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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Carta Aberta de minha renúncia da Presidência do Conselho do Museu de Arte de Blumenau



A presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Marlene Schlindwein, processou uma artista que participou de um Salão promovido dentro desta entidade, e esta mesma artista que também integrava seu próprio Conselho Municipal de Cultura. Nesta semana esta ex-conselheira pagou uma multa ao Fundo Penitenciário Nacional. Isto tudo porque fez críticas a atual gestão da Fundação Cultural de Blumenau, e foi processada por desacato.





É isso mesmo que estamos vendo, uma volta aos tempos da ditadura? E o pior é que até agora o poder público se mantém omisso diante de tudo que vem acontecendo na Fundação Cultural. Fica claro, desta forma, que o governo de João Paulo Kleinubing está conivente com tais posturas.



Eu, até então atual presidente do Conselho do Museu de Arte de Blumenau me sinto desrespeitado ao ver uma também conselheira de Blumenau sofrer um ato autoritário e covarde como este, haja vista que esta representante da sociedade civil nunca esteve sozinha nas críticas a Fundação Cultural. Agora pergunto, como poderei me manifestar dentro (ou fora) da Fundação com um precedente destes? Repressão. Este é o sentimento presente, e a cada dia que passa é maior a certeza que foi exatamente esta a intenção.





A classe artística e a comunidade vêm há anos se reunindo em encontros setoriais e conferências municipais de cultura para tentar de fato criar políticas públicas de cultura para Blumenau (não, ainda não temos) e tudo isso pra quê? Para ficar eternamente no plano das idéias, graças a esta gestão de banho-maria. Estamos há tempos falando para as paredes, podemos citar varias demandas levantadas nas conferências que até hoje não saíram do papel, e até de várias outras que já existiam e foram extintas, a citar o Casarão das Oficinas, que ao invés de ser regularizado em suas pendências, foi extinto, e hoje está em processo no Ministério Público.



Faz sentido que o governo municipal coloque na administração uma representação tão inoperante e equivocada. Marlene não é somente um bom “escudo” do governo de JPK. Trata-se de um belo tampão, uma conveniente rolha de poço, para que tudo siga muito, mas muito lentamente, e para conseguir isto há um arsenal de desculpas. E é assim que vamos nos arrastando, e claro, isto já não é novidade para ninguém, estamos sim bem informados, Dona Marlene. O que estamos vendo não é ilusão de ótica, o rei está nu. A presidente em entrevista recente novamente tentou nos impor de que as críticas a Fundação só acontecem por falta de conhecimento, ou seja: os loucos somos nós.



E quem foi que disse que precisamos de uma presidente que saiba tocar violão ou fazer bordado? Queremos alguém que nos represente e nos respeite enquanto cidadãos, que nos ouça, nos responda, e que de fato nos mantenha informados.



Se eu estava no conselho do MAB até hoje foi por acreditar que minhas humildes colaborações poderiam acrescentar algo para a cidade, independente de meu desprezo ou não com o atual governo, e sem interesses de conveniências.





Mas esta cumplicidade do governo municipal com tudo isto que vem acontecendo nos mostra o quão indiferentes estão com as nossas des-políticas culturais, e o quanto estamos fazendo papel de capivaras, nossa paciência e nossa razão estão há muito tempo sendo subestimadas.





Por fim, renuncio em ato de repúdio aos constantes desacatos cometidos pelo nosso atual Governo Municipal de Blumenau, que, em seu silêncio, gritam comigo e conosco.








Charles Steuck



Ex-Presidente do Conselho do Museu de Arte de Blumenau






Blumenau, 29 de junho de 2011.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Na coluna Contracapa de hoje...

Opa! coisas relevantes na coluna Contracapa do Jornal de Santa Catarina de hoje...

  • Passos solidários

    Grupo RBS Pelo terceiro ano consecutivo a professora Rita Albuquerque leva espetáculos de balé gratuitos para espaços alternativos de Blumenau. O projeto deste ano é o Dança Solidária, que começa hoje com apresentação na Apae, e passa também pelo Hospital Santo Antônio, dia 27, e pela Casa São Simeão, dia 4 de dezembro.

    O projeto Dança Solidária, que contará com 19 bailarinas, alunas de Rita Albuquerque, foi contemplado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau.


  • Boa notícia

    É dada como quase certa a realização do Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau no ano que vem. A Furb, organizadora do evento, sinaliza que o festival deve ocorrer em julho de 2011. Há ainda, a possibilidade, e temos que torcer para isso, de que o Fitub volte a contar com edições anuais.


  • Agreste

    Infelizmente temos que comemorar quando um espetáculo de teatro na Fundação Cultural de Blumenau consegue atingir a marca de 46 espectadores. Esse foi o número dos sortudos que puderam conferir na quarta à noite, de graça, a premiada peça Agreste, da Cia Razões Inversas, de São Paulo, que fez parte da programação do Palco Giratório, do Sesc.

    Trabalhando com arquétipos da cultura popular nordestina, os dois atores, João Carlos Andreazza e Paulo Marcello, narram um romance que brinca entre climas mansos de fantasia e êxtases de realidade tragicômica. Muito bom!


  • E afinal...

    Por que o presidente da Fundação Cultural de Joinville está na programação da Conferência Municipal de Cultura de Blumenau e a presidente da Fundação Cultural da cidade não?
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Extraído de : http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1124,3113720,15929 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Resultado (ou não) da Reunião com a FCBLU

Em 14 de abril de 2010 23:09, Rafael Koehler <koehler.r@gmail.com> escreveu:


Olá Pessoal!

Hoje, 14 de abril de 2010, às 17:30h, teve início mais uma manifestação da classe artística e da população de Blumenau em resposta a falta de respeito que estamos sofrendo nesses últimos anos. Panelas, apitos e gritos de “Fundação Velhaca”, “Cadê o Casarão?”; “Fora Marlene”, “Cadê a Escolinha?”, “Paguem o Salão” e “Devolvam os Nossos Braços” ecoavam pela Rua XV de Novembro.
Às 18h, como marcado, tivemos a reunião (que deveria ter acontecido na semana passada) com a presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Marlene Schlindwein para tratar, inicialmente, do não pagamento dos artistas selecionados para o 9º Salão Elke Hering.
A reunião teve início e durante, aproximadamente, duas horas vimos uma “representante” da cultura se justificando, colocando a culpa no jurídico, nas gestões anteriores, na burocracia, nos artistas, etc… Somente após a artista Aline Assumpção falar sobre a desorganização do Edital do 9º Salão, citando algumas das falhas ocorridas, somente depois de não ter para onde fugir, de não ter como culpar outros, a presidente Marlene Schlindwein assumiu que houve falhas durante o processo do 9º Salão, e disse que 21 projetos foram aprovados ontem. Isso mesmo: ONTEM. Após a pressão dos artistas a Fundação reconheceu o seu erro: “Edital errado, sim, horrível”, disse Neusa Muller, diretora administrativa e financeira  
Sobre o fim das atividades do Casarão das Oficinas, ouvimos que a burocracia está atrasando a reabertura do mesmo. Ouvimos também que a Escolinha de Arte não é responsabilidade da Fundação, entre outras milhões de desculpas.
Percebemos facilmente que não é cumprido o que é prometido. Na primeira reunião que nós, artistas, tivemos com a atual presidente, ouvimos a promessa de que ao seu lado, dentro da Fundação Cultural, haveria uma ‘equipe técnica qualificada’. A minha pergunta é: cadê?
Após a reunião de hoje ficou claro que temos uma pessoa não capacitada a estar no cargo que ocupa e que, definitivamente, NÃO REPRESENTA A CLASSE ARTÍSTICA. Diversas tentativas de conversas aconteceram, mas todos os presentes puderem perceber que NÃO HÁ CONVERSA COM A FUNDAÇÃO CULTURAL ATUALMENTE.
Não temos um programa de cultura no governo, não temos um prefeito que escute a população e faça o que é melhor para a cultura. QUEREMOS UMA PESSOA CAPACITADA AO CARGO, QUE LUTE COM OS ARTISTAS PARA MELHORIAS, E NÃO QUE LUTE CONTRA OS ARTISTAS.

Prefeito João Paulo Kleinübing, nós, população e artistas blumenauenses exigimos: DEVOLVA OS NOSSOS BRAÇOS.


Há-braços,

Rafael Koehler
Diretor e Ator Teatral
Movimento Cultural Devolvam os Nossos Braços – Por uma Cultura Inteira