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Só tem um jeito: o ônibus
Os congestionamentos provocados pela reforma da Rua 7 de Setembro reacenderam o debate sobre a crise de mobilidade urbana, o apagão viário que ronda Blumenau durante determinados horários do dia. Por mais que se dê voltas ao problema, a resposta é sempre a mesma: a melhor maneira de desafogar as nossas ruas passa pelo uso dos ônibus. Se mais gente usasse o transporte coletivo, haveria menos carros nas ruas e o tráfego fluiria com mais rapidez.
Já disse em outras ocasiões que eu mesmo resisti à tese acima. O professor Ricardo Machado, o empresário Eldon Jung, aquele debate que a RBS promoveu sobre mobilidade urbana, todos foram aos poucos me convencendo de que a melhor alternativa para o nosso trânsito é o ônibus. Não importa o ângulo pelo qual se examine a questão (economia, segurança, responsabilidade ambiental etc.), todas as análises apontam para a mesma conclusão. A recuperação do transporte coletivo, conjugada com o emprego de meios alternativos para o deslocamento, como é o caso da bicicleta, é a solução mais barata, rápida e ecologicamente consequente para que a cidade tenha um trânsito mais humano.
Por isso, tenho tantas expectativas sobre as mudanças que se anunciam com a implantação dos corredores exclusivos para o transporte coletivo. A medida produzirá um impacto forte nas ruas, favorecendo a passagem dos ônibus em detrimento dos carros particulares. O Seterb tem a obrigação – isso mesmo, obrigação! – de fazer a coisa funcionar. Se houver mais ônibus, se eles forem mais ágeis que os outros veículos, se oferecerem mais conforto, não haverá razão que impeça uma mudança de hábitos, para que as pessoas, enfim, deixem o carro em casa e venham para o trabalho, a escola e os demais compromissos empregando o sistema público de transporte.
A desmoralização da proposta vai acontecer se ônibus e carros continuarem parados, como está ocorrendo agora na reforma da Rua 7 de Setembro. Aí sim, seria o fim, o caos com o qual já contam alguns leitores que postaram seus comentários no blog Trânsito no Vale (www.santa.com.br). De minha parte, conservo uma ponta de esperança. Acredito que o Seterb tenha compromisso com o presente e o futuro de Blumenau.
domingo, 1 de agosto de 2010
Enfim, mais um convencido!
terça-feira, 8 de junho de 2010
autocobra
domingo, 9 de maio de 2010
mobilidade urbana
Evento promovido pelo Grupo RBS é aberto ao público, com entrada franca
Discutir os problemas e buscar soluções para a mobilidade urbana em Blumenau. Este é o objetivo do debate promovido pelo Grupo RBS nesta quarta-feira, às 19h30min, no Auditório Willy Sievert do Teatro Carlos Gomes. O palestrante, André Fialho, é assessor técnico da Urbanização de Curitiba (URBS), especialista em transporte público, consultor na área de transportes e membro da Associação Nacional de Transporte Público.
Para contribuir com as discussões, estarão presentes o arquiteto urbanista e professor da Furb e Unerj Christian Krambeck; Carla Back, que é professora e especialista em aproveitamento do espaço urbano; e o colunista do Santa e professor da Furb Ivo Theiss.
O evento faz parte do ciclo de debates que o Jornal de Santa Catarina, a RBS TV e a Atlântida FM estão promovendo para comemorar os 160 anos de Blumenau. Segurança pública, desafio ambiental e desenvolvimento econômico serão os temas dos próximos debates, que ocorrerão até o dia do aniversário do município, em 2 de setembro. Todos os assuntos são abordados com foco na Blumenau de amanhã: o que precisa ser feito para tornar a nossa cidade ainda melhor para se viver?
Participe!
Para participar da palestra sobre mobilidade urbana é preciso fazer inscrição antecipada enviando mensagem para rbsdebatesblumenau@gruporbs.com.br ou entrar em contato pelo telefone (47) 3221-1410. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Bicicleta faz um mundo melhor

A BICICLETA FAZ O MUNDO MELHOR!
“O futuro da mobilidade urbana por bicicleta” – Por Peter Cox
Cientista Social, Prof. da University of Chester,Membro do Cycling and Society Research Group - Inglaterra
“Pedalando contra o aquecimeno global” – Por Roel Massink
Eng. Civil, Pesquisador da Univesity of Twente, Consultor do Metropolitan Cycling Laboratory – Holanda
No debate os convidados estarão apresentando a palestra que proferirão no "1º Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades"
Tradução e mediação: Prof. Giselle Xavier – Udesc
Dia 22/março/2010 - Segunda-feira - 15h
DAPE/UDESC - Rua Visconde de Ouro Preto, 457 - Praça Getúlio Vargas (Praça dos Bombeiros) – Centro
Ver mapa e demais informações em http://www.viaciclo
domingo, 25 de outubro de 2009
Carta Aberta para Clóvis Reis sobre Mobilidade Urbana
Caro Clóvis Reis
Costumo ler e ouvir muitos absurdos na imprensa local, mas nunca tive a mínima vontade de responder formadores de opinião como Tonet, Ostermann e Alexandre José. Não respondo porque sempre desconfio de que as coisas que eles dizem, não se tratam necessariamente de suas opiniões, mas estes absurdos são maneiras de gerar polêmica e permitir a circulação de uma leitura muito rasteira de sociedade
Mas quando li seu artigo em defesa dos automóveis intitulado “Aumento da área Azul” senti a necessidade de me manifestar. Se escrevo é porque sei que sua opinião é sincera e que você, assim como outros, foi sendo obrigado a utilizar o automóvel privado na medida em que as outras possibilidades de locomoção foram sendo restringidas. Além disso, sei que em uma sociedade em que a regra é sobrepor os interesses privados sobre os interesses coletivos, a confusão entre direitos e privilégios é uma constante.
É para garantir os privilégios do teu carro que admitimos a morte anualmente de um milhão de pessoas no trânsito mundialmente, sem contar as mortes decorrentes de doenças ligadas a poluição atmosférica. Por isso, não basta campanhas moralistas que centram o problema na juventude e no consumo de bebidas, pois o carro em sua essência é uma grande massa de metal se arremessando sobre outros carros e pessoas. Atualmente qualquer deslocamento na cidade implica esquivar-se destas máquinas de destruição.
Para garantir os privilégios do teu carro é que foram reduzidos os espaços de convivência pública nas cidades. Seu barulho é constante, seu gás é sufocante e somente o espaço que ocupa para o estacionamento é muito superior a área que a maioria das pessoas do planeta utilizada para viver.
Para garantir os privilégios do teu carro é que a Furb precisou comprar e devastar os terrenos que circundam a Universidade. E como se não bastasse, para garantir seu conforto e sua segurança toda a cobertura do espaço foi tomada por pedra e cimento, impedindo a existência de ambientes humanamente mais agradáveis com gramados, árvores de sombreamento, bancos e mesas em lugares onde as pessoas possam ter uma sociabilidade saudável (como é comum nas grandes Universidades). Além disso, esta minoria que faz uso do carro para se deslocar para a Furb, impossibilita a existência de um terminal de ônibus que garantiria o acesso dos alunos e servidores de Blumenau e das cidades vizinhas;
Para garantir os privilégios do teu carro é que a Furb e o Giassi construíram a passarela sobre a Rua Antônio da Veiga, já que valoriza o fluxo dos automóveis e torna a vida do ciclista e pedestre ainda mais complicada. Se subir pela passarela é preciso caminhar um trecho de pelos menos uns
Em nenhuma sociedade deste planeta estes privilégios podem ser vistos como direitos. O automóvel privado, assim como as mansões na beira do mar, não pode ser universalizado e por isso a defesa de seu uso é imoral. Além disso, está mais do que provado de que a saída para os problemas de mobilidade não significa a construção de mais vias para circulação. Tais empreendimentos são resoluções provisórias e têm um alto custo econômico, social e principalmente, ambiental.
Apesar disso, não acho que tenhamos que acabar completamente com o automóvel privado em nossa sociedade contemporânea. Mas tenho certeza que o seu uso precisa ser duramente restringido e aqueles que querem garantir a permanência de tais privilégios, precisam pagar por isso. Muitas cidades que investiram em uma mobilidade urbana humanizada, aumentaram significativamente a tributação na produção, compra e circulação de automóveis. Afinal, se seu uso é privado, seus custos não podem ser socializados em detrimento da maioria da população. Diante disso, sou favorável a maior taxação do uso do automóvel
Abraços,
Ricardo Machado
Para conferir o artigo do Clovis Reis acesse:
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,2694747,13382
