Mostrando postagens com marcador conselho municipal de cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conselho municipal de cultura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Carta Aberta de minha renúncia da Presidência do Conselho do Museu de Arte de Blumenau



A presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Marlene Schlindwein, processou uma artista que participou de um Salão promovido dentro desta entidade, e esta mesma artista que também integrava seu próprio Conselho Municipal de Cultura. Nesta semana esta ex-conselheira pagou uma multa ao Fundo Penitenciário Nacional. Isto tudo porque fez críticas a atual gestão da Fundação Cultural de Blumenau, e foi processada por desacato.





É isso mesmo que estamos vendo, uma volta aos tempos da ditadura? E o pior é que até agora o poder público se mantém omisso diante de tudo que vem acontecendo na Fundação Cultural. Fica claro, desta forma, que o governo de João Paulo Kleinubing está conivente com tais posturas.



Eu, até então atual presidente do Conselho do Museu de Arte de Blumenau me sinto desrespeitado ao ver uma também conselheira de Blumenau sofrer um ato autoritário e covarde como este, haja vista que esta representante da sociedade civil nunca esteve sozinha nas críticas a Fundação Cultural. Agora pergunto, como poderei me manifestar dentro (ou fora) da Fundação com um precedente destes? Repressão. Este é o sentimento presente, e a cada dia que passa é maior a certeza que foi exatamente esta a intenção.





A classe artística e a comunidade vêm há anos se reunindo em encontros setoriais e conferências municipais de cultura para tentar de fato criar políticas públicas de cultura para Blumenau (não, ainda não temos) e tudo isso pra quê? Para ficar eternamente no plano das idéias, graças a esta gestão de banho-maria. Estamos há tempos falando para as paredes, podemos citar varias demandas levantadas nas conferências que até hoje não saíram do papel, e até de várias outras que já existiam e foram extintas, a citar o Casarão das Oficinas, que ao invés de ser regularizado em suas pendências, foi extinto, e hoje está em processo no Ministério Público.



Faz sentido que o governo municipal coloque na administração uma representação tão inoperante e equivocada. Marlene não é somente um bom “escudo” do governo de JPK. Trata-se de um belo tampão, uma conveniente rolha de poço, para que tudo siga muito, mas muito lentamente, e para conseguir isto há um arsenal de desculpas. E é assim que vamos nos arrastando, e claro, isto já não é novidade para ninguém, estamos sim bem informados, Dona Marlene. O que estamos vendo não é ilusão de ótica, o rei está nu. A presidente em entrevista recente novamente tentou nos impor de que as críticas a Fundação só acontecem por falta de conhecimento, ou seja: os loucos somos nós.



E quem foi que disse que precisamos de uma presidente que saiba tocar violão ou fazer bordado? Queremos alguém que nos represente e nos respeite enquanto cidadãos, que nos ouça, nos responda, e que de fato nos mantenha informados.



Se eu estava no conselho do MAB até hoje foi por acreditar que minhas humildes colaborações poderiam acrescentar algo para a cidade, independente de meu desprezo ou não com o atual governo, e sem interesses de conveniências.





Mas esta cumplicidade do governo municipal com tudo isto que vem acontecendo nos mostra o quão indiferentes estão com as nossas des-políticas culturais, e o quanto estamos fazendo papel de capivaras, nossa paciência e nossa razão estão há muito tempo sendo subestimadas.





Por fim, renuncio em ato de repúdio aos constantes desacatos cometidos pelo nosso atual Governo Municipal de Blumenau, que, em seu silêncio, gritam comigo e conosco.








Charles Steuck



Ex-Presidente do Conselho do Museu de Arte de Blumenau






Blumenau, 29 de junho de 2011.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

como posso até ir para a cadeia por criticar a Fundação Cultural de Blumenau

Carta aberta aos artistas e cidadãos desta nau
(cai...não cai...?... ei, estamos todos na mesma nau!)

OU: 

Por que eu saí do Conselho Municipal de Cultura e como posso até ir para a cadeia por criticar a Fundação Cultural de Blumenau

Após muito refletir, me aconselhar, após noites não dormidas, cápsulas e mais cápsulas de diferentes fármacos para me anestesiar os ânimos, resolvi fazer o que deveria ter feito há quase um ano.

Meus caros, não meus, e não tão caros assim, o que vão ler a seguir é uma tentativa de relato, do que vivi nos últimos meses, tentativa de esclarecer episódios, posturas, silêncios,  arrependimentos, desgostos e transformações.

A questão que me faz neste momento vir a público é um fato extremo, uma das pontas de tudo que tem se passado em nosso cenário cultural. Como muitos sabem, e muitos não sabem,  em março último renunciei a minha cadeira de Conselheira Municipal de Cultura de Blumenau, eleita pela sociedade civil. Os motivos são alguns...

Um dos pontos mais sérios é que estou sendo processada judicialmente pela presidente da Fundação Cultural de Blumenau por crime de desacato, porque um dia, lá em abril de 2010, durante uma reunião com vários artistas para discutir problemas com o edital e o pagamento dos artistas aceitos no Salão Elke Hering (após panelaço, discussões e uma série de reuniões desmarcadas, lembram?? http://umescambau.blogspot.com/2010/04/resultado-ou-nao-da-reuniao-com-fcblu.html) eu perguntei  à diretoria da Fundação Cultural: “Por que vocês não são honestos e assumem que o edital tem uma série de problemas e erros e que vocês demoraram muito a se posicionar, que só se manifestaram agora, quando os artistas começaram a protestar?” Imediatamente minha expressão foi contestada: “Você está nos chamando de desonestas?/ Nunca fui tão ofendida, na minha vida!!”. Peraí, eu não as chamava de desonestas, eu lhes pedia honestidade e transparência, nesta questão específica, honestidade em admitir a sequência de erros e omissões (já se passavam dois meses de uma lista de e-mails e vai-e-vens entre o jurídico da fundação e artistas de todo o Brasil que participavam do Salão sem um retorno efetivo da Fundação). Após uma discussão sobre o significado das palavras honesta/desonesta/honestidade, uma intervenção da professora Noemi, a questão pareceu esclarecida. Naquela mesma noite, a presidência da Fundação foi ainda criticada por muitos outros artistas que a chamaram de “incompetente”, de “inapta”, sugeriram que se retirasse do cargo e aí por diante.

Mas, por algum motivo obscuro (nem tanto, na verdade, afinal eu sempre devo ter sido uma pedra em seu sapato) a presidência da FUndação abriu um boletim de ocorrência contra mim, especificamente, juntamente com um outro artista, que tinha se manifestado de maneira muito distinta da minha naquela noite ( a quem eu havia pedido, inclusive, que se acalmasse, a quem eu havia falado que não estávamos ali para atacar pessoas, mas para discutir e resolver questões de política cultural; o mesmo artista que me acusaria naquela mesma noite, de proteger a presidente e de conivência com a Fcblu, me ameaçando por e-mail e, posteriormente, espalhando para toda a classe que eu estava vendida para a Fundação).

Bem, mas passada a fatídica noite de abril, com aparentemente 'tudo resolvido', foi só em agosto, numa sexta-feira, que chegando em casa após uma semana de trabalho, que recebi uma intimação da delegacia, em que devia me apresentar como autora de um crime, o qual eu desconhecia. Passei um fim de semana infernal, chorando, perdendo o sono, e tentando me lembrar se eu havia ferido alguém, batido o carro, roubado galinha, mas nada me vinha à mente. Eu que só tinha pisado numa delegacia como repórter, tinha agora o constrangimento de comparecer mediante intimação, como acusada de um crime que eu sequer sabia qual era. Quando vi de que se tratava, mal pude acreditar, eu jamais imaginaria que pudesse ser processada por tal motivo, haviam se passado meses, na semana anterior, inclusive, eu estava justamente ajudando a presidente da Fundação Cultural a reunir argumentos e redigir um documento para uma reunião com o prefeito; e ela ‘utilizou’ meus serviços voluntários e idealistas, em silêncio, sem me contar que estava me processando.

Saindo da delegacia, imediatamente procurei a então presidente do Conselho Municipal de Cultura, Noemi Kellermann e o então vice-presidente Jamil Dias. Quase tão assustados quanto eu com o processo, resolveram marcar uma reunião com a presidência da FCBLU. No dia seguinte nos reunimos e após, muita conversa (uma manhã e uma tarde) e ponderações, após os Conselheiros terem declarado que testemunhariam a meu favor e que esta situação só geraria mais desgaste, chegamos a um acordo, a presidência desistiria do processo e eu manteria segredo sobre o ocorrido. 

Pois bem, fiquei quieta, e com o sapo atravessado, diante da tonta (e egoísta e covarde, admito) esperança de que o processo seria retirado e o assunto se encerraria ali. Uns dias depois fomos informados pela presidente da Fundação, que ela solicitara a suspensão do processo, não havia mais com que se preocupar. Sendo assim, eu não compareci a audiência que estava marcada para o início de setembro, em que poderia apresentar minha defesa e ter direito a uma conciliação.
De lá pra cá, confesso que perdi muitas de minhas ilusões, mas, mesmo calejada e decepcionada, com um sorriso amarelo e sem olhar nos olhos daqueles que me acusavam, continuei meu trabalho como conselheira. Aliás, não tenho dúvidas, vergonha ou falsa modéstia de dizer, que trabalhei muito, muito mesmo, para representar dignamente a sociedade civil, os artistas e colegas que me escolheram para tal cargo, procurei manter nossas reivindicações sempre na pauta do conselho, fundação e da prefeitura, incomodei a todos, com muitas críticas.... Trabalhei, penso hoje, muito mais do que a causa merecia, trabalhei cegamente, apaixonadamente, de peito aberto (isso não se faz, eu já passei dos 30).

Foi uma batalha constante junto com outros conselheiros, diante da ausência de respaldo e retorno do poder executivo, para construir politicas culturais sólidas, e fazer com que as demandas das conferências pudessem ser atendidas (que fique claro, não somos mais crianças, que não há milagres, que falamos de grandes transformações que acontecem no pequeno, no médio e no longo prazo). Tivemos que contar com a impaciência dos artistas, críticas pertinentes, e adeprejamentos insanos (renderia um filme de terror) - estávamos numa briga por políticas culturais sólidas, políticas públicas, o que punha consequentemente fim a uma tradicional política de balcão, de apadrinhamentos e benefícios pessoais, a que muitos artistas já haviam se acostumado. 
Enfim, cansada do chumbo de cá e de lá, com minha vida pessoal em frangalhos(sim, porque as consequências já invadiam meus espaço privado), resolvi renunciar ao Conselho, e ficar quietinha no meu canto – cuidar da minha vida privada, da  minha casa, pagar minhas contas, fazer as unhas, não é isso o que esperam de nós??
Mas, eis que, um mês e meio depois do meu recolhimento, chega nova intimação judicial. O processo não fora arquivado e eu estava sendo ainda processada por desacato. 
Mais dias de angústia, que só cessarão (e eu espero que cessem) no próximo dia 28 de junho, quando terei uma audiência com o juiz. O processo diz que sou acusada de crime de desacato,  cuja pena é de seis meses a dois anos de detenção. Como sou primária, não tenho qualquer antecedente, tenho direito a um benefício que antecede a tramitação no judiciário (denúncia do Ministério Público), chamado de transação penal, em que posso escolher pagar uma multa ou uma pena restritiva de direitos (serviço comunitário ou algo semlhante), para não dar continuidade ao processo. Mas por outro lado, perco o direito de provar minha inocência, de me defender - ou seja, aceito uma pequena pena para me poupar de todo desgaste de um processo judicial.
Novamente os conselheiros  Noemi e Jamil intemerdiaram a questão e foram esclarecer o caso com a presidente da Fcblu. Ela mostrou o documento em que renuncia da denúncia, mas admitiu que não acompanhou se o caso havia mesmo sido encerrado. A presidente se prontificou em ver o que poderia ser feito, mas sua advogada já nos informou que elas não tem mais nada a fazer. Parece que, por se tratar de servidor público, o indivíduo privado perde poderes sobre o processo, que passa a ser de interesse do poder público.

Enfim, eu, que já fui rotulada de “o verbo”, e que tentei ficar calada diante dos fatos, apenas para não me desgastar ainda mais, para não me expor ainda mais, volto a abrir minha boca. 
Eu falo porque acredito no direito a liberdade de expressão, e na minha inocência desta acusação feita no calor dos ânimos; falo porque me entristeço de ver o esvaziamento do Conselho Municipal de Cultura, e a desesperança; falo porque sinto pena que a classe artística tenha preferido se desmobilizar, e que cada um ande mais preocupado com o seu quadrado; falo porque sou idealista incurável, porque ainda prefiro a paixão dos jovens à hipocrisia e à estabilidade; falo porque me julgo covarde e egoísta de não ter publicizado cada fato e minha franca opinião na hora, no momento certo.... Talvez seja tarde, mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

Aline AssumpçãoArtista visual, produtora cultural, jornalista, professora, Ex-Conselheira Municipal de Cultura.

Você pode repassar esta carta a quem você quiser, ou publicá-la. Só peço que ao repassar ou republicar, o seu conteúdo seja veiculado/disponibilizado na íntegra, sem cortes. (já basta de mal entendidos!)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Veja o que Blumenau reserva para a cultura em 2011

Guia apresenta os eventos confirmados de janeiro a dezembro

O que Blumenau reserva para o cenário cultural em 2011? O caderno Lazer do Santa desta quarta-feira traz um Guia Cultural 2011 com os eventos confirmados de janeiro a dezembro, entre teatro, artes visuais e literatura.

O destaque é que 2011 terá os dois principais eventos culturais da cidade, com o Salão Elke Hering, mostra contemporânea de artes visuais e o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau. Além disso, projetos como o Fórum Nacional de Literatura de Blumenau, o Festfolk e o Festival Nacional de Teatro Infantil, também estão garantidos.

Faça o download da página clicando aqui, imprima e monte seu Guia Cultural 2011. Assim fica mais fácil se programar e participar dos principais eventos culturais de Blumenau.

Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA, 05/01/2011

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nova diretoria do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau


Fundamental registrar a nova composição da Diretoria do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau, gestão 2011:


Jamil Dias, presidente -técnico de Cultura do SESC e;








 Melita Bona, vice-presidenta - professora da FURB.








Os grandes desafios, na perspectiva Deste conselheiro, são: instituir mecanismos de diálogo mais aberto e constante com a comunidade de artistas, produtores e outros trabalhadores da cultura; convencer empresários e comerciantes e alguns profissionais liberais, ou seja, parte considerável da elite local/regional, de que o investimento em cultura é altamente benéfico para a cidade e sua "marca"; aprovar na câmara de vereadores as mudanças institucionais urgentes, visando aprimorar e democratizar a gestão pública nesta área, através da implementação do Sistema Municipal de Cultura, da aprovação e legitimação do Plano Municipal de Cultura, e outros desafios postos. Por fim, o ano de 2011 se mostra central para a transformação do conselho municipal de Cultura em Conselho Municipal de Políticas Culturais, tornando-se referência e parceiro para a produção cultural, para além do simples financiamento das atividades e projetos culturais.


Em resumo, o grande foco para os trabalhos do Conselho é torná-lo uma referência simbólica importante para o universo dos fazedores/consumidores de cultura. Não é pouca coisa. Mas também muito pertinente e estratégica a escolha de duas pessoas ligadas a instituições que já são parte da cultura local:  o SESC, com seu papel de ser quase uma secretaria municipal de cultura, devido a sua relevância e, a FURB, 2o maior orçamento público municipal e formador de capital social, político e econômico nesta cidade.


____________________________________________


Extraído de:
http://respublicacultural.blogspot.com/2010/12/nova-diretoria-do-conselho-municipal-de.html?spref=tw

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

POLÍTICAS PÚBLICAS : Conferência discute cultura

Hoje e amanhã serão dias de traçar os planos para o futuro da cultura em Blumenau. A 5ª edição da Conferência Municipal de Cultura vai discutir o cenário atual e decidir as políticas culturais para a cidade nos próximos 10 anos. O tema que norteia o encontro é Plano Municipal de Cultura de Blumenau: A Cidade que Queremos.

A conferência ocorre na Furb, no auditório do Campus 1, Bloco J. Hoje, o encontro começa às 19h30min e no sábado ocorre durante o dia todo. As discussões terão foco em três pontos: legislação, políticas e ações culturais e equipamento culturais. A programação é aberta à comunidade e tem como objetivo unir sociedade civil e governo municipal na formulação dos objetivos.


Serviço
5ª Conferência Municipal de Cultura - No auditório do Campus 1 da Furb, Rua Antônio da Veiga, 140, Victor Konder, Bloco J. Sexta-feira, 19h30min, e sábado, das 9h às 17h. Entrada franca.
Programação
Hoje, 19h30min
- Mesa-redonda Plano Municipal de Cultura: A Cidade que Queremos - com Silvestre Ferreira, André Pinto e Teresinha Heimann.
Amanhã, das 9h às 17h
- Apresentação sobre ações do Conselho Municipal de Cultura em 2010, Sistema Municipal de Cultura e Plano Municipal de Cultura
Grupos de Trabalho
- Legislação Municipal de Cultura
Moderador: André Pinto
- Políticas e Ações Culturais
Moderador: Silvestre Ferreira
- Equipamentos Culturais: Espaços, Tecnologia e Recursos Humanos
Moderadora: Teresinha Heimann

___________________________________________________________________
Jornal de Santa Catarina | 19/11/2010 | N° 12101

http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1124,3113562,15929



quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carta do Conselho Municipal de Cultura ao Prefeito de Blumenau

Carta do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau  protocolada nesta segunda feira , 26 de julho de 2010 para o Sr.Prefeito João Paulo Kleinubing . A mesma carta foi entregue também para o Sr. Marcel Hugo, Secretário de Finanças, em reunião para tratar-se da proposta da FCBlu para o orçamento de 2011, acompanhando Neusa Muller - Diretora Administrativo Financeira e Marlene Schlindwein - Presidente da Fundação Cultural de Blumenau. A presidente do CMCBlu,  participou no  primeiro momento com uma fala  introdutória e explicativa sobre a postura , atitude e decisão do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau como resposta a responsabilidade para com a comunidade artístico cultural  e  apoiando a reivindicação da FCBlu ref. a ampliação de recursos financeiros.

A carta do CMCBlu assinala também a necessidade de encontrar-se resposta e atendimento para  outros aspectos , motivo pelo qual  anunciamos a solicitação de próximo encontro com o Sr. Prefeito para dar continuidade ao diálogo direto.



_________________________________




Blumenau 26 de julho de 2010.

Exmo Sr.
João Paulo Kleinübing.
Prefeito Municipal de Blumenau
NESTA

Em nome da classe artística, entidades e da sociedade blumenauense, das quais somos representantes como Conselheiros Municipais de Cultura,  e assumindo a responsabilidade a nós delegada, pedimos sua especial atenção às dificuldades que a Cultura e Arte vem enfrentando em nosso município nos últimos anos.

     Blumenau, uma cidade com elevado IDH, caso tenha  como objetivo de ser referência em qualidade de vida, em turismo, em negócios e desenvolvimento, precisa estar mais atenta ao aspecto cultural, forte indicador (e também motor) do desenvolvimento social.

     Quando comparada à Fundação Municipal de Desporto, a Fundação Cultural de Blumenau recebe significativamente menos recursos destinados pelo município (praticamente metade) sendo que ambos tem a mesma relevância social, e são igualmente assegurados pela constituição federal como direito do  cidadão.

     Se comparado aos municípios vizinhos, de semelhante porte, Blumenau está tristemente atrás. Itajaí destinou R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) ao Fundo Municipal de Cultura em 2010;  Jaraguá do Sul, R$ 750.000,00 (com apenas 108.489 habitantesmenos da metade de Blumenau).

     As diferenças não são apenas numéricas, mas também qualitativas. As Fundações Culturais vizinhas tem corpo técnico efetivo e qualificado, o que garante a melhor aplicação dos recursos. Estes são apenas alguns dos tantos aspectos, que poderíamos discutir, num momento apropriado dos quais necessitamos discutir em reuniãoque aguardamos ser agendada.

     Diante deste cenário, e todas as dificuldades que vem sendo levantadas pela classe artística e cultural, amplamente divulgada pelos veículos de comunicação, pedimos sua especial atenção à Fundação Cultural de Blumenau, seu orçamento e funcionamento.

     Com relação ao orçamento anual, solicitamos que seja ampliado o recurso destinado à FCBLU para  pelo menos  R$ 5.736.767,64 (cinco milhões, setecentos e trinta e seis mil setecentos e sessenta e sete reais e sessenta e quatro centavos).

     Sobre o Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau, lembramos  que durante campanha eleitoral o Senhor prometeu, em evento promovido por este Conselho, na Câmara Municipal de Vereadores, ampliar os recursos financeiros para o Fundo Municipal de Apoio a Cultura para R$ 900.000,00 ( novecentos mil reais) até o final do mandato.

     Diante disso sugerimos que, considerando os dois anos restantes de mandato, o incremento seja feito em duas parcelas: R$ 250.000,00 para 2011 e R$ 250.000 para 2012 – ficando respectivamente os valores de R$ 650.000,00 e R$ 900.000,00 nos próximos dois anos.

     Além de recursos, solicitamos a abertura de Concurso para profissionais efetivos, com qualificação e conhecimento na área, para garantirmos a adequada aplicação do investimento feito pelo município e a continuidade evolutiva qualitativa das ações implementadas.

     Estamos à disposição para maiores esclarecimentos e para trabalharmos juntos na construção de novas e ainda melhores políticas culturais.
  
   Atenciosamente

Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau (2010-2011) Alfredo Scottini, Aline Assumpção, Carla Fernanda da Silva, Dieter Walter C. Berner, Elisete Beck, Jamil Antônio Dias, Klaus Heinrich Georg Rehfeldt, Márcio José Cubiack, Melita Bona, Monalisa Budel, Noemi da Silva Kellermann, Rolf Geske,  Rosana Renata dos Santos Dominguez, Silvio José da Luz, Sueli Maria Vanzuita Petry, Terezinha de Jesus Manczak ,Vânia Barroso Guedes.

Noemi Kellermann                                                           Jamil Antônio Dias
Presidente do Conselho Municipal                                 Vice- Presidente CMC
De Cultura de Blumenau  




VISITE O BLOG DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA: www.culturablumenau.blogspot.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vem ai, nova proposta de Conselho Municipal de Cultura

Vem por ai a nova proposta de Conselho Municipal de Cultura para Blumenau

O conselho municipal de cultura reuniu-se hoje, dia 15 de abril, cheio de empolgação. Como conselheiro, acho que é realmente bacana registrar isso porque ontem, dia 14, houve a triste e melancólica reunião com a Presidência da Fundação Cultural de Blumenau, cujo tema foi Salão Elke Hering e outros tópicos como a ausência de políticas culturais no município. Empolgação porque estamos cada vez mais conscientes da importância de trabalhar na implementação das deliberações das conferências municipais de cultura.

A pauta foi pesada: iniciamos a produção da nova minuta para Projeto de Lei que altera o Conselho Municipal de Cultura, atribuindo-lhe outro nome (Conselho Municipal de Políticas Culturais), além de especificar novas atribuições em consonância com o atual debate (local, estadual, nacional e internacional) sobre políticas culturais, especialmente a respeito do Sistema Nacional de Cultura.

O novo desenho de conselho que começa a ser traçado incorpora anseios da classe artística organizada em torno das quatro edições de Conferencia Municipal de Cultura, como a necessidade de serparitário, isto é, ter representação equilibrada entre poder público e sociedade civil e, também, na transformação do órgão de consultivo para o caráter deliberativo.

No que se refere ao tema paridade, busca-se reverter o desequilíbrio entre a representação da prefeitura e os indicados pelos segmentos, produtores, artistas e comunidade. Atualmente, dos 17 integrantes, seis são eleitos democraticamente na conferência de cultura pela sociedade civil, sendo os demais conselheiros indicados pelo executivo municipal sem consulta ao povo das Artes e da Cultura.

Somente um conselho com atribuições deliberativas pode coordenar um processo democrático e participativo de desenvolvimento cultural regional. O atual mecanismo legal que regula o conselho é refém das limitações de ser um órgão consultivo. A intenção, com o caráter deliberativo, é permitir a gestão compartilhada das ações culturais em prol do interesse coletivo. Os temas que estão chegando a este conselho são cada vez mais complexos e são oriundos de demandas de uma sociedade civil cada vez mais informada e articulada em rede. Com um conselho que delibera sobre estas demandas, por mais dolorosas que estas sejam para as administrações municipais, pode levar à incorporação destas demandas como políticas de Estado, passando de gestão a gestão sem descontinuidades.

A reunião de hoje não conseguiu vencer a pauta. Mas marcamos dois encontros extraordinários para a próxima sexta-feira, 23 de abril, no auditório do SESC (Rua Amadeu da Luz), indo das 09 h até as 18h. É uma atividade aberta, portanto se você quiser participar, apareça!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Solenidade de Posse do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau Biênio 2010/2012




Após a solenidade de posse, será realizada a eleição da diretoria e diretrizes para o ano de 2010.



Conforme Portaria nº 13.394, de 18 de janeiro de 2010, são nomeados conselheiros:

- Alfredo Scottini
- Aline Assumpção (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Carla Fernanda da Silva (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Dieter Walter C. Berner
- Elisete Beck
- Giovani Machado
- Jamil Antônio Dias
- Klaus Heinrich Gerg Rehfeldt
- Márcio José Cubiak (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Melita Bona (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Monalisa Budel (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Noemi da Silva Kellermann
- Rolf Geske
- Rosana Renata dos Santos Dominguez
- Silvio José da Luz (eleito pela sociedade civil na Conferencia Municipal de Cultura)
- Sueli Maria Vanzuita Petry
- Vânia Barroso Guedes