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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Escritos da Carne em Itajaí

Mostra fotográfica e poética retratando o erótico abre nesta sexta-feira, na Casa Aberta

Itajaí recebe nesta sexta-feira, 29 de julho a Exposição Escritos da Carne, que está circulando pelo Estado de Santa Catarina, trazendo diferentes formas de representar o erótico através da literatura e da fotografia. A abertura da exposição acontece na Livraria e Espaço Cultural Casa Aberta (www.casaberta.com.br ), simultaneamente ao lançamento de dois livros.

A mostra Escritos da Carne integra projeto de mesmo nome  (www.escritosdacarne.blogspot.com ), viabilizado através do Edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura, de autoria da historiadora, pesquisadora e professora universitária, Carla Fernanda da Silva, que há algum tempo pesquisa questões relacionadas ao corpo, ao erótico e à sexualidade humana.

São 21 imagens de pessoas/casais, com textos eróticos grafados sobre seus corpos de diferentes maneiras, produzidas por sete fotógrafos -Aline Assumpção, Charles Steuck, Carla Fernanda da Silva, Carlos Lobe, Ivan Schulze, Mariana Florêncio e Sally Satler. Cada casal  fotografado escolheu um texto que tivesse especial significado em sua vivência do erótico, e foi também co-autor das imagens, contribuindo na construção das cenas, que são parte da narrativa.

Segundo Carla, a proposta é representar diferentes corpos, diferentes casais, trazendo a literatura erótica para o corpo, com o objetivo refletir sobre o papel do erótico na contemporaneidade, e provocar um diálogo com o público, fazendo-o questionar-se sobre a vivência de sua sexualidade e a relação com seu corpo. A diversidade de concepção do erótico se concretiza a partir do diálogo entre fotógrafos e fotografados.

"A literatura erótica emana do corpo para a escrita, em Escritos da Carne, fazemos com que esta literatura retorne para o corpo, para a pele", comenta Carla.


Boa Literatura

Além da abertura da exposição, estão marcados para a mesma noite o lançamento do livro de contos, Quarteto de Cordas para Enforcamento, do escritor e dramaturgo, Gregory Haertel, e do livro de poesia “O Retrato da Nudez Eólica”, da jovem escritora Cláudia Iara Vetter, ambos da editora Liquidificador ( www.liquidificador.art.br/produtosculturais ).

Após o romance Aguardo (2008), Gregory Haertel  apresenta aos leitores um livro de contos.Todos os textos que compõem a obra foram escritos entre 2001 e 2005, já no formato em que estão sendo publicados. “Poucas alterações gramaticais e de pontuação foram feitas na minha leitura para o lançamento deste livro, e todas elas com o cuidado de preservar o que estava escrito. Esta não é, portanto, uma coletânea de contos, e, sim, um livro que esperou bastante para ser lançado.”, explica. Quem acompanha a obra de Haertel como dramaturgo vai se deparar com algumas semelhanças entre os textos e peças da Cia Carona de Teatro (Blumenau), já que alguns dos contos serviram de inspiração durante o processo de montagem de peças da Cia.

“Com sua linguagem crua e ousadia narrativa, “Quarteto de cordas para enforcamento” provoca e lacera; para além da moral, devolve-nos uma poesia capaz de incomodar.”, escreve Viegas Fernades da Costa na orelha do livro.

Gregory deve divertir-se muito quando escreve. Quase posso adivinhá-lo escancarando um sorrisão que expõe dentes e malícia, ardiloso a brincar com (de)formação de frases, (des)construção de conceitos, (re)criação de valores e julgamentos.”, comenta o diretor de teatro Pépe Sedrez, no prefácio da obra.

Já a jovem escritora Cláudia Iara Vetter, lança a segunda edição de sua primeira obra -após editar e bancar sozinha a primeira e pequena edição de sua obra, Cláudia obteve agora patrocínio do Fundo Municipal de Cultura de Blumenau para reeditar o livro.

(Cláudia Iara Vetter )Traça as inscrições de seu corpo – arranhões, tatuagens, chagas antigas. Caminhamos consigo por sua estrada “bruta e malfeita”, onde o que é secreto nos é oferto como um presente manualmente esmerado. No percurso d’O Retrato da Nudez Eólica, Cláudia mostra que de tudo só restam fragmentos. Assim como nos legou Safo, a grande poeta da Antiguidade, o amor abala o espírito como um vendaval que desaba sobre os carvalhos.”, comenta o poeta, Vinicius Coelho.

Sobre a Casa Aberta
A Casa Aberta é um dos mais antigos sebos de Santa Catarina e faz parte do universo dos bons sebos brasileiros. Instalada em uma edificação tombada pelo patrimônio, A Casa Konder, abriga um rico acervo da produção literária que circulou por Itajaí.
Do livro novo ao usado, você pode fazer uma viagem em um ambiente agradável, bem no coração do centro histórico de Itajaí. Além de sebo, livraria e espaço cultural, a Casa Aberta é também editora (www.editoracasaaberta.com.br )



Serviço:

Abertura da Exposição 'Escritos da Carne'
Lançamento do Livro  'Quarteto de Cordas para Enforcamento'
Lançamento do Livro 'O Retrato da Nudez Eólica'
Data: 29 de julho | Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Casa Aberta | Itajaí- SC
Rua: Lauro Muller, 83 - Centro

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Lançamento 2.0 de "O Retrato da Nudez Eólica"






Cláudia Iara Vetter autografa hoje seu livro "O Retrato da Nudez Eólica" em festa Rock,  reunindo muita gente bacana da cena cultural local.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Hoje, Noite Multicultural na FCBlu

Quinta-feira
05 de maio
18h30
Fundação Cultural de Blumenau

Sala Oficial
Coletivo Lugares é uma mostra formada pelos artistas Felipe Góes, Fernanda Izar, Jeff Chies e Jorge Moura. O grupo tem desenvolvido seu trabalho, focado na pintura. "Olhar e entender a pintura como uma escolha, como linguagem aberta e contemporânea, é nosso ponto de contato mais significativo. Da pintura como linguagem podemos extrair respostas, ou melhor, levantar questões pertinentes ao nosso olhar para o mundo, e é o que nos move como artistas", disseram os expositores. Trata-se de um grupo novo que representa a diversidade do que é a cena das artes plásticas em São Paulo e que está inserido no novo contexto que a pintura vem construindo nesses últimos anos. A produção é individual. É o convívio de seus ateliers - principalmente no atelier A Pipa, mais o grupo de estudos do artista plástico Paulo Pasta, do qual fazem parte, que faz a discussão florescer e ganhar vida.
"O desconhecido é a profundidade com a qual desenvolvemos nossas pesquisas formais, nossa experimentação no interior da linguagem. De alguma forma, na pintura sempre se fala de um lugar, no sentido de espaço pictórico, no sentido de poder estar, ou ainda, um espaço onde caiba uma questão, um problema formal e, por que não, sensorial".

Texto do coletivo
Os artistas residem em São Paulo.
Fernanda Izar é natural do Rio de Janeiro. Graduada no curso de Comunicação Social da UFRJ, cursa Artes Plásticas na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo.
Felipe Góes é natural de São Paulo, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, com vários cursos de pintura, história da arte e exposições.
Jeff Chies, graduado em Comunicação Social pela PUC, de Porto Alegre, desde então dirige documentários, curtas-metragens e comerciais. Há algum tempo desenvolve seu trabalho de pintura, tendo participado de várias exposições coletivas - Ateliê Livre Instituto Tomie Ohtake.
Jorge Moura é natural de Santos. Estudou jornalismo na Universidade UNISANTA - Santos, curso de História da Arte na Escuela de Arte Plásticas - Manoel Musto, na Argentina, Curso de Fotografia na ESPM, curso Ateliê de Pintura Acrílica, Museu de Arte Moderna, com o artista Plástico Sérgio Niculicheff. Atualmente cursa Pintura a Óleo no Instituto Tomie Ohtake, ministrado pelo artista plástico Paulo Pasta.

Sala Especial
Entre outras impressões, obras de José Nasser. "A mim satisfaz muito atingir o observador com um trabalho não figurativo, que não é narrativo em sua origem, mas abre-se para uma narrativa proveniente do olho do observador".
Essas palavras do pintor José Nasser são a afirmação do seu compromisso com o abstracionismo e com a pintura. Preferimos chamá-lo de pintor e não artista plástico, apesar de suas incursões por outros meios de expressão plástica (gravura, fotografia, desenho, instalação), porque é na pintura que reside e se mostra o seu laboratório de criação. É nela que o processo artístico de criação plástica torna-se, então, uma aventura do olhar e uma aventura da consciência. Os diversos olhares do artista fazem surgir a obra, enquanto forma e enquanto objeto estético, e se somam aos múltiplos olhares do expectador que com eles se encontram para tecerem a complexa superfície significativa do trabalho. Segundo Cassirer, a visão artística não é uma visão passiva que recebe e registra a impressão das coisas. É uma visão construtiva e somente pelos atos construtivos descobrimos a beleza das coisas naturais.
Na pintura de José Nasser essa visão construtiva escolhe, recorta, redimensiona. A rede de significação é o resultado da ambigüidade de uma visão horizontal, que faz o trabalho ultrapassar os limites da tela, ao apropriar-se do seu entorno, e uma visão vertical - para dentro - que mergulha na própria materialidade da obra e, consequentemente, em sua singularidade. Ambas as visões não se excluem, antes se completam, dialogam entre si, alimentando-se mutuamente.
Considerando-se a trajetória do artista, essa visão construtiva tem selecionado, recortado, relativizado os elementos constituintes da pintura em si e do ato de pintar. A gestualidade informal convive com o desenho, a lavagem, a impressão. A passagem gradativa do figurativo (dos trabalhos iniciais) ao não figurativo caminha de forma a viabilizar uma volta ao figurativo enriquecida pela experiência do ser-abstrato, que acaba por conviver pacificamente com a figura que nele se vela e desvela.
Risco e necessidade acompanham o limite. É preciso arriscar-se além do estabelecido para poder respirar novas possibilidades. É preciso jogar com o limite para se conhecer as potencialidades do ato criador. Assim, as grandes dimensões se tornam médias e pequenas dimensões. O ato repetido não é o mesmo, mas um outro, sob nova luz. O fundo ganha cor: não a cor pura, catalogável, mas a cor ambígua, resultado de inúmeras interferências, superposições, recortes, texturas que criam uma pele, não mais linear e bidimensional, mas tridimensional. O corte que o gesto do artista imprime à superfície revela o enigma de sua profundeza: o processo ali está a um tempo exposto e oculto, instigando o observador a decifrá-lo.
Para adorno, as obras de arte são enigmas que se oferecem à decifração, ao mesmo tempo em que se retraem a uma compreensão definitiva. A obra de José Nasser alimenta-se desse processo: dar forma ao fluido, conviver com a estranheza, ter a coragem de perseguir o caminho aberto pela primeira impressão e de transformá-la num caleidoscópio de novas impressões, individualmente, sem remeter a nada que não seja o ato de pintar, pintura enquanto pintura, metaforicamente carregado de todos os sentidos que essa prática encerra. Com estilo, ecoando a definição de H. Read: Todo gesto humano, desde que expressivo, tem estilo, o que é a justificativa do ato de pintar.

Célia Seabra
José Nasser nasceu no Rio de Janeiro. É graduado pela Escola de Belas Artes/UFRJ; desde 1986 participa de exposições coletivas - já participou de 14 exposições individuais.

Galeria Municipal de Arte - Sala Alberto Luz
Esculturas em Ferro dos artistas Ademir dos Santos - o Russo, Elke Hering, Luiz Carlos Presente e Marlene da Silveira. As obras fazem parte do acervo do MAB.

Sala Elke Hering
A condição humana - drama e humor - é a temática que possibilita à artista Jussara Pires a total liberdade de expressão. A exposição se caracteriza por imagens gráficas impactantes de xilogravuras, com estilo próprio e liberdade artística. As xilogravuras apresentadas são de três grupos: retratos, personagens, temas urbanos e mitologia. O personagem O Mágico - série - surge dos labirintos do inconsciente, do sonho dos arquétipos, dramático, perturbador, misterioso e vigorosamente expressivo.
Segundo Livio Abramo, na gravura, capacidade técnica e capacidade de concepção caminham lado a lado... a qualidade e o valor artístico de uma gravura não dependem nem da legitimidade dos métodos clássicos de gravação nem tampouco do artifício de inovações técnicas.
Natural de Porto Alegre, Jussara Pires participou de exposições nacionais e internacionais, tendo sua obra recebido reconhecimento através de prêmios, menção honrosa e diploma honorário.

Galeria do Papel
Obras de Fernando Alex, em acrílica sobre papel, datadas de 1995, que fazem parte do acervo do MAB. Fernando Alex Oechsler é um artista plástico blumenauense, que possui em seu currículo várias exposições coletivas e individuais. Foi selecionado para o III Salão Elke Hering - Mostra Contemporânea de Artes Plásticas - 1997.

Espaço AlternativoAproveitando a Noite Multicultural, o público também poderá visitar o Porão da Fundação Cultural de Blumenau, que apresenta a exposição Escritos da Carne, da historiadora e professora universitária Carla Fernanda da Silva, que há algum tempo pesquisa questões relacionadas ao corpo, ao erótico e à sexualidade humana. A mostra é composta por 21 fotografias de pessoas/casais com textos eróticos escritos em seus corpos. As imagens são de Aline Assumpção, Carla Fernanda da Silva, Carlos Lobe, Charles Steuck, Ivan Schulze, Mariana Florêncio e Sally Satler.

Noite de Autógrafos:
Gregory Haertel autografa seu novo livro Quarteto de Cordas para Enforcamento


Atração Musical
A Noite Multicultural terá como atração musical a apresentação do Coro da FURB, que é um dos grupos estáveis de produção artística da Universidade Regional de Blumenau, e que iniciou suas atividades em 1986, sob a regência de Frank Graf. Após um breve recesso, o coro retomou suas atividades em 1992, sob a direção artística de Eusébio Kohler. O grupo tem como objetivo a produção musical com enfoque na música popular brasileira. Atualmente lança um olhar sobre a música popular que é produzida dentro do Estado de Santa Catarina, com o objetivo de cantar os compositores catarinenses ou aqueles que vivem no Estado. As apresentações do coro, que costumam ser a capella (sem acompanhamento instrumental), normalmente acontecem nos espaços e eventos da universidade e da cidade. Integram o coro 25 componentes - em sua maioria acadêmicos da Furb, além de funcionários da universidade e pessoas da comunidade. Atualmente o grupo atua no espetáculo "Cinco ou seis coisas que eu sei", montagem do VII semestre de Teatro da FURB, que estará na Temporada Blumenauense de Teatro, de 18 a 22 de maio, às 20 horas, na Fundação Cultural.

Conversa com os artistas
A partir das 18h30 acontece o encontro com os artistas, que vão falar sobre sua trajetória e obras expostas. Professores, arte-educadores, coordenadores pedagógicos, artistas, acadêmicos, alunos de arte e comunidade em geral estão convidados a participar desse bate-papo .
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A Fundação Cultural fica na Rua Quinze de Novembro, 161, e a visitação às exposições poderá ser feita até 22 de maio, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas; sábados, domingos e feriados, das 10 às 16 horas. Visitas monitoradas podem ser marcadas pelo telefone 3326 6596. A entrada é gratuita.

Fonte: Mia Ávila, gerente do MAB (3326 6596 e 9927 9877)
Assessora de Comunicação: Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235) 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Exposição "Escritos da Carne" pode ser visitada até 13 de maio

 

 
 Em Escritos da Carne, o corpo do fotografado, o corpo do fotógrafo, o meu corpo e o teu corpo erótico estão presentes nessa exposição, ou melhor, nesse convite ao reencontro com Eros primordial, sobretudo na reflexão do desejo do corpo erótico ficcional presentes na literatura e na música, em que a erótica torna-se novamente uma exuberância da vida.
 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cláudia Iara Vetter lança 2ª edição de O Retrato da Nudez Eólica



 apresentações musicais de:
- Teka Simon
- Léo Maier e Bigo Blues
- O Herege
- Atravessando Pomar
- Duo


Está chegando a segunda edição de “O Retrato da Nudez Eólica” da jovem escritora Cláudia Iara Vetter. Após editar e bancar sozinha a primeira e pequena edição de sua obra, Cláudia obteve agora patrocínio do Fundo Municipal de Cultura de Blumenau para reeditar a obra, com uma tiragem de 1500 exemplares, que serão amplamente distribuídos a escola municipais de Blumenau. Além da distribuição gratuita de exemplares, a autora realizará  oficinas literárias com os estudantes das escolas que visitará.

“O Retrato da Nudez Eólica é uma compilação textual de sentidos que as mãos sentem, mas não apalpam. Conduz dissonâncias dos dias, recolhidas na fragilidade de nossos conhecimentos e desconhecimentos, tornando-se uma passagem pela mais intensa profundidade do ser, em mesmo estar, superficial. A nudez se parte na transparência do vento, e o retrato se alonga na vitalidade, até onde o vento possa carregar; para os entregues, um fino véu da tessitura da alma, e ao tempo, a grandeza da condição de estar vivo.” apresenta a autora, nesta segunda edição.

O livro traz na capa detalhe da obra “Duas irmãs” doa artista visual Nestor Jr.,  é prefaciado pelo escritor Gregory Haertel e tem orelha do também poeta Vinicius Coelho. A obra tem apoio cultural e leva o selo editorial da Liquidificador Produtos Culturais.


Poesia:
O Retrato da Nudez Eólica
Cláudia Iara Vetter
2ª edição
Editora: Liquidificador Produtos Culturais

93 páginas
ISBN 978-85-63401-01-4
Gênero: Poesia –  Literatura Brasileira
Em breve!




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“Exigindo das palavras mais do que elas aparentemente conseguiriam, deslocando sentidos na ânsia para que digam tudo aquilo que parece querer explodir dentro de si, Cláudia Iara Vetter nos oferece a segunda edição deste seu primeiro Retrato, um retrato em que a autora se expõe sem medos, rasgando a própria pele e nos dando de presente.
Intenso, o seu livro não oferece facilidades. O amor de que Cláudia fala se equivale ao vazio sobre o qual também escreve.

Os dois podem tanto salvar quanto engolir.

E Cláudia, corajosa, permanece nua, recebendo diretamente contra o corpo as inconstâncias da vida, e escolhendo frases que são, todas, margens de um retrato seu.”

Gregory Haertel


“As palavras sozinhas não dizem. Sabendo disso, Cláudia Iara Vetter usa das cores, dos sons e suas tonalidades para expressar os
sentimentos e pensamentos em palavras. Reflete-se em nossos olhos, grita o silêncio. E vai além: despe-se ao vento, não esconde o

que é dor ou oco, revela a vida em movimento. Traça as inscrições de seu corpo – arranhões, tatuagens, chagas antigas. Caminhamos consigo por sua estrada “bruta e malfeita”, onde o que é secreto nos é oferto como um presente manualmente esmerado. No percurso d’O Retrato da Nudez Eólica, Cláudia mostra que de tudo só restam fragmentos. Assim como nos legou Safo, a grande poeta da Antiguidade, o amor abala o espírito como um vendaval que desaba sobre os carvalhos.”

Vinicius Coelho

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Livro Infantil: A Vaca Minuciosa

Pochyua Andrade e Nestor Jr. apresentam: A Vaca Minuciosa
O escritor afirma que a obra não é exatamente literatura infantil, é apenas literatura dele. O artista garante que foi um grande desafio, mas diz que gostou do resultado. A Vaca Minuciosa, obra que será lançada no dia 3 de maio de 2011, na Furb, é assim: só lendo você vai entender o quanto ela é única.
Numa tarde, no Parque das Nascentes (na Nova Rússia, em Blumenau), Clara arranca uma florzinha de capim e mostra a Pochyua Andrade. Ele responde: “É a comida da Vaca Minuciosa”. Naquele momento, segundo ele, a personagem passou a existir por completo. Isso aconteceu há cerca de três anos, e só agora o público vai poder entender quem é e quais são as histórias da personagem de Pochyua. O lançamento de A Vaca Minuciosa será no dia 3 de maio, na Biblioteca da Universidade Regional de Blumenau (Furb).

Para os amigos de Pochyua, no entanto, a personagem já existe há tempos. “Escrevi o texto há passos lentos, mas me diverti muito imaginando tudo o que a personagem seria capaz de fazer”, conta. “De vez em quando, em conversas com pessoas que sabiam que eu estava escrevendo a história, contava ‘causos e mais causos’ da Vaca”.

O escritor diz que, na sua concepção, a obra não é literatura infantil. “É apenas a minha literatura. É o que consegui externar de mim sob a inspiração do que me cerca. Acabou saindo uma novela para crianças de todas as idades”, acrescenta ele, que avisa: “Se não for criança nem deve ler, porque não vai viajar. Tem que viajar”.

Para dar cores (muitas!) à obra, Pochyua propôs um desafio ao amigo e artista Nestor Jr. Para ele, as 21 ilustrações em aquarela sobre papel são um reflexo do que o texto inspira somado ao local onde a história se passa. “Foi a primeira vez que eu ilustrei um livro com um conteúdo tão peculiar quanto A Vaca Minuciosa. Foi difícil. Comecei tentando criar ilustrações digitais, mas logo abandonei e parti de uma folha em branco. Manualmente, gostei muito do resultado”, afirma Nestor.

O livro será lançado com o apoio da Fundação Cultural de Blumenau (FCBlu), através do Fundo Municipal de Apoio a Cultura. Os livros serão distribuídos em todas as escolas da Cidade.

Expectativa Ao ser perguntado sobre o que espera da obra, Pochyua diz que quer que os leitores divirtam-se e dêem risadas. “Espero que se apaixonem pela Vaca e pelas ilustrações do Nestor”, afirma ele. O autor conta que, quando tinha oito anos, ganhou um livro de Ciça Fitipaldi chamado João Lampião. “A obra tinha ilustrações lindas e acho que, se me esforçar, ainda consigo lembrar passagens do texto. Então, talvez, eu fique esperando que para alguém A Vaca Minuciosa se torne inesquecível”.

Outra expectativa de Pochyua é que todos decifrem as entrelinhas que, segundo ele, são propositalmente facílimas de decifrar. “E que reflitam um pouco sobre elas se tiverem, como a Vaca, um ‘tempo sem fim’”, espera. “Que as pessoas gostem, enfim. Que seja um estímulo a leitura, que entretenha e que faça com que cada um se sinta um pouco Vaca Minuciosa e se debruce sobre as descobertas e redescobertas das coisas que estão sempre ao seu alcance”.

Na apresentação do livro, Gregory Haertel diz que “a Vaca Minuciosa é um livro que devolve às crianças (e aos adultos, e quem sabe até mesmo aos bichos) a surpresa das descobertas que se fazem sozinhas, sem intermediários e sem certezas”.

Pochyua diz que sempre escreveu, sempre escreve. Bilhetes, poemas, contos que não tem final e letras de música. “Na verdade eu não tenho me esforçado para a chegada de um segundo livro, mas estou sempre atento as sussurros do vento no meu ouvido. Caso ele sopre uma coisa que eu curta transformar em texto, transformarei, certamente”, finaliza.

O evento de lançamento
A Vaca Minuciosa será lançado no dia 3 de maio de 2011, às 20hrs, Salão Angelim da Biblioteca Central da Furb (Campus I). No evento, serão feitas leituras de trechos do livro e Pochyua vai cantar uma canção que está na obra. Lá o livro será vendido por R$ 25,00.


Fonte: Marina Melz

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lançamento do novo livro de Gregory Haertel, Quarteto de Cordas para Enforcamento




Está saindo do forno o livro de contos, Quarteto de Cordas para Enforcamento, de Gregory Haertel.
A  publicação foi viabilizada pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau  e tem apoio cultural da Liquidificador Produtos Culturais, editora da obra. 

Gregory conta que os textos que compõem a obra foram todos escritos entre 2001 e 2005, já no formato em que estão sendo publicados. "Poucas alterações gramaticais e de pontuação foram feitas na minha leitura para o lançamento deste livro, e todas elas com o cuidado de preservar o que estava escrito. Esta não é, portanto, uma coletânea de contos, e, sim, um livro que esperou bastante para ser lançado.", explica .

"Com sua linguagem crua e ousadia narrativa, “Quarteto de cordas para enforcamento” provoca e lacera; para além da moral, devolve-nos uma poesia capaz de incomodar.", escreve Viegas Fernades da Costa na orelha do livro.

"Gregory deve divertir-se muito quando escreve. Quase posso adivinhá-lo escancarando um sorrisão que expõe dentes e malícia, ardiloso a brincar com (de)formação de frases, (des)construção de conceitos, (re)criação de valores e julgamentos.", comenta o diretor de teatro Pépe Sedrez, no prefácio da obra.

 Em Quarteto de Cordas para Enforcamento o leitor que acompanha a obra do autor como dramaturgo ,vai se deparar com algumas semelhanças entre os textos e  peças da Cia Carona,de Teatro já que alguns dos contos serviram de inspiração durante o processo de montagem de trabalhos da Cia. O autor comenta também que,  no decorrer da leitura do próprio livro,  durante o processo de finalização, surpreendeu-se ao perceber o quanto o último texto, “Ensaio para Orquestra e Coro de Chuva”, prenunciava o seu primeiro romance, “Aguardo”, que seria escrito anos depois. 

O livro Quarteto de Cordas para Enforcamento tem ainda belas ilustrações de Nestor Jr e projeto gráfico de Leo Kufner.


O lançamento da obra acontecerá em noite para lá de especial, no porão da Fundação Cultural de Blumenau, simultaneamente à abertura da Exposição Escritos da Carne, de fotografias que relacionam o erótico, a nudez e a literatura erótica. A exposição é fruto de projeto de mesmo nome da historiadora, pesquisadora Carla Fernanda da Silva, viabilizado pelo edital estadual Elisabeth Anderle. A exposição é composta por 21 imagens de  autoria e dos fotógrafos Aline Assumpção, Charles Steuck, Carla Fernanda da Silva, Carlos Lobe, Ivan Schulze, Mariana Florêncio e Sally Satler.

Serviço:
Lançamento do Livro  Quarteto de Cordas para Enforcamento
Abertura da Exposição Escritos da Carne
Data: 29 de abril | Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Fundação Cultural de Blumenau - Porão



Informações sobre a obra:
Quarteto de Cordas para Enforcamento
Editora: Liquidificador Produtos Culturais
192 páginas
ISBN  978-85-63401-01-4
Gênero: Contos  - Ficção - Literatura Brasileira

Abertura da Exposição "Escritos da Carne"


Blumenau é a primeira cidade a receber a  Exposição Escritos da Carne, que deve circular pelo Estado de Santa Catarina, trazendo diferentes formas de representar o erótico através da literatura e da fotografia. A abertura da exposição está marcada para dia 29 de abril, sexta-feira, no Porão da Fundação Cultural. A mostra integra projeto de mesmo nome, viabilizado através do Edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura, de autoria da historiadora, pesquisadora e professora universitária, Carla Fernanda da Silva, que há algum tempo pesquisa questões relacionadas ao corpo, ao erótico e à sexualidade humana.
São 21 imagens de pessoas/casais, com textos eróticos grafados sobre seus corpos de diferentes maneiras, produzidas por sete fotógrafos -
Aline Assumpção, Charles Steuck, Carla Fernanda da Silva, Carlos Lobe, Ivan Schulze, Mariana Florêncio e Sally Satler. Cada casal  fotografado escolheu um texto que tivesse especial significado em sua vivência do erótico, e foi também co-autor das imagens, contribuindo na construção das cenas, que são parte da narrativa.

Segundo Carla, a proposta é representar diferentes corpos, diferentes casais, trazendo a literatura erótica para o corpo, com o objetivo refletir sobre o papel do erótico na contemporaneidade, e provocar um diálogo com o público, fazendo-o questionar-se sobre a vivência de sua sexualidade e a relação com seu corpo. A diversidade de concepção do erótico se concretiza a
partir do diálogo entre fotógrafos e fotografados.

" A literatura erótica emana do corpo para a escrita, em Escritos da Carne, fazemos com que esta literatura retorne para o corpo, para a pele", comenta Carla.

A exposição terá sua abertura marcada por uma noite bem especial em que acontece, simultaneamente, o lançamento do o livro de contos, Quarteto de Cordas para Enforcamento, de Gregory Haertel, cuja publicação foi viabilizada pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau  e tem apoio cultural da Liquidificador Produtos Culturais, editora da obra.



Serviço:

Abertura da Exposição Escritos da Carne 
Lançamento do Livro  Quarteto de Cordas para Enforcamento
Data: 29 de abril | Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Fundação Cultural de Blumenau - Porão


terça-feira, 5 de abril de 2011

batendo cartão...

Quem gosta de literatura tem passar pelo menos uma vez por semana no blog do Viegas Fernandes da Costa.

Para quem ainda não conhece, só para dar um gostinho, aí vai o post mais recente:

Entrevista com Rodrigo Oliveira

Em outubro de 2010 entrevistamos para o programa Expressão (quadro Dica de Literatura), da Furb TV, o escritor Rodrigo Oliveira. Nesta entrevista Rodrigo fala de see livro de estreia, o volume de contos "Selenita". Para assistir ao programa, clique no link abaixo.


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Vá lá: 


 

PROLER com inscrições abertas!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Curso de Formação de Contadores de História

INSCRIÇÕES ABERTAS!
 
 SESC Blumenau
Assessora Nana Toledo
Datas:
8 e 9 de abril
6 e 7 de maio
20 e 21 de maio
+ etapa Apresentação (local e horário a definir)
Horários:
sexta-feira das 18h20 às 21h30
sábado das 08h20 às 17h
 
Carga horária : 40h com certificação
 
Público alvo : Estudantes e profissionais das áreas de Educação, Psicologia, Terapias Holísticas, Expressões Artísticas, Desenvolvimento Pessoal, Animação Sócio-Cultural, Serviço Social e público em geral.
 

Investimento: Comerciário e dependente: R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais)
Conveniado: R$ 270,00 (Duzentos e setenta reais)
Usuário: R$ 300,00 (Trezentos reais)
 
(Custo parcelado em 1 entrada + 2X)
Inclui apostila, 1 livro e coffee-break
 
Local dos Encontros : SESC - Rua Dr Amadeu da Luz, 165 – Centro – Blumenau
 
Informações : 3322-5261 e na Biblioteca do SESC de segunda a sexta das 11 às 20h e sábado das 8 às 12h.

Inscrições abertas na Central de Atendimento do SESC

VAGAS LIMITADAS!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dica de Leitura

A "Dica de Leitura" desta semana é a obra "O livro dos poemas", organizado por Sérgio Faraco. No vídeo abaixo a declamação do poema "Versos Íntimos", escrito por Augusto dos Anjos em 1901 e que integra a obra.

O quadro "Dica de Leitura" integra o programa "Expressão", veiculado na FurbTV (Repetidora dos canais Futura e TV Brasil para o Vale do Itajaí).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago


Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.
A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".
Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, principalmente devido a problemas respiratórios.
O velório de José Saramago será realizado a partir das 17h no horário local (13h em Brasília) em Tías, na ilha de Lanzarote. A solenidade será na biblioteca Tías, que leva o nome do escritor.
Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja.
Ateu e integrante do Partido Comunista Português, o escritor nasceu em 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora.
Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.
Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.
Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.
Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).
O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008 (veja mais ao lado).


A primeira biografia de Saramago, do escritor também português João Marques Lopes, foi lançada neste ano. A edição brasileira de "Saramago: uma Biografia" chegou às livrarias no mês passado, com uma tiragem de 20 mil exemplares pela editora LeYa.
Segundo o autor, Saramago chegou a pensar na hipótese de migrar para o Brasil na década de 1960. "Em cartas a Jorge de Sena e a Nathaniel da Costa datadas de 1963, Saramago considera estes tempos em que escreveu e reuniu as poesias que fariam parte de 'Os Poemas Possíveis' como desgastantes em termos emocionais e chega mesmo a ponderar a hipótese de migrar para o Brasil. Esta informação surpreendeu-me bastante, pois não fazia a mínima ideia de que o escritor chegara a ponderar a hipótese de emigrar para o Brasil e por a mesma coincidir com o período da história brasileira em que esteve mais iminente uma transformação socialista do país", disse Lopes em entrevista à Folha.com.

"Não se pode confiar em Deus",
afirma escritor José Saramago

Após lançamento da biografia, Saramago classificou a obra como "um trabalho honesto, sério, sem especulações gratuitas".

Nobel

Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1998, aos 75 anos.
Em comunicado à época, Real Academia Sueca assim justificou a premiação: "A arte romanesca multifacetada e obstinadamente criada por Saramago, confere-lhe um alto estatuto. Em toda a sua independência, Saramago invoca a tradição que, de algum modo, no contexto atual, pode ser classificada de radical. A sua obra literária apresenta-se como uma série de projetos onde um, mais ou menos, desaprova o outro, mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia".

Ajuda ao Haiti

Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que doa integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti.
Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".

Obras publicadas

Poesias
- Os poemas possíveis, 1966
- Provavelmente alegria, 1970
- O ano de 1993, 1975
Crônicas
- Deste mundo e do outro, 1971
- A bagagem do viajante, 1973
- As opiniões que o DL teve, 1974
- Os apontamentos, 1976
Viagens
- Viagem a Portugal, 1981
Teatro
- A noite, 1979
- Que farei com este livro?, 1980
- A segunda vida de Francisco de Assis, 1987
- In Nomine Dei, 1993
- Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005
Contos
- Objecto quase, 1978
- Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979
- O conto da ilha desconhecida, 1997
Romance
- Terra do pecado, 1947
- Manual de pintura e caligrafia, 1977
- Levantado do chão, 1980
- Memorial do convento, 1982
- O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
- A jangada de pedra, 1986
- História do cerco de Lisboa, 1989
- O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
- Ensaio sobre a cegueira, 1995
- A bagagem do viajante, 1996
- Cadernos de Lanzarote, 1997
- Todos os nomes, 1997
- A caverna, 2001
- O homem duplicado, 2002
- Ensaio sobre a lucidez, 2004
- As intermitências da morte, 2005
- As pequenas memórias, 2006
- A Viagem do Elefante, 2008
- O Caderno, 2009
- Caim, 2009


* Com agências internacionais
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/06/18/morre-o-escritor-portugues-jose-saramago.jhtm

domingo, 13 de junho de 2010

Um poema de Eduardo Alves da Costa

No Caminho, com Maiakóvski


Eduardo Alves da Costa
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.

Não importa o que me possa acontecer
or andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de me quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Notas sobre a literatura catarinense 06

A poesia de Douglas Zunino

Viegas Fernandes da Costa

Douglas Maurício Zunino nasceu no município portuário de Itajaí, porém migrou para Blumenau aos cinco meses de idade, nos braços de uma senhora de 54 anos que viria a ser sua mãe adotiva. Filho de pais desconhecidos, Zunino só tomou consciência do fato quando foi matriculado na escola, momento em que se fez necessário seu registro civil. Assim, considera-se blumenauense, e ainda que Itajaí se anuncie em alguns dos seus poemas, como quando o poeta diz “Minha velha Itajaí / Quanto tempo custou a / reencontrar-te! / Mais de 30 anos! / Como andei órfão de ti!” (“Ode a Itajaí e ao mundo”, In. “Reversos inversus”, 1993), são as ruas e os morros de Blumenau o cenário do homem que começa a se construir poeta depois de ler Maiakovski (1893-1930) e escrever, em 1982, a “Confissão de um poeta marginal” (publicado no livro “Tatuagens”, de 2004). Em “Peregrino do mesmo lugar” o poeta indaga, “O que seria de mim / sem essas montanhas? / Esse eterno subir / e descer? / Essas curvas?” (“Na curva do rio”, 2002), numa clara alusão à geografia da cidade em que compôs sua biografia e a qual dedicou os versos “Minha cidadela / Minha utopia / Tuas ruas / estão em minhas veias” (“Cidadela”, 2006). E é justamente o ponto nevrálgico da malha urbana blumenauense, a Rua XV de Novembro, que o poeta reconhece como sendo seu abrigo e sobre a qual escreve: “Sinto a alma / dos teus nervos / Infinito repartido / Por isso, / me tens / em ti / Só pelo prazer / de te ver / Só pelo prazer / de ser / Teu” (“Rua XV”, In. “A motocicleta azul”, 2009).
Figura folclórica da cultura blumenauense, Zunino carrega consigo a identidade da poesia marginal, fato que estigmatiza e simplifica sua produção literária. Qualquer leitura de sua obra implica, inicialmente, no reconhecimento de duas fases: a primeira, esta sim carregada da estética marginal, em que o poeta se insere na cena intelectual, produz fanzines, contribui com a fundação da Associação dos Poetas Independentes de Blumenau, publica os primeiros livretos – vendidos de mão em mão pelo próprio autor – e se completa com a publicação de “Essa palavra” (1999), uma espécie de antologia da sua obra em livretos; e a segunda, com a publicação dos livros propriamente ditos e com uma estética mais formal e lírica, cuja temática está centrada na memória, no inventário da sua opção de sobreviver poeta, no diálogo com a vida urbana e numa visão crua e desesperançada da realidade, como no poema “Rostos”: “Somos rostos / cansados / Somos rostos / marcados / Somos rostos / magoados / Macerados / Somos rostos / curvados / Somos rostos / ocos / Somos rostos / duros / de desgosto” (“A motocicleta azul”, 2009).
O primeiro título de Douglas Zunino é “Hemisférios”, publicado em 1992 em co-autoria com Nassau de Souza. Depois vieram os livretos “Reversos inversus” (1993), “Inversus diversus” (1994), “Diversos universos” (1996), “Nada disso” (1996) e “Prónomes – Próemas” (1997). Se há um elemento que costura uma certa unidade a esses títulos, este está no caráter experimental da linguagem. Um experimentalismo tardio, é verdade, já que Zunino explora, na década de 1990, estéticas poéticas que tiveram seu auge no Brasil principalmente durante a ditadura militar brasileira. É uma mescla de poesia marginal, concreta e visual que encontra seu momento de maior radicalidade em “Diversos universos” (1993), onde a palavra é quase que totalmente suprimida, e em seu lugar encontramos ilustrações de olhos e sinais de pontuação. A respeito desse livreto, declarou-nos o poeta em entrevista de 2008: “Resolvi radicalizar (...) e fazer um livro totalmente visual, para experimentar como é que seria. Eu era experimental mesmo, até o fim! E saí vendendo esse livro! Foi quando quase apanhei, de novo! Porque vender um livro sem palavras foi ‘pra acabar’. (...) Mas eu queria ir até certo limite. E essa experiência foi legal porque aprendi uma coisa: que a poesia de vanguarda, experimental, não leva muito em conta a sociedade e a palavra. Porque a sociedade se organiza em torno da palavra. Então, quando fiz um livro sem palavras, entrei em conflito com o social e tirei uma reflexão de tudo isso: a de que a palavra é importante. A comunicação só é possível através da palavra. E a sociedade é importante para mim, para o artista. Foi dentro dessa experiência que fui voltando para a poesia marginal, no sentido de transmitir, de comunicar mesmo.”
É neste retorno à palavra, e da necessidade de dialogar com a sociedade, que Douglas Zunino escreve, em “Nada disso” (1996) poemas breves, porém de grande intensidade, tais como “Reiventar o mundo / e a humanidade / Reiventar o tempo, / e quem sabe / a eternidade?”, e o metaliterário “Escrever é pintar / Uma linha reta / numa palavra torta / A palavra certa / Numa letra morta”. Mas é em “Essa palavra” (1999) que encontramos uma das sentenças mais conhecidas do poeta, verdadeira profissão de fé: “Só uma sentença na cabeça: os diferentes fazem a diferença”.
A partir de “Na curva do rio” (2002) o encontro com a palavra é definitivo, e percebemos um poeta até certo ponto nostálgico, construindo-se na memória, lançando mão de poemas mais longos, linguagem coloquial e versos muitas vezes telegráficos: “Ah, se esta rua / se esta rua / fosse minha / eu não mandava / eu não mandava / asfaltar!” (“Areias”, In. “Na curva do rio”). Também a reflexão sobre a pertinência do fazer poético e a percepção da poesia enquanto necessidade vital tomam força na obra de Zunino. Ainda em “Na curva do rio” podemos ler os versos de “A fábula do morro do aipim”, que dizem: “Ela apontou o dedo / e disse então: / ‘Essas são as palavras! / São irrequietas e muito / difíceis de pegar! / Teu outro destino / é correr atrás delas!’”; e em “Tatuagens” (2004) o poeta escreve: “um dia / tentei viver / de brisa / não deu / a brisa passava / e eu não comia // depois / de águas paradas / tentei sobreviver / de poesia // a brisa / como a vida / passa batida / a gente nem sente // a poesia já nasce / sobrevivida / sobre a vida / sobrevivente” (poema “Uma mesa posta Uma resposta”).
Em “A motocicleta azul” (2009), o mais recente título do autor, os versos tornam-se ainda mais telegráficos, e o mergulho do poeta em sua memória dá a sua literatura um caráter ainda mais universal, como é o caso do poema “Do outro lado da ponte”, com cujo trecho final, de excepcional beleza, queremos concluir este breve ensaio: “Mas um dia / eu tive / que atravessar / a ponte / A inominável / ponte, / para ir à escola / E deixei o quintal / onde brincava / de Tarzan / Naquele pequeno / quadrado de mato / que descia / até o rio / Não era mais / o rei das selvas / Eu me sentia / ridículo / com aquela / lancheira / pendurada / em volta / do pescoço / Minha mãe / queria atravessar / a rua / de mão dada / comigo / Não deixei / Atravessei / sozinho / Do outro lado / acenei-lhe / Que estava / tudo bem / Que eu iria / me comportar / Promessa / não cumprida / Mal sabia ela / que eu iria / sofrer muito / Um pobretão / num colégio / de riquinhos / E iria brigar / muito...”.

* Viegas Fernandes da Costa é historiador e escritor, autor dos livros "Sob a luz do farol" (2005), "De espantalhos e pedras também se faz um poema" (2008) e "Pequeno álbum" (2009). Edita o site de literatura da Biblioteca Universitária da FURB, o Sarau Eletrônico e mantém a coluna "Notas sobre a literatura catarinense" no jornal Expressão Universitária, onte este artigo foi originalmente publicado. Blog: http://viegasdacosta.blogspot.com/  .

** Créditos da imagem: Poema Visual de Douglas Zunino publicado no livreto "Diversos universos", 1996, p. 10-11

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lançamento do livro "Geórgia e o Elefante" também para crianças grandes




O livro infantil Geórgia e o Elefante foi lançado no último dia 30 de março (terça-feira), no SESC Blumenau, com um bate-papo entre as autoras e a garotada. 

Já a noite de autógrafos para as "crianças grandes" será em 08 de abril, às 19h30 no restaurante Farol, situado na Praça do Estudante.

Com texto da jornalista Tânia Rodrigues e ilustrações da também jornalista e artista visual Aline Assumpção, o livro resgata o espírito da infância e trabalha a ludicidade. "Não se trata de uma história com lições de moral, do tipo politicamente corretas ou ecologicamente corretas", informa a autora do texto. "Simplesmente resgata a infância, o lúdico e o mágico", assinala. Da mesma forma, as ilustrações, em traços simples, brincam com o fantástico e o impossível.

O livro infantil foi impresso com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura, da Prefeitura Municipal de Blumenau, e tem o selo da Liquidificador Produtos Culturais. Seiscentos exemplares serão doados a escolas públicas e bibliotecas da cidade.

O livro infantil Geórgia e o Elefante marca ainda o nascimento do selo "Liquidificador Produtos Culturais" e o início das atividades da agência como editora!

segunda-feira, 29 de março de 2010

PANGARÉ DOS TEMPOS



Viegas Fernandes da Costa

Não me perguntem por que fui cursar História. Não saberei responder. Bem como não saberei dizer por que, certo dia, pus na cabeça idéia fixa de escrever, publicar livro. Já lecionar, lembro-me, veio naquele sonho sonhado no sótão em que morava meu quarto, na casa dos meus avós, agora dilapidada pela cobiça familiar. Sonhei-me lecionando, coisa inconcebível na minha puberdade, aluno medíocre que era, e por isso não prestei muita atenção. Mas aconteceu sem programação: certo dia uma feira de profissões, a oferta do curso de magistério e um adolescente convencendo a família de que seria professor. Estamos aí. Quanto à História, não sei; literatura então, muito menos. Simplesmente aconteceu, como acontecem as coisas realmente importantes: uma lufada de vento, o pólen no infinito e a pedra no rio, petardo certeiro moldando um destino. Tchibum! E assim foi! Não cometerei o erro do dom. 

O erro do dom... Sim, recordo-me de um artigo de Pierre Bourdieu onde este questionava o mito da predestinação. Aquela história de que “desde criança fulano já demonstrava suas inclinações para ser isto ou aquilo”. Nem isto, muito menos aquilo: em criança desejava apenas brincar e olhar o que se escondia sob as saias das vizinhas – tão bonitas! Nada mais. Mas conta a Dona Anneli - minha mãe - que eu era uma criança chorona e que, para aplacar lágrimas e berros, entregava-me exemplares da sua revista Pais & Filhos. Não os rasgava, como precipitadamente o amigo leitor, a amiga leitora, já deve estar supondo. Os dedinhos gordinhos da criança de então pegavam exemplar por exemplar e folheavam as páginas de trás para frente, com cuidado, os olhos se demorando nas ilustrações e nas fotos de outros bebês. Dona Anneli pendurando roupa no varal, olhar de soslaio, meu sorriso e meus olhos espantados, os dedinhos gordinhos tocando o papel. É certo, assim começou o desejo pelo impresso, este poder erótico que livros e revistas sempre exerceram sobre mim, tanto que os namoro na estante, nas pilhas sobre a mesa, nas vitrines das livrarias. Mas daí a dizer que estive destinado, desde zigoto, a plantar palavras, vai uma grande distância; que o digam meus professores de português, verdadeiros heróis.

Hoje, escrevo porque a vida dói, parafraseando o artista plástico Iberê Camargo, e é tudo! Quanto ao resto, construí-me leitor, palavra a palavra, livro a livro, como a máxima da galinha que enche seu papo comendo de grão a grão o milho. A vida dói, pois é! Talvez também isto tenha me empurrado à historiografia, da literatura a outra face da moeda, pois como escrevia, em crônica de 1877, Machado de Assis, “um contador de histórias é justamente o contrário de historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias”, e explica: “o historiador foi inventado por ti, homem culto, letrado humanista; o contador de histórias foi inventado pelo povo, que nunca leu Tito Lívio, e entende que contar o que se passou é só fantasiar”. Entender a cartografia da dor, talvez, e dialogar com o mundo, quem sabe? Novamente a lembrança do velho sótão onde morava meu quarto; a casa, uma mansarda que abrigava nos cantos do telhado pequenos depósitos de coisas velhas dos tempos de juventude dos meus avós e tios. Quartinhos quentes e escuros, teto baixo e inclinado, onde investia horas e horas das minhas adolescentes tardes de ócio fuçando naquelas malas...

Sim, aquelas malas de madeira, enormes, empilhadas no fundo do quartinho. Afastava as telhas para que o dia pudesse clarear os seus segredos: antigas cartilhas e cadernos escolares, as revistas Cruzeiro, as primeiras edições das Seleções e o número um da Manchete, traças, muitas traças, e os enormes negativos das fotos tiradas na antiga “América Box” – quem seriam os personagens nas imagens desbotadas e nunca mais reveladas? Então... também as cartas, de amor, de paixão, escritas em alemão e péssima caligrafia de homem do campo  - meu avô -  semi-alfabetizado , empilhadas a um canto, ao lado dos postais, das revistas em quadrinhos e dos almanaques de farmácia com suas propagandas de xaropes e laxantes. Ah... os almanaques! Neles descobri: como sofriam de sífilis os castos homens de antanho! Sífilis e prisão de ventre, que o digam os tantos anúncios! Mas como a casa, também este tesouro particular que escavavam meus olhos e mãos em segredo – proibida que era esta arqueologia pelo zelo de um passado desejado morto que cultivava minha avó – foi perdido na rapinagem familiar. Muito acabou no lixo reciclável, o que sobrou, sumiu. Ficaram mesmo foram estas lembranças de um arqueólogo mirim escavando o passado da família e o sentimento de sacrilégio: o devassar dos segredos esquecidos, das vergonhas escondidas. Naqueles quartinhos descobri o fascínio que o antigo exercia sobre mim, e me deixei seguir atrás dos ácaros, traças e manchas de mofo. E também nisto aqui estamos. Quixotescamente, sim, também nisto aqui estamos! 

Afinal, eis onde me encontro, sobre o pangaré dos tempos que trota além das suas patas, os cascos soltos e perdidos em alguma curva lá atrás. Lecionar, historiar ou escrevinhar, todas faces deste mesmo Quixote montado nas utopias brotadas das sementes que o vento nos trouxe.

Pangaré sem viseiras, sem cascos, por isso aprender a pisar diferente. Não me arrependo.

Blumenau, 25 de junho de 2005

* Viegas Fernandes da Costa, autor de "Sob a luz do farol" (2005), "De espantalhos e pedras também se faz um poema" (2008) e "Pequeno Álbum" (2009). Mantém o blog http://viegasdacosta.blogspot.com . Permitida a reprodução, desde que citado o autor e o texto mantido na íntegra.