terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Galeria Wilson, novo livro de Maicon Tenfen

Sobre o lançamento do novo livro de Maicon Tenfen, A Galeria Wilson, que acontecerá no dia 9 de setembro, às 20 horas, no Farol Lanches, seguem o link para o blog e o release:


http://agaleriawilson.wordpress.com/

A Galeria Wilson

Novo livro do escritor catarinense Maicon Tenfen mistura romance, suspense e realismo fantástico em uma história contagiante

Marco Antônio Florestan é o típico poderoso empresário: à beira da meia-idade, é arrogante e trata a todos com desdém. Ao lado dele, e muito menos acima, ninguém que lhe seja par. Abaixo, todos um bando de seres servis prontos a baixar-lhe a crista. Resumindo: Marco Antônio é um crápula. No entanto, como nada na vida é perfeito, o empresário enfrenta problemas: sua mulher, jovem e bela, desapareceu sem deixar vestígios. Em sua busca para encontrá-la, Marco Antônio se depara com pistas deixadas num romance feminino, nas pegadas de um lagarto gigante e numa galeria abandonada aos mendigos e toda sorte de estranhos habitantes.
A Galeria Wilson é o mais novo livro do escritor catarinense Maicon Tenfen e o primeiro do autor lançado pela Gryphus Editora. Tenfen cria em sua prosa um personagem inesquecível e complexo. Apaixonado pela mulher, Marco Antônio tem sentimentos confusos por sua esposa: preocupa-se com seu paradeiro, mas o orgulho não lhe permite sentir tristeza, e, sim, raiva: afinal, como a mulher de um figurão como ele ousa sair de casa por aí, sem destino? Por acaso, ela o estaria traindo? No escritório, recebe de supetão a visita do detetive particular Haroldo Machado, a quem havia contratado para encontrá-la, mas de quem suspeitava ser mais um aproveitador do que um profissional. Uma foto mostrada pelo investigador, porém, o intriga: na rua, uma moça parecida com a desaparecida (ele se recusa a dizer seu nome) carregava uma sacola cheia de livros, certamente os romances água-com-açúcar que a mulher devorava e ele odiava.
Em busca de respostas, o empresário volta à mansão onde moravam: foi lá que o belo caso de amor começou a ruir a passos vistos. Foi lá que a bela e radiante moça, ignorada pelo marido atarefado, mergulhou num mundo de ilusões proporcionado por romances femininos que idealizavam relacionamentos, em clichês nos quais, depois de tantas adversidades, o amor triunfava e a princesa terminava nos braços do bonito, forte e jovem herói. Foi lá que o empresário perdeu o controle e passou a espancar a mulher, transformando a violência num hábito.
No pequeno quarto do casarão onde a mulher passou a se esconder com seus livros, Marco Antônio tem uma surpresa: o encontra vazio. Nele, apenas um romance deixado de lado – propositalmente?: Ciranda de paixões, um livro com duas histórias cuja autora é uma tal de Susan Smith. Desesperado, o empresário reluta em ler um tipo de literatura que sempre desprezou e do qual sempre debochou. Mas não encontra saída: para entender o que aconteceu com a mulher, era preciso entendê-la e isso o levava a buscar no livro o que tanto a atraía.
A cada página virada, Marco Antônio se vê envolvido pela prosa magnética de Susan Smith. As histórias incompletas – com as páginas arrancadas - interrompem sua busca por pistas, mas agora é impossível parar: ele precisa de um novo exemplar, inteiro, de preferência. Precisa saber o que acontece com as protagonistas das duas histórias: a primeira, uma civil envolvida acidentalmente numa conspiração terrorista. A segunda, a de uma mulher insatisfeita com o casamento e que se veste como uma femme fatale, dizendo que vai tirar a máscara – que máscara? O que sua esposa quer dizer por meio dessas duas mulheres?
A busca por uma nova edição de Ciranda de paixões vai levar o protagonista criado por Maicon Tenfen a esbarrar com um misterioso animal, que joga seu carro fora da estrada e quase o mata, com conspirações dentro de sua própria empresa e com a ligação de uma misteriosa mulher, que diz possuir um exemplar do livro que tanto procura e vai levá-lo à salvação, ou à perdição, na abandonada galeria que dá título ao livro.
Dono de uma prosa contagiante, que mistura romance, suspense e realismo fantástico, Tenfen leva o leitor a uma viagem vertiginosa na qual nada, nem ninguém, é o que o parece.

O autor

Maicon Tenfen é catarinense, tem 34 anos e é cronista, contista, ensaísta e romancista. Tem outras 11 obras publicadas: Entre a Brisa e a Madrugada (novela, 1996), Um Cadáver na Banheira (romance, 1997), O Segredo da Montanha (infanto-juvenil, 1998), O Impostor (contos, 1999), O Filho do Feliciano (romance, 2000), Mistérios, Mentiras e Trovões (contos, 2002), Mania de Grandeza (crônicas, 2005), A Culpa é do Mordomo (crônicas, 2006), Breve Estudo sobre o Foco Narrativo (ensaio, 2008), Casa Velha Night Club (contos, 2009) e O Homem que Pronominava (crônicas, 2010).

Serviço:

O quê: Lançamento do livro "A galeria Wilson"
Quando: 09 de setembro, às 20 horas.
Onde:  Farol Lanches (Praça do Estudante, final da R. Antônio da Veiga)

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo

No período de 31 a 01 de setembro às 19h, acontece na Aliança Francesa - Alameda Rio Branco, 309, a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo, com entrada franca.
 
Último dos Loucos - 31 de agosto - terça-feira  às 19h
 
Release
Adaptação de um romance do canadense Timothy Findley e segundo longa-metragem de Laurent Achard, ?O último dos loucos?, também de 2006, dá sequência à programação. Melhor direção no Festival Internacional de Locarno, Suíça, e laureado como melhor longa, no mesmo ano, com o Jean Vigo, - prêmio que revelou cineastas de vanguarda na Europa cujas idéias romperam com o formalismo narrativo e inauguraram a Nouvelle Vague como, Alain Resnais, Claude Chabrol e Jean-Luc Godard -, o filme é uma sensível crônica familiar que envolve o espectador e o convida ao universo subjetivo do protagonista Martin, de onze anos.
 
 
Tudo Perdoado - 01 de setembro - quarta-feita às 19h
Release
No drama, dirigido por Mia Hansen-Løve, Victor vive em Viena com Annette, sua esposa e sua filha Pamela. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vadia no Parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos e acaba se apaixonando por uma jovem junkie. Onze anos depois, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente. A classificação etária de Tudo perdoado – Tout est pardonné (2007) é de 12 anos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Sarau Eletrônico publica entrevista com Gregory Haertel

O Sarau Eletrônico, site de literatura da Biblioteca da FURB, publicou entrevista com o escritor Gregory Haertel .
Médico psiquiatra e especialista em Sexualidade Humana, Gregory Haertel publicou em 2008 seu primeiro romance, intitulado “Aguardo”. No teatro é autor de “A parte doente” (2005), “Sujos” (2006), “Volúpia” (2008), “Renato, o menino que era rato” (2008) e “Passarópolis” (2010), uma adaptação do texto “As aves”, de Aristófanes; além de outras peças escritas em co-autoria, como “Amálgama” (2008) e “A sede do santo” (2010). Nesta entrevista Gregory fala da sua história e influências culturais, sua opção pela medicina, o encontro com a dramaturgia e seu processo de criação literária.
Clique AQUI para ler a entrevista.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Exposição Olhares - Telomar e Mariana Florêncio


Acontece hoje, (quinta-feira . 19/08), a Exposição OLHARES, de: Telomar (plásticas) e Mariana Florêncio (fotografia). Na Fundação Cultural de Blumenau, às 19h.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Oficina gratuita de quadrinhos, com Caco Galhardo


Oficina gratuita de quadrinhos, com Caco Galhardo, no Museu Victor Meirelles
O projeto Agenda Cultural do Museu Victor Meirelles promoverá nos dias 20 e 21 de setembro a Oficina de Quadrinhos, com Caco Galhardo. Em duas tardes, o cartunista desenvolverá trabalhos em quadrinhos com o grupo, enquanto discute assuntos relativos ao universo dos HQs.

Sobre o ministrante:
“Caco Galhardo nasceu em São Paulo. Tudo ia bem até largar a chupeta aos três anos de idade, dando início a uma fase sombria, obscura e improdutiva, somente interrompida muitos anos mais tarde quando, já na escola, começa a desenhar compulsivamente pirocas nos cadernos de seus colegas, fase que duraria aproximadamente 10 anos. Somente na faculdade, resolve abandonar as pirocas e dedicar-se às histórias em quadrinhos, decisão que, com o tempo, mostrou-se muito acertada. Publica algumas histórias em fanzines, escreve quadros para o programa "Casseta e Planeta Urgente", vira redator da MTV e finalmente, em 1997, passa a publicar a tira "Os Pescoçudos" no jornal Folha de São Paulo, dando início a sua fase mais produtiva desde o abandono da chupeta. Em 2001 fundou a Caco Galhardo Corporation, passa a publicar livros, colaborações em revista, animações para o Cartoon Network e, daí por diante, tudo transforma-se em um lindo e imenso mar de rosas” (Extraído do blog do cartunista, http://blogdogalhardo.zip.net/)

Pré-inscrição até 16 de setembro de 2010.

A oficina é gratuita e tem como público-alvo grafiteiros e professores, além de artistas, estudantes, entre outros interessados. Serão 50 vagas disponibilizadas. Interessados em participar devem encaminhar até o dia 16 de setembro de 2010 seu pedido de pré-inscrição com os dados abaixo para museu.victor.meirelles@iphan.gov.br. O resultado da seleção será divulgado por e-mail até o dia 17 de setembro.

Convite exposição temporária do MAB



Mostra 1959 - Ano Mágico do Cinema Francês



Inspirado na efervescência cerebral da Nouvelle Vague francesa, perante o universo criativo proposto por Godard, Truffaut e Resnais em seus filmes de estreia. Respectivamente, Acossado, Os Incompreendidos e Hiroshima meu amor obras relevantes e que até hoje desafiam o tempo. O SESC toma a iniciativa de incitar o público a sublinhar o gesto desses expressivos e desafiadores artistas e convida os espectadores a participarem da Mostra: 1959: O ano mágico do cinema francês e pensar o fenômeno humano contemporâneo, que ocorre na unidade do SESC Blumenau do dia 18 a 22 de agosto sempre às 19h.

Dia 18 de agosto - quarta-feira – 19h
Quem Matou Leda?
Direção: Claude Chabrol,
Duração: 110min, Classificação: Livre
Auditório SESC Blumenau

Dia 19 de agosto - quinta-feira – 19h
Pickpocket
Direção: Robert Bresson,
Duração: 79min, Classificação: Livre
Auditório SESC Blumenau

Dia 20 de agosto - sexta-feira – 19h
Hiroshima meu amor
Direção: Alain Resnais,
Duração: 90min, Classificação: 14 anos
Auditório SESC Blumenau

Dia 21 de agosto - sábado – 19h
Acossado
Direção: Jean-Luc Godard
Duração: 90min, Classificação: 12 anos
Auditório SESC Blumenau

Dia 22 de agosto - domingo – 19h
Os Incompreendidos
Direção: François Truffault,
Duração: 99min, Classificação: 14 anos
Auditório SESC Blumenau


Jamil Antonio Dias
Cultura - SESC
47 3322 5261
skipe:jamilandias
Rua Dr Amadeu da Luz, 165 - Centro

sábado, 14 de agosto de 2010

Jornal Expressão Universitária

Já está disponível a edição de agosto do Jornal Expressão Universitária do SINSEPES:

http://www.sinsepes.org.br/

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um festival valioso

Um festival valioso*

Viegas Fernandes da Costa**

O inverno este ano soprou o alento aconchegante que apenas um festival de teatro pode nos dar. Depois de um 2009 onde sentimos sua clamorosa ausência (a primeira, após sucessivos 22 anos), aconteceu a 23ª edição do Festival Internacional de Teatro de Blumenau, organizado pela FURB e ansiosamente aguardado não apenas pela comunidade artística e pelo já cativo público que assiste aos espetáculos, mas por todos aqueles que compreendem a importância e o significado dos bens culturais no desenvolvimento integral e sustentável de uma sociedade. A não realização do Fitub no ano passado criou, assim, uma expectativa ainda maior para a edição deste ano. A grande dúvida era saber se o evento realmente aconteceria e se a Universidade manteria seu caráter anual, respondendo a uma das reivindicações da classe artística reunida na 4ª Conferência Municipal de Cultura, que naquela oportunidade manifestou-se contrária à anunciada bianualidade do Fitub. Incertezas à parte, o evento aconteceu entre os dias 09 e 17 de julho sob a temática “Quando a voz dá vida ao texto”, um pouco menor se comparado a edições anteriores, mas mantendo grande quantidade de público, qualidade nas análises dos espetáculos e fomentando o intercâmbio artístico e acadêmico entre teatreiros e estudantes de diferentes estados brasileiros e do exterior. Cortinas fechadas, queremos agora refletir, na qualidade de espectadores que fomos, sobre o 23° Fitub e tecer algumas considerações a respeito do caráter estratégico do festival para a FURB e para o desenvolvimento cultural da região.

Financiamento e público.

Apesar das inúmeras dificuldades motivadas pela falta de apoio financeiro e pela incapacidade do poder público municipal e estadual, bem como do empresariado local, compreender a importância e o significado de um evento como esse, o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau conta ainda com grande prestígio acadêmico e audiência, esta última podendo ser medida pela quantidade e variedade de público que acompanhou os espetáculos. Sessões lotadas e disputa por ingressos já são rotina para aqueles que se habituaram a acompanhar o Fitub, o que demonstra o grande interesse da comunidade em acessar bens culturais, principalmente quando oferecidos a preços populares. Impressionou-me constatar a grande quantidade de pessoas que compareceram às peças, ainda que em horários pouco habituais (houve sessões no período da tarde e à meia-noite), bem como a fidelidade de um público que todas as tardes participou das análises dos espetáculos. Se considerarmos que na semana do Fitub os termômetros em Blumenau registraram temperaturas muito baixas e o clima nos brindou com chuva e grande umidade, a participação de um público que abriu mão da sua tendência à hibernação para participar das atividades no Teatro Carlos Gomes e na Fundação Cultural chama ainda mais atenção.
Quanto ao prestígio acadêmico, este pode ser medido pelo interesse que o Fitub provoca junto às universidades brasileiras e ibero-americanas. Segundo informações da organização do evento, inscreveram-se para a seleção 54 grupos de teatro universitário nacionais (7 selecionados) e 13 grupos internacionais (apenas 3 selecionados). Ouvindo também as manifestações de diversos atores e professores oriundos de diferentes lugares, ficou evidente o significado do Fitub para os estudantes de artes cênicas. Entre estes é praticamente unânime a opinião de que o Fitub proporciona um espaço privilegiado de exibição da produção teatral universitária nacional e, principalmente, de troca de experiências por meio do exercício da análise e da crítica. Neste sentido, o Fitub insere a FURB e a cidade de Blumenau no cenário artístico e acadêmico nacional, constituindo-se assim enquanto evento estratégico para a Universidade, para o aprofundamento da qualidade da produção teatral local e até mesmo para o desenvolvimento de um turismo cultural diferenciado no Vale do Itajaí, potencial até o momento praticamente ignorado pelo poder público.
As dimensões que o Fitub atingiu, bem como a quantidade de pessoas que atrai, legitimam a necessidade da sua manutenção, ampliação e aprimoramento, o que não pode ser feito sem o devido financiamento e sua inserção na agenda cultural do município e do Estado. Torna-se assim necessário um esforço em torno da organização e promoção do festival que reúna, além da FURB, a Fundação Cultural de Blumenau, a Secretaria Municipal de Turismo, a Secretraria de Desenvolvimento Regional, a Associação Blumenauense de Teatro, o Conselho Municipal de Cultura, além de outras entidades da sociedade civil organizada. Em 2008 o Festival de Teatro deu um passo qualitativo ao assumir o caráter internacional, cabe agora consolidar este caráter e ampliar sua inserção no cenário artístico e acadêmico nacional a fim de que suas potencialidades possam ser plenamente exploradas.

Espetáculos

O 23° Fitub apresentou 22 espetáculos de teatro. Além das peças que integraram as duas mostras competitivas (Mostra Universitária Nacional e Mostra Universitária Ibero-Americana), o evento contou ainda com 4 espetáculos convidados, além dos espetáculos do Palco Sobre Rodas e da Mostra Blumenauense de Teatro. No conjunto das mostras, Blumenau recebeu grupos do Chile, Colômbia, Argentina, Portugal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, além dos grupos catarinenses e dos seis grupos locais.
Ao observarmos os espetáculos das mostras universitárias, é possível constatar a grande influência que textos e autores canonizados pela crítica ainda exercem sobre os estudantes de artes cênicas. Bertold Brecht, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Sófocles e Ésquilo são alguns destes autores que recorrentemente têm seus textos encenados nos palcos do Fitub, e que marcaram presença também nesta edição. A opção por representar textos de autores cuja qualidade e importância para a história do teatro já está consolidada não representa, necessariamente, um problema. Entretanto, há de se considerar o teatro enquanto manifestação artística viva e capaz de dialogar com o tempo e a sociedade presentes. Textos clássicos têm sua importância para a história, mas sua representação nos palcos contemporâneos só faz sentido se atualizados, se capazes de ressignificar nossas experiências emergentes. Diretores e atores necessitam antropofagizar os clássicos, superar o mito do autor canonizado (como no caso de Brecht, por exemplo), matá-lo uma segunda vez, para então produzir um espetáculo que não seja pastiche de si mesmo. O que presenciamos, entretanto, nesta edição do Fitub, foi o zelo excessivo, o extremo pudor com que a maioria dos grupos de teatro trataram o texto original. Talvez o espetáculo que melhor exemplifique o que estamos dizendo aqui tenha sido a montagem do Centro de Produção Teatral da Escola de Belas Artes da UFRJ, que encenou “A Serpente”, de Nelson Rodrigues. Ao se preocuparem em reproduzir fielmente a história trágica de Guida, que oferece seu marido à irmã para evitar o suicídio desta, os atores não apresentaram absolutamente nada de novo, tornando o texto, intenso e repleto de sutilezas, em algo insosso e incapaz de dialogar com a plateia. Até mesmo “Ascensão e queda da cidade de Mahagonny”, escrita originalmente por Bertold Brecht em 1927, cuja montagem realizada pela Cia. Acidental da Unicamp recebeu o prêmio de melhor espetáculo do 23° Fitub, escorregou para o panfletarismo, na medida em que o discurso que funcionava plenamente na sociedade fascista da década de 1930 é incapaz de ecoar da mesma forma no pós-industrialismo que caracteriza nossa sociedade ocidental do início do século XXI. O mesmo podemos dizer a respeito do espetáculo “A grande parada (ou o que resta dela)”, também uma adaptação de um texto de Brecht, produzida pelo grupo “VisCera Teatro” e incluída na Mostra Blumenauense. Apesar do subtítulo da peça (“ou o que ainda resta dela”) indicar para um tempo diferente daquele em que originalmente estão situados texto, cenário e personagens, a montagem tem dificuldades em descolar o público das imagens pré-concebidas de uma Alemanha nazista, dos campos de concetração e dos clichês de uma luta de classes romântica. Fica a impressão que está a se assistir a uma peça com preocupações de relato histórico, e não a uma provocação aos tempos atuais, onde os temas e preocupações de Bertold Brecht ainda se fazem presentes. Assim, “A grande parada” perde um caráter de ineditismo que poderia explorar, principalmente se consideramos o contexto social e cultural do Vale do Itajaí em que a montagem e o grupo “VísCera” se inserem.
Talvez o ponto alto da Mostra Nacional tenha sido o espetáculo “Canoeiros da Alma”, de autoria de Luís Carlos Leite e apresentado pelo “Coletivo Teatro da Margem”, da Univ. Fed. de Uberlândia. O espetáculo não é daqueles a que se assiste, mas do qual se participa. Não há poltronas, arquibancada ou palco, mas um imenso pátio mergulhado na penumbra e no qual atores e público se misturam, os focos de luz indicando pontos de tensão dramática criados a partir do estudo do universo do Vale do Jequitinhonha e para onde cada espectador é convidado a dirigir sua atenção: um grupo jogando cartas, uma procissão, um oratório, os vendedores ambulantes, o suicida, os noivos, as lavadeiras, a sensualidade da vida e a violência da morte, velas, gritos, voz e força, enfim, todo um universo complexo e do qual é impossível se apropriar enquanto totalidade una. O que se tem é o tumulto da vida real, a azáfama de uma feira, a solidão de multidão, mas que a peça procura problematizar quando propõe histórias que possuem voz e rosto, histórias de gente anônima das quais sequer supomos existência. Um espetáculo forte e comovente, que contou com a entrega dos atores e com o reconhecimento do público.
Destaque também para “Hay amor”, do grupo “Os Geraldos” da Unicamp. Apesar de não ter recebido nenhum prêmio e de não ter ousado nenhuma linguagem inédita, o espetáculo, com seu humor simples e o uso de imagens facilmente reconhecidas pelo imaginário do público, agradou a plateia, arrancando muitas gargalhadas e aplausos. Se “Hay amor” não apresentou a experimentação que se espera de uma peça universitária, por outro lado mostrou que um espetáculo que visa tão somente a fruição ainda é possível.
Quanto aos espetáculos da “Mostra Ibero-Americana”, arrisco-me a dizer que o destaque tenha sido mesmo o figurino e o cenário de “Eteocles, Antígona, Polinices y otros hermanos”, da Universidade de Antioquia, Colômbia, e a preparação vocal dos atores. “Ofelia”, do grupo “Las Rayadas”, da Argentina, frustrou sob todos os aspectos; e o espetáculo “Tartarugas e migração”, da Universidade Nova de Lisboa, apesar de receber o prêmio do público, brindado que foi por imagens de grande apelo poético, mostrou grandes fragilidades narrativas.

Mostra blumenauense e considerações finais.

Quero concluir ressaltando a importância da Mostra Blumenauense no contexto do Fitub e a necessidade de se ampliar a sua inserção no festival. Considerando que o Fitub, este ano, concentrou a maior parte dos seus espetáculos no Teatro Carlos Gomes, a apresentação das peças da Mostra Blumenauense na Fundação Cultural de Blumenau deu um caráter marginal às peças locais, o que foi motivo de críticas. A inserção dos espetáculos blumenauenses no mesmo espaço das mostras nacionais e internacionais possivelmente aprofundaria o intercâmbio entre os grupos e tornaria mais conhecido o trabalho que vem sendo desenvolvido em nível regional. Integrar ainda a Associação Blumenauense de Teatro na organização do Festival e pensar alternativas para que os espetáculos locais possam também ser analisados criticamente (tal qual o que ocorre com as peças universitárias), aprofundaria esta inserção e contribuiria para a reflexão a respeito do fazer artístico local.
Por fim, apontar ainda a importância do Fitub. Um evento que capitaliza simbolicamente a cidade, inserindo-a no circuito de teatro universitário brasileiro, deslocando para Blumenau centenas de atores, professores, técnicos e estudantes do Brasil e do exterior, contribuindo para o desenvolvimento profissional de artistas, técnicos e produtores culturais e constituindo um corpo crítico local que possa não só produzir espetáculos de qualidade, gerando renda e trabalho, bem como estimulando o desenvolvimento de um público local cada vez mais exigente e sedento de produção artística. Eis o significado do Fitub e a necessidade da sua existência.

Leia as críticas das peças em http://saraunofitub.blogspot.com/

* O presente artigo foi originalmente publicado no jornal Expressão Universitária, nº 12, agosto de 2010, p. 12-13.
** Viegas Fernandes da Costa, historiador e escritor. Edita o Sarau Eletrônico, site de literatura da Biblioteca Universitária da Furb.
Fotos: Daniel Zimmermann / CCM Furb

O CAMPO DA CULTURA, OS ATORES LOCAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA

O CAMPO DA CULTURA, OS ATORES LOCAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA1.

É necessário que o poder público consiga delimitar o que é Cultura e qual será o cenário de sua atuação enquanto agente fomentador. Para isso, o Estado precisa considerar as duas dimensões da Cultura propostas por BOTELHO: a antropológica e sociológica, distinguindo-se a cultura no plano cotidiano daquela que ocorre no circuito organizado. Esta postura permite contextualizar as características próprias de cada uma, identificar quando essas dimensões se articulam, produzindo um cenário promissor para definir políticas públicas adequadas, quais as estratégias que serão transformadas em programas, projetos e ações.
Esta é uma atitude elementar, especialmente no poder público, com seus poucos recursos financeiros dedicados ao setor, que criaram aberrações no financiamento à cultura nas últimas décadas, quando foram deixados para os departamentos de marketing a definição do que é produzível ou viável enquanto projeto, numa perspectiva unidimensional e instrumental de Cultura.
Porém, essas duas dimensões estão articuladas e tratá-las apenas isoladamente pode não gerar resultados. Para isso, dois movimentos são necessários: um, das próprias sociedades, em que o exercício real da cidadania, da participação e da organização é capaz de produzir demandas por políticas. O outro é do próprio poder público, delimitando seu universo de atuação, mas em conjunto com outras secretarias governamentais, pondo a criatividade a serviço da utopia, numa perspectiva de entender a cultura de maneira multidisciplinar.
A postura dos governos, na delimitação de sua atuação, é para melhor utilizar os escassos recursos financeiros e nem para se perder no jargão “Cultura É Tudo”. É desejável, no século XXI, diante de tanta reflexão teórica sobre Cultura, uma ação governamental que trabalhe para romper com a dicotomia erudito X popular. Entre o erudito e o popular, existem relações de troca, um processo de hibridização que precisa ser observado.
Esta postura demanda do poder público: tomar a cultura em sua diversidade, sem hierarquias, numa relação horizontal e de rede de diálogos.
É preciso entender a importância da cultura como um recurso contemporâneo, suas ligações com o desenvolvimento local, economia, tecnologia e quiçá, meio ambiente. É preciso romper a “boca torta” para a palavra gestão, ao mesmo tempo em que eu sei que Cultura é muita mais que só gestão… é do universo do simbólico.
Veja um exemplo disso: em virtude do tipo de financiamento predominante no país nas duas ultimas décadas, as dinâmicas de produção cultural passaram por diversas transformações e tensões: o abandono de artistas, produtores e comunidades inteiras a própria sorte, numa jornada por departamentos de marketing intermináveis; ao mesmo tempo, esse quadro fomentou a associação e a criação de formas de articulação entre artistas, produtores, públicos e comunidades de arte e cultura, numa atuação criativa frente aos poucos mecanismos estatais de fomento e financiamento. Como interagir com um cenário desses? Quais as perspectivas futuras? Que tipo de diálogo é possível? Quais as dinâmicas postas em funcionamento?
O espaço local é o locus privilegiado para ter a articulação dessas duas dimensões da cultura através da demanda dos grupos por direitos e da ação do aparato governamental. O poder público municipal deve ter um papel presente nesse esferal. O cenário local é de pluralidade de interesses ativos, arenas cujos atores conhecem seus interlocutores, sabendo de quem cobrar e com quem se articular. O mesmo ocorre no sentido inverso: do Estado para a Sociedade, nas várias direções possíveis das teias de relações.
O Estado deve aparecer não como dirigente, mas como articulador e fomentador. Para isso, é necessário ter em mente a importância das políticas públicas, no caso, políticas culturais adequadas, que busquem parcerias na iniciativa privada, na sociedade e nas outras instâncias governamentais.
Uma política cultural consistente exige dos seus gestores a capacidade de antecipar problemas, visão de longo prazo, planejador, ser criativo o suficiente para sugerir financiamentos alternativos para a produção cultural, entender das dinâmicas do aparato governamental, buscar entender a diversidade cultural, pensar as lógicas da contemporaneidade e como a tecnologia pode servir como ferramenta para o fomento às artes e à cultura.
Este gestor precisa entender acerca da cadeia produtiva da cultura que é formada pelos criadores e produtores; organizações culturais; empresas investidoras; poder público; imprensa cultural; meio acadêmico e público da cultura. Precisa entender sobre o tripé produção – distribuição – fruição. Isso porque as políticas públicas de cultura devem compreender o sistema em sua totalidade articulada.
É preciso insistir nisso: enquanto temos de um lado a cadeia produtiva da cultura, cada vez mais capacitada para os desafios contemporâneos, temos de outro, gestores sem sensibilidade e mesmo interesse em aprofundar políticas, em conhecer contextos, em experimentar.
No caso de Blumenau, algumas questões são urgentes para uma visão sistêmica e articulada entre as duas dimensões da cultura: mapear o consumo e os hábitos culturais dos públicos; organizar sistema municipal de indicadores culturais; romper com a lógica do evento e pensar em programas, projetos e ações com responsáveis, prazos, recursos e resultados; ampliar os recursos do Fundo Municipal de Cultura e pensar novos mecanismos de financiamento, como editais específicos para áreas; adesão ao Sistema Nacional de Cultura, espécie de SUS da Cultura; ampliar os recursos destinados a Fundação Cultural; rever o organograma administrativo da estrutura, modernizando a administração; instituir o Plano Municipal de Cultura; tornar o Conselho Municipal de Cultura órgão deliberativo e; iniciar política de implantação de Centros e Casa de cultura nas comunidades de Blumenau.
No caso da Universidade, esta pode inserir-se como agente fomentador, tal qual o Estado, mas num papel de complementaridade. Focar na capacitação dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva da cultura, participar da produção dos indicadores culturais; identificar e analisar a cadeia produtiva da cultura em Blumenau e região; formar público fruidor de arte, cultura e humanidades, além de ser parceiro no desenvolvimento autônomo de grupos e comunidades da região.

Por fim, pergunto: Já que o poder público municipal é tão importante assim, será que Marlene, Neuza, Nico e Kleinubinho dão conta?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOTELHO, Isaura. Dimensões da Cultura e políticas Públicas.
COSTA, Leonardo Figueiredo. Uma reflexão sobre as Políticas Públicas e a Questão da Formação na Área Cultural.
DURAND, José Carlos. Cultura como objeto de Política Pública.
RUBIM, Albino. Políticas Culturais: entre o possível & impossível.

________________________

1 Márcio José Cubiak, mestrando no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau – FURB. Graduado em Ciências Sociais.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Aulas semanais de Danças Circulares Sagradas


MARQUE UMA AULA EXPERIMENTAL NO ILUMINA-ESPAÇO DO SER

Horários das Aulas de Danças Circulares
Segunda-feira

10:00 às 11:00-melhor idade

Aula experimental dia 23 ou 30 de agosto.Mínimo de 5 pessoas para iniciar.
Quarta-feira 19:30 às 20:30 iniciante
Aula experimental dia 18 ou 25 de agosto.
Grupo já inciado em agosto, ainda com vagas para setembro.




Local: Ilumina Espaço do Ser

Rua Princesa Izabel, 349, sala 2, térreo. Velha. Blumenau.

(vindo pela Humberto de Campos, entra a direita na rua da auto mecânica Neri Slebi. Na frente da casa tem uma placa de fisioterapia)

*Inscrições antecipadas:ilumina.edu@gmail.com

ou pelo telefone:(47) 33253419/ 9136-3419

Matricula: 30,00 e Mensalidade 65,00.

Melhor idade: 55,00


www.ilumina-edu.blogspot.com

Blumenau SC

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Biblioteca Municipal Fritz Müller comemora 58 anos

Criada através da Lei número 354, de 30 de julho de 1952, a Biblioteca Municipal Dr. Fritz Müller comemora nesta quinta-feira, dia 12 de agosto seus 58 anos de atividades.

Nesse dia, quem passar pela Biblioteca poderá participar da comemoração através da degustação de uma fatia de bolo, além de um café. Às 10 horas será cantado o tradicional Parabéns pra você e além disso será aberta à visitação pública uma exposição de fotos que retratam um pouco da história da Biblioteca Municipal. As participações são gratuitas.

Os aniversários nos levam à reflexão sobre nossas ações, sobre nosso crescimento e nos colocam novos desafios. Os aniversários acontecem para que possamos refletir e, certamente, amadurecer. No caso da Biblioteca Municipal, a reflexão que fica desses 58 anos de história é semelhante às nossas vidas: uma história composta por momento difíceis como as enchentes de 83 e 84, quando perdeu quase 75% do seu acervo; e os momentos de superação: a recuperação do acerto, as atividades de incentivo à leitura, os saraus literários, a Biblioteca Ambulante.

As pessoas que quiserem presentear a Biblioteca doando livros, podem fazer não só no dia do seu aniversário, mas sempre. Basta dirigir-se à Biblioteca, que fica na Alameda Duque de Caxias, 64. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h30min, e aos sábados, das 8 horas ao meio-dia.

Dessa longa história a avaliação que fica é que a Biblioteca Municipal, em seus 58 anos, ultrapassa obstáculos e enfrenta desafios constantes buscando sempre atingir sua missão: garantir à comunidade blumenauense o acesso à informação e ao conhecimento, como forma de impulsionar e potencializar seu desenvolvimento cultural.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre os serviços e atividades da biblioteca poderá encontrar no site www.bibliotecadeblumenau.com.br


Atenciosamente,

Sandra Cristina da Silva, Msc.
Bibliotecária - CRB 14/945
Mestre em Educação - UFSC
Biblioteca Municipal Dr. Fritz Müller
Fundação Cultural de Blumenau
www.bibliotecadeblumenau.com.br
(47) 3326.6787

Satsanga no espaço Mitra (Qui-12/8/10 às 20h)


Queridos Amigos e Praticantes!

O Mitra Yoga é uma semente que foi plantada em Blumenau com a intenção de Ser um Espaço seguro e harmonioso para a prática do Yoga.Vemos o Yoga como um caminho de Autoconhecimento,usamos as técnicas como ferramentas deste caminho que nos leva a nossa Verdadeira Natureza que é o Bem Esta e a Paz Interiror.
A semente do Mitra Yoga esta começando a Florecer e com ela trás a benção de mais uma Professora,Formada em um dos melhores Centros de Yoga do Brasil,Pricila Soar estará a partir do mês de Agosto passando seus conhecimentos aos alunos do Mitra Yoga.

Para receber este momento tão especial de Expanção,o Mitra Yoga promove um Satsanga!Participe deste encontro de Celebração a Vida ao Bem Estar e a Paz em nós e entre Todos!


Satsanga no Espaço Mitra Yoga

Dia:12/08 as 20hs
Recital de Musica Indiana com Joao Neumann, Kirtan e Sopa Vegetariana!
"Traga sua Cumbuca e Colher para Saborear as Deliciosas Sopas"

Informações: (47)32376040


Abraço Afetuoso!

Mitra Yoga!



domingo, 8 de agosto de 2010

Abobrinha e Pimentão invadem Temporada Blumenauense de Teatro



A divertida reflexão sobre o amor, proposta pelo L.E.G.U.M.E. Palhaços, estará em cartaz na Temporada Blumenauense de Teatro. Depois de passar por espaços alternativos nos bairros, os palhaços Pimentão e Abobrinha voltam a encenar o espetáculo “Faca de dois (le)gumes” no Centro da cidade. As apresentações, de 11 a 15 de agosto, começam sempre às 20h, no Espaço Multicultural Elfy Eggert, na Fundação Cultural de Blumenau.

Além do entretenimento, “Faca de dois (le)gumes” visa uma comunicação com o público despertando a reflexão sobre o amor e sua característica de faca de dois gumes. Com a irreverência do clown (palhaço), Pimentão e Abobrinha mostram que quando se trata deste sentimento, ao mesmo tempo em que alguém fere, pode também sair ferido.

O elenco da peça é formado pelos atores do grupo L.E.G.U.M.E. Palhaços Charles Augusto (Pimentão) e Ana Peres Batista (Abobrinha), com a participação do músico Lúcio Locatelli. A direção é assinada pelo ator da Cia. Carona, Fábio Hostert. A montagem recebeu o incentivo do Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau.

Esta é a primeira participação do L.E.G.U.M.E. Palhaços na Temporada Blumenauense de Teatro, uma iniciativa dos grupos de teatro da cidade, em parceria com a Fundação Cultural de Blumenau. O valor do ingresso é R$ 10,00. A meia-entrada para estudantes, idosos e crianças e sócios do clube do assinante custa R$ 5,00. A classificação do espetáculo é livre.

Temporada Blumenauense de Teatro com L.E.G.U.M.E. Palhaços

Faca de dois (le)gumes

Onde: Espaço Elfy Eggert – Fundação Cultural de Blumenau.

Quando: 11 a 15 de agosto.

Horário: 20 horas.

Ingresso: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia.

Acesse: legumepalhacos.blogspot.com

Texto: Oliveira Junior.

Foto: Cláucia Maindra.

sábado, 7 de agosto de 2010

Fiação e Tecelagem, poema de Marcelo Labes

No quadro "Dica de Leitura", do Programa "Expressão", da Furb TV, o poema "Fiação e tecelagem", de Marcelo Labes.

domingo, 1 de agosto de 2010

Enfim, mais um convencido!

31/07/2010 | N° 12006. Jornal de Santa Catarina.

CLÓVIS REIS

clovis.reis@santa.com.br

  • Só tem um jeito: o ônibus

    Os congestionamentos provocados pela reforma da Rua 7 de Setembro reacenderam o debate sobre a crise de mobilidade urbana, o apagão viário que ronda Blumenau durante determinados horários do dia. Por mais que se dê voltas ao problema, a resposta é sempre a mesma: a melhor maneira de desafogar as nossas ruas passa pelo uso dos ônibus. Se mais gente usasse o transporte coletivo, haveria menos carros nas ruas e o tráfego fluiria com mais rapidez.

    Já disse em outras ocasiões que eu mesmo resisti à tese acima. O professor Ricardo Machado, o empresário Eldon Jung, aquele debate que a RBS promoveu sobre mobilidade urbana, todos foram aos poucos me convencendo de que a melhor alternativa para o nosso trânsito é o ônibus. Não importa o ângulo pelo qual se examine a questão (economia, segurança, responsabilidade ambiental etc.), todas as análises apontam para a mesma conclusão. A recuperação do transporte coletivo, conjugada com o emprego de meios alternativos para o deslocamento, como é o caso da bicicleta, é a solução mais barata, rápida e ecologicamente consequente para que a cidade tenha um trânsito mais humano.

    Por isso, tenho tantas expectativas sobre as mudanças que se anunciam com a implantação dos corredores exclusivos para o transporte coletivo. A medida produzirá um impacto forte nas ruas, favorecendo a passagem dos ônibus em detrimento dos carros particulares. O Seterb tem a obrigação – isso mesmo, obrigação! – de fazer a coisa funcionar. Se houver mais ônibus, se eles forem mais ágeis que os outros veículos, se oferecerem mais conforto, não haverá razão que impeça uma mudança de hábitos, para que as pessoas, enfim, deixem o carro em casa e venham para o trabalho, a escola e os demais compromissos empregando o sistema público de transporte.

    A desmoralização da proposta vai acontecer se ônibus e carros continuarem parados, como está ocorrendo agora na reforma da Rua 7 de Setembro. Aí sim, seria o fim, o caos com o qual já contam alguns leitores que postaram seus comentários no blog Trânsito no Vale (www.santa.com.br). De minha parte, conservo uma ponta de esperança. Acredito que o Seterb tenha compromisso com o presente e o futuro de Blumenau.