreira Gullar
A crise econômica mundial, assim como atingiu a Fórmula 1, atingiu também o mercado de arte, que vende, desde pintura e escultura, até instalações e coisas que tais. Um dos artistas mais atingidos pela crise foi Damien Hirst, famoso por exibir animais cortados ao meio e mergulhados em formol. Ele é o campeão de vendas, tendo como compradores ricaços que, a meu juízo, estão mais preocupados em investir do que em usufruir de prazer estético. Mas no mundo há gente para tudo, até mesmo quem se delicia contemplando um tubarão cortado ao meio dentro de uma caixa de vidro cheia de formol. É o que chamo de "arte caninha 51, uma boa idéia!" A última notícia a respeito de Hirst é que um de seus tubarões, apesar do formol, está apodrecendo. Um mau investimento.
Este resmungo foi originalmente publicado AQUI

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sarau Eletrônico publica entrevista com o escritor Adolfo Boos Jr.

O escritor Adolfo Boos Júnior, apesar de não ter sido um dos fundadores do Círculo de Arte Moderna de Santa Catarina, o Grupo Sul (participou dele quando este já estava quase encerrando suas atividades, na década de 1950), carrega na sua obra o espírito daquele movimento, seja por seu caráter de experimentação, seja na radicalidade da sua proposta artística. Para Boos, em entrevista concedida ao Jornal Rascunho, “o escritor não tem que descer ao patamar do leitor, ele tem que trazer o leitor mais para perto da sua linguagem”. Ou seja, da mesma forma como os modernistas do Grupo Sul, na literatura de Boos o que importa é o uso que se faz da linguagem associado àquilo que se tem a dizer, o rigor estético e social do texto, sem concessões aos leitores e ao mercado editorial.
Em plena atividade literária, Boos é autor de uma obra densa e consistente. Publicou os livros “Teodora & Cia” (contos, 1956), “As Famílias” (contos, 1980), “A Companheira Noturna” (contos, 1986), “Quadrilátero” (romance, 1986), “O Último e Outros Dias” (contos, 1988), “Um Largo, Sete Memórias” (romance, 1997), “Presenças de Pedro Cirilo” (romance, 2001) e “Burabas” (romance, 2005). Leitor de William Faulkner, teve sua literatura nitidamente influenciada por este, principalmente no que diz respeito ao uso do foco narrativo e do fluxo de consciência.
Em julho de 2009 Adolfo Boos Júnior recebeu a equipe do Sarau Eletrônico em sua residência, no bairro de Coqueiros, Florianópolis. Muito bem humorado, transformou o que era para ser uma entrevista, em longo e agradável bate-papo. Antes mesmo de ligarmos o gravador, disparou a falar a respeito da sua história com o Grupo Sul, e da amizade que priva com o casal Salim Miguel e Eglê Malheiros. Revelou ainda aspectos da sua biografia, da sua trajetória como bancário no Nordeste brasileiro, do seu compromisso ético com a literatura e do seu envolvimento com a fé espírita.
Liberto e irreverente, aqui Boos transgride os questionamentos propostos e desfia o novelo de uma memória irrequieta e, como toda memória, dona de uma lógica própria.
A entrevista foi realizada por Viegas Fernandes da Costa, e as fotos são de autoria de Darlan Jevaer Schmitt). O endereço do Sarau Eletrônico é www.bc.fur.br/saraueletronico .

Daiana Schvartz no Wooster Collective

O trabalho da artista visual Daiana Schvartz está no Wooster Collective. Trata-se de um endereço virtual internacional que é uma verdadeira celebração da arte de rua.
Os trabalhos podem ser acessados no endereço: http://www.woostercollective.com/

Informe Comitê Pró-Federalização da FURB

Informe Comitê Pró-Federalização da FURB
Avaliação da Conferência sobre PLS 295/2005 do Senado Federal
Blumenau (SC), 23 de novembro de 2009.

A Conferência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, realizada na Câmara de Vereadores de Blumenau, no dia 09 de novembro passado, para discutir o Projeto de Lei do Senado (PLS) 295/2005 e a conseqüente possibilidade de instalação no Vale do Itajaí de uma universidade federal, com a participação da Universidade Regional de Blumenau (FURB), significou um marco. Ela delimita as etapas do nosso movimento, da fase reivindicatória para a das negociações e decisões. São três as instâncias envolvidas: a da comunidade universitária e seus Conselhos Superiores; a municipal, com seu Legislativo e Executivo; e a federal, igualmente com seu Legislativo e Executivo.
A seguir, apresentaremos uma síntese do evento, procurando reter os fatores que lhe deram feição, bem como seus desdobramentos e implicações.

A Conferência

Marcada para realizar-se durante a tarde do dia 9 de novembro, segunda-feira, a escolha do Plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau como local da Conferência visou a assinalar o caráter público da FURB, como autarquia municipal instituída por Lei emanada daquele Legislativo. A transmissão ao vivo, em cadeia formada pela TV Legislativa (cabo) e pela FURB TV (cabo e aberta), repetida por esta à noite, tencionou, uma vez mais, tornar público o que se discutia.
À massiva afluência de cidadãos, que superlotou o recinto e inviabilizou a entrada de tantos mais, somou-se à diversidade de origens sociais dos mesmos, o que conferiu grande representatividade para a Conferência. Citamos a forte presença de estudantes, de lideranças comunitárias, empresariais, trabalhistas e políticas, originários de vários municípios da região, em especial Blumenau e Gaspar, bem como dos servidores da FURB, com ampla cobertura dos meios de comunicação: televisões, rádios e jornais.
Sentaram-se à mesa diretora dos trabalhos três reitores: da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC) e da FURB. Também a compuseram altos responsáveis do Ministério da Educação (MEC), nomeadamente da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e da Secretaria de Educação Superior (SESU), bem como o deputado federal Cláudio Vignatti. Completaram-na o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (SINSEPES), o presidente da Associação Comercial e Industrial de Blumenau (ACIB), o vice-presidente da Associação dos Professores da UFSC (APUFSC), o vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE-FURB), o representante da Prefeitura de Blumenau, e o coordenador do Comitê Pró-Federalização da FURB. Presidiu os trabalhos a senadora Ideli Salvatti, relatora do PLS 245/2005 na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.
Inicialmente, os oradores discorreram sobre as dificuldades de se efetuar, no sentido estrito, a federalização da FURB, ou seja, a sua simples transferência do município de Blumenau para a União. Simultaneamente, reconheceram a importância de se viabilizar um modo de incorporar os estudantes, os servidores e o patrimônio da FURB, dado o seu caráter, a sua História e a importância que lhe é reconhecida, em uma nova universidade federal, a ser criada na região.
O professor Eduardo Deschamps, reitor da FURB, expôs a sua trajetória, dimensionando o significado da Universidade para a região, através da diversidade das carreiras oferecidas, das pesquisas científico-tecnológicas e dos serviços prestados à comunidade, para além do número de profissionais que formou. Seu propósito foi o de fundamentar a reivindicação do estabelecimento de parceria, entre a Instituição e o MEC, para a construção da nova universidade federal.
Reitor da UFSC, o professor Álvaro Toubes Prata entende que a implantação de uma universidade federal na região é assunto de Estado, por conseguinte, independente de quem esteja no governo, e que não se pode descartar nenhuma hipótese para o pleno atendimento das reivindicações da comunidade.
Por sua vez, o professor Cláudio Adalberto Koller, reitor do IFC, frisou que o Instituto Federal apóia a reivindicação apresentada e que deseja atuar em conjunto com os diversos atores que a sustentam. Mencionou, igualmente, que o IFC já trabalha com a FURB na consecução de objetivos comuns, como a oferta de Ensino Superior Tecnológico, por meio da criação em conjunto de novos cursos, da formação do corpo técnico do IFC, e das tratativas sobre a cedência de um terreno da FURB para que suas instalações, de imediato, sejam ampliadas.
O deputado federal Cláudio Vignatti defendeu o encaminhamento que vem sendo dado pelo movimento FURB Federal, lembrando que algo semelhante ocorreu quando da conquista da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em implantação no Oeste do Estado, e nas regiões adjacentes do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ana Paula Lima, deputada estadual, respaldou os procedimentos até aqui adotados e sublinhou a importância do entendimento entre as partes negociadoras.
O professor Valmor Schiochet, coordenador do Comitê Pró-Federalização da FURB, destacou a crescente força do movimento pela FURB Federal. De seguida, pediu o empenho das autoridades competentes quanto à compreensão das especificidades regionais, e ao atendimento de uma reivindicação republicana, qual seja, o direito de todos os cidadãos acederem à Educação Superior, a que compete ao Estado atender, universalizando o acesso à ciência e à tecnologia.
O coordenador-geral de Expansão da Rede Técnica, falando em nome da SETEC, reconheceu a justeza da reivindicação, mas lembrou que o caminho é longo. De todo modo, ele deverá passar por um projeto de iniciativa do MEC, a ser enviado ao Congresso Nacional, para que os poderes instituídos possam avançar para a implantação da desejada universidade federal na região, com ou sem a parceria com a FURB. Pela SESU, Edson Cáceres igualmente reconheceu a pertinência da demanda posta pela nossa comunidade, e anunciou que a Secretaria de Ensino Superior tomará parte no grupo que estudará a viabilidade do projeto FURB Federal para a instalação de universidade federal no Vale do Itajaí.
Túlio Vidor, presidente do SINSEPES, reafirmou a disposição dos servidores em participar deste projeto, o que ficou definido por ampla maioria, desde o plebiscito às comunidades universitária e regional, em maio de 2008. Já o presidente em exercício da APUFSC, professor Rogério Portanova, salientou a importância da iniciativa e expressou o apoio dos professores da Associação ao projeto FURB Federal, tendo-se colocado à disposição para auxiliá-lo a atingir seu objetivo. Por fim, em nome dos estudantes, falou Arthur Hank, que se somou às posições dos oradores que o precederam, mas pediu mais atenção dos poderes públicos para a educação dos jovens. Para ele, o que se vem fazendo é positivo, porém são necessárias ações ainda mais rigorosas para que sejam colmatadas as deficiências de formação com que se defrontam os jovens.
A senadora Ideli, na condição de relatora do PLS 295, de autoria do ex-senador Leonel Pavan, anotou os posicionamentos e apresentou um conjunto de encaminhamentos a implementar, os quais foram aceitos pelos presentes à Conferência:
1. apresentar duas emendas ao PLS 295, procedente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Deste modo, além do anteriormente estabelecido (cedência do patrimônio e transferência dos estudantes), ficará o Executivo Federal autorizado a requerer a) a cedência dos servidores da FURB à nova Universidade Federal, mediante autorização expressa em Lei pelos poderes Legislativo e Executivo de Blumenau e b) denominar Universidade Federal do Vale do Itajaí à nova instituição, substituindo a designação anterior: Universidade Federal de Blumenau, no propósito de reforçar seu caráter regional;
2. organizar grupo de trabalho composto por representantes da FURB, da comunidade regional, do MEC, da UFSC e do IFC com o propósito de coordenar e acompanhar os estudos sobre as condições jurídicas e orçamentário-financeiras que viabilizarão a proposta FURB Federal. A esta ação, soma-se a proposta de elaboração de Plano Político Pedagógico da nova Universidade Federal, conforme Projeto a apresentar ao MEC pelo Grupo Executivo (Comitê e Reitoria). Para tanto, já estão disponíveis as verbas necessárias para cobrir as despesas decorrentes. Elas foram viabilizadas por meio de emendas apresentadas ao Orçamento da União pelos deputados federais Cláudio Vignatti e Décio Lima, no total de R$ 200 mil. Os estudos incluem encontros com as comunidades de cada um dos 14 municípios integrantes da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), bem como oficinas preparatórias e conferência final, para discussão e aprovação da documentação a ser enviada ao MEC. Estas atividades de estudos e mobilização comunitária deverão ser executadas durante o primeiro semestre de 2010;
3. as atuais negociações entre a FURB e o IFC passariam a ser parte de um laboratório voltado à integração da FURB com a futura Universidade Federal. Elas incluem organização conjunta de cursos profissionalizantes e de graduação, a cedência de professores e de um terreno, no Campus V da FURB, para o IFC construir as suas salas e laboratórios,
4. compromisso da senadora Ideli Salvatti de, em 2010, registrar emenda ao Orçamento da União de 2011, cujo montante irá de R$ 10 a 15 milhões, para possibilitar a execução do projeto de integração entre os entes municipal e federal e dar início à implantação do Projeto FURB Federal, de acordo com os resultados dos estudos técnicos.

Avaliação do Comitê

A Coordenação do Comitê entende que os encaminhamentos propostos na Conferência representam efetivos avanços na construção das condições políticas para se obter definição do governo federal (MEC) a respeito da Proposta FURB Federal.
Em especial é preciso destacar:
a) a inclusão de emenda no PLS 245/2005 que prevê o instituto da cedência dos servidores da FURB para a nova Universidade;
b) pela primeira vez, o MEC assumiu compromisso de acompanhar e participar da agenda de trabalhos envolvendo estudos sobre a proposta;
c) o comprometimento da senadora Ideli Salvatti com a alocação de recursos, no Orçamento da União de 2011, para se iniciar a implantação do Projeto.

Há, por outro lado, uma expectativa por parte do MEC de que possamos demonstrar na prática as nossas teses por meio de um “Projeto Piloto”, o qual envolve a efetivação de parceria entre a FURB e o IFC com vistas à construção do Campus que o Instituto deverá implantar em Blumenau.
Objetivamente, esta parceria envolve a cessão ao IFC de terreno da FURB, a ação conjunta para a oferta de cursos e o teste das possibilidades de cedência de servidores da FURB ao Instituto.
O Comitê entende que a parceria FURB ‒ IFC não modifica a proposição estratégica constante do Projeto FURB Federal. Trata-se apenas de um ensaio prático para operacionalização de proposições que envolvem a necessária parceria entre o Município de Blumenau (por meio da FURB) e a União.
No entanto, considerando que este “laboratório” envolve decisões objetivas, como a cessão de bem imóvel da FURB para a União, a comunidade universitária necessita de maiores garantias institucionais quanto à implantação do Projeto FURB Federal ou de outras formas compensatórias. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de afirmar a nossa condição de instituição pública a serviço do bem público na região do Médio Vale do Itajaí.
O problema adicional diz respeito à agenda de definições. Aquelas relativas à parceria FURB – IFC são imediatas, enquanto a agenda de definições relativas ao Projeto FURB Federal está reservada para o próximo ano.
Nestas condições, precisamos aprofundar as avaliações e percepções dos diversos atores que estiveram na Conferência a respeito dos encaminhamentos propostos. É necessário manter permanente negociação com o MEC e com a senadora Ideli Salvatti (relatora do Projeto do Senado) para avançarmos na direção de compromissos mútuos mais claros frente às conseqüências das decisões a serem tomadas.
A Coordenação do Comitê tem clareza de que a ação estratégica a ser implementada diz respeito, quer ao conjunto dos estudos técnicos, quer aos debates a se realizarem com a comunidade regional no próximo semestre e, principalmente, com a nossa capacidade política para mantermos unidade estratégica e demonstrarmos forte adesão, nos planos interno e externo, ao Projeto FURB Federal. Destarte, eventuais decisões táticas a respeito da relação FURB – IFC deverão contribuir de forma decisiva para a definição do governo Federal quanto à implantação da nossa estratégia, a qual obteve massivo apoio por ocasião do plebiscito.
Devemos nos manter, para tanto, firmes na defesa e demonstração da viabilidade institucional do Projeto FURB Federal, aliada à capacidade de negociação que permita a manutenção de canais abertos de diálogo com o Executivo Federal, com o Congresso Nacional e com os apoiadores estratégicos do nosso movimento.

Coordenação Colegiada
Comitê Pró-Federalização da FURB

Yes, nós temos financiamento

Os valores abaixo se referem aos repasses feitos pela secretaria regional de Blumenau para projetos culturais, a partir do FUNCULTURAL. o valor total de repasses foi de R$ 4.027.906,20. Deste total, os grupos folclóricos e clubes de caça e tiro, com seu poderoso lobby político, levou a bolada de R$ 938.000,00, ou 24% dos recursos, a Fundação Cultural de Blumenau levou R$ 852 mil, ou algo como 19%, a ACIB/AMPE/TABAJARA (pasmem), R$ 528 mil, (13%) e o FITUB (????), 767 mil reais para NÃO ACONTECER. No mais, outras coisas aparecem, como correligionários do PMDB ou o estranho caso de um livro (sobre a tragédia de novembro/2008) que custa 6 mil e outro, cujo título “Por Deus a meus filhos” foi merecedor de 20 mil.

SÓ grupos folclóricos, ACIB, AMPE, Tabajara ficaram com quase 40% dos recursos! Aja monopólio!



REPASSES 2009

GRUPOS FOLCLÓRICOS R$ 908.500,00

ACIB e AMPE e TABAJARA – R$ 528.385,70

FURB –FESTIVAL UNIVERSITÁRIO – R$ 767.000,00

FUNDAÇÃO CULTURAL DE BLUMENAU (FESTFOLK, FENATIB E ELKE HERING) R$ 852.000,00

REGINA BALMANN – Livro: Identificação e registro do patrimônio cultural e sua preservação attravés do turismo R$ 50.000,00

INGO HEUER- 180 anos da imigração alemã em Santa Catarina R$ 120.000,00

JAIRO PACHECO MARTINS Edição de livro: Por Deus a meus filhos – R$ 20.000,00

Liga Blumenauense de Gincaneiros - Gincana Cidade de Blumenau – R$ 50.000,00

Associação Beneficente Cristã de Ilhota - Educação musical e cidadania – R$ 72.500,00

Associação de Pais e Professores Escola Básica Machado de Assis - Blumenau na escola, para ver, ler e contar – R$ 72.000,00

Orquestra de Câmara de Blumenau - Circuito Catarinense de Orquestras 2009 e Música na Praça – R$ 368.235,00

Clube Sênior de Pomerode - Aluguel de lonas para a 13ª Festa do Colono – R$ 11.180,00

Sociedade Dramático Musical Carlos Gomes - Concertos didáticos da orquestra prelúdio – R$ 79.718,00

Paulo Roberto Bornhofen - Livro: Epicentro de uma tragédia – R$ 6.935,00


Márcio Cubiak

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONCERTO SELVAGEM DE CHUCK VIOLENCE & HIS ONEMAN BAND ORCHESTRA EM BLUMENAU!




During summertime in 2005, after listening to several Hasil Adkin’s albums, Chuck realized that he never heard it before: a very unique and particular kind of rock n’ roll music. So Chuck starts his musical career as an oneman band, playing all instruments at the same time. Using drums, electric guitar, kazoo and a megaphone to sing loud and raw as a sharp knife, it raised “Chuck Violence & His Oneman Band Orchestra”.
You gonna notice in his songs a strong flavor of punk & blues, garage rock, rockabilly, giving you a hypnotic primitive rhythm and ultra groovy moment. Chuck is all about original techniques and songs that will take you out to the wild and glorious rock ‘n roll, with a greasy soul, outrageous movements of his body and clapping hands like the spirituals used to do.
Chuck Violence has participated many festivals of independent music in Brazil, Uruguai and Argentina, touring, playing and releasing his work in compilations and labels like Rock N’ Purgatory (USA), Turbochainsaw (United Kingdom), Mongrel (Canada), Shit In Can (France).
If you want to know about his discography check it out: “Hijo de Puta From México” (2006), “Bandolero Mexicano” (2007), “Guadalupe Hoodoo Lady” (2008).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Concerto com Coro Misto Santa Cecília em Gaspar


Enloucrescer


Espetáculo "Morte"

Peça Teatral “Morte”, de Woody Allen

Bacharelado em Teatro – FURB
Direção: Pita Belli

Para a montagem de formatura os alunos do Bacharelado em Teatro da FURB, juntamente com a professora de Prática de Montagem III, Pita Belli, elegeram trabalhar em uma comédia de Woody Allen. Na escolha pesou o senso de humor inteligente, ácido e irônico presente em toda obra do autor. Além disso, para o grupo, a experiência de montar uma comédia se configurou como uma possibilidade de aprofundamento da pesquisa de atuação na área do cômico.
"Morte” apresenta uma paródia do velho mito da morte que vem buscar suas vítimas. Kleinman, um pacato cidadão de classe média (cujo nome significa “homem sem importância”), é acordado aos sobressaltos no meio da noite por um grupo de conhecidos que alega ter formado uma espécie de milícia para caçar um perigoso assassino, à solta pelas ruas da cidade. Ele protesta, resiste, mas não tem jeito, pois se não se juntar a eles, poderá sofrer retaliações.
Uma vez na rua, Kleinman dá início a uma agonia muito semelhante à de Joseph K., o protagonista de O processo de Kafka, para quem nunca era revelada a natureza da acusação que pesava sobre ele. Também a Kleinman ninguém revela sua parte no plano. Tromba com um, com outro, chegam a acusá-lo de não estar fazendo direito seu papel, sem, contudo, dizer que papel era esse.
A histeria coletiva que se instala é terreno fértil para atitudes extremadas. E assim acontece. Os grupos desentendem-se. Formam-se vários grupos dissidentes, chegando até a matar integrantes uns dos outros. Kleinman é forçado a decidir a qual deles pertenceria. Mas decidir como? Então, um homem com pretensos poderes místicos fareja-o e o denuncia como o assassino. Todos os grupos se juntam para executá-lo ali mesmo, na rua, sem qualquer direito de defesa. A massa está enlouquecida. Mas ele consegue fugir. E Kleinman, finalmente, encontra-se com tão procurado assassino...
Para a montagem, além da direção de Pita Belli, os alunos contaram com a colaboração de professores de outras disciplinas: Olívia Camboim Romano – Interpretação, André de Souza – Preparação Vocal para a Cena, e Fábio Hostert – Preparação Corporal para a Cena.
O espetáculo será apresentado nos dias 17,18 e 19 de novembro de 2009, na Sala Alternativa (S 113), no Campus I da FURB, sempre às 20h30min e tem entrada gratuita.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SESC realiza Circuitos de Palhaçaria pelo Estado




Companhias de teatro, cômicos e palhaços itineram por 15 cidades, apresentando espetáculos gratuitos em nove circuitos regionais realizados pelo SESC/SC, pela primeira vez em SC



Os mais prestigiados representantes da arte clown nacional e internacional irão tomar conta de teatros, espaços culturais, ruas e praças, apresentando performances e espetáculos simultâneos em Blumenau. A programação é gratuita e pode ser conferida pelo www.sesc-sc.com.br .



Além de formar e qualificar platéias para o gênero clown, a iniciativa tem o objetivo de difundir a tradição cômica da palhaçaria, antecedendo o Festival Anjos do Picadeiro, 8ª edição do Encontro Internacional de Palhaços, evento que também promove oficinas, mesas de debates e seminários sobre a temática em Florianópolis e tem o Serviço Social de Santa Catarina SESC/SC e a Pé de Vento Teatro como co-realizadores. Funarte, Funcultural são co-patrocinadores e o patrocínio é da Petrobras. Confira a programação pelo www.anjosdopicadeiro.com.br .



A estréia do circuito de palhaçaria em Blumenau fica sob a batuta do “Circo do Só Eu”, do grupo Barracão, que se apresenta na praça Dr. Blumenau na quinta (19) às 15h, caso chova a apresentação será na Fundação Cultural de Blumenau.

Nesta mesma quinta tem a arte do palhaço chileno Oscar Zimmermann, com sua “Viagem” no Salão Cristo Rei – Pátio da Igreja da Matriz - Gaspar , às 20 horas.

Entre os grupos que participam da programação, destaque para a companhia carioca Circo Dux. O novo espetáculo traz para o público, números sensacionais e criaturas extraordinárias que desafiam todas as leis humanas será na sexta(20) na Praça das Gaitas Hering, caso chova será no Ginásio da EBM Machado de Assis às 16h

Já os irmãos palhaços Ankomárcio e Ruiberdan Saúde, do grupo Artetude, Distrito Federal, fecham a programação no Parque Ramiro Ruediger, às 15h no dia 21(sábado).

SERVIÇO: Circuitos SESC de Palhaçaria

CIRCUITO 4 - Grupo: Barracão - Espetáculo: Circo do Só Eu
19/11 Qui Blumenau, Praça Dr. Blumenau – Centro, às 15h

CIRCUITO 3 - Grupo: Oscar Zimmermann (Chile) - Espetáculo: Viagem
19/11 Qui Gaspar, Salão Cristo Rei – Pátio da Igreja da Matriz, às 20h

CIRCUITO 5 - Grupo: Circo Dux - Espetáculo: Zarak Show
20/11 Sex Blumenau, Praça Gaitas Hering - Itoupava Seca, às16h

CIRCUITO 1 - Espetáculo: Brincadeiras de Circo - Grupo: Circo Teatro Artetude (DF)
21/11 Sab Blumenau, Parque Ramiro Ruediger, às 15h

domingo, 15 de novembro de 2009

Noite do Choro e do Samba

No próximo dia 19 de novembro, quinta-feira, acontecerá a "Noite do Choro e do Samba", com o grupo "Alegria do Choro" e a participação de convidados muito especiais, como o Grupo "Confraria do Samba", o grupo vocal "Acorde na Lua" e a cia. de dança "Cuerpo Libre", que fará uma apresentação coreográfica de chorinho e samba.

O "Alegria do Choro" apresentará seu repertório de clássicos do chorinho, com músicas de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, entre outros. O "Confraria" trará os inesquecíveis sucessos do samba de raiz e o "Acorde na Lua" relembrará os grandes sucessos da bossa-nova, com as melhores composições de Tom Jobim, Vinicius de Morais, Carlinhos Lyra, Chico Buarque, Menescal e Boscolli, Toquinho, etc, etc....

Uma noite simplesmente imperdível!

SERVIÇO:
Noite do Choro e do Samba - com Alegria do Choro e convidados
Data: 19/11/2009
Local: Fundação Cultural de Blumenau (auditório Carlos Jardim)
Horário: a partir das 21:00 horas
Ingressos: R$ 5,00 (preço único)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A arte em que acredito

Eis que navegando daqui e de lá, fuir para no blog do Gregoy. E não pude resistir em trazer para cá este texto:


A arte em que acredito

Cada vez mais percebo o quanto a arte que me toca é uma arte contestadora, uma arte não voltada para a sedimentação do que já é conhecido, uma arte não cômoda, não institucionalizada, não apenas bela. Tenho pensado que a arte deveria trazer em seu cânone alguns anti-mandamentos, opostos aos mandamentos bíblicos, sendo que o principal deles, na minha tendenciosa opinião, seria ‘mata o teu pai e a tua mãe’ (em oposição direta ao cristão ‘honra o teu pai e a tua mãe’). A necessidade imposta pela ordem ‘honra’ limita a criação àquilo que pode ser compreendido e reconhecido (sob forma de prêmios ou de aperto de mãos) pelos ‘pais’ (amigos, mestres, antecessores, sociedade, pares). A arte-honra é uma arte eternamente medrosa, dependente dos aplausos, escrava de lágrimas antecipadas. A arte-honra não ousa, ou quando ousa é tão ousada quanto um buquê de rosas enviado em um dia comum. A arte-honra é uma arte segura como uma aliança dourada no anular esquerdo. Não aceita traições.

A arte-mata, o avesso da arte-honra, não tem obrigações. A sua única obrigação é consigo mesma (como um corpo que reconhece em si intestinos e frieira tanto quanto alma e coração). A arte-mata caga. A arte-mata não deve satisfações à sociedade porque não nasceu dela e não é para ela que vive. A arte-mata não depende de parabéns e incentivo público e reconhecimento dos pares. Enquanto a arte-honra é o que criamos ao nosso redor para termos uma suposta segurança (patrimônio, casamento, crenças, planos de saúde, promessas), a arte-mata simplesmente é, como nós somos. Enquanto a arte-honra tem os olhos voltados para o amanhã, sempre querendo saber sobre que solo estará pisando, a arte-mata nada sabe do depois porque não é isso que lhe interessa. Não nega dores e ferimentos e erros e suicídios. Não nega nenhuma possibilidade. Nada lhe é proibido. É essa arte, a arte-mata, a única arte em que acredito.

Por Gregory Haertel - http://rosetaseespinhos.blogspot.com

11º Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses

O 11º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses acontecerá entre os dias 16 e 21 de novembro no Teatro do SESC Prainha, em Florianópolis. Na noite de abertura, dia 16 de novembro de 2009, serão exibidos três curtas-metragens do convidado Eduardo Valente e o making of de seu último trabalho, o longa-metragem “No Meu Lugar”. Após a exibição o cineasta debaterá com o público questões sobre a produção de cinema no Brasil e o processo de criação e realização da obra cinematográfica.
O 11º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses é realizado pela Associação Cultural Alquimídia e Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (FUNCINE), em parceria com o SESC-SC. O Catavídeo é hoje a principal janela de exibição da produção catarinense.
Programação
16/11/2009
(SEGUNDA–FEIRA)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.
Noite de abertura com o convidado cineasta e crítico de cinema Eduardo Valente
Exibição dos seguintes filmes, seguido de bate-papo:
“Castanho” (direção Eduardo Valente) – ficção – 12’
“Um Sol Alaranjado” (Direção Eduardo Valente) – ficção – 18’
“O Monstro” (Direção: Eduardo Valente) – ficção – 13’
“No Meu Lugar” (Direção Eduardo Valente) – Making Of – 13’
17/11/2009 (TERÇA-FEIRA)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.

“Zé Maneca em: ói ói ói, eu não” (Direção coletiva) - animação – 3’
“Histórias de Cinema - episódio I”– (Direção Chico Caprario) - documentário – 15’
“O Corpo – Mente” – (Direção Bruno Ropelato) - video-arte – 4’
“Uma Luz no Fim do Tubo” – (Antônio Zanella) - documentário – 19’
“As Incríveis Aventuras de Asdrúbal na Grácia antiga”– (Direção Giovana N. C. Pereira) - animação – 11’
“Uma Lagoa de Cuidados” – (Direção Laura D. R. Castilho) - documentário – 5’
“A Crise de Arcísio” – (Direção Oscar Raimundo Júnior) - ficção – 9’
“O dia em que o rádio foi maior que o fogo” – (Direção Beto e Lallo Bocchino) - documentário – 29’
“Desafio de um rei” – (Direção Karen R. Keppe e Rafael Costa) - animação – 7’


Tempo Total de duração: 01h 42min.
18/11/2009 (QUARTA-FEIRA)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.

“Apagando a Rotina” – (Direção coletiva) - animação – 3’
“História de Cinema - episódio II” – (Direção Chico Caprario) documentário – 15’
“14 noites” – (Direção Christian Abes) - ficção – 13’
“Mar de Dentro” – (Direção Paschoal Samora) documentário – 12’
“Tudo o que é vermelho – Ato I” – (Direção Sarah Ferreira) - video-arte – 5’
“Paisagem Perdida” – (Direção coletiva) animação – 7’
“Memórias de Jorge Lacerda” – (Direção Roberto Lacerda Westrupp) documentário – 25’
“(Des)construção” – (Direção Saulo Popov Zambiasi) ficção – 9’
“No meu Lugar” – (Direção Marcele Emerin, André Zacchi e Christian Abes) - documentário – 6’
“Projeto de Dança para o Miramar” – (Direção Isis S. P. Nascimento e Osnildo A. Wan-Dall Junior) - experimental – 5’


Tempo Total de duração: 01h 40 min.

19/11/2009 (QUINTA-FEIRA)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.

“Árvores, capivaras, índios e... calça jeans?” – (Direção coletiva) - animação – 2’
“Histórias de Cinema – episódio III” – (Direção Chico Caprario) documentário – 15’
“Um Ensaio” – (Direção Fábio Porto) ficção – 21’
“Trabalho Febril” – (Direção José Guilherme Constâncio) - animação – 8’
“Consegue Ver” – (Direção Lucas Palpita) - experimental – 4’11”
“Amarras” – (Direção Letícia kapper) - documentário – 18’
“Bathsphere” – (Direção Elisa, Everson e Zé Guilherme) - experimental – 10’
“Católicos e Protestantes – Um Conflito em Santa Isabel”– (Direção coletiva) documentário – 7’
“Tudo o que é vermelho ato II” – (Direção Sarah Ferreira) - video-arte – 10’
“Anúncio vago de chuva” – ( Direção Sarah Ferreira) - video-arte – 8’

Tempo Total de duração: 01h 44 min.


20/11/2009 (SEXTA-FEIRA)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.

“Tem a ver com Cidadania” – (Direção coletiva) - animação – 5’
“Da Janela” (Direção - Giovana Zimermann e Sebastião Braga) - ficção – 15’
“Fotossensível” – (Direção Kike Kreuger) - documentário – 8’
“SACO- Sociedade de Apoio aos Cabeludos Oprimidos” – (Direção Gilnei Pelinson e Wiliam Baltassare) - experimental – 5’
“Minha Geladeira” – (Direção Thiago de Verney Inocêncio) animação – 6’
“Mundo Novo” – (Direção Peter Gossweiler) - video-arte – 14’
“Perdi Meu Escamento Em Urubici” – (Direção Alan Langdon) - documentário – 8’30”
“O Poeta das Ruas” – (Direção Bebel Orofino) - experimental – 5’
“HollyShitRiver” – (Direção Krystopher Andrade) - documentário – 10’
“Quilombola: A aldeia conta a sua história” – (Direção coletiva) documentário – 8’
“Desculpa o Atraso” – (Direção coletiva) ficção – 7’
“O Nome Do Dj” – (Direção Alan Langdon) - documentário – 3’59”
“Porcos, Truco e o Mistério de Silmara” – (Direção Marins C. Garcez e Aline R. Maciel) - experimental – 10’


Tempo Total de duração: 01h 46min.


21/11/2009 (SÁBADO)
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
19h30min.
Mostra dos filmes produzidos pelas oficinas do 11º Catavídeo
20h30min.
Coquetel de Lançamento do livro “A Linguagem do Vídeo” de Ricardo Weschenfelder.


MOSTRAS PARALELAS


SESSÃO MALDITA NO CINE CLUBE IEDA BECK
Local: Cinemateca Catarinense – Teatro Armação
Rua XV de Novembro,344
23 horas


18/11/2009 (Quarta–Feira)
“Boa Sorte” – (Direção Lucas Palpita) - video-arte - 1’
“Ângelo, O Coveiro” – (Direção Renato Turnes e Marco Martins) - ficção – 20’
“Ispoc(...)” – (Direção Alan Langdon) - clipe – 4’16”
“Deep Space Worms ( Os Horrendos vermes do espaço profundo)” – (Direção Richard Valentini) - ficção – 12’
“Super Repolho” – (Direção Gabriela Dreher) - animação – 2’
“A Cientista” – (Direção coletiva) - ficção – 7’
“O Frango e o Palhaço” – (Direção coletiva) - experimental – 5’
“Betova” – (Direção Alan Langdon) - documentário – 12’

Tempo total de duração: 1h 04’


19/11/2009 (Quinta-Feira)
“Boa Sorte – (Direção Lucas Palpita) - video-arte – 1’
“Chamada da Morte” – (Direção coletiva) - ficção – 4’
“Estado Vegetativo” – (Direção coletiva) - animação – 3’
“Armatron e D-Droid” – (Direção Marcello Trigo) - ficção – 19’
“La Moda della Casa” – (Direção Daniel Signorelle) - documentário – 7’
“A Santinha” – (Direção coletiva) - ficção – 10’
“Repolho para todos” – (Direção Marcelo Brasil e Kátia Cordeiro) - ficção – 20’
Tempo Total de duração: 01h04min.
SESSÃO ALTERNATIVA
Teatro do SESC Prainha
Travessa Syriaco Atherino,100
15 horas

20/11/2009 (SEXTA-FEIRA)
SESSÃO SOB TEU OLHAR (DOCUMENTÁRIOS)
“Ballet Desterro: Contemporaneidade na dança Catarinense” – (Direção Jussara Xavier) - documentário – 27’
“Sem Palavras” – (Direção Kátia Klock) - documentário – 52’
“A Personalíssima Dete Piazza” – (Direção Carolina Coral) documentário – 30’
“Domésticas para a vida” – (Direção Paulo Henrique de Moura) - documentário – 25’
“Itaúnamanajé – Gravuras Rupestres da Ilha do Campeche, interpretação e imaginário” – (Direção Mariana Martins) - documentário – 30’
“Burguesa – História de gente e de lixo” – (Direção Giane Maria de Souza) documentário – 15’


Tempo total de duração: 03h01’

21/11/2009 (SÁBADO)
SESSÃO PLURAL
“Decision” – (Direção Luis Guilherme Schmitt) - video-arte – 32’
“Cultura Negra: Identidade e Diferença em Blumenau” – (Direção Carla Fernanda da Silva, Ricardo Machado e Beli Lessa) - documentário – 50’
“Contraponto” – (Direção Marcelo F. de Souza) - ficção – 31’
“Mar e Cultura” – (Direção Tatiana Kviatkoski) - documentário – 47’

Tempo Total de duração: 02h40min.
Outras informações:
www.catavídeo.org
FUNCINE - Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis. Forte Santa Bárbara, Centro, CEP: 88010-410, Florianópolis / SC
Expediente: 13h30min às 18h (de segunda a sexta-feira)
Fone: (48) 3224-6591 / (48) 9989-4215
E-mail: catavideo@alquimidia.org

Noite Multicultural no Barrracão

Encontro de compositores, literatura e artes visuais e manuais no Barrracão...

Inauguração do Ferro Velho Rock Bar


Noite com MPB e Pop Rock, anos 70, 80 e 90.
Apresentação da Banda Eliziário 63.

Dia 14/11, às 21:00 hs.

Ingressos à R$ 10,00 no local ou antecipados com o pessoal da galera.
Rua Jacó Brueckheimer, 81 - Velha.
Uma rua antes da Expofair.

Semana da Consciência Negra inicia segunda-feira

Numa realização da Fundação Cultural de Blumenau, a Semana da Consciência Negra deste ano traz exposições, palestras em escolas, apresentações artísticas em terminais, praças e reflexões sobre o tema. A programação inicia na próxima segunda-feira, 16, com uma exposição e com atividades em vários pontos da cidade.

A mostra será de objetos de umbanda e se estenderá até o dia 27, na Sala Elke Hering da Fundação Cultural. Na terça-feira haverá apresentação do vídeo Cultura Negra, Identidade e Diferença em Blumenau, de Carla Fernanda, Ricardo Machado e Beli Lessa, aprovado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura, e palestra com a jornalista Magali Moser e a fotógrafa Rafaela Martins, que vão apresentar a reportagem Negra Blumenau, publicada no Jornal de Santa Catarina e agraciada com a Comenda Zumbi dos Palmares, pela Câmara de Vereadores de Blumenau. A apresentação acontecerá em dois horários: às 10 horas e às 16 horas, na Escola Hercílio Deeke, no bairro da Velha. A palestra contará ainda com a participação do estudante angolano da FURB, João Davidson. Na quarta-feira a apresentação do vídeo e a palestra serão na Escola Santos Dumont, no bairro Garcia, nos mesmos horários.

Quinta-feira pela manhã, apresentação artística no Terminal da Proeb, com o grupo Alegria do Choro, e às 19 horas será a vez dos grupos de Rap da Família C, da Velha Grande. Às 21 horas, com produção do Alegria do Choro, no Auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural, a Noite do Chorinho e do Samba, com os grupos Alegria do Choro, Confraria do Samba e Grupo de Dança Cuerpo Libre. Ingresso com preço único de R$ 5. Sexta-feira, 19 horas, a apresentação artística no Terminal da Fonte fica a cargo dos grupos de Rap da Família C, da Velha Grande; já na Fundação Cultural, 19 horas, com a produção do Centro Cultural de Yorubá, apresentações artísticas diversas fecham a programação do dia.

No sábado, encerrando a Semana da Consciência Negra, será realizado o projeto Praça Acústica, na Praça Dr. Blumenau, a partir das 11 horas, com várias atrações artísticas.


Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.
Fonte: Danilo Passold, agente cultural FCB (3326 7582 e 9127 7232)

Fotografia: Rafaela Martins | Negra Blumenau | 2008

Vem aí o Festival de Hip Hop


Já estão à venda os ingressos para o VI Festival de Hip Hop Black Cat, que acontece nos dias 26 e 27 deste mês, no Teatro Carlos Gomes. Este é mais um dos projetos aprovados pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau e que vai reunir mais de 500 bailarinos em duas noites de dança de rua, canto e grafite. O evento conta com ao apoio da Fundação Cultural de Blumenau e os ingressos podem ser adquiridos na secretaria do Teatro Carlos Gomes: R$ 20 (inteiro) R$ 15 (antecipado) R$ 10 (estudante).

O festival será realizado no Auditório Heinz Geyer e este ano o público terá duas noites diferentes para prestigiar, porém, todos os bailarinos da professora Bruna Oechsler apresentarão suas coreografias nos dois dias do evento. O hip hop é uma cultura que vem se difundindo cada dia mais entre os jovens e conquistando o seu espaço. Hoje o evento já faz parte do calendário da cidade.

Os participantes do festival poderão apresentar seus trabalhos, receber uma avaliação de profissionais de renome internacional na dança de rua, assistir aos espetáculos e ainda participar de um workshop de três aulas práticas, para um maior aprendizado da modalidade. Para o festival virão também grupos convidados de projeção nacional como de Curitiba, Itajaí, Florianópolis e Rio de Janeiro, que vão trazer seus grupos para participarem da mostra, favorecendo também a troca de experiências.


Fontes: Dagmar Marla Zimmermann, advogada FCB (3326 6846 e 9928 9659) e Bruna Oechsler, beneficiada (3041 9356 e 9979 7006
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

credito foto: http://fotolog.terra.com.br/linhasnegras

Salão dos Novos de Joinville


A Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e a Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew convidam a comunidade artística para participar do 14º Salão dos Novos de Joinville. Com o tema “Arte e Tecnologias Acessíveis”, o salão vai selecionar 12 trabalhos para exposição. Todos receberão pró-labore. As inscrições gratuitas para a seleção ficam abertas até o dia 16 de novembro. A seleção será feita por uma comissão curadora, formada por Daniela Bousso (SP), Eduardo Frota (SP) e Raquel Stolf (SC).

Esta edição do Salão pretende abrir espaço para trabalhos sobre a relação híbrida existente entre arte e tecnologia, ciência e pensamento, que promovam reflexões sobre o contexto atual das artes visuais. As produções inscritas devem seguir as seguintes linhas: animação, arte com o celular, arte e ciências, arte em rede, filme, instalações sonoras, mídias locativas, trabalhos efetuados com uso de aplicativos de computação gráfica, trabalhos dirigidos a alcance midiático (internet), videoarte e videoinstalação.

Podem participar artistas de todo o país, desde que sejam radicados no Brasil, que não tenham realizado exposições individuais e recebido prêmios de participação em salões oficiais. Os interessados podem entrar em contato com a Galeria Victor Kursancew pelo (47) 3433.2266 ou galeriavk@joinvillecultural.sc.gov.br.

Regulamento e ficha de inscrição em www.salaodosnovosdejoinville.blogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ATELIÊ NESTORJR E VANESSA NEUBER

video

Temos uma história, uma poesia...

Mas queremos que você faça parte das próximas.

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Esperamos sua visita a partir do dia 18 de novembro,

de quarta à sexta-feira, das 14h às 19h

(ou com hora marcada)

Rua São Paulo, 420-I

Bairro Victor Konder

Blumenau, SC

ISPG


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

E a II Conferência Estadual de Cultura?

Dae pessoas.

Estamos a quinze dias da Conferência Estadual. Pelo jeito, não vai rolar aquele encontro anterior para articular idéias e posições. Por isso, pq nao propor, aqui, uma discussão sobre os grandes desafios a se levar a Floripa?

No mais, beijos!
Márcio

FURB FEDERAL!

O Comitê Pró-Federalização da FURB, convida à todos para participarem da Conferência destinada a debater a transformação da Universidade Regional de Blumenau, em Universidade Federal de Blumenau. A conferência, acontece dia 9 de novembro, segunda-feira, as 2 horas da tarde, no Plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau.

Será uma atividade promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal e contará, com a presença do reitor da UFSC e da Secretária de Ensino Superior do MEC.
A FURB TV, fará transmissão ao vivo, com reprise, na segunda-feira, às 9 e meia da noite. Para mais informações acesse: www.furbfm.furb.br

domingo, 8 de novembro de 2009

Palestra: Arqueologia dos Prazeres com Fernando Santoro

Arqueologia dos Prazeres

por Nathália Perdomo


“Nunca a destruição, mas a moderação. Não o excesso, mas o equilíbrio, a medida, a ocasião apropriada, os modos. Por isso, o uso dos prazeres requer um saber dos prazeres, um saber que pode regulá-los de acordo com o melhor. Os prazeres podem ser uma força perturbadora, mas apenas quando estão sem rédea, sem comando, sem seu cocheiro, para usar mais uma metáfora platônica”.
Arqueologia dos Prazeres é o mais recente livro de Fernando Santoro, professor do Departamento de Filosofia da UFRJ, que resgata a discussão acerca das relações dos prazeres entre os filósofos gregos.
Para saber mais sobre o livro confira abaixo o papo com o autor.
Em seu livro Arqueologia dos Prazeres, você comenta que os gregos associavam os prazeres ao sofrimento. E hoje, a cultura ocidental associa o prazer a que?
Quando digo que os gregos associavam o prazer ao sofrimento isso quer dizer primeiro que o sofrimento e o prazer ocupam o mesmo campo de problematização moral referente à realização de uma vida humana virtuosa e feliz. Mas esta associação é mais íntima do que a natural associação entre dois opostos. Significa que em muitos casos a proximidade alcança a própria ambigüidade: prazeres que trazem dor, dores que trazem prazer; e é justamente nesse campo da ambigüidade que o saber filosófico é mais requisitado, porque deixam de valer distinções infantis e o campo da construção dos valores e dos sentidos da existência entram em jogo, abrindo espaço para a liberdade e a autenticidade. Os códigos morais gregos não visavam padronizar os homens sob regras de conduta, mas antes possibilitar que os indivíduos construíssem um estilo de vida coerente com si mesmos. Hoje, o prazer não é visto como um valor no campo da construção da liberdade, mas antes como uma experiência de consumo. Consumo tanto dos objetos, quanto dos que os usufruem. Mesmo os prazeres oriundos dos objetos que, naturalmente, se consomem, como bebidas e comidas, eram vistos pelos gregos não pela lógica do consumo, mas da repleção. De modo que acreditavam que o prazer era alcançar uma plenitude, e não gastar ou gastar-se. Mas estes prazeres eram também considerados mais vulgares. Os prazeres dos grandes mestres gregos associavam-se mais à atividade do que à passividade: a amizade, o amor, o refinamento da sensação, a própria filosofia eram vistas como as atividades mais prazerosas. O consumismo contemporâneo tende a esvaziar o prazer da vida e o próprio gozo dos objetos. Por isso, é sempre urgente repensar o que significa para nós a felicidade, tanto no campo do exercício das virtudes, quanto no desfrute da vida. Para Epicuro, a sabedoria dos prazeres estava em encontrá-los à mão: figos, mel, uma fonte de água pura, a boa conversa entre amigos.
A indústria de consumo pode ser apontada como a principal responsável por fomentar desejos na cultura contemporânea? Você considera isso um risco proposital “oferecido” pelo regime capitalista?
A felicidade, o prazer, o gozo estão sempre ligados aos desejos. Muitos gregos, principalmente os cínicos e estóicos, mais moralistas, associam o desejo à dor. O desejo é conseqüência da falta, da carência. De modo que por mais riquezas que alguém possuísse, se seu desejo não era aplacado, ele continuava carente, e de um modo muito real era mais pobre do que alguém de poucos recursos, porém com poucas necessidades. Sócrates tornou esta equação mais complexa, vendo que o desejo, o amor, não eram apenas filhos de carência, mas também a expressão de um recurso vital que busca não apenas alcançar um bem, mas também gerar e produzir os bens. Tomados de desejos não ficamos apenas carentes de coisas belas, mas nos movemos para gerá-las. A lógica do desejo no capitalismo tem uma dimensão perversa porque a produção não se move para preencher as necessidades e os desejos; mas, inversamente, primeiro se produzem desejos e carências e depois a produção se move para supri-los. O capitalismo, quanto mais rico mais produz carência. E não estou falando da perspectiva marxista da mais-valia e da apropriação do trabalho. Estou pensando, justamente, no consumidor que possui recursos. Para ele, a engrenagem da propaganda produz uma carência infinita, que não pode nunca ser suprida, sempre há um novo supérfluo que é transformado em necessidade. Quem vive hoje sem um celular, sem uma televisão? No entanto, há poucas décadas estas necessidades sequer eram cogitadas de existir. O perverso do capitalismo é que até o rico se torna carente, como na dialética hegeliana do senhor e do escravo.
Como você vê a crítica da imprensa sobre o seu livro, especificamente? Em geral, as críticas são levianas?
Ainda não posso falar de críticas da imprensa, porque ainda não chegaram. As primeiras manifestações vieram de um campo fora da literatura e da filosofia, por conta do apelo do título. A imprensa que se mobilizou até o momento buscou no livro conteúdos eróticos ou de consumo, justamente! Mas não vai encontrar exatamente o que espera — afinal é um livro para se pensar, não para consumir. Apareceu uma matéria no caderno “Ela” do jornal O Globo, que tende a tratar as mulheres como as maiores consumidoras. O título era “Filósofo e Gato”; obviamente, o gato não era eu, mas o Chico Bosco que também está lançando um livro na coleção filosófica. O jornalista que tentou ler o meu livro, disse que era muito difícil, tinha palavras estranhas como “complexificar” (posso garantir que tem umas cem palavras mais estranhas do que essa, entre os conceitos morais dos gregos) e ficou insatisfeito porque a arqueologia só foi dos primórdios até Epicuro, ainda muito longínquo (sic).
Como surgiu a idéia de escrever Arqueologia dos Prazeres?
A idéia começou a ser gestada quando Mirian Goldemberg, professora de antropologia do IFCS, me propôs de ministrarmos um curso em conjunto, para estudantes de ciências sociais e de filosofia. Resolvemos preparar um curso sobre a História da Sexualidade de Michel Foucault, mais especificamente sobre o segundo livro “O Uso dos Prazeres”, que é uma obra que aborda os gregos para revirar alguns conceitos contemporâneos sobre a sexualidade, principalmente a idéia errônea de que o discurso sobre a sexualidade era resultado de uma liberação recente de temas recalcados até o séc. XIX. Montamos o curso, juntando duas turmas das duas faculdades e reunimos, de um lado, as pesquisas de Mirian sobre os discursos de sexualidade no Brasil atual e, de outro, as minhas pesquisas em torno das fontes gregas. O curso me empurrou para a literatura filosófica sobre o tema e acabei montando, na Casa do Saber, um mini-curso em seis lições que já se chamava Arqueologia dos Prazeres e foi a espinha dorsal do livro. O curso teve boa repercussão e a editora Isa Pessoa, da Objetiva, me convidou para abrir a sua coleção filosófica. Com isso, refugiei-me na montanha e escrevi a maior parte do livro neste verão, à beira agradável de um córrego...

* Texto publicado em Olhar Virtual - UFRJ



Palestra:


Dia 30/11 - Segunda-feira

19 h

FURB - Auditório Bloco J


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

e por falar em artes visuais...


Cadê o Salão Elke Hering?

Cá entre nós, alguém acreditou nessa desculpa da greve dos correios?

Mais de 20 de dias de atraso e nenhum comunicado oficial enviado aos artistas.

Seria o $$ que não teria vindo do Governo do Estado??

Sr. Gilmar Knaesel e Sr Luiz Henrique, vcs não haviam prometido uns trocados??

[Trocados sim, porque, dos mais de R$ 100.000 em que foi orçado o salão, parece q o governo prometeu só R$ 50.000 + 30 mil e uns quebrados, que ainda estão pendentes da edição de 2007 (óóó ... )]

INFORME GERAL SOBRE O COLEGIADO SETORIAL DE ARTES VISUAIS

repasando e-mail recebido, com informações bem relevantes para as artes visuais:

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INFORME GERAL SOBRE O COLEGIADO SETORIAL DE ARTES VISUAIS E ACOES ESPECÍFICAS EM SANTA CATARINA REALIZADAS NO PERÍODO ENTRE 2005/2009.



Prezados
artistas,
críticos,
curadores,
diretores de instituicoes e
interessados em artes visuais,



Os Colegiados Setoriais de Cultura - instancias de assessoria do Ministério da Cultura / CNPC (Conselho Nacional de política Cultural), no qual participam profissionais brasileiros, surgiu em 2005 como Câmaras Setoriais de Cultura, e agora no final de 2009 estará se renovando elegendo novos representantes de todas as regioes do Brasil.

Em um processo de continuidade ao Plano Nacional de Cultura o MINC em 2008, decidiu dar continuidade aos trabalhos das Câmaras Setoriais transformando-as em uma instância permanente onde profissionais eleitos de cada regiao do Brasil possam participar ativamente do processo de implanta ção do Sistema Nacional de Cultura passando a ser chamadas de Colegiados Setoriais de Cultura.

Em 2005 eu, Roberto Moreira Junior ( artista e agenciador ) fui eleito para ser o representante de Santa Catarina nessa instância que o Governo Federal estava criando e quando ocorreu o Seminário Nacional de Artes Visuais no Rio de Janeiro eu e Neno Brasil fomos eleitos como representante e suplente (respectivamente) da Regiao Sul.

O Seminário Nacional de Artes Visuais ocorrido em meados de 2005 foi tido como histórico pela classe artística, pois a área das Artes Plásticas é tida como a menos organizada politicamente e nesse sentido, o encontro realizado e organizado pela equipe do Centro de Artes Visuais da FUNARTE RJ foi muito produtivo pois, foi ali que comecamos a pensar e avaliar entao as políticas (in)existentes para a classe artística.

Nesses 4 anos que se passaram, muitas coisas que a Camara Setorial de Artes Visuais apontou como metas, diretrizes e planos de acoes , tiveram reflexo em projetos do Ministério da Cultura e em algumas regioes do Brasil onde a administracao pública de Cultura têm mais nocao do que seja produzir arte na contemporaneidade.

Creio que esta concepcao (nocao atualizada do que seja produzir arte e cultura num contexto social e economico) , na dimensao administrativa e burocrática das Fundacoes Públicas e Privadas de Cultura seja crucial para poder planejar acoes estratégicas e projetos que tenham um alcancem além da esfera de poder e de governo. Como é comprovado pelas fontes disponíveis, a producao cultural hoje é um organismo que tem impacto significativo na Economia e na Visibilidade Estratégica de uma regiao.

Nao fosse isso, a nomeaco do cantor e compositor Gilberto Gil como Ministro da Cultura no Governo Lula, nao teria tido tanto impacto político e social (e artístico) a nível nacional como vêm tendo o Ministério da Cultura nos últimos 8 anos como nunca se viu - em termos de valorizacao, reconhecimento e prioridades das atividades artísticas culturais e de patrimônio.

Por exemplo, a solicitacao de um orcamento mínimo para a Cultura (PEC 150) - que está em trânsito no Congresso Nacional - a revisao da Lei Rouanet, a criacao de editais específicos por áreas artísticas, a concepcao de haver outros mecanismos de fomento à producao artística que nao só as leis de incentivo e etc, foram alguns dos pontos cruciais que foram levantados por muitas das Camaras Setoriais de Cultura (artes visuais, teatro, danca, musica e circo).

Gracas a a ção do Governo Federal - MINC, os profissionais puderam opinar e pensar em conjunto, quais seriao as melhorias a serem planejadas e implantadas a médio/longo prazo a todos os níveis de governo - federal, estadual e municipal.


O processo de reconhecimento e concepcao do que seria "Artes Visuais" hoje, também foi tema do CSAV (colegiado setorial de artes visuais), tendo a polêmica logo de início com a discidencia da chamada "Arte e Tecnologia" ou "Artes Digitais" que por seus motivos (sic) defendiam a separacao do campo das Artes Visuais e que hoje avancam nesse sentido, pois este grupo (através de mecanismos de negociacao direta com o MINC) se transformaram de Grupo de Trabalho á uma vaga no Conselho Nacional de Politica Cultural (CNPC), que é o órgao que gerencia e administra as acoes de cada Colegiado.

Independente desta "separacao" de conceitos e interesses a maioria dos representantes do CSAV sempre defendeu a uniao de forcas e nesse sentido compreendeu que, sim pode ser uma área que tenha outros princípios de investimentos, mas que nao se diferenciaria do contexto das Artes Visuais conceitualmente. Mas enfim a discussao segue e está em pauta nas reflexoes da classe artística e também deste Colegiado. (...)


Durante os 4 anos de trabalho voluntário de representante do Colegiado Setorial de Artes Visuais do MINC/FUNARTE, eu pessoalmente, empreendi uma "batalha" para tentar incluir em Santa Catarina e Florianópolis um pensamento profissional nas Artes Visuais através de discussoes públicas sobre Política Cultural para Artes Visuais no Estado e no Município através de reunioes com propostas, textos distribuídos e projetos artísticos.

E para ser sincero, nenhum dos órgaos responsáveis (e seus devidos diretores na época - 2005/2007) e nem a maioria dos artistas em SC, deram importância para as discussoes que se trazia das reunioes do Rio de Janeiro com a Câmara Setorial de Cultura. Isto é: pensar editais específicos e projetos públicos de artes visuais, pensar e trabalhar pela valorizacao e reconhecimento do trabalho do artista (tido sempre como "cereja de bolo de festa" por muitas instituicoes até hoje), pensar num planejamento estratégico para a área, pensar em projetos de formacao, fomento e na circulacao da producao artística e etc, etc, etc.

Todas estas propostas foram apresentadas e entregues aos gerentes e diretores das respectivas Fundacoes de Cultura no Estado de SC e no Município de Florianópolis, por meio de incansáveis reunioes e até mesmo exposicoes e curadorias que organizei durante este período em Florianópolis.

Infelizmente nada ou muito pouco das propostas e projetos de política para as Artes Visuais que elaborei (em reflexo das reunioes da Camara Setorial de Artes Visuais) durante esta época (2005/2007) foram levadas a diante ou mesmo implantadas.

O município de Florianópolis tem como tradicao cultural apenas o Folclore e foi isto que foi prioridade nos últimos mínimos 20 anos na capital do Estado. É sempre muito bom que tenha-se o reconhecimento de suas raízes através das manifestacoes populares, mas quando isso se torna um "desfoco" ou um motivo para priorizar os investimentos em Cultura em geral para apenas uma manifestacao cultural, se torna um grande problema e um grande vácuo na producao e fomento da producao artística (como é de fato percebido na capital do estado de SC).

Creio que os grupos e artistas que produziram nestes últimos 10, 15 anos em Florianópolis sao mesmo muito valentes e merecem todo o respeito e atencao, pois numa regiao que só se via boi de mamao e teatro do século XIX (nada contra as opcoes de producao, justifico a citacao pelo mesmo motivo do termo "desfoco" abordado acima) fazer e produzir outro pensamento na terra da areia e da maresia era uma coisa de mártir.

Pena que esse "reconhecimento" é apenas no campo do intelecto e ainda subjetivo, mas seguimos adiante.....

Nos anos de 2008 e 2009, menos intenso, mas com encontros específicos para apresentar as propostas e minha disponibilidade em colaborar nas discussoes de políticas especificas para as Artes Visuais, me reuní com a Presidente da Fundacao Catarinense de Cultura em 2008 a Sra. Elisabete Anderle (in memoria), e em 2009 com Sra. Anita Pires.
Na Fundacao Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes em 2008 me reuní com o Presidente da Fundacao Wilson Rosalino e em 2009 com a Coordenadora Geral Roseli Maria da Silva Pereira.

Sem um desdobramento concreto (a médio prazo) em ambas visitas, acreditava-se que de alguma forma o contato tinha sido realizado e uma pequena no ção sobre o contexto atual da producao artística tinha sido apresentado e com isso poderia ter havido uma
consideração por partes destas instituiçoes, mas as coisas nao foram bem assim
(de qualquer forma acredita-se que, essa compreensao ainda esteja em processo,
devido ao contexto abordado).

Por parte da Fundacao Cultural do Município, além da desarticulacao dos artistas
plásticos (incluem-se aqui artistas individuais e ou agremiacoes e associacoes de
artistas), que vivem em Florianópolis houve, recentemente uma certa resistência por
parte (parece) das próprias outras áreas artísticas e da própria administracao da
COnferencia Municipal de Fpolis em aceitar a proposta de Artes Visuais enviada por mim na tentativa de participar da Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis. Por
motivos adversos, o documento (anexo) chegou apenas e finalmente após a referida
Conferência aos responsáveis por esta e pela Fundacao Franklin Cascaes.

Na Fundacao Catarinense de Cultura, o problema parece a lingua que se fala, pois no
resultado do Edital Elisabete Anderle de Cultura de SC na área de Artes Visuais houve
uma confusao de conceito entre arte visuais e folclore, tendo sido contemplado altos
valores em projetos a principio duvidosos (mas de nenhuma se questiona seu valor, por suposto acompanharemos atentamente para saber realmente o objeto desses tais
projetos).
Essa opiniao, nao é uma critica pessoal como muitos acreditam, muitos artistas, criticos e curadores se manifestaram com igual desapreco pelo resultado parcial do referido
edital (conforme email que fiz circular no mes de setembro de 2009).
Inclusive o valor inicialmente divulgado e que ainda divulga-se nao é exatamente o
montante total disponibilizado, pois dos mais de 200 projetos que seriam aprovados,
apenas 189 projetos forao contemplados.......

Enfim, é aparente que a classe dos artistas plásticos, além de desarticulada,
as instituicoes responsáveis também talvez nao estejam entendendo o valor e algumas prioridades de quem trabalha realmente com artes visuais, isso se reflete
justamente em algumas in-acoes deste contexto.


::::::PARA RESUMIR:::::::


O panorama agora é outro e o processo agora é de renovacao e articulacao. E é neste sentido que o Ministério da Cultura através dos Colegiados Setoriais de Cultura FUNARTE, está organizando fóruns para comecar o processo de discussao e eleicao dos novos representantes de cada área para cada colegiado.

O Colegiado de Artes Visuais terá duas reunioes aos profissionais das Artes Visuais, uma será em Curitiba no dia 18 de novembro e a segunda será em Florianópolis em data a ser marcada na reuniao de Curitiba (provavelmente no inicio de dezembro).

Neste sentido, que se faz realmente necessário, a presenca ou manifestacao da classe artística de Santa Catarina (artistas, estudantes, professores, criticos, curadores, diretores, coordenadores, agenciadores, e etc) para podermos desenvolver as questoes internas para poder encontrarmos pessoas articuladas (e sem interesses pessoais e busca de status ), para participar desse processo democrático para pensar as questoes e as políticas públicas para as Artes Visuais a nível federal.
Creio que a nível estadual e municipal as coisas poderao ir se adaptando e nesse sentido alcancaremos o reconhecimento e teremos mais voz nesse contexto cultural que se quer desenhar em Santa Catarina.


::::::Na Prática:::::::

Como nao me encontro em Florianópolis neste momento de organizacao e articulacao, os profissionais na pessoa de Neno Brasil (artista), Lygia Helena Rousssenq Neves (Diretora do MASC) e Flávia Fernandes (artista), estarao agilizando e combinando com os interessados encontros prévios para a viagem a Curitiba para participar da Reuniao do Fórum Regional de Artes Visuais que acontecerá no dia 20 de novembro, sexta feira , as 14hs.
( nenobrazil@gmail.com , lygiahrn@terra.com.br , flaviafernandes@hotmail.com )



Nesta reuniao em Curitiba estarao profissionais dos tres estados do sul do Brasil, isto é, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no qual estarao discutindo o panorama da atuacao politica regional para as artes visuais assim como uma prévia dos interessados em se candidatarem para serem representantes e suplentes do Colegiado Setorial de Artes Visuais 2010/2012.

Na segunda reuniao que acontecerá em Florianópolis, será realizada a eleicao final dos representantes e de seus respectivos suplentes que participarao por sua vez na Pré-Conferencia Setorial de Artes Visuais a ser realizada em Brasilia no final de Janeiro de 2010 e nas posteriores reunioes do CSAV.

Neste sentido, que pe ço a todos a atencao e consideracao com as questoes aqui
abordadas e para as próximas que serao realizadas.

Haverá também no sábado (07/11) em Florianópolis uma reuniao com os artistas no
Auditório do CEART/UDESC das 14 ás 18h.
E ao contrário do que diz a carta enviada pela Associacao dos Artistas Plásticos de SC (AAPLASC), foi elaboradas e pensadas sim propostas a serem apresentadas nas
Conferências de Cultura (tal afirmacao na carta da AAPLASC confirma tal desarticulacao da classe artística, sendo que, seu presidente participou da ultima reuniao que
organizei sobre este tema em Julho de 2009, na Fundacao Cultural Badesc).



Serviço:
- 7 de novembro a partir das 14hs - Reuniao com artistas no Auditório do CEART/UDESC, Florianópolis , coordenado pela
AAPLASC;
- 18 de novembro ás 14hs - Fórum Regional de Artes Visuais coordenado pelos representantes do Colegiado Setorial de Artes Visuais MINC/FUNARTE em CURITIBA, PR , Solar do Barao . (informacoes com Neno Brasil);

- Início de dezembro (data a ser definida na reuniao de Curitiba) - Fórum Regional de Artes Visuais coordenado pelos representantes do Colegiado Setorial de Artes Visuais MINC/FUNARTE em FLORIANÓPOLIS, SC em lugar a ser divulgado posterioremente. (Nesta reuniao serao eleitos os novos representates da REGIAO SUL para o CSAV).

(em anexo segue documento base enviado a responsáveis pela Conferencia Municipal
de Cultura de Florianópolis e encaminhado a alguns artistas)

Sem mais para o momento,
estarei a disposicao para maiores esclarecimentos sobre os assuntos aqui abordados.

Atenciosamente,
---
Roberto Moreira Junior
http://traplev.multiply.com


(((((nota 1: por favor desculpem-me a pontuacao e os possíveis erros de portugues e os possíveis equívocos na descricao do assunto))))))
(((((nota 2: por favor repassem este email para suas listas de interessados)))))
(((( nota 3: estarei disponível posteriormente para qualquer conversa e esclarescimento)))))