sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Marcha pela FURB Federal
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
feira de economia solidária
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
instalação multimídia
com computadores, a instalação se propõe a absorver o visitante através de escaneamentos
fotografias, sensores de movimento, para serem manipulados por softwares
de mixagens em tempo real.
São mais de 12 terminais que se interligam para formar uma espécie de cidade virtual/real.
Elementos sonoros, visuais e sensoriais, são incorporados a exposição, instigando o visitante
a interagir com o ambiente, tornando-se parte real da instalação.
A exposição é gratuita, e está sendo apresentada em cinco cidades Catarinenses.
A mostra já ocorreu em Pomerode e Bombinhas, as próximas apresentações serão em:
Jaraguá do Sul dias 09,10,11 de agosto
Local: SESC, Prédio da Cultura - Rua Jorge Czerniewicz, 633 Centro
Agenda com Thiago Martins (047) 32757806
Apoio Local: Sesc e Restaurante Arweg
Corupá dias 15,16,17 de agosto
Local: Salão da Igreja Católica Rua Padre Vicente, Centro
Agenda com Jaqueline Pscheidt ou Cida Secretaria da Educação (047) 3375-1399
Apoio Local: Prefeitura Municipal de Corupá
São Francisco do Sul dias 20,21,22 de agosto
Local: Cine Teatro X de Novembro Rua Hercílio Luz, 50 Centro Histórico
Agenda com Janaina d'Vila Ferreira fone (047) 3444-5345
Apoio Local: Fundação Cultural Ilha de São Francisco do Sul e Prefeitura Municipal
Horário:
A abertura da Exposição em cada cidade será:
No primeiro dia, apartir das 19:00 horas
demais dias, das 09:00 ás 21:00 horas intervalo entre 12:00 14:00 horas
A mostra tem patrocínio do Governo Estadual, aprovado por uma equipe competente,
de curadores, críticos e historiadores, através do Edital Elisabete Anderle,
Acompanhe o desenvolvimento do projeto no Blog:: www.eletrixidade.blogspot.com
Entrada Franca


Mais informações:::Juliana Teodoro e Alexandre Venera
Fone: (47) 3323-2503 ou (47)84284033
Coletivo opiopticA
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
NOITE DE SERESTA, SAMBA E CHORO

- Mesa para 4 pessoas: R$ 120,00, com direito a jantar (Arroz Carreteiro ou Macarronada à Bolonhesa).
- Ingresso individual: R$ 30,00, com direito a jantar (mesmo cardápio).
- Das 21:00 às 22:30 horas: Grupo "Alegria do Choro"
- Das 22:30 às 24:00 horas: Seresteiros Convidados
- Das 24:00 às 1:30 horas: Grupo "Confraria do Samba"
Mesas e ingressos ligar para 9982-2306 (Irineu), 8805-5180 (Tony), 3326-5960 (Carlão), ou no local.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
EXPOSIÇÃO
A vontade de classificar - e que vício bobo esse! - a produção de Nestor Jr. sempre falha. Se é ou não arte-nouveau-neoclássica-
Gregory Haertel, médico psiquiatra especialista em sexualidade humana e escritor, diz:
Nestor Jr., artista catarinense, tem conquistado o que poucos conseguem: o reconhecimento de um público que se apaixona por seus desenhos simultaneamente plácidos e eróticos, e os aplausos da crítica que se vê diante de um autor de voz singular, com pleno domínio técnico e de grande capacidade narrativa. Tal fato talvez se dê pela força de suas personagens que, sonho da humanidade, mesmo quando modeladas em posições impossíveis e aparentemente incômodas, conseguem permanecer serenas, leves e sensualmente confortáveis."
Exposição Nestor Jr.
De 11 de agosto a 10 de setembro
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Escritos da Carne em Itajaí
Mostra fotográfica e poética retratando o erótico abre nesta sexta-feira, na Casa Aberta
Itajaí recebe nesta sexta-feira, 29 de julho a Exposição Escritos da Carne, que está circulando pelo Estado de Santa Catarina, trazendo diferentes formas de representar o erótico através da literatura e da fotografia. A abertura da exposição acontece na Livraria e Espaço Cultural Casa Aberta (www.casaberta.com.br ), simultaneamente ao lançamento de dois livros.São 21 imagens de pessoas/casais, com textos eróticos grafados sobre seus corpos de diferentes maneiras, produzidas por sete fotógrafos -Aline Assumpção, Charles Steuck, Carla Fernanda da Silva, Carlos Lobe, Ivan Schulze, Mariana Florêncio e Sally Satler. Cada casal fotografado escolheu um texto que tivesse especial significado em sua vivência do erótico, e foi também co-autor das imagens, contribuindo na construção das cenas, que são parte da narrativa.
Segundo Carla, a proposta é representar diferentes corpos, diferentes casais, trazendo a literatura erótica para o corpo, com o objetivo refletir sobre o papel do erótico na contemporaneidade, e provocar um diálogo com o público, fazendo-o questionar-se sobre a vivência de sua sexualidade e a relação com seu corpo. A diversidade de concepção do erótico se concretiza a partir do diálogo entre fotógrafos e fotografados.
Além da abertura da exposição, estão marcados para a mesma noite o lançamento do livro de contos, Quarteto de Cordas para Enforcamento, do escritor e dramaturgo, Gregory Haertel, e do livro de poesia “O Retrato da Nudez Eólica”, da jovem escritora Cláudia Iara Vetter, ambos da editora Liquidificador ( www.liquidificador.art.br/produtosculturais ).
“Com sua linguagem crua e ousadia narrativa, “Quarteto de cordas para enforcamento” provoca e lacera; para além da moral, devolve-nos uma poesia capaz de incomodar.”, escreve Viegas Fernades da Costa na orelha do livro.
“Gregory deve divertir-se muito quando escreve. Quase posso adivinhá-lo escancarando um sorrisão que expõe dentes e malícia, ardiloso a brincar com (de)formação de frases, (des)construção de conceitos, (re)criação de valores e julgamentos.”, comenta o diretor de teatro Pépe Sedrez, no prefácio da obra.
Já a jovem escritora Cláudia Iara Vetter, lança a segunda edição de sua primeira obra -após editar e bancar sozinha a primeira e pequena edição de sua obra, Cláudia obteve agora patrocínio do Fundo Municipal de Cultura de Blumenau para reeditar o livro.
“(Cláudia Iara Vetter )Traça as inscrições de seu corpo – arranhões, tatuagens, chagas antigas. Caminhamos consigo por sua estrada “bruta e malfeita”, onde o que é secreto nos é oferto como um presente manualmente esmerado. No percurso d’O Retrato da Nudez Eólica, Cláudia mostra que de tudo só restam fragmentos. Assim como nos legou Safo, a grande poeta da Antiguidade, o amor abala o espírito como um vendaval que desaba sobre os carvalhos.”, comenta o poeta, Vinicius Coelho.
A Casa Aberta é um dos mais antigos sebos de Santa Catarina e faz parte do universo dos bons sebos brasileiros. Instalada em uma edificação tombada pelo patrimônio, A Casa Konder, abriga um rico acervo da produção literária que circulou por Itajaí.
Abertura da Exposição 'Escritos da Carne'
Lançamento do Livro 'Quarteto de Cordas para Enforcamento'
Data: 29 de julho | Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Casa Aberta | Itajaí- SC Rua: Lauro Muller, 83 - Centro
terça-feira, 26 de julho de 2011
Carta aberta para Tiago
“A hierarquia não é somente piramidial: o escritório do chefe está tanto no fundo do corredor quanto no alto da torre”. (Deleuze).
Sei de onde você escreve e porque escreve. Em grande parte seus novos argumentos já são velhos. Nem por isso desconsidero-os. É justamente por sua relevância que resolvi escrever este breve texto buscando estabelecer algum diálogo. Afinal, aquilo que para você se apresenta como uma linha de fuga pode funcionar justamente como uma linha de captura.
Já faz muito tempo que não é mais possível compreender o Estado da mesma forma que os teóricos da ciência política moderna o consideravam: de um lado sua imagem libertadora e redentora de todas as necessidades humanas, e de outro, um enorme monstro repressor que através de seus aparelhos ideológicos suprimem as possibilidades de emancipação humana. Os movimentos juvenis de 1968 nos ensinaram que o problema da política não está mais nas estruturas, mas está nos desejos, nos fluxos, nos afetos e nas possibilidades de criação. Ao invés de ter no Estado o elemento central de problematização, passou-se a refletir sobre as relações de poder que produzem formas de linguagem, subjetivação, resistência e saberes. Para além do caráter repressivo do poder, buscou-se seu elemento produtor da história e de relações em sociedade, ampliando de forma significativa a concepção de política que não poderia mais estar restrita nas formas de representação burocrática estatal. Mas como fica o Estado em meio a isto tudo? Ora, o Estado é mais um destes lugares onde se materializam estas relações de poder e investem de forma privilegiada na sociedade através de um conjunto de instituições que foram constituídas nos últimos 200 anos.
Há uma novidade nisto tudo que você percebeu em seu artigo. Durante muito tempo as artes e ciências estiveram ligadas a financiamentos privados. Isto fazia com que o artista tivesse que estar submetido diretamente ao gosto de quem assumia o papel de mecenas no processo de criação. Evidentemente, que ao longo da história da arte podemos indicar inúmeras subversões desta regra, mas de uma maneira geral o mercado sujeitava a arte (fazendo uso da expressão do título de seu artigo). Foi somente nas últimas décadas que o conceito de “cultura” foi incorporado na linguagem estatal: basta lembrar que o Minc foi criado somente em 1985 e até hoje passa por um processo de estruturação governamental. Novamente, para além do Estado, foi neste mesmo período vivemos processos de monumentalização da cultura em nossas sociedades, construídos discursivamente e politicamente através da disneyficação das cidades, folclorização, espetacularização da vida cotidiana. Este processo investe de maneira significativa em nossa subjetividade e restringe outras possibilidades de criação artística e intelectual que colocam em questão as próprias relações de poder. Sim, no capitalismo, cultura tornou-se mais uma mercadoria – mas seu significado está em disputa. Por isso, não podemos mais conceber a arte de forma essencialista e romântica que desconsidere as políticas de Estado e do próprio mercado. Mesmo que de forma crítica, nossas ações precisam se dar a partir das potencialidades apresentadas pelo mundo contemporâneo.
Desta forma, as reivindicações de políticas públicas vão muito além do financiamento do fazer artístico, mas concentram-se na criação de políticas de fomento e fruição para a sociedade em geral. O velho “faça você mesmo” que pode ter sido sinônimo de liberdade em algum momento, hoje se apresenta justamente como a forma de restringir outras possibilidades de existência para as pessoas. Por que um jovem não pode ter um horizonte maior do que um balcão de uma loja no shopping ou uma máquina de costura em uma facção?
Abraços
Ricardo Machado, historiador
ver: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,182,3413311,17609
quarta-feira, 20 de julho de 2011
OFICINA AUDIOVISUAL EM FLORIPA
Interessados na “1ª Oficina de Introdução à Prática Audiovisual: do desenvolvimento à produção” podem fazer as inscrições pelo site http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/funcine/. Os roteiros selecionados devem ser representados por uma equipe formada pelo diretor, roteirista e produtor do projeto. A equipe vencedora terá todos os equipamentos fornecidos para realização do curta com orientação dos profissionais ministrantes da oficina, que contará também com o apoio da Orbital Filmes da Onda Sonora.
Os ministrantes são Cíntia Domit Bittar, formada em cinema e vídeo pela Unisul e diretora de “Qual queijo você quer?”, curta rodado com o Prêmio Funcine e selecionado para os festivais de Paulínia e Gramado; Carol Gesser, formada em cinema pela UFSC, produtora do Censo Audiovisual Catarinense e diretora de arte e maquiagem; Will Martins formado em cinema e vídeo na Unisul, produtor, diretor e roteirista.
Maria Augusta Vilalba Nunes e Lucas de Barros completam o quadro dos ministrantes e também cursaram cinema na Unisul. Maria fez mestrado em literatura na UFSC. Lucas é graduado em edição e pós produção digital na escola Soho Editors, de Londres.
A oficina é dividida em três fases. Na primeira, há 10 encontros teóricos sobre conceituação criativa e desenvolvimento de projeto. Na segunda fase, as propostas de filmes desenvolvidas na primeira fase serão defendidas oralmente para uma banca, que irá escolher o projeto para a terceira fase, quando o roteiro será filmado, com assistência de técnicos de fotografia e operador de câmara e som da oficina. O curta será montado pela Novelo Filmes.
Para acessar o regulamento e a ficha de inscrição acessar o site:
http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/funcine/
O quê: 1ª Oficina de Introdução à Prática Audiovisual: do desenvolvimento à produção.
Quando: de 6 de setembro a 22 de novembro de 2011, às terças-feiras, das 14 às 18h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis.
Quanto: gratuita.
oficina de fotografia para professores
sábado, 16 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
"escrever o caos com luz"
terça-feira, 12 de julho de 2011
um bom motivo para ligar a tevê
foto: kiko kochHoje, 12/07 - Sala de Notícias em Debate Especial Universidades Parceiras - co-produção com FURB TV, em rede nacional.
Tema: Os desafios da produção teatral no Brasil
Sala de Notícias em Debate encerra a série especial de 11 programas produzidos pelo Canal Futura e por instituições da rede de universidades parceira. Gravado no Teatro Carlos Gomes, a discussão são os desafios da produção teatral no Brasil. O programa, realizado em parceria com a FURB TV, da Universidade de Blumenau, mostrou como opera a movimentação cultural a partir do teatro numa cidade fora do eixo Rio/São Paulo: o mercado de trabalho para os atores, a formação de plateias, a importância do acesso à arte.
Desta conversa participaram Pita Belli, professora do curso de teatro da FURB e organizadora do FITUB; Pepe Sedrez, diretor da Cia Carona e da Escola do Teatro Carlos Gomes, de Blumenau; e Lígia Cortez, atriz e diretora da Escola de Teatro Célia Helena, de São Paulo. Participaram também na plateia alunos e professores da FURB e atores em atividade na cidade.
Durante o programa, Amanda Pinheiro estará online no chat do Futura.
O endereço é www.futura.org.br/chat
Terça-feira, 12 de julho, às 21hs.
Chat a partir de 21h30.
O Rio, eu Rio
Fernando Boppré
Curador
Biba Schmitt
* Segue até 12 de agosto.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Pela vida nas cidades (Texto completo)
Seja através da museificação da cidade ou pela difusão de uma cidade espetacular, a noção de marketing urbano produziu uma cidade pensada como imagem para o turista, mas restringiu as possibilidades de vivências públicas. Nas últimas décadas, Blumenau construiu uma paisagem carregada de referências a uma concepção de passado, mas que de forma complementar reproduz modelos muito próximos de um padrão mundial das redes de fast-food, shopping centers e parques temáticos. Concomitantemente passa por um processo de privatização dos espaços públicos pela especulação imobiliária e a conseqüente gentrificação (enobrecimento das áreas com expulsão da população mais pobre). Através de políticas públicas e investimentos privados áreas “revitalizadas”, são na verdade, revalorizadas pelo mercado imobiliário e com isso, levam a população empobrecida ou esteticamente transgressora para distâncias ainda maiores das melhores áreas e dos equipamentos urbanos. Ou seja, normalmente os projetos que pretendem revitalizar estão justamente implicados em retirar as vivências dos territórios.
Este processo de empobrecimento da experiência urbana tornou o medo permanente e, por isso, a constante reivindicação da própria população de mais vigilância e mais controle sobre si mesma. Só que esta mesma vigilância acaba produzindo ainda mais medo: o medo da rua, o medo da diferença, medo do contato e, sobretudo, o medo de estar fora do controle. Esta mercantilização do espaço nos divide e separa, e com isso, nos retirou o poder de decisão e ação sobre as possibilidades de circulação, socialização e trocas no espaço urbano. Além disso, não cessa de nos retirar a própria possibilidade da existência de uma experiência física urbana enquanto prática cotidiana.
Evidentemente que este caminho não é de mão única. Há muitos exemplos de experiências críticas a esta concepção de espaço e de cidade: desde os poemas de Baudelaire, a contracultura da geração beatnik, a deriva dos Situasionistas e as inúmeras intervenções artísticas nas cidades. Atualmente, podemos indicar uma nova “primavera das ruas” através das ocupações das praças de Tahir no Cairo, Plaza Del Sol em Madrid e no caso de Blumenau, as recentes ocupações da Prainha através do movimento que vêm se identificando como “Vamosiuní”. Estes movimentos, normalmente de jovens, indicam a necessidade de revitalizar as ruas, mas no sentido vital que esta palavra carrega, não simplesmente no sentido econômico. Isto será possível somente com a presença da vida e do sentido mais original da palavra política (pólis=cidade). Revitalizar não se trata de construir mais cenários, mas que possamos discutir as formas de apropriação do espaço público. É primordial a participação da população nas decisões sobre a cidade, mas, além disso, neste momento precisamos retomar a experiência efetiva e a vivencia em espaços urbanos. A cidade precisa deixar de ser cenário para passar a ser efetivamente um palco.
*Historidor e professor da Furb.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Blumenau: política cultural e exclusões.
Márcio Cubiak , Respública Cultural
Acceso al texto completo: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/mato/GarciaCanclini.rtf
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Fala, Kleinübing!
Maicon Tenfen - Jornal de Santa Catarina
Dizem que os ratos são os primeiros a abandonar um navio que está afundando. No caso da Fundação Cultural de Blumenau – espaço da famigerada “cultura Titanic” – é o contrário que está acontecendo. Já há algum tempo, muita gente boa vem saltando de um barco que, esquecido e mal comandado, segue na direção do naufrágio.Para não me estender demais, já que a lista é grande, cito apenas o colega Gervásio Luz, ex-presidente do Conselho Editorial da Editora Cultura em Movimento (que não publica mais livros); Aline Assumpção, ex-membro do Conselho Municipal de Cultura (processada pela presidenta Marlene Schlindwein); Charles Steuck, ex-presidente do Conselho do Museu de Arte de Blumenau (que, segundo carta de renúncia, cansou de fazer o “papel de capivara”); e Daiana Schvartz, que renunciou ontem, também ex-membro do Conselho do MAB.
Conforme já escrevi outro dia, falta tudo na Fundação Cultural, e olhe que não estou falando somente de dinheiro, algo que sempre faltou para a cultura, mas principalmente de competência e boa vontade. Como se isso fosse pouco, o Ministério Público acaba de confirmar que vai instaurar um inquérito para investigar possíveis irregularidades envolvendo funcionários do extinto Casarão das Oficinas (outra perda da atual gestão).
Ontem, no Santa, logo abaixo da palavra CULTURA, fomos obrigados a ler um título que trouxe vergonha para toda a comunidade: SOB O OLHAR DA LEI. Enquanto isso, na sala de justiça, João Paulo Kleinübing e Rufinus Seibt, responsáveis diretos pela indicação da presidenta Marlene Schlindwein e de tudo que está acontecendo, refugiam-se num silêncio típico dos irresponsáveis. Eu francamente gostaria de saber o que está acontecendo com a administração pública de Blumenau, uma cidade que costuma se gabar de seu povo culto e politizado.
É que a questão não é apenas política, mas sobretudo administrativa. Ou o Executivo toma uma atitude sobre o atual estado das coisas, ou a Fundação encontrará o seu destino no fundo do oceano. Por que o prefeito ou o vice não se manifestam sobre a questão? Por que manter a pobre Marlene como escudo, recebendo as pedradas endereçadas a um problema maior que a incompetência individual de um gestor, a saber, A AUSÊNCIA DE POLÍTICAS CULTURAIS SÉRIAS NO MUNICÍPIO? Não apenas a classe artística, mas toda a comunidade espera uma posição da prefeitura.
Do jeito que as coisas vão, daqui a pouco não haverá nem ratos para abandonar o navio.
Marlene e Neusa:
Diante de tudo o que estamos passando e vendo em âmbito cultural de nossa cidade, especialmente dentro de nossa querida Fundação Cultural, a qual estive muito mais tempo do que vocês, prefiro sim e me dou o direito de deixar de lado as pompas de um palavreado recheado de formalidades e lhes tratar diretamente pelos nomes como qualquer mortal.
Presidente, Diretora, Senhora, Excelentíssima ou Ilustríssima... Pouco importa. Isso não mudará coisa alguma, não é mesmo?
Como artista visual (adormecida), professora de arte, fomentadora da arte e em nome de muitos dos colegas da área, dou-me o direito de lhes dizer livre e democraticamente o que penso sobre “alguns papéis” do cenário deste desconcertante palco que é a Fundação Cultural de Blumenau, onde vemos apenas “comédias mexicanas”. Piada atrás de piada que só prejudica, envergonha e decepciona a classe artística.
Penso que Aline, Charles e Daiana foram e são muito educados e pacienciosos em seus comentários e protestos. Até os entendo. Afinal de contas isso combina com a cidade de Blumenau que insiste em usar o rótulo de “conservadora”. São eles que levantam bandeiras com conhecimento de causa, lutam de cabeça erguida em nome da Cultura, dão suas “caras a tapa” com muita classe e categoria. Sei também que tudo tem seu “jeitinho especial de ser dito” para não ser mal educado ou grosseiro. Mas, a verdade é que tudo tem limite e como não sou de meias palavras (e rotulada por isso), não tenho coisa alguma a perder e possuo “meu jeitinho especial” de dizer as coisas, deixo aqui algumas perguntas, baseadas e inspiradas nas cartas de meus colegas Charles e Daiana:
Será que desta vez vcs não vão acordar para as “cagadas” que estão fazendo? Repensem. Coloquem as mãos na consciência e acordem. Não foi vc mesma Marlene que assumiu publicamente que seu cargo é puramente político e que relacionado a Cultura, pouco sabes? Eu no lugar de vcs já teria caído fora há horas, dias e meses... Que vergonha! Vcs possuem “amor próprio”? Sabem o que é isso? Precisam passar por todas essas humilhações que vemos quase todos os dias nos jornais? Conseguem circular nas ruas de Blumenau? Eu não conseguiria...
Será que nós professores, artistas, fomentadores ou qquer outro “guerreiro da arte” somos obrigados a conviver com tudo isso que estamos passando com a Cultura de Blu?
Penso que o próprio Conselho Municipal de Cultura, EM PROTESTO, deveria “debandar” em peso. Quem sabe assim nosso Prefeito abre os olhos. Quando resolvi sair do Conselho, para não ser antipática aos colegas conselheiros, aleguei ter saído por assuntos particulares. Arrependo-me por não ter assumido abertamente que meu desgosto, desprazer e decepção estavam 80% vinculados a atual gestão e administração da F.C.B.
É muito triste ver nossa amiga Aline passando pela situação que estamos acompanhando, Charles abandonando seu posto cultural, bem como Daiana. É muito triste ficarmos desamparados dessas jovens competências, por conta de “figuras inaptas que não largam o osso”, preferindo vexame atrás de vexame e conseguindo deitar suas “férteis cabeças” em confortáveis travesseiros e dormir “o sono dos justos”. Estou revoltada e por isso, declaro LUTO em nome dos colegas Aline, Charles e Daiana... E a todos os que já desistiram de lutar em prol da Cultura como eu.
Será que vão me processar também?
Passar bem.
Rosana Dominguez
Artista, Pintora, Assessora de Criação,
Consultora Estético/Artística,
Pesquisadora e Arte Educadora.








