‘Mimetismo Urbano’ é o novo trabalho de Daiana Schvartz
FOTO: CHARLES STEUCK
O que há por trás daquele outdoor? Que paisagem ele esconde? Em sua nova obra “Mimetismo Urbano”, a artista visual Daiana Schvartz brinca com estas questões e reinventa a paisagem, trazendo para frente do outdoor o cenário por ele omitido.
A “mimese” do outdoor convida o espectador à reflexão, propondo uma anulação poética deste veículo de comunicação, e subvertendo o seu uso. Com isso, Daiana retoma a discussão iniciada em seu trabalho anterior, ‘Outdoor: Arte fora das portas’, uma crítica ao excesso visual e publicitário que invade as ruas, e ao apelo de consumo a que é exposto o indivíduo que transita pela cidade contemporânea. “O outdoor percebido e concebido como espaço essencialmente publicitário é convertido num objeto estético e conceitual”, explica Daiana.
Além da discussão e resignificação do espaço midiático, a escolha do suporte é também fruto de uma busca por novas linguagens, materiais, técnicas e suportes para a obra de arte. Ao eleger a rua como espaço para expor seu trabalho, a artista permite que um grande público, diferente daquele que normalmente frequenta salões e galerias, possa ter acesso à arte contemporânea, e põe em cheque questões sobre o acesso e a democratização dos espaço de arte.
Qualquer pessoa que transitar pelas ruas de Blumenau nas próximas semanas poderá se deparar com um dos seis outdoors espalhados pela cidade, o trabalho estará exposto até o dia 12 de abril.
O projeto “Mimetismo Urbano” foi viabilizado através do Fundo Municipal de Apoio à Cultura/Fundação Cultural de Blumenau. Para saber mais sobre Daiana Schvartz acesse www.daianaschvartz.blogspot.com .
Informações para a imprensa: Aline Assumpção, Jornalista (MTB/PR 5022 JP)
No próximo sábado, dia 20 de março, às 20h, o Teatro Carlos Gomes será palco de uma apresentação inédita. Estarão reunidos os músicos da big band blumenauense Fusion Jazz Orchestra, o saxofonista Hélio Brandão e o trompestista Rogério Leitum – os últimos dois, referências nacionais nos seus instrumentos. A apresentação é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso. Jackson Marquezine, um dos integrantes responsáveis pela Fusion, diz que no repertório estão clássicos da bossa nova e de jazz. “Teremos ainda algumas surpresas”, adianta ele, que comenta que a banda está animada com a perspectiva de casa cheia. A apresentação acontece em parceria com a Escola de Música do Teatro Carlos Gomes, que promove, no mesmo dia, workshops gratuitos com os dois músicos. São trinta vagas para cada instrumento e o evento começa as 14h30. As inscrições podem ser feitas diretamente na Escola de Música, através do telefone (47) 3037-3400.
SOBRE A FUSION JAZZ ORCHESTRA
Formada por músicos já renomados no cenário catarinense, a Fusion Jazz Orchestra é um projeto único em Santa Catarina. É inspirada nas tradicionais Big Bands norte-americanas, com a presença marcante de metais como os saxofones, os trompetes e os trombones. São dezoito integrantes. Com menos de um ano, a Fusion já prepara shows temáticos que devem começar a aparecer nos principais eventos de Santa Catarina. Entre as apresentações que estão sendo preparadas, estão homenagens a Frank Sinatra e Tom Jobim e temas como clássicos do cinema e um especial de Natal. Mais informações e agenda com o empresário Ricardo Pimenta, através do (47) 9921-2672.
Fusion Jazz Orchestra
Veja a listagem dos integrantes da Big Band
Saxofones
Hélio Reichert
Max Dantas Fernandes
Odirlei José Vieira
Suelen Mondini
Pedro Simas
Trombones
Jackson Marquezine
Marcos C. Costa
Robson Brandt
Flávio Ott
A exposição Cidade Geometria - Blumenau em Linhas e Ângulos abre dia 30 de março, terça-feira, às 20h, na Biblioteca Universitária da Furb, em Blumenau. As fotografias, de autoria de Mariana Furlan, exploram a arquitetura de construções blumenauenses. Cidade Geometria apresenta quatro pontos icônicos - Teatro Carlos Gomes, Catedral São Paulo Apóstolo, Ponte dos Arcos e Ponte de Ferro - e explora ângulos inusitados e diversos às imagens normalmente exploradas destes locais.
A proposta resultou em uma experiência estética, com fotografias marcadamente geométricas e até abstratas, que oferecem pontos de vista novos e por vezes intrigantes aos espectadores. As fotos captam detalhes, sombras esquecidas, formas escondidas, cantos e quinas. E a partir das mesmas linhas das edificações, novas imagens foram "construídas". As 25 fotos da exposição são em preto e branco, ressaltando a força da forma e da luz.
Para compor as imagens, a autora usou a estética inspirada no Construtivismo, surgido no começo do século 20. O movimento artístico que teve grande força na Rússia trouxe à fotografia a valorização do que é concreto, da arquitetura, da geometria e abriu espaço ao abstracionismo.
A cerimônia de abertura terá a presença da paisagista e designer Ana Holzer, que comentará a sua perspectiva sobre o trabalho. As fotografias permanecem expostas à visitação na Furb até 10 de abril, e depois seguem para outros pontos em Blumenau.
Cidade Geometria - Blumenau em Linhas e Ângulos é um projeto subsidiado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau, aprovado em 2009.
Sobre a autora
Mariana Furlan é formada em Jornalismo, pela Univali, e pós-graduada em Fotografia, pela mesma universidade. Atualmente, trabalha como editora no Jornal de Santa Catarina, em Blumenau. Esta é a primeira exposição da aspirante a fotógrafa.
Serviço
Cidade Geometria - Blumenau em Linhas e Ângulos
Exposição fotográfica de Mariana Furlan
Abertura: 30 de março de 2010, às 20h
No Salão Angelim da Biblioteca Universitária da Furb (Campus 1), Blumenau
O modernismo brasileiro está na web – pelo menos o registro oficial dele. A Brasiliana, biblioteca digital da USP, digitalizou e publicou versões em .pdf de alta qualidade da Klaxon e da Revista de Antropofagia, marcos do modernismo no País.
A Brasiliana digitalizou nove edições da revista feita por Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e outros modernistas. Para Jorge Schwartz, professor titular da USP que escreveu o texto de apresentação da versão online, a Klaxon é, plasticamente, “a mais audaciosa, a mais renovadora e a mais criativa” publicação da época.
A Klaxon tem textos e poesias de autores como Manuel Bandeira e Mario de Andrade, mas também publicava vários autores internacionais – todos em suas línguas originais.
A polêmica Revista de Antropofagia, lançada por Oswald de Andrade em 1928, também entrou para o acervo digital da biblioteca – são 26 números digitalizados e disponíveis para download livre.
O conteúdo traz textos e provocações dos principais modernistas – incluindo, aí, um desenho de Tarsila do Amaral, “O antropófago” e o capítulo inicial de “Macunaíma”, clássico de Mário de Andrade.
A digitalização das duas revistas faz parte de uma iniciativa do Programa Cultura e Pensamento para formar um Acervo Digital das Revistas Culturais Brasileiras. As publicações estão disponíveis no site da Brasiliana e também no site do programa. Foram digitalizadas edições do Correio Brasiliense, publicado em Londres entre 1808 e 1822, O Patriota, de 1813, considerado o primeiro periódico científico e a revista cultural Nitheroy, de 1836.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou há pouco o Plano Nacional de Cultura (PL 6835/06). O texto aprovado foi o substitutivo da deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que relatou o projeto na Comissão de Educação e Cultura.
Segundo o texto, o PNC tem como objetivo o desenvolvimento cultural do País e a integração de iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural; produção, promoção e difusão dos bens culturais; formação de pessoal qualificado para a gestão do setor; democratização do acesso aos bens culturais e valorização da diversidade étnica e regional.
Tramitando em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., o projeto será agora analisado pelo Senado.
INTEGRA DO PROJETO: PL 6835/06 FONTE: Agência Câmara
Estou novamente em casa, na Blumenau do Vale e do Itajaí. Ainda emocionado com todo o vivenciado durante esses quatro dias entre mais de 1000 companheiras (os) de todos os cantos do Brasil. Indígenas de muitos ramos distintos, quilombolas do norte e do sul, mestres griôs de cultura popular, os modernos do audiovisual, poetas declamadores de mundos simbólicos, as ‘mães de santos’, gente do teatro, do circo, artesanato, ufa! Foi tão diverso, mas tão enérgico que não caberia burocratizar, em palavras. Como falar sobre a experiência de viver um rito de passagem?
Posto aqui, as trinta e duas propostas eleitas como prioritárias para a ação pública federal e norteador de outras esferas que aceitem o desafio de ‘desilenciar’ o vasto Brasil.
O primeiro dia de Conferência foi marcado por reflexões e articulação sobre os cinco eixos que orientaram todas as conferências. Tentativa de intelectualizar e contextualizar as propostas sistematizadas para a Nacional. O método de eleição das prioridades foi democrático, fruto de consensos amplamente buscados. Mas não foi fácil chegar a isso. Todas as etapas de mobilização juntaram cerca de 220 mil pessoas, em mais de 3 mil cidades.
O segundo dia foi dedicado as mini-plenárias que tinham como objetivo, elencar 05 prioridades em cada sub-eixo (os eixos e sub-eixos estão descritos logo abaixo). Havia sub-eixo com mais de 60 propostas, o que exigia que 55 delas fossem ‘secundarizadas’.
A plenária final, no terceiro dia, 14 de março, teve que priorizar apenas 02, dentre as cinco encaminhadas pelas mini-plenárias. Como foram dezesseis o número de sub-eixos, a priorização resultou em trinta e duas propostas, as quais posto a seguir. Estarei encaminhando, em breve, documento para o Conselho Municipal de Cultura e Fundação Cultural de Blumenau.
Obrigado a todos que acreditaram. Sou pura empolgação. Articulemo-nos!
SUB–EIXO: 1.1 - Produção de Arte e Bens Simbólicos
1 - Implementar políticas de intercâmbio em nível regional, nacional e internacional entre os segmentos artísticos e culturais englobando das manifestações populares tradicionais às contemporâneas que contemplem a realização de mostras, feiras, festivais, oficinas, fóruns, intervenções urbanas, dentre outras ações, estabelecendo um calendário anual que interligue todas as regiões brasileiras, com ampla divulgação, priorizando os grupos mais vulneráveis às dinâmicas excludentes da globalização, com o objetivo de valorizar a diversidade cultural.
6 - Registrar, valorizar, preservar, e promover as manifestações de comunidades e povos tradicionais (conforme o decreto federal 6.040 de 7 de fevereiro de 2007), itinerantes, nômades, das culturas populares, comunidades ayahuasqueiras, LGBT, de imigrantes, entre outros com a difusão de seus símbolos, pinturas, instrumentos, danças, músicas, e memórias dos antigos, por meio de apresentações ou produção de CDs, DVDs, livros, fotografias, exposições e audiovisuais, incentivando o mapeamento e inventário das referencias culturais desses grupos e comunidades.
SUB–EIXO: 1.2 - Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais
17 - Garantir políticas públicas de combate à discriminação, ao preconceito e à intolerância religiosa por meio de: a) campanhas educativas na mídia, em horário nobre, mostrando as diversas raças e etnias existentes em nosso país, ressaltando o caráter criminoso da discriminação racial; b) demarcação de terras das populações tradicionais (ribeirinhos, seringueiros, indígenas e quilombolas), estendendo serviços sociais e culturais a essa população, a fim de garantir sua permanência na terra; c) campanhas contra homofobia visando respeito a diversidade sexual e identidades de gênero.
18 - Implementar a Convenção da Diversidade Cultural por meio de ações sócio-educativas nas diversas linguagens culturais (literatura, dança, teatro, memória e outras), e as linguagens especificas próprias dos povos e culturas tradicionais, conforme o decreto federal 6.040 de 7 de fevereiro de 2007 dirigidas a públicos específicos: crianças, jovens, adultos, melhor idade.
SUB – EIXO: 1.3 - Cultura, Educação e Criatividade
22 - Articular a política cultural (MINC e outros) com a política educacional (MEC e outros) nas três esferas governamentais para elaborar e implementar conteúdos programáticos nas disciplinas curriculares e extracurriculares dedicados à cultura, à preservação do patrimônio, memória e à história afro-brasileira, indígena e de imigrantes ao desenvolvimento sustentável e ao ensino das diferentes linguagens artísticas, inclusive arte digital e línguas étnicas do território nacional, de matriz africana e indígena, e ao ensino de línguas, inserindo-os no Plano Nacional de Educação,sob a perspectiva da diversidade e pluralidade cultural, nas escolas, desde o ensino fundamental, universidades públicas e privadas com a devida capacitação dos profissionais da educação, por meio da troca de saberes com os mestres da cultura popular nos sistemas municipais, estaduais e federais, bem como (26) Garantir condições financeiras e pedagógicas para a efetiva aplicação da disciplina "Língua e Cultura Local".
36 - Instituir a lei Griô, que estabelece uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro, por meio do reconhecimento político, econômico e sociocultural dos Grios Mestres e Mestras da tradição oral, acompanhado por uma proposta de um programa nacional, a ser instituído, regulamentado e implantado no âmbito do MINC e do Sistema Nacional de Cultura.
SUB–EIXO: 1.4 - Cultura, Comunicação e Democracia
63 - Garantir que o acesso a internet seja realizado em regime de serviço publico e avançar com a formulação e implantação do plano nacional de banda larga contemplando as instituições culturais e suas demandas por aplicação e serviços específicos.
68. Regulamentar e implementar o capitulo da comunicação social na Constituição Federal, tendo em vista a integração das políticas de comunicação e cultura, em especial o artigo 223, que garante a complementaridade dos sistemas publico, privado e estatal. Fortalecer as emissoras de radio e TV do campo público (comunitárias, educativas, universitárias e legislativas) e incentivar a produção simbólica que promova a diversidade cultural e regional brasileira, produzida de forma independente. Implantar mecanismos que viabilizem o efetivo controle social sobre os veículos do campo público de comunicação e criar um sistema de financiamento que articule a participação da união, estados e municípios.
EIXO 2: CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Subeixo 2.1: Cidade como fenômeno cultural
80 - Estabelecer uma política nacional integrada entre os governos federal, estaduais, municipais e no Distrito Federal, visando a criação de fontes de financiamento, vinculação e repasses de recursos que permitam a instalação, construção, manutenção e requalificação de espaços e complexos culturais com acessibilidade plena: teatros, bibliotecas, museus, memoriais, espaços de espetáculos, de audiovisual, de criação, produção e difusão de tecnologias e artes digitais, priorizando a ocupação dos patrimônios da união, dos estados, municípios e do Distrito Federal em desuso no país.
83 - Criar marco regulatório (Lei Cultura Viva) que garanta que os Pontos de Cultura se tornem política de Estado garantindo a ampliação no número de Pontos contemplando ao menos um em cada município brasileiro e Distrito Federal, priorizando populações em situação de vulnerabilidade social de modo a fortalecer a rede nacional dos Pontos de Cultura.
SUB–EIXO: 2.2 - Memória e Transformação Social
101 - Incluir na agenda política e econômica da União, estados, municípios e no Distrito Federal o fomento à leitura por meio da criação de bibliotecas públicas, urbanas e rurais em todos os Municípios, com fortalecimento e ampliação dos acervos bibliográficos e arquivísticos, infraestrutura, acesso a novas tecnologias de inclusão digital, capacitação de recursos humanos, bem como ações da sociedade civil e da iniciativa privada,com objetivo de democratizar o acesso à cultura oral, letrada e digital.
112 – Propiciar condições plenas de funcionamento ao Ibram de modo a garantir com sua atuação, que os museus brasileiros sejam consolidados como territórios de salvaguarda e difusão de valores democráticos e de cidadania, colocadas a serviço da sociedade com o objetivo depropiciar o fortalecimento e a manifestação das identidades, a percepção crítica e reflexiva da realidade, a produção de conhecimento, a promoção da dignidade humana e oportunidades de lazer.
SUB–EIXO: 2.3 - Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais
124 – Criar dispositivos de atualização da lei de direitos autorais em consonância com os novos modos de fruição e produção cultural que surgiram a partir das novas tecnologias garantindo o livre acesso a bens culturais compartilhados sem fins econômicos desde que não cause prejuízos ao(s) titular(es) da obra, facilitando o uso de licenças livres e a produção colaborativa, considerando a transnacionalidade de produtos e processos de forma que se atinja o equilíbrio entre o direito da sociedade de acesso a informação e a cultura e o direito do criador de ter sua obra protegida, assim como o equilíbrio entre os interesses do autor e do investidor.
131 – Assegurar a destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-sal para a cultura, aos programas de sustentabilidade e desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura, ampliando os investimentos nos programas que envolvam conveniamentos entre União, Estados, Municípios e Distrito Federal.
EIXO 3: CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
SUB–EIXO: 3.1 - Centralidade e Transversalidade da Cultura
140 – Implementar e fortalecer as políticas culturais dos estados, a fim de promover o
desenvolvimento cultural sustentável, reconhecendo e valorizando as identidades e memórias culturais locais – incluindo regulamentação de profissões de mestres detentores e transmissores dos saberes e fazeres tradicionais, ampliando as ações intersetoriais e transversais por meio das interfaces com a educação, economia, comunicação, turismo, ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente, segurança pública e programas de inclusão digital, com estímulo a novas tecnologias sociais de base comunitária.
141 - Incentivar a criação e manutenção de ambientes lúdicos, para o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais em escolas públicas e espaços educacionais sem fins lucrativos, museus, hospitais, casas de saúde, instituições de longa permanência, entidades de acolhimento e abrigos, CAPs, CAPs – AD (Centro de Atenção Psicossocial), centros de recuperação de dependentes químicos e de ressocialização de presos (Apacs) e presídios.
SUB–EIXO: 3.2 - Cultura, Território e Desenvolvimento Local
152 – Promover, em articulação com o MEC, organizações governamentais e não
governamentais, a criação de cursos técnicos e programas de capacitação na área cultural para o desenvolvimento sustentável.
154 – Fomentar e ampliar observatórios e as políticas culturais participativas com o objetivo de produzir inventários, pesquisas e diagnósticos permanentes, também em parceria com universidades e instituições de pesquisa, subsidiando políticas públicas de cultura, articuladas intersetorialmente e territorialmente, com ações capazes de preservar os patrimônios cultural e natural, inserindo as histórias locais nos conteúdos das instituições educacionais, identificando e valorizando as tradições e diversidade culturais locais, aproximando os movimentos culturais das questões sociais e ambientais, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável local e a redução das desigualdades regionais.
SUB–EIXO: 3.3 - Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo
165 - Promover e garantir o reconhecimento, a defesa, a preservação e a valorização do patrimônio cultural, natural e arquivístico a partir de inventários e estudos participativos, em especial nas comunidades tradicionais, estimulando o turismo comunitário sustentável, por meio da articulação interministerial com participação popular, que crie parâmetros para a atuação nessa vertente da economia da cultura e destine recursos, inclusive por meio de editais, para a implantação e o fortalecimento de roteiros turísticos que articulem patrimônio cultural, memórias, meio ambiente, tecnologias, saberes e fazeres, valorizando a mão-de-obra local/regional, com a realização de ações voltadas para a formação, gestão e processos de comercialização da produção artístico-cultural da região.
175 - Valorizar as tradições culturais dos 5 biomas, como forma de proteção e sustentabilidade, bem como garantir a melhoria e conservação das vias de acesso a todos os municípios, revelando e valorizando suas potencialidades turísticas e culturais, com sua difusão em museus, sites específicos e redes sociais, preservando o patrimônio material e imaterial, regulamentando em lei o cerrado e demais biomas como patrimônio cultural.
EIXO 4: CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
SUB–EIXO: 4.1 - Financiamento da Cultura
187 - Com base no art. 3º inciso III da Constituição brasileira que estabelece a redução das desigualdades sociais e regionais, que seja garantido o reconhecimento do “custo amazônico” pelos órgãos gestores da cultura em projetos culturais, editais e leis de incentivo, em especial pelo Fundo Nacional de Cultura, assegurando dotação específica e diferenciada para os estados da Amazônia Legal, considerando as dimensões continentais, as diferenças geográficas e humanas e as dificuldades de comunicação e circulação na região, incluindo o Custo Amazônico na Lei Rouanet no Fundo Amazônia.
192 - Garantir, com a aprovação da PEC 150/2003, ainda neste semestre, as políticas de fomento e financiamento, via editais, dos processos de criação, produção, consumo, formação, difusão e preservação dos bens simbólicos materiais, imateriais e tradicionais (indígenas, ribeirinhas, afrodescendentes, quilombolas e outros) e contemporâneas (de vanguarda e emergentes), facilitando a mostra de suas obras artísticas, garantindo direitos autorais e registrando os artistas e suas obras como patrimônio nacional.
SUB–EIXO: 4.2 - Sustentabilidade das Cadeias produtivas
230 - Ampliar os recursos públicos e privados, para a sustentabilidade das cadeias criativas e produtivas da cultura, valorizando as potencialidades regionais e envolvendo todos os setores da sociedade civil e do poder público no processo de criação, produção e circulação dos bens e produtos culturais, objetivando ampliar a circulação e a exportação dos produtos culturais brasileiros.
236 - Criar um programa nacional (por região) de capacitação de agentes e empreendedores culturais, com foco nas cadeias produtivas, contemplando a elaboração e gestão de projetos, captação de recursos e qualificação técnica e artística, ofertando oficinas, cursos técnicos e de graduação, em parceria com as Instituições de Ensino Superior (IES).
EIXO 4: CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
SUB–EIXO: 4.3 - Geração de Trabalho e Renda
250 - Regulamentar as profissões da área cultural, criando condições para o reconhecimento de direitos trabalhistas, previdenciários no campo da arte, da produção e da gestão cultural, incluindo os profissionais da cultura em atividades sazonais.
252 - Investir na profissionalização dos trabalhadores da cultura, através da ampliação dos cursos de nível superior, técnicos e profissionalizantes, realizar concursos públicos em todas as esferas governamentais para o setor, equiparando nestes concursos o piso salarial de nível superior à carreira especialista em gestão pública ou equivalente e incluindo o reconhecimento de novas áreas de formação relacionadas ao campo.
EIXO 5: GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
SUB–EIXO: 5.1 - Sistemas Nacional, Estaduais, Distrital e Municipais de Cultura
262 – Consolidar, institucionalizar e implementar o Sistema Nacional de Cultura (SNC), constituído de órgãos específicos de cultura, conselhos de política cultural (consultivos , deliberativos e fiscalizadores), tendo, no mínimo, 50% de representantes da sociedade civil eleitos democraticamente pelos respectivos segmentos, planos e fundos de cultura, comissões intergestores, sistemas setoriais e programas de formação na área da cultura, na União, Estados, Municípios e no Distrito Federal, garantindo ampla participação da sociedade civil e realizando periodicamente as conferências de cultura e, especialmente, a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC 416/2005 que institui o Sistema Nacional de Cultura, da PEC 150/2003 que designa recursos financeiros à cultura com vinculação orçamentária e da PEC 049/2007, que insere a cultura no rol dos direitos sociais da Constituição Federal, bem como dos projetos de lei que instituem o Plano Nacional de Cultura e o Programa de Fomento e Incentivo a Cultura-Procultura e do que regulamenta o funcionamento do Sistema Nacional de Cultura.
279 – Criar um sistema nacional de formação na área da cultura, integrado ao SNC, articulando parcerias públicas e privadas, a fim de promover a atualização, capacitação e aprimoramento de agentes e grupos culturais, gestores e servidores públicos, produtores, conselheiros, professores, pesquisadores, técnicos e artistas, para atender todo o processo de criação, fruição, qualificação dos bens, elaboração e acompanhamento de projeto, captação de recursos e prestação de contas, garantindo a formação cultural nos níveis básico, técnico, médio e superior, à distância e presencial, fazendo uso de ferramentas tecnológicas e métodos experimentais e produção cultural.
SUB–EIXO: 5.2 - Planos Nacional, Estaduais, Distrital, Regionais e Setoriais de Cultura
308 – Defender a aprovação do Programa Cultura Viva e o Programa Mais Cultura no âmbito da proposta de consolidação das leis sociais como políticas publicas de Estado, com dotação orçamentária prevista em lei e mecanismo publico de controle e gestão compartilhada com a sociedade civil.
310 - Garantir que as conferências nacional, distrital, estaduais e municipais de Cultura tenham caráter de política pública e que suas diretrizes e decisões sejam incorporadas nos respectivos Planos Plurianuais e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, assegurando sua efetiva execução nas Leis Orçamentárias Anuais.
SUB–EIXO: 5.3 - Sistema de Informações e Indicadores Culturais
324 – Realizar imediatamente mapeamento preliminar das manifestações culturais, dos distintos segmentos (conforme a II CNC), dos povos e comunidades tradicionais (em conformidade com o decreto 6040), das expressões contemporâneas, dos agentes culturais, instituições e organizações, dos grupos e coletivos, disponibilizando o banco de dados resultante em uma plataforma livre de fácil acesso e com descentralização da informação; em paralelo, a criação de um órgão federal de estudos e indicadores culturais integrado ao SNC; mapear as cadeias criativas e produtivas, empreendimentos solidários; investir em capacitação técnica de equipes locais; atualizar continuamente o mapeamento preliminar e gerar produtos tais como: roteiros e eventos de integração e intercambio; catálogos com as varias linguagens e manifestações, publicação de anuários e revistas.
336 - Implantar o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais e os respectivos sistemas estaduais e municipais, desenvolver mecanismos de articulação entre governo e sociedade civil, para facilitar e ampliar o acesso às informações e capacitar pessoal em todas as esferas, para a geração, tratamento e armazenamento de dados e informações culturais.
A Ilha dos Espíritos (63 min.) Uma pequena ilha, uma grande história. Muito antes de dar nome ao país, durante séculos, a Ilha de Moçambique teve um papel fundamental no Oceano Índico. Para contar a história da ilha, neste documentário intervêm um historiador especializado nela e um arqueólogo marítimo que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios. O quotidiano de seus habitantes, atividades, hábitos,cultura, nos é dado a conhecer por inúmeros outros personagens: um pescador que relata as aventuras na sua frágil embarcação: o “porteiro” da ilha que controla quem entra e sai dela pela ponte que a liga ao continente; uma famosa dançarina e animadora cultural; uma colecionadora de capulanas e jóias antigas; uma conhecedora dos seres mágicos que povoam o imaginário coletivo dos ilhéus.
Desobediência (92 min.) Rosa, camponesa moçambicana, é acusada de ter causado o suicídio do marido. Dizem que ela tem um “marido-espírito” que a levava a desobedecer ao marido verdadeiro. Numa carta descoberta durante as cerimônias fúnebres, e que é lida diante de todos os presentes, o suicida determina que os cinco filhos que teve com Rosa sejam entregues ao seu irmão gêmeo, para não viverem com a mulher que arruinou a sua vida. Para provar a sua inocência, recuperar os filhos e os poucos bens que o casal possuía, Rosa submete-se a dois julgamentos: o primeiro num curandeiro, o segundo num tribunal. Nos dois julgamentos ela é absolvida. Porém, para que um segredo da família seja preservado, Rosa tem que ser inculpada. E os familiares do morto vingam-se dela de uma maneira atroz.
A Guerra da Água (73 min.) Durante a guerra em Moçambique os combates nas regiões secas aconteciam em volta dos furos de água. Vários deles foram destruídos para não caírem nas mãos do inimigo. Hoje, nos meses de estiagem, quando a água da chuva armazenada nas cisternas familiares acaba, a população começa uma nova guerra...
Debatedores: Alexandre Busko Valim (História/UFSC), Carmen Rial (Antropologia/UFSC)
De hoje ao próximo domingo acontece em Brasília a 2ª Conferência Nacional de Cultura, que reunirá delegados de mais de 2,5 mil municípios, mobilizados ao longo de 2009. Foram chamados ao debate artistas, produtores culturais, mestres populares e gestores públicos, a partir de cinco eixos que pensam a cultura em seus aspectos simbólicos, econômicos e de cidadania.Tudo com muita vontade de transformar o atual cenário de concentração dos bens, serviços e equipamentos culturais.
Impossível pensar o Brasil como um país moderno e encontrar salas de cinema em apenas 9% dos municípios, por exemplo. O consumo e a fruição cultural precisam ser entendidos como direito fundamental de todos, em todas as esferas públicas.
O Brasil é um país biodeverso. Precisa reorientar sua ideia de futuro, alinhando sistemicamente arte, cultura, educação e ecologia. Disso resultará um país criativo e aberto à resolução de seus conflitos, como a violência, a má distribuição de renda, a reforma agrária e a concentração midiática nas mãos de poucas famílias.
Para a 2ª Conferência Nacional de Cultura, os seus desafios passam por questões como financiamento e fomento da produção artística e das manifestações populares. Tem que indicar caminhos para o desenvolvimento da economia criativa de Norte a Sul, desconcentrando os serviços e a oferta cultural. A arte e cultura têm o potencial de humanizar nossas cidades de cimento e automóveis, invertendo essa prioridade esquizofrênica que deixa em segundo plano as pessoas e a qualidade de vida.Não dá para imaginar a arte e a cultura apenas do ponto de vista do desenvolvimento. Antes e, acima de tudo, cultura é muito maior e não permite gerenciamento como se fosse um recurso como o alumínio, por exemplo. Ela escapa às nossas mãos e seria arbitrário enquadrá-la numa dimensão econômica, como vem sendo o discurso predominante do momento, resultado de um modelo de financiamento neoliberal, baseado na renúncia fiscal.É importante a valorização das culturas populares, das manifestações regionais, dos mestres da oralidade e do artesanato, por exemplo, todo esse arcabouço simbólico que nos compõe como sujeito e coletivo, pertencente à dinâmica da história.
Por fim, é importante ressaltar que essas duas dimensões, simbólica e econômica, podem dialogar nos municípios, caso tenha-se uma gestão cultural moderna, com equipamentos culturais e diálogo com todos os segmentos da sociedade. Os prefeitos precisam indicar pessoas capacitadas para uma gestão baseada em políticas culturais, precisam investir em programação, equipamentos e bens culturais; e tomar a existência dos Fundos Municipais de Cultura como prioridade. Neste último caso, Blumenau ainda tem muito a avançar.
MÁRCIO JOSÉ CUBIAKCientista social e delegado na II CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
Por que não me surpreendo com o descaso do poder público de Blumenau em relação à Escolinha de Artes Monteiro Lobato e ao Casarão das Oficinas? Porque, óbvio ululante, o município simplesmente NÃO POSSUI política cultural. Ou, por outra, até possui no papel, mas a falta de verbas, de pessoal e de bom senso impedem que as palavras se transformem em ações.
Quando surgem problemas de logística ou infraestrutura – é o caso tanto da diminutiva “escolinha” quanto do aumentativo “casarão” – a tendência é que uma autarquia empurre o “pepino” para outra, e assim nada se resolve. Se a Vila Germânica fosse tragada por uma cratera e ficasse coberta de lama, aposto que conseguiríamos reconstruí-la até outubro. Por outro lado, quando o assunto é educação ou cultura – pelo menos quando se trata de uma cultura diferente do pseudogermanismo que nos empurram goela abaixo –, que caia o mundo e o céu, pois nada podemos além de cruzar os braços.
Faz algum tempo, comentei neste espaço a urgência de políticas culturais consistentes em qualquer sociedade. Se não me falha a memória, dei o exemplo do Rei Salomão. Depois de construir o Templo de Jerusalém, um colosso arquitetônico para a época, ele compreendeu que as pedras rapidamente se tornariam poeira. Então ordenou que escrevessem ou organizassem muitos dos livros que hoje compõem a Bíblia. Sábio governante! As Bíblias se encontram em praticamente todas as casas do Ocidente. E o Templo? Que fim levou o Templo de Jerusalém?
Aqui em Blumenau, parece que a norma é edificar os paredões da efemeridade. Só isso não basta. Também precisamos escrever a Bíblia, isto é, celebrar nossa cultura através da arte e da educação.
* * *
Felizmente, nem só de marasmo vive o trâmite cultural da cidade. Chegou em boa hora o Pequeno Álbum de Viegas Fernandes da Costa, livro que será lançado hoje à noite no Farol. Composto por 44 textos curtos – minicontos? poemas em prosa? crônicas líricas? – é o terceiro título do autor, e representa, a meu ver, o ponto alto de sua obra. Digo isso pela da intensidade do material selecionado e do quão difícil é, hoje em dia, comunicar subjetividades sem parecer piegas. Não obstante o tamanho reduzido, Pequeno Álbum não foi feito para se ler de uma só vez. É o tipo de livro que você deixa na cabeceira, para meditação noturna. Quem quiser saber mais sobre a obra e seu autor, basta acessar o meu blog.
Cidades preocupadas com o desenvolvimento qualitativo de sua população fazem um forte investimento na área cultural. Para que tenhamos casas cheias em dias de peças de teatro, exposições, apresentações musicais e de dança é preciso de fomento através de iniciativas públicas. A formação de um público e de futuros artistas depende de uma cidade que queira respirar arte, caso contrário, só teremos casa cheia quando chegam à cidade apresentações grotescas e de estética televisiva.
Dentre as políticas no campo do fomento da cultura, certamente o maior destaque, era o Casarão das Oficinas. Um espaço gerenciado pela Fundação Cultural de Blumenau que oferecia para a população várias oficinas artísticas nas diversas áreas como teatro, artes visuais, música, artesanato entre outros. Este espaço ainda que precário, propiciava trocas, divulgações, circulação e experiências estéticas.
Através dos debates das conferências municipais de cultura em todo Brasil, a sociedade civil pôde se colocar frente ao poder público para falar, questionar e cobrar suas demandas sobre arte, cultura e cidadania em seus municípios. Em Blumenau, no mês de setembro do último ano foi realizada a IV Conferência Municipal de Cultura. Na conferência uma das principais demandas discutidas foi a de garantir políticas públicas e gratuitas de cultura. Entre estas políticas, estava a manutenção e a regularização do Casarão das Oficinas. No entanto, devido a irregularidades administrativas e trabalhistas, ao invés de regularizar a situação, a Fundação optou simplesmente em fechar o espaço no último mês de dezembro. Este acontecimento é mais um exemplo da indiferença com a cultura das sucessivas administrações da Fundação Cultural nos últimos anos.
Blumenau precisa urgentemente de políticas públicas de Estado que garanta sua permanência. O quadro de políticas que tem se instalado hoje, beira o amadorismo e é movido por políticas momentâneas, insuficientes e eleitoreiras.
O Comitê Executivo da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC) divulga nesta sexta-feira as 347 propostas de estratégias de políticas culturais que serão debatidas durante as plenárias, entre 11 e 14 de março, em Brasília.
O arquivo lista as propostas de todos os cinco eixos da II CNC, divididos em seus sub-eixos. Recomenda-se que os delegados que participarão das plenárias estudem o documento para tomarem conhecimento do que estará em discussão. Para baixar o documento, clicar no link abaixo.
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.” Esse princípio, que está no parágrafo único
do art. 1º da Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88), introduz no país o
Estado Democrático de Direito, que combina procedimentos da democracia representativa
(eleições) e da democracia participativa (direta). É com base nele que o Governo Federal, por
intermédio do Ministério da Cultura (MinC), convoca a 2ª Conferência Nacional de Cultura,
fórum participativo que reúne artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários,
patrocinadores, pensadores e ativistas da cultura, e a sociedade civil em geral, com as
seguintes atribuições: (i) discutir a cultura brasileira nos seus múltiplos aspectos, valorizando a
diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões; (ii) propor estratégias para: fortalecer
a cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável; universalizar o acesso dos
brasileiros à produção e fruição da cultura; consolidar a participação e o controle social
na gestão das políticas públicas de cultura; implantar e acompanhar os Sistemas Nacional,
Estaduais e Municipais de Cultura e o Plano Nacional de Cultura; e (iii) avaliar os resultados
obtidos a partir da 1ª Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005.
- a sociedade civil está enviando como delegado o produtor cultural, Márcio Cubiak. Também vai a Brasília como delegado, representando o poder público, Rolf Geske.
- grifos recomendados ao prefeito de Blumenau:
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.”Esse princípio, que está no parágrafo único
do art. 1º da Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88), introduz no país o
Estado Democrático de Direito, que combina procedimentos da democracia representativa
(eleições) e da democracia participativa (direta).
" propor estratégias para: fortalecer a cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável; universalizar o acesso dos brasileiros à produção e fruição da cultura; consolidar a participação e o controle social na gestão das políticas públicas de cultura; implantar e acompanhar os Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura e o Plano Nacional de Cultura;"
Que boa notícia. Animadora - 23o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, FITUB, promovido e realizado pela FURB e patrimônio cultural de Blumenau está com inscrições abertas.
Acontece no dia 11 de março (quinta-feira), a partir das 20:00 horas, no Bar e Restaurante Farol, o lançamento do livro “Pequeno Álbum”, de autoria do escritor Viegas Fernandes da Costa.
Terceiro livro de Viegas, a obra reúne 44 contos curtos, alguns deles premiados, como é o caso dos contos Teresa e Ítalo. Com uma prosa que margeia a poesia, os textos de Pequeno Álbum procuram construir imagens com palavras, cada conto constituindo-se como fotografias compostas não por luz, mas de verbo. O livro, publicado pela editora Hemisfério Sul, apresenta ainda ilustrações da artista plástica Daiana Schvartz e orelha do contista Rodrigo Oliveira.
Durante o lançamento será servido um coquetel e o autor estará autografando a obra. O preço do livro é de R$ 15,00.
Sobre o autor:
Viegas Fernandes da Costa nasceu em Blumenau (SC) em 1977. Licenciado em História e pós-graduado em Estudos Literários, atualmente trabalha na Biblioteca da Universidade Regional de Blumenau, onde edita o site de literatura Sarau Eletrônico, e no Colégio Metropolitano de Indaial, onde leciona Filosofia e Atualidades. Além de Pequeno Álbum, é autor de Sob a Luz do Farol (Ed. Hemisfério Sul, crônicas, 2005) e De Espantalhos e Pedras Também se Faz Um Poema (Ed. Cultura em Movimento, poemas, 2008).
Comentário do contista Rodrigo Oliveira a respeito do livro “Pequeno Álbum”:
“Não à toa que o primeiro texto que lemos ao nos debruçarmos sobre este Pequeno Álbum de Viegas Fernandes da Costa chama-se Poema. Não que se trate de um livro de versos. Mas é a poesia que permeia e dá corpo à prosa de Viegas.
Pequeno Álbum parece trazer um tom mais intimista do que Sob a Luz do Farol e De espantalhos e pedras também se faz um poema, trabalhos anteriores do autor. Sensível, este álbum estabelece relações do texto com a própria arte, pelos olhos e palavras do escritor. Intertextual, Viegas dialoga e nos apresenta alguns daqueles que traz estampados em seu álbum: Chaplin, Tornatore, Flaubert, Quintana, Sartre, Kafka, Calvino e tantos outros que poderíamos preencher toda a orelha deste volume. Quantas memórias trazem este livro!
Entre estes grandes nomes sorriem, ainda, como de fotogramas amarelados pelo tempo, figuras que resgatam memórias mais introspectivas, como em Reminiscência, de memórias expostas, gengivas nuas e sorriso ancião inocente. Com esta sensibilidade e aquela intertextualidade, este Pequeno Álbum se revela igualmente metaliterário. O autor, olhando para as figuras deste álbum, parece querer encontrar, em primeiro lugar, a si mesmo. Em Composição compõe "silêncios como quem compõe versos" e explica: "É nestes silêncios que me encontro e onde podem me encontrar como realmente sou!". Nos contos e textos de Pequeno Álbum podemos ver o escritor se dobrando sobre o próprio texto, sobre o próprio fazer literário, como no premiado Ítalo, conto de construção ímpar e riquíssima leitura. Teresa e O Velho, a Velha e o Violino apresentam ainda personagens belíssimos em narrativas sensíveis que exploram os limites desta prosa poética proposta por Viegas.
É tocante, é incômodo, é lírico. É necessário, este Pequeno Álbum. Porque nos lembra que "poesia não se pode ler (...) a poesia vivemos".
Apreciando este álbum observamos o autor, pouco a pouco, tentar desvendar-se, retomar um passado, vislumbrar um futuro, resgatar e desnudar a si mesmo e a seu próprio texto. É quase sem perceber que, ao fim do volume, nos quedamos nós mesmos desnudados e expostos ali, estampados neste Pequeno Álbum.”
Serviço:
O que: Lançamento de Pequeno Álbum, terceiro livro do escritor Viegas Fernandes da Costa
Quando: 11 de março (quinta-feira), às 20:00 horas.
Onde: Bar e Restaurante Farol, Praça do Estudante (no final da rua Antônio da Veiga), Blumenau, SC.
Maiores informações: Editora Hemisfério Sul (3035-3181 e 3339-7334) e Viegas Fernandes da Costa (8445-9150 e 3321-0222)