quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PROGRAMAÇÃO SESC BLUMENAU - OUTUBRO


Festa Curso de História FURB


SUBMARINO AQUARELO:Contracultura em Movimento
Show com Torta Flamejante
Festa do Curso de História FURB
KGB Bar & Cia.A partir das 22h.
Ingressos antecipados R$5, na Be Bop ou com acadêmicos do curso.
Na hora R$7.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


4ª etapa do Palco Giratório traz a cidade o Grupo La Mínima com espetáculo e oficina:


A Noite dos Palhaços Mudos - Fundação Cultural de Blumenau

15 de outubro - quinta-feira/Horário: 20h - retirar senha no SESC

Release: Nesta adaptação da história em quadrinhos do cartunista Laerte, a Companhia La Mínima trata da história de uma dupla de palhaços mudos que, para resgatar o nariz de um palhaço mutilado, invade uma organização secreta que prega justamente o extermínio da classe.

Oficina: Palhaço e Comicidade Física
16/10/2009 – Sexta-feira - Auditório CARLOS JARDIM
Turma 1: 09h às 13h / Turma 2: 14h às 18h - Idade mínima: 16 anos - Vagas Limitadas

Destinada a profissionais ou estudantes de artes cênicas, interessados nas artes circenses e do palhaço. O objetivo desta aula-espetáculo é demonstrar através de clássicas entradas de palhaços e outras habilidades próprias da arte clownesca (como cascatas, claques), um pouco do trabalho de comicidade que é desenvolvido pelo grupo.

Informações e inscrições: jamildias@sesc-sc.com.br - 47 3322 5261

Políticas Culturais, diversidade e cidadania

Um rápido balanço sobre a 4ª Conferência Municipal de Cultura


O que você vai ler agora é um breve balanço, uma breve avaliação do que foi a Conferência Municipal de Cultura realizada no último fim de semana. Falo breve, porque o resultado na íntegra poderá ser conferido nos próximos dias, quando forem entregues à sociedade, os anais do evento.


A começar pelo quórum, a Conferência foi um sucesso: auditório lotado na sexta-feira à noite e mais de 100 participantes no sábado – o que garantiu a Blumenau o envio de 25 delegados à Conferência Estadual, e boas chances de enviar representantes à instância federal do evento. Foram mais de 15 horas de trabalho. São números bastante expressivos, mas os aspectos qualitativos do evento merecem ainda mais comemoração.


Ao contrário de estigmas e estereótipos retrógrados, que alguns insistem em manter, artistas, produtores, gestores culturais, representantes de diversos segmentos e grupos, mostraram-se profissionalizados, organizados, coerentes, embasados teórica e legalmente e conduziram um debate qualificado sobre políticas culturais.


Reunidos em cinco eixos temáticos, os participantes produziram material que deve servir de norteador para as políticas culturais do município, do estado e do país. A garantia da diversidade cultural, do acesso à cultura, do exercício da cidadania e da profissionalização do setor cultural permeou todos os eixos.


A necessidade de novas políticas municipais de cultura e a reestruturação da Fundação Cultural de Blumenau foram os aspectos mais discutidos. Os participantes apresentaram propostas e exigências para garantir a qualificação técnica do quadro profissional da Fundação Cultural de Blumenau. Como caminho o grupo propõe que tenha início imediatamente a implementação do Sistema Municipal de Cultura, conforme determina o governo federal, e como já o fazem outros municípios catarinenses, como Joinville e Itajaí.


O encontro também serviu para a indicação de seis membros do Conselho Municipal, que ao lado dos nomes indicados pelo executivo irão compor o órgão consultivo. Aliás, o caráter do Conselho também foi debatido. O grande grupo propõe que ele adquira caráter deliberativo e que trabalhe ao lado de um Fórum Permanente de Cultura, espaço aberto a sociedade, para a discussão e proposição de políticas e ações.


Bem poderia falar muito mais ainda, sobre este intenso e produtivo momento, que tivemos a felicidade de vivenciar. Esperamos agora que as proposições ecoem e gerem os frutos esperados. Por isso deixo aqui, antes de encerrar, uma questão fundamental: A Conferência Municipal é a instância máxima da representatividade e do exercício da democracia e da cidadania no setor cultural. As sua deliberações precisam e devem ser consideradas, viabilizadas e aplicadas pelos poderes legislativo e executivo. O contrário disso seria subverter e negar o próprio Estado democrático e a sua legitimidade.



Aline Assumpção é comunicóloga, produtora cultural e artista visual. aline@liquidificador.art.br


(artigo enviado aos veículos de comunicação na última segunda-feira)

Nesta quinta tem CineMãe


Acontece nesta quinta-feira, 1º, a segunda exibição do CineMãe, um programa de cinema para mamães com seus bebês de até 18 meses, onde pais e acompanhantes também são convidados. A sessão começa às 19 horas, no Cine Teatro Edith Gaertner, da Fundação Cultural de Blumenau. A entrada é gratuita.

A novidade do CineMãe é que agora os pais podem sugerir os filmes e também votar nos filmes indicados. O filme mais votado será o exibido na próxima sessão. É possível escolher dentro os filmes indicados através do e-mail bibliotecadoarquivo@fcblu.com.br ou pelo telefone 3326 7514 (com Gláucia), ou ainda na enquete da comunidade do CineMãe no orkut. Para acessar a comunidade é necessário ser um membro do site de relacionamentos Orkut. Já possuindo seu cadastro basta digitar CineMãe no campo de pesquisa e selecionar a opção comunidades. Acessando a página é necessário participar da comunidade para poder selecionar o filme.

Os filmes são para entretenimento dos adultos, e a sala de cinema da Fundação, para o CineMãe, está com som reduzido, trocador, ambiente climatizado e levemente iluminado. Os filmes indicados para a próxima sessão do CineMãe são:

O Casamento de Rachel
A festa de casamento de Rachel tem tudo para ser perfeita, amigos e familiares reunidos, num fim de semana repleto de comida e música. Mas quando Kim, a irmã mais nova de Rachel chega, todos se preocupam, afinal, após um longo período numa clínica de reabilitação e com seu histórico de crises e conflitos familiares, ela tem o dom de provocar grandes dramas em qualquer situação e com sua postura sarcástica fará reviver antigas feridas e acabará por transformar o casamento dos sonhos num campo de batalha.EUA 2008, com Anne Hathaway e Debra Winger.Direção de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes).Drama / 113min.

Pequena Miss Sunshine (Litlle Miss Sunshine)
Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de autoajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor gay suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin) é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.EUA 2006, com Abigail Breslin, Greg Kinnear e Steve Carell. Direção de Jonathan Dayton e Valerie Faris. Comédia / 121min.

Tudo Sobre Minha Mãe
No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), uma ida para ver a nova montagem da peça Um bonde chamado desejo, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após a peça, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e termina por falecer. Manuela resolve então ir de encontro ao pai, que vive em Barcelona, para dar-lhe a notícia, quando encontra no caminho o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo. Filme vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.Espanha / 1999, com Cecília Roth, Marisa Paredes e Penélope Cruz. Direção de Pedro Almodóvar. Comédia / 101min.

Se você quer ir a uma sessão de cinema com seu bebê ou simplesmente participar da programação, é só chegar na Fundação Cultural, que fica na Rua XV de Novembro, 161.

Agenda CineMãe
1° de outubro
5 de novembro
10 de dezembro


O CineMãe tem o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Banco de Leite Humano, Comitê Regional do Aleitamento Materno e Piracema do Bem Nascer.
Fonte: Gláucia Maindra da Silva, coordenadora do CineMãe (3326 7514)
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124

Mais informação sobre a PEC 150

Comissão aprova garantia de recursos para a cultura A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre as quatro propostas de emenda à Constituição (PECs) que vinculam recursos da União, dos Estados e dos Municípios para a cultura e a preservação do patrimônio cultural (324/01, 427/01, 150/03 e 310/04) aprovou nesta quarta-feira (23), por unanimidade, o substitutivo do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira. A matéria segue para análise do Plenário.
O parecer destina à cultura 2% dos impostos federais, 1,5% dos estaduais e distritais e 1% dos municipais. Porém, dentro dos 2% de responsabilidade da União 20% deverão ser destinados aos Estados e ao Distrito Federal e 30% para os Municípios. Segundo o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Almeida, atualmente o orçamento da cultura representa 0,5% das receitas federais, o que equivale a cerca de R$ 1,3 bilhão. Se esse percentual subir para 2%, a União deverá reservar cerca de R$ 5,3 bilhões para o setor.

Fonte: Ascom AMMVI com informações da Agência Câmara.

Vista Grossa...

Nem uma única linha na nossa mídia impressa sobre a Conferência Municipal de Cultura que aconteceu no último fim de semana. Nem um veículo de cmunicaçõ presente no evento para fazer a cobertura. A Conferência Municipal é um acntecimento público, legítmo, e seus resultados são de interesse público.

Informações demasiadamente importantes e relevantes estão sendo omitidas, sonegadas ao cidadão que não pode estar presente e que não frequenta foruns virtuais sobre a cultura.

Aproveito para lembrar aos colegas que, somado ao direito de imprensa, existe o seguinte (e principal) trecho do código de ética , que rege o exercício de nossa profissão e o funcionamento dos veículos de comunicação:

Capítulo I - Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direitofundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo deinteresse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação edeve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/oudiretores ou da natureza econômica de suas empresas;

II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos eter por finalidade o interesse público;

III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implicacompromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;

IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as nãogovernamentais,deve ser considerada uma obrigação social;


Ah, e não custa lembrar aqui que cultura e arte não são perfumaria, são direitos do cidadão garantidos pela nossa Constituição Federal.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Do Spot ao roteiro

Estão abertas as incrições para o Curso do Spot ao Roteiro, ministrado pelo escritor e roterista Carlos Henrique Schoroeder no SESC Blumenau no período de 06 de novembro a 21 de novembro de 2009. Quatro encontros: 06 e 07; 20 e 21/11.
O curso irá abordar a compreensão dos diversos tipos de formatos e estruturas de roteiros audiovisuais, de cinema, vídeo e TV, seus elementos comuns e suas especificidades, como escrever roteiro; roteiros adaptados, originais e processo criativo.
Os encontros são nas sextas a noite e sábado o dia inteiro, totalizando 20h/a com certificação e apostila.
O investimento é de R$150,00(cento e cinquenta) reais, divididos em um entrada e mais uma.
Maiores informações: jamildias@sesc-sc.com.br - 3322 5261

Revista Observatório ItaúCultural


Esta edição da revista Observatório Itaú Cultural concentra-se nos desafios que o setor público e as instituições privadas enfrentam para a formação e qualificação de profissionais no campo da cultura. Para compor o conjunto de matérias e artigos sobre o tema central da revista, procuramos ouvir especialistas do Brasil e de outros países e assim oferecer aos nossos leitores um panorama das principais discussões e reflexões contemporâneas sobre esse tema.



SUMÁRIO

AOS LEITORES
Apresentação dos temas da revista

OS FAZERES E OS SABERES DOS GESTORES DE CULTURA NO BRASIL
Especialistas refletem sobre as profissões culturais no Brasil

OS PROFISSIONAIS DA CULTURA: FORMAÇÃO DE QUADROS PARA O SETOR
CULTURAL
Entrevista com José Márcio Barros

ESPETÁCULO SEM SOCIEDADE
Sergio Miceli comenta o livro A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MAIS UM DESAFIO PARA O SETOR CULTURAL
Maria Helena Cunha, especialista em planejamento e gestão cultural, indica
bibliografia para a formação de gestores culturais

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Universidade de Girona e Observatório Itaú Cultural preparam convênio para qualificação de gestores culturais

FORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO DA CULTURA NO BRASIL
Antonio Albino Canelas Rubim

A GESTÃO CULTURAL E A QUESTÃO DA FORMAÇÃO
Rubens Bayardo

PROFISSIONALIZAÇÃO NO CAMPO DA GESTÃO PÚBLICA DA CULTURA NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS: UM QUADRO CONTEMPORÂNEO
Lia Calabre

UMA ABORDAGEM MULTIDIMENSIONAL PARA A ATIVIDADE CULTURAL
Leonardo Brant

AGENDA EUROPÉIA PARA A CULTURA

domingo, 27 de setembro de 2009

4a Conferência - nós fomos, mas, e agora?

Foi uma experiência que fica marcada. Empolgado, eu? Nossa!

A 4ª Conferência Municipal de Cultura de Blumenau terminou e como sou meio nerd, já estou aqui escrevendo sobre o dia em que algo novo aconteceu para as Artes e Cultura. O que nasceu? O desafio de avançar em relação às políticas culturais na cidade, a partir da formulação de diretrizes e ações condizentes que as novas orientações nacionais e que, agora, artistas e produtores culturais, com o apoio da comunidade, tem que levar adiante.

A Plenária aprovou propostas avançadas, permeadas pelo entendimento de que Cultura é direito, que é um tema complexo e que o simplismo e voluntarismo por parte do poder público serão rechaçados. Foi difícil para todos, creio eu, também saborear o gosto do complexo, mas pelo menos o meu estomago está digerindo normalmente, hoje. Exóticas nestas terras germânicas, políticas públicas de cultura agora podem sair do papel e do desejo, caso, repito, artistas e produtores culturais, com o apoio da comunidade, levem adiante as energias de sábado, dia 26 de setembro.

Foram trazidas as críticas e as angústias, ainda na garganta, sobre o nosso lento acordar para o fato de que a indicação política sem critérios, apenas para abrigar aliados, SEMPRE foi feita pelas administrações municipais, por todos os partidos, especialmente nessas áreas tratadas como terciárias.

Idéias como o Fórum Municipal de Cultura, articulando todo mundo que queira debater sobre as políticas culturais, caminham na direção de um empoderamento social sobre a estrutura executiva de políticas nunca antes visto. Poderá ser a instância que acompanhará estes nossos desafios em suas implicações práticas e cotidianas, avaliando, sugerindo, gritando por seriedade junto ao poder público.

A necessidade de construir um Sistema Municipal de Cultura foi reivindicada pela Plenária, articulado com outras secretarias e órgãos estaduais e federais, garantindo a diversidade cultural dos diversos atores sociais da cidade. A criação da Lei Municipal de Mecenato entrosada com os princípios do Fundo Municipal de Apoio a Cultura dão organicidade a dinâmica sobre financiamento cultural.

A gestão institucional da cultura foi examinada: o que temos atualmente e o que queremos construir. O grupo responsável pelo Eixo soube elencar propostas que radicalizam e inovam na democratização da Fundação Cultural. Tivemos cortes no número de profissionais que trabalham com a cultura; não temos informações e números sobre a cultura aqui em Blumenau, seus frutos quantitativos e qualitativos; poxa tanta coisa a se fazer!! São tantas demandas na pauta, mas a impressão que se teve, ao sair de lá, é que estaremos sim, atuantes permanentemente (espero!!!).

E no mais, as conversas, articulações, papos do almoço, do café, na hora do cigarro, tudo foi muito phoda! As intervenções dos presentes foram emocionantes, cheias de entusiasmo, ironia, sofisticações e indignação. Acho que fui recarregado de energias. Espero o mesmo de muit@s camaradas para não termos a 5ª edição cheia de indignação novamente.

É impressão minha? Que dizem? Quais os principais desafios, agora?

Beijos!

Márcio Cubiak

www.libidinagens.wordpress.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ÓTIMAS NOTÍCIAS!! - Aprovada a PEC 150

23 de setembro de 2009

Emenda Constitucional garante a vinculação de receitas para a área da Cultura
A Comissão Especial de Tramitação destinada a analisar, simultaneamente, quatro Propostas de Emenda à Constituição que vinculam recursos orçamentários para a Cultura (PECs 324/01, 427/01, 150/03 e 310/04) aprovou, por unanimidade, na tarde desta quarta-feira, 23 de setembro, o texto substitutivo do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG).

De acordo com o parecer do relator, a PEC 150/2003 é a mais exequível, pois determina que anualmente 2% do orçamento federal, 1,5% dos estados e 1% dos municípios, advindos de receitas resultantes de impostos, sejam aplicados diretamente em Cultura. Atualmente o Governo Federal investe entre 0,7% e 0,8% do Orçamento da União na área cultural.

A PEC 150/2003 é considerada essencial para que se estruture o Plano Nacional de Cultura (PNC), cujo texto também foi aprovado nesta quarta-feira (dia 23), pela manhã, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Com relação às duas votações, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, manifestou-se em nota oficial.“Este avanço se traduz na garantia crucial de recursos para a área, mas seu alcance é muito maior. Significa que, uma vez aprovados estes instrumentos, nós brasileiros enfim surgiremos como pessoas e nação que se cultivam, que abandonam definitivamente o complexo de vira-latas apontado por Nelson Rodrigues, para, enfim, assumir-se no mundo como seres afetos à cultura - a cultura que nos traduz, explica, alimenta e posiciona no mundo.”Leia a nota na íntegra.

“O estado brasileiro passará e ter maior planejamento cultural com a aprovação do PNC e ao mesmo tempo passa a garantir recursos por meio da PEC 150. As duas propostas se complementam para que possamos assumir maior responsabilidade com relação ao campo cultural”, explicou o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, José Luiz Herencia, que acompanhou as duas votações.Saiba mais sobre a aprovação do PNC.Proposta de Emenda Constitucional

O texto aprovado contou com apenas uma alteração sugerida pelo deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA): a palavra ‘Cultura’ em vez da expressão ‘Cultura nacional’. O parlamentar explicou que a intenção é prevenir que ocorram interpretações equivocadas do dispositivo legal. “Depois, poderiam falar que a PEC não serve para a promoção de concertos de música clássica porque não se trata de cultura nacional”, disse.

A PEC 150/2003 ainda será votada, em Plenário, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Existe, porém, um clima de confiança em torno do tema.“Através dessa emenda haverá uma recolocação de recursos para que tenhamos uma política cultural mais eficiente”, afirmou o deputado José Fernando ao final da reunião.O deputado Geraldo Magela (PT-DF), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, também se mostrou otimista, mas admitiu que existem dificuldades para aprovar uma Emenda Constitucional. Segundo ele, trata-se de um “trabalho hercúleo”, mas a meta é aprovar a PEC ainda este ano e assim garantir maiores recursos para o setor cultural em 2010.

Leia, também, a seguinte matéria divulgada na Agência Câmara: Comissão especial aprova PEC dos recursos para cultura.(Texto: Grazielle Machado, Comunicação Social/MinC)(Fotos: Agência Câmara)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sesc Blumenau de Arte Contemporânea - Noite Multicultural



Fundação Cultural de Blumenau convida a comunidade para mais uma Noite Multicultural. Nesta quinta-feira, 24, às 19h30min acontece a abertura das seguintes exposições: na Sala Oficial do MAB, Roy Kellermann apresenta Origamis; na Sala Especial, Daniel Uhr exibe Impressões de um sonho; na Galeria Municipal de Arte, Sala Alberto Luz, a exposição Sesc Blumenau de Arte Contemporânea; na Galeria do Papel, Marcus Anciutti apresenta a Arte Sem Regras; na Sala Elke Hering, O Ciclo da Gestalt, por Suzana Sedrez; e na Sala 4 da Fundação, o Sesc apresenta a mostra Pretexto Casulo. Como atração musical, os Seresteiros de Blumenau. A Fundação Cultural fica na Rua Quinze de Novembro, 161, e a visitação às exposições poderá ser feita até 18 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia e das 13h30min às 17h30min; sábados, domingos e feriados, das 10 às 16 horas. A entrada é gratuita.

HEREDITÁRIAS, DE ALINE ASSUMPÇÃO

A exposição Sesc Blumenau de Arte Contemporânea é o resultado de cinco anos das ações de artes visuais realizados pelo Sesc, dentre as quais podemos citar o Pretexto, o Circuito Sesc de Artes Visuais - maior projeto de arte visuais já realizado no Estado.


Para a exposição que abre nesta quinta-feira, se inscreveram dezesseis artistas, sendo que foram selecionados seis: Ivan Schulze, Bruno Bachmann, Aline Assumpção, Daiana Schartz, Charles Steuck e Maria Salette. S/ TITULO, DE CHARLES STEUCK

terça-feira, 22 de setembro de 2009

XVII Semana de História


05/10
Palestra:
Auditório Arquitetura 18:30h

Memória e História do Tempo Presente - algumas questões
Cristiani Bereta da Silva - UDESC

O Tempo Presente inaugura uma série de questões para o campo da pesquisa histórica, não propriamente restritas e condicionadas a produção de trabalhos relacionados a um período muito próximo ou ao instante, mas, principalmente, por participar de um paradigma buscado na ruptura com o tempo único e linear, pluralizando assim os modos de racionalidade que organizam a sociedade contemporânea. Nesta perspectiva convidarei os presentes a pensar algumas das implicações e também possibilidades teóricas e metodologicas de uma História do Tempo Presente imbricadas com as tensões inerentes da relação entre História e Memória.
06/10
Oficina: Sala R -129 14h
Aurélia Maria dos Santos - FURB

Cartografia: a apropriação e o reconhecimento do espaçoOrientação e reconhecimento do espaço. Pontos de referêncas. Orientação no espaço. Construção de mapas e apropriação do território. Construção, leitura e interpretação de mapas. Tecnologias na produção cartográfica.

Palestra:
Auditório Arquitetura 18:30h

Gênero e Ditadura no Cone Sul: questões para uma história presente.
Cristina Scheibe Wolff - UFSC

Através de exemplos da pesquisa empreendida pelo Laboratório de Estudos de Gênero e História da UFSC, intitulada Gênero, feminismos e ditaduras no Cone Sul, procuro problematizar a questão da história do presente. Toda a história é uma história do presente, na medida em que, como aponta Marc Bloch, ela é elaborada com as indagações que o presente proporciona. Por outro lado, no caso das ditaduras, dos movimentos de resistência, da repressão, o passado se faz presente através da memória social e dos movimentos que buscam justiça. Ao pesquisar sobre as relações de gênero nas organizações de esquerda e sobre o surgimento e a influência do feminismo naquele período de ditaduras, nos deparamos com algumas das questões que se impoem para a história do presente: como escolher as fontes, como lidar com a vinculação entre a história que estamos pesquisando e escrevendo e os desdobramentos políticos desta questão, entre outras.
07/10
Oficina: Sala R -129 14h

Guilherme Becker

Fotografia

Palestra:
Auditório Bloco J 18:30h


Modernidade
Adriano Luiz Duarte - UFSC


Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1988), mestrado em Sociologia pela mesma universidade (1995), doutorado em História Social pela Universidade Estadual de Campinas (2002) e pós-doutorado pela New York University (2008-2009). Atualmente é professor adjunto no departamento de história da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde leciona história contemporânea e história do Brasil, com ênfase em República. Leciona também no programa de pós-graduação, investigando, principalmente, os temas ligados à história do trabalho, direitos de cidadania, estado-novo, associativismo popular, cultura popular e cultura política.
08/10

Oficina: Sala R -129 14h

Prof Dr. José Endoença Martins

LITERATURA AFRO-DESCENDENTE: Identidades Ficcionais na África, Estados Unidos e Brasil.Na oficina, a literatura de matriz africana – Literatura Afro-Descendente – será problematizada a partir de três conceitos, três metáforas, três identidades, três continentes e um grande número de personagens. Em romances escritos na África, América e Brasil, os personagens negros Nwoye, Okonkwo, Akunna, Absalom Kumalo, John Kumalo, Stephen Kumalo, Pecola Breedlove, Milman Dead, Jadine Childs, Skeeter, Ismael, Emanuel e Bertilia serão examinados em suas relações de contato e de afastamento dos conceitos Negrice, Negritude e Negritice, das metáforas Ariel, Caliban e Exu e das identidades assimilacionistas, nacionalistas e catalistas que estes atores, de modo particular, e o afro-descendente, de modo geral, podem assumir em momentos especiais das suas vidas.

Palestra:
Auditório Arquitetura 18:30h


Palestra: Tempo e Duração: memória e história
Celso Kraemer - FURB


Possui graduação em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (1990), mestrado em Educação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (2003) e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008). Atualmente é clt da Faculdade São Luiz e professor titular da Universidade Regional de Blumenau. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ética e política, psicologia e história da filosofia.

09/10
Oficina: Sala R -129 14h

Daiana Schvartz

Estêncil e Intervenção Urbana

Palestra:
Auditório Arquitetura 18:30h


Palestra: "Epistemologia da história do tempo presente".
Helenice Rodrigues da Silva - UFPR


Teve a graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais; especialização em História Contemporânea pela Universidade de Franche-Comté, Besançon (França); mestrado em Historia pela Université de Paris X, Nanterre e doutorado ("doctorat d'état") em História - Université de Paris X, Nanterre (1991). Pesquisadora associada no Laboratório Communication et Politique (1990-1996). Pós-doutorado no Institut d'Histoire des Temps Présent (CNRS), Paris, França (2004). Atualmente é professora associada I da Universidade Federal do Paraná. Possui formação na área de História Contemporânea (Europa e América) e História Intelectual, trabalhando principalmente com as áreas da Epistemologia da História, História do Tempo Presente, Sócio-História Cultural e Intelectual. Suas pesquisas privilegiam abordagens em "história cruzada" e em "transferências culturais". É autora de: "Texte, action et histoire - réflexions sur l'engagement", Paris, L'Harmattan (1995). "Fragmentos da história intelectual" - entre questionamentos e perspectivas, Campinas, Papirus (2002). Co-autora com H. Kohler "Travessias e cruzamentos culturais - a mobilidade em questão". Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas (abril de 2008). Desde 2004 é pesquisadora associada no laboratório do Institut d' Histoire du Temp Présent (CNRS - França).
Festa 09/10 - Sexta-feira
Submarino Aquarelo: contracultura em movimento
Com a banda: Tortas Flamejantes
KGB Bar & Cia
R$ 5,00

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dois vídeos para assistir no Dia Mundial Sem Carro:

O Dia sem carro 2009 - Blumenau
http://www.youtube.com/watch?v=dqzmerK5hvQ&feature=player_embedded#t=401

A Sociedade do Automóvel:
http://www.apocalipsemotorizado.net/sociedade-do-automovel/

domingo, 20 de setembro de 2009

O lenhador Transformer

Alguém já se perguntou o porquê de Carlos Tonet cobrir tanto os “barracos” que andam acontecendo entre artistas e a FCBLU? Qual seu interesse? Quis ser colunista social, mas não teve sucesso e hoje cobre a ‘sossaite’ e os ‘bafões’?

Ele dedicou sua coluna inteira (edição 315) a narrar detalhes sobre a Audiência Pública que debate Políticas Culturais. No caso, bom apenas ele, apesar de seu complexo de humildade (é um simples marceneiro). Aliás, nem sei o Tonet foi. Se não foi, é lamentável sua coluna.

O debate foi rico, as pessoas estavam ansiosas para falar, afinal dona Marlene não compareceu a mesa proposta durante o Nosso Inverno e os artistas se comportaram até bem. Tonet assim sintetiza o debate: rasteiros, imediatistas, individualistas, corporativistas e, muitas vezes, desconexos e sem propósitos. Foi um espetáculo vergonhoso. Entre tapas, sopapos e catiripapos (ele buscou rimar, estava inspirado Tonet), pudemos ver que os agentes culturais de Blumenau andam se nivelando por baixo. No entanto, ele mesmo aponta que quem foi grosseira e evasiva foi Dona Marlene, que não teve “nível” nem mesmo com outro caso perdido, Ivo Hadlich.

Não consigo entender tamanho despropósito e falta de senso. Talvez queira chamar atenção, esteja precisando, carente. Talvez queira que tolos como eu escrevam coisas sobre ele. Ele é um péssimo exemplo do que a liberdade de imprensa pode trazer de péssimo gosto na sua cara, caso queira se informar lendo um jornal.

Qualquer um pode e deve dar pitaco, emitir opiniões e produzir reflexão e questionamento. Isso gera movimento – um passo a mais e não se está no mesmo lugar. Mas é exatamente isso que o filósofo de botequim Carlos Tonet detesta: o que ele pensa a respeito dos agentes culturais da cidade é uma agressão do antigo, de um passado que sabe que tem os dias de poder contados (escrever num jornal é uma forma de poder). Esse tipo de cara tem a cabeça do tipo burguês e sofre de uma frigidez vitoriana. Para o bem e apara o mal, uma infinidade de coisas boas, fecundas vem acontecendo em Blumenau. E nenhuma delas vem do que Tonet representa. Ele não passa de uma canoa furada. Então, onde hay gobierno que seja a cara do Tonet (essa coisa carrunchada), soy contra!

O que o lenhador da montanha propõe pelo que estou entendendo, é que a única atividade cultural que todo mundo deveria ter é assistir, no xópis, o filme Transformers. Porque todo mundo sonha em ser um Transformers um dia.

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Por favor, leia a coluna desse senhor aqui. (Edição 315)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sobre a Audiência Pública de Cultura, dia 16 de setembro

A Audiência Pública sobre Políticas Culturais, que aconteceu no dia 16/08, na Câmara de Vereadores, num horário totalmente descabido, às 15h, serviu para demonstrar o óbvio: Marlene não é a pessoa apropriada, nem tem as qualidades necessárias para dirigir a Fundação Cultural de Blumenau. Seu perfil é de vereadora, cargo que, se aprovado o projeto de elevar o número de vereadores que está no Congresso, deverá assumir.

Nesse quadro, apelamos ao prefeito que tenha bom senso e seja o administrador vendido pelo marketing de campanha. Um bom administrador enxerga as possibilidades da área e quais competências devem possuir seus colaboradores. Ouça os artistas, os produtores culturais e a comunidade e não de outro “murro em faca”. Ouça, pela 1ª vez, o Conselho de Cultura.

SE Marlene não assumir a vereança, caros ‘capas’ políticos do PMDB, PSBD e DEM… Ela é inviável!

Suas respostas aos questionamentos dos artistas foram evasivas e agressivas. Mesmo que haja paixão e clima quente nesse debate, alguém que assume uma função pública tem que entender e trabalhar com o contraditório, ainda mais numa área como a cultura, fragmentada e diversa.

Marlene não percebe a complexidade em torno da diversidade: enquanto multiplicam-se as reivindicações identitárias, o Estado ainda continua a desenvolver ações reforçando um quadro de unidade cultural, em torno da figura do germânico, esse discurso ideológico que cabe as elites e que é assumido pela classe média local: disciplinado, trabalhador e capitalista.

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4ª Conferência Municipal de Cultura


Abertas as inscrições para a 4a. Conferência Municipal de Cultura

A Fundação Cultural de Blumenau e o Conselho Municipal de Cultura realizam nos dias 25 e 26 deste mês, na Furb, a 4ª Conferência Municipal de Cultura, que terá como tema Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento. Durante dois dias, sexta e sábado, serão debatidas as políticas culturais da cidade. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento ou via e-mail festivais@fcblu.com.br. A ficha de inscrição também está disponível no site http://www.fcblu.com.br/

A promoção conta com o apoio do Sesc e da Furb.

Programa (Metodologia proposta conforme orientação do MinC para a realização das conferências municipais de cultura preparatórias para a realização da II Conferência Nacional de Cultura).

Sexta-feira – dia 25 19 horas - Cerimônia de Abertura: Hino Nacional, pronunciamento do prefeito de Blumenau, da Presidente do Conselho Municipal de Cultura e da Presidente da Fundação Cultural de Blumenau. Introdução das palestras sobre os Eixos Temáticos do tema geral das conferências de Cultura em 2009: Presidente da Mesa - Prof. Dr. José Roberto Severino, Departamento de História da Furb.
Palestras
Eixo Temático 1 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural: Produção de arte, diálogos interculturais, formação, democratização da informação - Prof. Dra. Maria José Ribeiro/ Prof. Tuca, Furb
Eixo Temático 2 - Cultura, Cidade e Cidadania: Cidades como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantias de direitos e acesso a bens culturais - Prof. Dra. Taiza Mara, Univille.
Eixo Temático 3 – Cultura e Desenvolvimento Sustentável: Importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento - Sr. Sylvio João Zimmermann Neto, Diretor de Desenvolvimento Econômico – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Blumenau Eixo
Temático 4 - Cultura e Economia Criativa, Economia como estratégia de desenvolvimento - Sr. Charles Narloch, Diretor Executivo da Fundação Cultural de Joinville.
Eixo Temático 5 - Gestão e Institucionalidade da Cultura: Fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura – Prof. Dr. Milton de Andrade, Diretor Geral do Centro de Artes, Udesc.

Participação no Plenário Perguntas do Plenário para os palestrantes, condução do Presidente da Mesa, prof. José Roberto Severino.

Encerramento Palavra final do Presidente da Mesa, prof. José Roberto Severino (continuação da Conferência no sábado, 26 de setembro)


Sábado, dia 26

8h30min: apresentação Camerata de Violões da Furb, direção do violonista prof. Renato Mor

9 horas: Grupos de Trabalho (GTs) divididos conforme os Eixos Temáticos para discutir, formular e deliberar sobre propostas de estratégias, à luz dos eixos e sub-eixos temáticos definidos no Regimento Interno da II Conferência Nacional de Cultura. Formação de um grupo por eixo para a elaboração das propostas de estratégias. Os GTs serão formados de acordo com a escolha de cada integrante pela participação de determinado eixo temático, independentemente da área artístico-cultural à qual pertença.

Importante: o resultado do trabalho que cada GT deverá apresentar na reunião plenária que acontecerá no período da tarde deverá conter:
a) Um breve texto-resumo com as reflexões do seu grupo sobre o assunto do seu eixo temático
b) Duas a três propostas de estratégias à luz do eixo temático do seu grupo para cada âmbito: municipal, regional, estadual e nacional.

10h30min: Intervalo

10h50min: Continuidade dos Gts Eixos Temáticos

12h30min: Intervalo/Almoço

13h30min: Eleições - Seis indicações para conselheiros na Gestão 2010/2011 do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau e indicações para representantes da Conferência Municipal de Cultura de Blumenau na Conferência de Cultura Estadual ou II Conferência Nacional de Cultura.

14 horas: Continuidade dos GTs Eixos Temáticos

16 horas: Intervalo 16h20min: Plenária, apresentação pelos relatores dos GTs das propostas de estratégias elaboradas à luz dos eixos temáticos para os contextos municipal, regional, estadual e nacional. Cada GT deverá apresentar entre duas a três propostas de estratégias para cada âmbito municipal, regional, estadual e nacional.

18 horas: Encerramento da 4a. Conferência Municipal de Cultura de Blumenau.

Fonte: Noemi Kellermann, presidente do CMC (3322 9876)Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SÁB - 19/09 - 23h = Sofia Batuta no KGB















Sofia Batuta é:

Ana Russi - voz e violão
Darlan Dias - bateria e percussão
Marcelo "China" - Baixo

SÁB - 19/09 - 23h

SOFIA BATUTA no KGB
PREÇO = 5 PILA

CineMãe


A Fundação Cultural de Blumenau lança no próximo dia 22, o CineMãe, um programa de cinema para mamães, num ambiente adaptado para esse fim. Pais e acompanhantes também são convidados. A primeira sessão está marcada para às 19 horas, no Cine Teatro Edith Gaertner.
Para o lançamento, o filme escolhido é Ligeiramente Grávidos. A realização do CineMãe será mensal e a entrada, gratuita.
Quando nasce um bebê, os pais têm que readaptar toda a sua rotina à nova realidade, e como a quantidade de tarefas é grande, acabam se fechando para o mundo e deixando de fazer diversos programas que faziam antes - como ir ao cinema, por exemplo. Pensando nisso, a produtora cultural Daniela Vieira, também mamãe recente, resolveu propor à Fundação a criação de um programa que pudesse atender a esse público. Os filmes são para entretenimento dos adultos, e a sala de cinema da Fundação, para o CineMãe, está com som reduzido, trocador, ambiente climatizado e levemente iluminado.
Com sessões de cinema para mães (pais e acompanhantes) com seus bebês de até 18 meses, o projeto CineMãe, além de entreter o público de mamães, busca propor a interação entre os participantes. A programação foi especialmente selecionada e exibe em sua primeira sessão e filme Ligeiramente Grávidos, uma comédia que conta a história de duas pessoas completamente diferentes que passam a noite juntas, após um grande pileque, e semanas depois descobrem que estão grávidos.Se você quer ir a uma sessão de cinema com seu bebê ou simplesmente participar da programação, é só chegar na Fundação Cultural, que fica na Rua XV de Novembro, 161.
Ligeiramente Grávidos (Knocked Up)Para comemorar sua promoção no programa de tv onde trabalha, Allison Scott (Katherine Heigl) decide sair com sua irmã Debbie (Leslie Mann) para dançar. Na boate a jovem conhece Ben Stone (Seth Rogen) que, entre danças e piadas, conquista a moça por uma noite. Oito semanas depois de dormirem juntos, Ben recebe a inesperada ligação de Alison marcando um encontro para revelar sua gravidez. A partir da notícia, os dois terão de decidir sobre a vida da criança e suportar a estranha tarefa de se conhecerem sobriamente. Estados Unidos / 2007. Com Seth Rogen (Ben Stone), Katherine Heigl (Alison Scott) e Steve Carell. Direção: Judd Apatow. Comédia, 129 minutos.
Agenda CineMãe
22 de setembro
1° de outubro
5 de novembro
10 de dezembro
O CineMãe tem o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Antena 1, Banco de Leite Humano, Comitê Regional do Aleitamento Materno e Piracema do Bem Nascer.
Fonte: Gláucia Maindra da Silva, coordenadora do CineMãe (3326 7514 e 9911 0763)Jornalista: Marilí Martendal MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Debate Mobilidade Urbana dia 21 na FURB






Carlos Tonet, o intelectual da elite blumenauense

edição 313]
Carlos Tonet prefere a Direita. Acha que discutir cultura e desenvolvimento é tolice. E que o ideal é continuar fazendo "eventinho".

Tolice em desfile
Artistas blumenauenses tinham combinado de aderir ao “Grito dos Excluídos”, uma rematada bobagem que enfiaram nas comemorações do dia 7 de setembro. Na hora do pega-pra-capar, apareceram seis ou sete gatos-pingados. Os infelizes gritaram contra os colegas que não foram. Quero dar sinceros e efusivos parabéns à maioria envergonhada que não foi. Vocês tiveram a sensatez de não embarcar em mais essa canoa furada que os partidos de esquerda criaram para transportar inocentes úteis pelo imenso oceano de ideias vazias. À meia dúzia de iludidos que foram e pagaram mico, um conselho sábio e modesto: da próxima vez, sejam espertos. Servir de massa de manobra para políticos esquerdóides é assinar atestado de burrice em branco.

Chamada: Audiência Pública sobre Cultura, nesta quarta!


1ª Semana Acadêmica de Artes


SEMANA ACADÊMICA DOS CURSOS DE ARTES

De 28 a 30 de setembro acontece na FURB a Semana Acadêmica dos Cursos de Artes. O tema é “O mercado de trabalho das artes e suas possibilidades”. Toda a comunidade é convidada a participar.

Inscrições no Arte na Escola, sala S-111 do Campus 1, no turno da noite.

Informações: 3321-0690
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PROGRAMAÇÃO:

SEGUNDA (28/09):

18:00 – Credenciamento (sala S-111)
19:00 – Abertura
19:30 – Lançamento do DVD Pita Camargo: Escultor.
20:15 – Conferência “O profissional da Arte” – Prof. Ms. Fernando Antonio Fontoura Bini (PUC-PR)

TERÇA (29/09):
19:00 às 22:00 – Oficinas:

1- Rudimentos de caixa para bateria e percussão marcial (Prof. Duda Kassler)
2- As faces do desenho (Prof. Suetônio Cícero Medeiros)
3- Processos de inclusão em arte (Prof. Ms. Tatiana dos Santos da Silveira)
4- Samba, identidade e cultura (Prof. Ms. Carlos silva)
5- Técnicas básicas na concepção de luz cênica (Prof. Ms. Ivo Godois)
6- Música na educação infantil (Prof. Nana Toledo)

QUARTA (29/09):

19:00 às 20:30 – Relatos de Experiência:

Sala 1 – Música

19:00 – A produção artística, criação e seus relacionamentos com o direito do autor e a pirataria – Geraldo Bispo
19:45 – O músico no estúdio de gravação – Márcio José Dias

Sala 2 – Artes Visuais

19:00 – Um pouco de trigonometria institiva – Alexandre Venera
19:45 – Alternativas possíveis – Daiana Schwartz

Sala 3 – Teatro

19:00 – Teatro em Blumenau: encontros e desencontros – Pepe Sedrez
19:45 – Nascido de uma parte doente – Gregory Haertel

Sala 4 – Projetos

19:00 – Alguns cuidados na elaboração de projetos – Mário Antônio dos Santos
19:45 – Diversidade da produção – Nico Wolff

Sala 5 – Cinema

19:00 – Filme V de Vingança, dirigido por James McTeigue
Mediação: Victor Caglioni

23:30 – ENCERRAMENTO
KGB Bar
Show com Sofia Batuta, Esquetes, Jam Session, Exposições e muito mais

sábado, 12 de setembro de 2009

Clio no Cio: O Corpo e a Arte



O CORPO E A ARTE

com o professor Dr. José Roberto Severino

Possui graduação em História pela Universidade do Vale do Itajaí (1991), mestrado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2004). Professor do Departamento de História da FURB. Tem desenvolvido pesquisa na área de História, com ênfase nos processos de difusão do conhecimento histórico, atuando principalmente nos temas da história da cultura. É pesquisador associado do LEI Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo. No projeto Intolerância/Tolerância - Democracia e Cidadania, do Programa Institutos do Milênio CNPq é coordenador do Projeto Memória e Identidade, que recupera acervos relacionados a práticas culturais no Brasil contemporâneo. Desenvolve pesquisa sobre material de divulgação cultural ( jornais, depoimentos, fotografias, acervos utilizados com fins arquivisticos e museológicos, educação patrimonial). Desenvolve pesquisas de recepção com foco em cultura e identidade. (Fonte: lattes)

LENINADE

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cuca - Fortaleza/CE

Hey seu Kleinubinho, te inspira "hómi"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Centro Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte de Fortaleza – Cuca Che Guevara.





quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Curso de Fotografia - Setembro



Introdução
O que é fotografia? Pequena abordagem histórica;

A fotografia enquanto Arte

LUZES: Matéria prima da Fotografia
- Luzes naturais;
- Duras e suaves;
- Luz lateral;
- Contra-luz;
- Luzes artificiais;
- Modelando a luz;
- Dicas para montagem de estúdio caseiro.

Composição / enquadramento
- O enquadrômetro;
- Leitura da imagem;
- Linha do horizonte;
- Regra dos terços;
- Variações possíveis na composição;
- A quebra do retângulo.

Velocidade do obturador X Abertura do diafragma
- Funcionamento;
- Vantagens para cada situação;
- Sub-exposição / Super-exposição;
- Usando o Bulb.

Sensibilidade – ISO
Digital e Analógico

Distância Focal - Profundidade de Campo

Fotografia Macro

Uso do Zoom

Filtros

Tipos de Lentes

Foto-Pintura

Fotografando com outras mídias

Tecnologia Digital x Analógica

Ilustração com fotografias de Charles Steuck e de outros fotógrafos

O laboratório seco - Recursos básicos de Photoshop para

retoques finais

Saídas para exercícios práticos

Avaliação das fotos produzidas pelos participantes

Certificado de Participação

Coffee-Break's


Calendário:

Início: 16 de Setembro de 2009 - Quarta-feira: 19:30 as 21:50h

19 de Setembro - Sábado - 9:00 as 11:30h - Saída para os exercícios práticos

23 de Setembro - Quarta-feira: 19:30 as 21:50h

26 de Setembro - Sábado: 9:00h as 11:30h - Saída para os exercícios práticos

30 de Setembro - Quarta-feira: 19:30h as 21:50h - Último encontro /Encerramento / entrega de certificados.


Se possível, traga também sua máquina fotográfica, seja digital ou analógica, profissional ou amadora.

Local do Curso: Sede do Foto Clube Santa CatarinaCentro - Blumenau

MAIS INFORMAÇÕES: http://www.cursophoto.blogspot.com/

Sonora Brasil - O Violão Brasileiro nas regiões Sudeste e Norte

A quarta etapa do projeto Sonora Brasil traz a Santa Catarina dois importantes violonistas brasileiros, representando as regiões Norte e Sudeste do país. Com o tema Violão Brasileiro , a décima segunda edição do Projeto Sonora Brasil traz, em 2009, um panorama da obra violinística desenvolvida no país nas últimas décadas. O painel configura-se por meio de quatro concertos, realizados em duo, por oito violonistas de diferentes regiões do país.


Nicolas Barros (RJ)

É professor de violão da UNIRIO e apresenta-se regularmente como solista e camerista ao violão 8 cordas, alaúde renascentista, guitarras barroca e renascentista, entre outros. Já tocou nos EUA, Canadá, Uruguai, México, França, Alemanha e Inglaterra, além das principais salas brasileiras.



Aluísio Laurindo Jr. (AP)

Ao longo de sua carreira, o violonista tem apresentado recitais solo e em grupo por todo o país. Entre seus trabalhos, destaque para as temporadas com o quinteto de jazz Pentagrama, da Fundação Carlos Gomes, em 1988 e 1999; atuação como guitarrista e improvisador da Big Band, da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1992, além da participação no quinteto do trompetista Daniel Dias, no VI International Vitória Jazz Festival, em 1995.



Sonora Brasil - Violão Brasileiro
Dia 12/09/2009, sábado - a partir das 20:00
Fundação Cultural de Blumenau (Auditório Carlos Jardim)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Oficinas Aldeia SESC

Oficina Teórica e Prática Performance enquanto signo na contemporaneidade
Metodologia: Levantar questões acerca da performance enquanto signo na contemporaneidade através da apresentação e discussão de performances, como também a construção de propostas performáticas.
Serviço:
Carga horária: 8 horas (divididas em 2 dias)
Dias: 13 de setembro - domingo
Horário: 09h -12h /13h - 18h
Local: Sala de Ginástica/ SESC Blumenau
Inscrições Gratuitas com certificação ao final do curso
VAGAS LIMITADAS - 20(vinte) participantes, por ordem de inscrição
Ministrante: Franzoi

Oficina Teoria e Prática no Teatro de Animação serão abordadas questões teóricas e práticas como a parte histórica, enfocando o desenvolvimento do Teatro de Bonecos através do seu enriquecimento técnico e temas inerentes a qualquer técnica e que são base para que o interessado aprenda as noções da manipulação de bonecos. Uma série de exercícios enfocará os princípios de nível, ponto fixo, eixo, mudança de dinâmica, neutralidade entre outros tantos focos de interesse.
Cabe ao participante trazer: ½ cartolina, 1 tudo de cola pequena, 1 tesoura, 1 sarrafo de madeira (1cm x 1 cm x 20 cm de comprimento), 1 grampeador, 3 metros de barbante cru, 1 jogo de caneta hidrográfica, 1,5 metros de papel craft e 1 garrafa plástica (PET – 2 litros), 1 cabo de vassoura.
Serviço
Dia: 14 de setembro - segunda-feira
Horário: 09h -12h; 13h - 18h
Carga horária: 8 horas
Local: Auditório SESC Blumenau
Inscrições Gratuitas com certificação ao final do curso
VAGAS LIMITADAS - 24(vinte e quatro) participantes, por onde de inscrição
Ministrantes: Cia PeQuod Teatro de Animação/RJ

Oficina de Dramaturgia


Metodologia: serão abordadas questões teóricas e práticas da produção dramatúrgica, através de leituras e discussões de vários textos, enfocando na orientação para elaboração de roteiro e pequenas cenas pelos alunos.

Serviço
Carga horária: 8 horas (divididas em 2 dias)
Dias: 19 de setembro - 09h -12h - sábado
20 de setembro - 13h - 18h - domingo
Local: Auditório SESC Blumenau
Inscrições Gratuitas com certificação ao final do curso
VAGAS LIMITADAS - 15(quinze) participantes, por ordem de inscrição
Ministrantes: Cia Teatral As Medeias

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

o servidor público inútil

As demandas da classe artística blumenauense necessitam do aval do executivo municipal que vive tempos “brochados”, sem criatividade, perdido, com a pouca energia que sobra em articulações internas voltadas para a eleição de 2012. O DEM tece críticas ao Governo Federal por supostos aparelhamentos. Onde governa, faz pior. Pode ?

É praxe, na política brasileira e mundial, a existência de cargos comissionados, indicados pelo chefe do executivo. No Brasil, eles estão presentes nas esferas federal, estaduais e municipais. Estão, também, nas empresas estatais, no legislativo e no judiciário. São chamados de cargos de confiança. Eu já fui cargo de confiança, no município de Indaial/SC, entre os anos de 2001 e 2006.

É possível, como exercício intelectual, dizer que a nomeação/indicação política tenha prós e muitos contras. Mas na prática, a indicação política tem abandonado o uso de critérios técnicos, permitindo o surgimento do servidor público inútil, aquele que, em virtude de determinado arranjo de força na época de eleições, é retribuído por serviços prestados. O servidor público inútil é aquele que preenche um cargo e vai passar para a história como desnecessário: tanto faz quanto tanto fez.

No que se refere as políticas culturais, todo o foco da classe artística está voltado para Marlene, presidente da Fundação Cultural. No início de sua administração, Marlene “saiu do armário”, dizendo que era nomeada pelos serviços prestados enquanto candidata a vereadora. Todos ficaram ruborizados. Nosso moralismo udenista ficou ouriçado, direcionamos nosso descontentamento nela. Erramos o alvo.

Quero chamar a atenção de que este é um problema criado pelo executivo municipal, antidemocrático, que não ouviu ninguém, a não ser os “capas” políticos.

É ele, o prefeito eleito, que participa das deliberações entre os partidos para a divisão dos cargos e nomear quem fica com qual secretaria. É ele quem recebe os currículos e dá aval para os mesmo. Se a Sra. Marlene vai passar pela história blumenauense como um “um tanto faz, quanto tanto fez”, a raiz da erva daninha está no sistema político que impera nesse país, mas está principalmente no governo João Paulo Kleinubing (JPK), que assumiu para si o pior do fisiologismo.

Minha impressão de que o prefeito tem mais a dizer e fazer que várias Marlene juntas foi reforçada essa semana com a análise de toda a legislação municipal que regulamenta a Fundação Cultural, os conselhos municipais, a estrutura administrativa dos órgãos e o Fundo de Cultura. Não basta Marlene se esforçar: quem dá a última palavra é o prefeito. E ele já vem dando há 06 anos.

Somente o prefeito pode encaminhar alterações em conselhos municipais e nas matérias que dizem respeito a FCBlu e Fundo de Cultura. Em conversa com o vereador Vanderlei de Oliveira, por exemplo, ele comenta acerca de vários requerimentos solicitados a partir das articulações da ex-presidente do Conselho, Sra. Rosane Martins. O executivo não atendeu nenhum.

O governo JPK não tem intenção alguma de transformar as áreas artística e cultural em estratégias de desenvolvimento do “tipo novo” para a cidade. Sua “grande obra” foi destinar recursos para o Fundo, numa espécie de “cala-boca” aos artistas. Mais do que isso é inviabilizar apoios aos empresários e comerciantes e deixar os jardins sem flores e as folhas das árvores no chão.

Expandir, ampliar e fortalecer o segmento artístico-cultural, gerando renda para artistas e a sociedade, numa política articulada com a educação, disposta a fomentar o pensamento e a intelectualidade das pessoas não é prosposta deste governo JPK. Suas políticas públicas estão perdidas num labirinto de partidos políticos sem compromissos com a sociedade como um todo.

Infelizmente, a última década foi um período marcado pelo “tanto faz quanto tanto fez” na política cultural blumenauense. Até quando sem estratégias e um plano vigoroso para a área?´

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Noite Multicultural -- MÚSICA + EXPOSIÇÃO


Mobilidade Urbana: desafios da cidade contemporânea.




Mobilidade Urbana: desafios da cidade contemporânea.

Por Ricardo Machado*

O historiador americano Peter Gay já havia afirmado que o ser humano moderno é o ser humano dos movimentos e do movimento. Se a sociedade do século XIX teve sua materialidade possível através do movimento das estradas de ferro, o século XX e XXI(?) se organizaram sob a imagem do automóvel. Na pequena Blumenau, assim como outros lugares do mundo, o século XX também se inaugura com a chegada do primeiro automóvel trazido por Frederico Guilherme Busch em 1903. Com o surgimento do automóvel, surgem as primeiras possibilidades de distinção social ligadas a velocidade de locomoção no espaço. Estes “seres de exceção” que se locomoviam com veículos de autopropulsão desenvolveriam uma das representações centrais em nossa sociedade: a mobilidade privada através do automóvel passa a ser símbolo de ascensão social.
No período após a Segunda Guerra Mundial teremos um movimento de popularização do automóvel e a conseqüente expansão de sua produção, tornando-se principal símbolo da sociedade de consumo que se instaurava. Este processo acarretou uma profunda reorganização urbana que levaram a precarização e destruição das estradas de ferro, a inviabilização de outros meios de transporte como carroças, bicicletas e as caminhadas, o afastamento arquitetônico das residências que ficavam próximas das calçadas, encapamento intenso e constante da superfície terrestre, destruição de espaços públicos e privados para a construção de novas estradas. Assim, as cidades contemporâneas foram tornado-se lugares cinza, ruidosos e mal cheirosos.
Desde então o automóvel tornou-se símbolo de maturidade, status, poder e virilidade. E, sobretudo, sua imagem passou a estar vinculada a idéia de liberdade e velocidade. Para isso, Ivan Illich em seu artigo “Energia e Equidade” apresentou o seguinte raciocínio: “O americano típico dedica mais de 1.500 horas do ano (que são 30 horas por semana, ou 4 horas por dia incluindo domingos) a seu carro. Este cálculo inclui o tempo gasto atrás do volante, andando e parado, as horas de trabalho necessárias para pagá-lo e para pagar o combustível, pneus, pedágios, seguro, multa e impostos. Esse americano precisa de 1500 horas para andar ao ano 10.000 km. Seis quilômetros por hora!” Nos países desprovidos de uma indústria de transporte, as pessoas viajam exatamente nessa velocidade a pé, com a vantagem de poder ir aonde quiserem e de não estar restritas às estradas de asfalto. Ou seja, as promessas publicitárias de liberdade são justamente o lugar da escravidão contemporânea.
Esta sociedade que tornou o automóvel seu principal símbolo é a mesma que naturalizou duas guerras ligadas a ele: a conquista imperialista pelo petróleo e a violência cotidiana que erroneamente chamamos de “acidentes de trânsito”. Os mesmos que comemoram o “desenvolvimento” econômico pautado no aumento das vendas de automóveis são aqueles que choram com os mortos no trânsito em Blumenau ou na guerra do Iraque. Na Índia as vacas são animais sagrados e o trânsito precisa mudar seu rumo caso encontre com uma delas em sua frente. Na sociedade do automóvel o ser humano foi dessacralizado para se tornar número de estatísticas funerárias.
Ainda diante da tese desenvolvimentista, é preciso afirmar que o problema dos automóveis em nossa sociedade não se restringe à utilização de energia limpa ou suja. Se trata de uma concepção de mobilidade urbana privada e que não corresponde a escala humana. Não há superfície terrestre disponível para os automóveis, sejam eles movidos a álcool, gasolina ou energia solar.
Diante destes e de outros argumentos, movimentos sociais no mundo todo têm colocado o tema de alternativas para mobilidade urbana como pauta central em suas reivindicações. Afinal, as possibilidades do acesso aos equipamentos públicos que garantam a saúde, lazer e educação estão diretamente ligadas às condições de mobilidade. Diante destas pressões, a prefeitura de Blumenau tem (ainda que timidamente) investido na construção de ciclo-faixas em algumas ruas centrais da cidade. Já nestas pequenas medidas tem-se evidenciado a disputa política pelo espaço público através das diversas manifestações contrárias a sua construção. Mas, estas realizações são ainda muito pequenas diante das necessidades locais. Para uma política sincera de mobilidade urbana é preciso um completo reordenamento das prioridades do planejamento urbano, que implicariam nas seguintes medidas: 1) A restrição de velocidade e de acesso a determinadas ruas para os automóveis individuais; 2) Priorizar o transporte coletivo como realmente público, que implicaria na redução (ou que dirá gratuidade) das tarifas, investimento em uma frota moderna e confortável, ampliação de horários e rotas, bem como, melhorias nas condições de trabalho dos trabalhadores do transporte; 3) Planejamento de ciclovias que estejam afastadas ou desvinculadas das estradas para automóveis, garantindo a segurança e o bem estar dos distintos meios de ciclotransporte; 4) Criação de estacionamentos para bicicletas em diferentes pontos da cidade, em especial, próximo aos terminais de ônibus. Mas todas estas e outras medidas nada significarão se não construirmos um conceito de desenvolvimento que esteja vinculado a garantia da qualidade da vida humana. Para isso, é preciso conceber as cidades como espaço de apropriação pública e coletiva e não de forma privada. Somente assim, construiremos um modelo de mobilidade urbana que garanta a vida e não unicamente o Prozac e a morte.