terça-feira, 9 de junho de 2009

Hysteria é imperdível




Um sincero apelo a todos os amigos do Escambau: garantam seu ingresso para o espetáculo Hysteria. Retirem no Sesc! É de graça e a peça é maravilhosa.

Sábado, 13 de junho, 15h, na Casa Sesc.

Alguns trechos do texto que escrevi depois de ver a peça, em 2007:

"A combinação das quatro personagens centrais de Hysteria é magnetismo para as espectadoras. Clara descobre sua sexualidade aos treze anos, M.J. pede mais coito a todas, Hercília lamenta que as mulheres não tenham aproveitado o movimento do 15 de Novembro e Maria Tourinho questiona o casamento. Nini, a inspetora do hospício, tenta corrigir as internas segundo as ordens repassadas pelo Dr. Mendes. A situação torna-se chocante logo no início, porque a interação com as espectadoras e o dedo em riste de Nini as coloca também em condição de loucas, e as piadas com o contraste de costumes das duas épocas doem por trás de nossos risos. Nós sabemos que, daqui a algumas décadas, alguém vai rir da nossa maneira de tratar as mulheres e, o mais forte e inflamável, do comportamento dessas mulheres.

A guerra dos sexos nos priva de muito aprendizado. A nós e a elas. Quero abraçar todas as mulheres neste final de texto, como quis naquele fim de peça. Embora algumas, eu sei, me perguntem Como-se-eu-não-tenho-chance, Como-se-os-homens-não-ouvem, há sempre a maior das expectativas. Se dizem que há sexo por toda parte, é porque ainda não viram que há apenas mulher. O feminino. E, no entanto, as que mais podem mudar o mundo só pensam no pior do masculino, o espectador inato. A platéia da Hysteria.

O mundo precisa das persongens de Hysteria, com gritos cada vez mais fortes, danças cada vez mais saltitantes, gargalhadas. Umas puxando as outras. Mulheres pedindo prazer. A elas seremos eternamente gratos. Amem sem acento, não louvem, lovem! Amém!"

Um comentário:

Vanessa disse...

Nossa!! Palavras ora duras, ora suaves, escritas lindamente...
Belo demais Daniel. E acima de tudo, acredito!