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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Marcha pela FURB Federal


A todos que compreendem a necessidade de se federalizar a Universidade Regional de Blumenau (FURB), fica a convocação para que participem da grande marcha em defesa da FURB Federal, que acontecerá na terça-feira, dia 23/08, a partir das 18:30 horas. A concentração inicial será no pátio do Campus I da FURB, defronte à Biblioteca Universitária. 
Só nossa mobilização pode mover as vontades políticas! Faça parte da história, participe da marcha, assuma sua cidadania! Dificilmente teremos outra oportunidade para convencermos o Governo Federal que a FURB Federal é um dos principais pleitos do Vale do Itajaí.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Informe Comitê Pró-Federalização da FURB

Informe Comitê Pró-Federalização da FURB
Avaliação da Conferência sobre PLS 295/2005 do Senado Federal
Blumenau (SC), 23 de novembro de 2009.

A Conferência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, realizada na Câmara de Vereadores de Blumenau, no dia 09 de novembro passado, para discutir o Projeto de Lei do Senado (PLS) 295/2005 e a conseqüente possibilidade de instalação no Vale do Itajaí de uma universidade federal, com a participação da Universidade Regional de Blumenau (FURB), significou um marco. Ela delimita as etapas do nosso movimento, da fase reivindicatória para a das negociações e decisões. São três as instâncias envolvidas: a da comunidade universitária e seus Conselhos Superiores; a municipal, com seu Legislativo e Executivo; e a federal, igualmente com seu Legislativo e Executivo.
A seguir, apresentaremos uma síntese do evento, procurando reter os fatores que lhe deram feição, bem como seus desdobramentos e implicações.

A Conferência

Marcada para realizar-se durante a tarde do dia 9 de novembro, segunda-feira, a escolha do Plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau como local da Conferência visou a assinalar o caráter público da FURB, como autarquia municipal instituída por Lei emanada daquele Legislativo. A transmissão ao vivo, em cadeia formada pela TV Legislativa (cabo) e pela FURB TV (cabo e aberta), repetida por esta à noite, tencionou, uma vez mais, tornar público o que se discutia.
À massiva afluência de cidadãos, que superlotou o recinto e inviabilizou a entrada de tantos mais, somou-se à diversidade de origens sociais dos mesmos, o que conferiu grande representatividade para a Conferência. Citamos a forte presença de estudantes, de lideranças comunitárias, empresariais, trabalhistas e políticas, originários de vários municípios da região, em especial Blumenau e Gaspar, bem como dos servidores da FURB, com ampla cobertura dos meios de comunicação: televisões, rádios e jornais.
Sentaram-se à mesa diretora dos trabalhos três reitores: da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC) e da FURB. Também a compuseram altos responsáveis do Ministério da Educação (MEC), nomeadamente da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e da Secretaria de Educação Superior (SESU), bem como o deputado federal Cláudio Vignatti. Completaram-na o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (SINSEPES), o presidente da Associação Comercial e Industrial de Blumenau (ACIB), o vice-presidente da Associação dos Professores da UFSC (APUFSC), o vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE-FURB), o representante da Prefeitura de Blumenau, e o coordenador do Comitê Pró-Federalização da FURB. Presidiu os trabalhos a senadora Ideli Salvatti, relatora do PLS 245/2005 na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.
Inicialmente, os oradores discorreram sobre as dificuldades de se efetuar, no sentido estrito, a federalização da FURB, ou seja, a sua simples transferência do município de Blumenau para a União. Simultaneamente, reconheceram a importância de se viabilizar um modo de incorporar os estudantes, os servidores e o patrimônio da FURB, dado o seu caráter, a sua História e a importância que lhe é reconhecida, em uma nova universidade federal, a ser criada na região.
O professor Eduardo Deschamps, reitor da FURB, expôs a sua trajetória, dimensionando o significado da Universidade para a região, através da diversidade das carreiras oferecidas, das pesquisas científico-tecnológicas e dos serviços prestados à comunidade, para além do número de profissionais que formou. Seu propósito foi o de fundamentar a reivindicação do estabelecimento de parceria, entre a Instituição e o MEC, para a construção da nova universidade federal.
Reitor da UFSC, o professor Álvaro Toubes Prata entende que a implantação de uma universidade federal na região é assunto de Estado, por conseguinte, independente de quem esteja no governo, e que não se pode descartar nenhuma hipótese para o pleno atendimento das reivindicações da comunidade.
Por sua vez, o professor Cláudio Adalberto Koller, reitor do IFC, frisou que o Instituto Federal apóia a reivindicação apresentada e que deseja atuar em conjunto com os diversos atores que a sustentam. Mencionou, igualmente, que o IFC já trabalha com a FURB na consecução de objetivos comuns, como a oferta de Ensino Superior Tecnológico, por meio da criação em conjunto de novos cursos, da formação do corpo técnico do IFC, e das tratativas sobre a cedência de um terreno da FURB para que suas instalações, de imediato, sejam ampliadas.
O deputado federal Cláudio Vignatti defendeu o encaminhamento que vem sendo dado pelo movimento FURB Federal, lembrando que algo semelhante ocorreu quando da conquista da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em implantação no Oeste do Estado, e nas regiões adjacentes do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ana Paula Lima, deputada estadual, respaldou os procedimentos até aqui adotados e sublinhou a importância do entendimento entre as partes negociadoras.
O professor Valmor Schiochet, coordenador do Comitê Pró-Federalização da FURB, destacou a crescente força do movimento pela FURB Federal. De seguida, pediu o empenho das autoridades competentes quanto à compreensão das especificidades regionais, e ao atendimento de uma reivindicação republicana, qual seja, o direito de todos os cidadãos acederem à Educação Superior, a que compete ao Estado atender, universalizando o acesso à ciência e à tecnologia.
O coordenador-geral de Expansão da Rede Técnica, falando em nome da SETEC, reconheceu a justeza da reivindicação, mas lembrou que o caminho é longo. De todo modo, ele deverá passar por um projeto de iniciativa do MEC, a ser enviado ao Congresso Nacional, para que os poderes instituídos possam avançar para a implantação da desejada universidade federal na região, com ou sem a parceria com a FURB. Pela SESU, Edson Cáceres igualmente reconheceu a pertinência da demanda posta pela nossa comunidade, e anunciou que a Secretaria de Ensino Superior tomará parte no grupo que estudará a viabilidade do projeto FURB Federal para a instalação de universidade federal no Vale do Itajaí.
Túlio Vidor, presidente do SINSEPES, reafirmou a disposição dos servidores em participar deste projeto, o que ficou definido por ampla maioria, desde o plebiscito às comunidades universitária e regional, em maio de 2008. Já o presidente em exercício da APUFSC, professor Rogério Portanova, salientou a importância da iniciativa e expressou o apoio dos professores da Associação ao projeto FURB Federal, tendo-se colocado à disposição para auxiliá-lo a atingir seu objetivo. Por fim, em nome dos estudantes, falou Arthur Hank, que se somou às posições dos oradores que o precederam, mas pediu mais atenção dos poderes públicos para a educação dos jovens. Para ele, o que se vem fazendo é positivo, porém são necessárias ações ainda mais rigorosas para que sejam colmatadas as deficiências de formação com que se defrontam os jovens.
A senadora Ideli, na condição de relatora do PLS 295, de autoria do ex-senador Leonel Pavan, anotou os posicionamentos e apresentou um conjunto de encaminhamentos a implementar, os quais foram aceitos pelos presentes à Conferência:
1. apresentar duas emendas ao PLS 295, procedente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Deste modo, além do anteriormente estabelecido (cedência do patrimônio e transferência dos estudantes), ficará o Executivo Federal autorizado a requerer a) a cedência dos servidores da FURB à nova Universidade Federal, mediante autorização expressa em Lei pelos poderes Legislativo e Executivo de Blumenau e b) denominar Universidade Federal do Vale do Itajaí à nova instituição, substituindo a designação anterior: Universidade Federal de Blumenau, no propósito de reforçar seu caráter regional;
2. organizar grupo de trabalho composto por representantes da FURB, da comunidade regional, do MEC, da UFSC e do IFC com o propósito de coordenar e acompanhar os estudos sobre as condições jurídicas e orçamentário-financeiras que viabilizarão a proposta FURB Federal. A esta ação, soma-se a proposta de elaboração de Plano Político Pedagógico da nova Universidade Federal, conforme Projeto a apresentar ao MEC pelo Grupo Executivo (Comitê e Reitoria). Para tanto, já estão disponíveis as verbas necessárias para cobrir as despesas decorrentes. Elas foram viabilizadas por meio de emendas apresentadas ao Orçamento da União pelos deputados federais Cláudio Vignatti e Décio Lima, no total de R$ 200 mil. Os estudos incluem encontros com as comunidades de cada um dos 14 municípios integrantes da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), bem como oficinas preparatórias e conferência final, para discussão e aprovação da documentação a ser enviada ao MEC. Estas atividades de estudos e mobilização comunitária deverão ser executadas durante o primeiro semestre de 2010;
3. as atuais negociações entre a FURB e o IFC passariam a ser parte de um laboratório voltado à integração da FURB com a futura Universidade Federal. Elas incluem organização conjunta de cursos profissionalizantes e de graduação, a cedência de professores e de um terreno, no Campus V da FURB, para o IFC construir as suas salas e laboratórios,
4. compromisso da senadora Ideli Salvatti de, em 2010, registrar emenda ao Orçamento da União de 2011, cujo montante irá de R$ 10 a 15 milhões, para possibilitar a execução do projeto de integração entre os entes municipal e federal e dar início à implantação do Projeto FURB Federal, de acordo com os resultados dos estudos técnicos.

Avaliação do Comitê

A Coordenação do Comitê entende que os encaminhamentos propostos na Conferência representam efetivos avanços na construção das condições políticas para se obter definição do governo federal (MEC) a respeito da Proposta FURB Federal.
Em especial é preciso destacar:
a) a inclusão de emenda no PLS 245/2005 que prevê o instituto da cedência dos servidores da FURB para a nova Universidade;
b) pela primeira vez, o MEC assumiu compromisso de acompanhar e participar da agenda de trabalhos envolvendo estudos sobre a proposta;
c) o comprometimento da senadora Ideli Salvatti com a alocação de recursos, no Orçamento da União de 2011, para se iniciar a implantação do Projeto.

Há, por outro lado, uma expectativa por parte do MEC de que possamos demonstrar na prática as nossas teses por meio de um “Projeto Piloto”, o qual envolve a efetivação de parceria entre a FURB e o IFC com vistas à construção do Campus que o Instituto deverá implantar em Blumenau.
Objetivamente, esta parceria envolve a cessão ao IFC de terreno da FURB, a ação conjunta para a oferta de cursos e o teste das possibilidades de cedência de servidores da FURB ao Instituto.
O Comitê entende que a parceria FURB ‒ IFC não modifica a proposição estratégica constante do Projeto FURB Federal. Trata-se apenas de um ensaio prático para operacionalização de proposições que envolvem a necessária parceria entre o Município de Blumenau (por meio da FURB) e a União.
No entanto, considerando que este “laboratório” envolve decisões objetivas, como a cessão de bem imóvel da FURB para a União, a comunidade universitária necessita de maiores garantias institucionais quanto à implantação do Projeto FURB Federal ou de outras formas compensatórias. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de afirmar a nossa condição de instituição pública a serviço do bem público na região do Médio Vale do Itajaí.
O problema adicional diz respeito à agenda de definições. Aquelas relativas à parceria FURB – IFC são imediatas, enquanto a agenda de definições relativas ao Projeto FURB Federal está reservada para o próximo ano.
Nestas condições, precisamos aprofundar as avaliações e percepções dos diversos atores que estiveram na Conferência a respeito dos encaminhamentos propostos. É necessário manter permanente negociação com o MEC e com a senadora Ideli Salvatti (relatora do Projeto do Senado) para avançarmos na direção de compromissos mútuos mais claros frente às conseqüências das decisões a serem tomadas.
A Coordenação do Comitê tem clareza de que a ação estratégica a ser implementada diz respeito, quer ao conjunto dos estudos técnicos, quer aos debates a se realizarem com a comunidade regional no próximo semestre e, principalmente, com a nossa capacidade política para mantermos unidade estratégica e demonstrarmos forte adesão, nos planos interno e externo, ao Projeto FURB Federal. Destarte, eventuais decisões táticas a respeito da relação FURB – IFC deverão contribuir de forma decisiva para a definição do governo Federal quanto à implantação da nossa estratégia, a qual obteve massivo apoio por ocasião do plebiscito.
Devemos nos manter, para tanto, firmes na defesa e demonstração da viabilidade institucional do Projeto FURB Federal, aliada à capacidade de negociação que permita a manutenção de canais abertos de diálogo com o Executivo Federal, com o Congresso Nacional e com os apoiadores estratégicos do nosso movimento.

Coordenação Colegiada
Comitê Pró-Federalização da FURB

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

FURB FEDERAL!

O Comitê Pró-Federalização da FURB, convida à todos para participarem da Conferência destinada a debater a transformação da Universidade Regional de Blumenau, em Universidade Federal de Blumenau. A conferência, acontece dia 9 de novembro, segunda-feira, as 2 horas da tarde, no Plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau.

Será uma atividade promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal e contará, com a presença do reitor da UFSC e da Secretária de Ensino Superior do MEC.
A FURB TV, fará transmissão ao vivo, com reprise, na segunda-feira, às 9 e meia da noite. Para mais informações acesse: www.furbfm.furb.br

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conferência de Cultura e a FURB

Amigos, segue abaixo comunicação que fiz na reunião plenária do Conselho de Administração (CONSAD) e do Conselho Universitário (CONSUNI) da FURB no dia 08/10/09. A comunicação foi de cunho pessoal e na qualidade de Conselheiro do CONSUNI. Assim, não falei em nome da Conferência (isto quem o fará serão os ANAIS). Procurei apenas levar à plenária, instância deliberativa máxima da FURB, os anseios representados na Conferência, com o objetivo de sensibilizar os demais Conselheiros, bem como o Gabinete da Reitoria, para as diretrizes apontadas pelos artistas e produtores locais reunidos na 4ª Conferência Municipal de Cultura.
Abraço a todos,
Viegas
Comunicação pessoal à plenária conjunta CONSUNI / CONSAD
Nos dias 25 e 26 de setembro aconteceu, no auditório da nossa Biblioteca Universitária, a 4ª Conferência Municipal de Cultura de Blumenau, evento que reuniu grande número de artistas e pessoas envolvidas com a produção cultural blumenauense e a qual este Conselheiro se fez presente. O encontro serviu de preparação para a 2ª Conferência Nacional de Cultura, bem como elegeu delegados para a conferência estadual e os representantes da classe artística para o Conselho Municipal de Cultura.
A Conferência era ansiosamente aguardada pelos artistas e produtores culturais, principalmente em face dos debates a respeito da gestão cultural municipal, ocorridos este ano, e da ausência de eventos importantes, como o Festival Universitário de Teatro de Blumenau. Há muito que os investimentos em produção e distribuição dos bens culturais em nossa cidade vêm sofrendo com o descaso do poder público municipal e a crítica tornou-se ainda mais contundente nos últimos meses, após declarações da presidente da Fundação Cultural à imprensa local e da não atualização dos valores repassados ao Fundo Municipal de Cultura, principal estratégia de financiamento da produção artístico-cultural blumenauense. Devemos considerar ainda a participação do Reitor, Professor Eduardo Deschamps, em mesa redonda que integrou o Festival Nosso Inverno (02 de agosto do corrente ano), oportunidade em que a Universidade foi questionada a respeito da não realização do Festival Internacional Universitário de Teatro, bem como sobre sua política cultural e a desarticulação da Divisão de Promoções Culturais (DPC). A manifestação do Senhor Reitor permitiu à comunidade artístico-cultural presente entender que constatou-se equivocada a decisão de suprimir a DPC, bem como a possibilidade da atual Gestão rever tal posicionamento.
Os debates e questões levantados na 4ª conferência mostraram o quanto Blumenau carece de políticas públicas para a cultura e a distância que nos separa de municípios como Joinville, Itajaí e Jaraguá do Sul, cidades cujos investimentos e estratégias encontram-se muito mais avançados. A Conferência apontou também diretrizes para a política cultural local. Dentre estas destacam-se o investimento cultural para a promoção da cidadania plena, o pleno reconhecimento da diversidade cultural e identidária (modificando-se o atual modelo, que privilegia os investimentos na construção do germanismo), a ampliação dos recursos repassados ao Fundo Municipal de Cultura e a transformação do Conselho Municipal de Cultura em instância deliberativa.
No que tange diretamente à FURB, a Conferência demonstrou a preocupação da sociedade civil para com as políticas culturais implementadas na/e a partir da Universidade. Diferentemente daquilo que pudemos inferir do senso comum, produtores culturais e artistas estão atentos ao que acontece na FURB, consideram-se partícipes de sua realidade e reivindicam maior engajamento institucional desta IES com a realidade artística e cultural de Blumenau.
A Plenária da 4ª Conferência Municipal de Cultura apontou a necessidade da Universidade se inserir enquanto pólo de criação, pesquisa, discussão, fomento e disponibilização de bens artístico-culturais; questionou o desmantelamento da DPC e pediu a criação de um órgão específico para pensar e promover políticas culturais no âmbito da FURB; reivindicou a realização do Festival Internacional Universitário de Teatro em periodicidade anual já a partir de 2010; defendeu o investimento público nos cursos de licenciatura e bacharelado que formam profissionais voltados ao ensino, pensar e produção artístico-cultural e apontou a necessidade da FURB ampliar e promover seus espaços de promoção artística. Emblemática a observação de alguns conferencistas, que afirmaram que em Blumenau há mais espaço para exposições de arte nos bares do que nos salões e halls da FURB.
Importantíssimo, também, o posicionamento claro dos artistas e promotores culturais reunidos nesta Conferência em defesa da urgente implantação da Universidade Federal de Blumenau, e a reivindicação para que o patrimônio físico, intelectual e humano da FURB seja considerado e incorporado a esta Universidade Federal.
Considerando o caráter público e comunitário da FURB, conclamo este Conselho Universitário, bem como aos gestores desta Instituição, que considerem as deliberações desta 4ª Conferência Municipal de Cultura, principalmente naquilo que toca diretamente à FURB. Tais deliberações estarão brevemente socializadas através dos Anais do evento, a serem publicados pelo Conselho Municipal de Cultura.
Enquanto Universidade, enquanto Instituição Pública, enquanto espaço democrático de fomento ao debate e à plena realização humana, enquanto patrimônio comunitário da sociedade que ajudou (a ajuda diariamente) a construir a FURB desde 1964, não nos cumprem ouvidos moucos, mas sim atentos àquilo que clama a sociedade a quem devemos prestar contas e a quem significamos nossa existência e relevância.
Que este Conselho possa reconhecer a legitimidade das deliberações desta 4ª Conferência Municipal de Cultura, e que nossa Administração Superior possa se sensibilizar para a necessidade do fomento à produção e distribuição dos bens culturais como estratégia fundamental para a promoção do desenvolvimento sustentável e para a plena realização humana.

Viegas Fernandes da Costa
Conselheiro do CONSUNI

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre violinos e invernos

por Viegas Fernandes da Costa
Há muito não via inverno tão frio em Blumenau. Para ser mais específico, há 22 anos que não fazia tanto frio na colônia, época em que surgiu o Festival Universitário de Teatro de Blumenau, evento que por todos estes anos aquecia-nos durante o inverno e que em 2008 fora alçado à categoria de internacional, trazendo grupos de diversos estados brasileiros, países latino-americanos e de Portugal, e suspenso neste ano por falta de recursos.
E o mais curioso é este silêncio, esta falta de manifestações a respeito da ausência do Fitub, e o anúncio de que parcela da classe artística blumenauense está se organizando para realizar o Nosso Inverno, pretensa “virada cultural” que conta com o apoio de diversas entidades, incluindo aí o Teatro Carlos Gomes, que cedeu gratuitamente suas instalações para a realização do evento.
Silêncio que começou a ser quebrado na blogosfera e que o escritor Maicon Tenfen começou a discutir no Santa (23 de julho). Vale lembrar, nenhuma destas entidades que agora dão integral apoio ao Nosso Inverno ofereceram-no quando do anúncio da falta de verbas para o festival.
Segundo Eduardo Deschamps, reitor da Furb, em carta publicada no blog de Maicon Tenfen, para 2010 o Fitub está orçado em mais de R$ 767 mil, dos quais R$ 537 mil deverão vir da contrapartida da própria universidade. E Deschamps escreve ainda: “A universidade tem grandes dificuldades de dispor anualmente em seu orçamento destes mais de R$ 500 mil”. Ou seja, não há garantias para o retorno do Fitub no próximo ano.
Seria bom, seria ótimo que todos sentíssemos o enorme buraco deixado pela ausência do Fitub este ano. Seria ótimo que o Teatro Carlos Gomes viesse a público reconhecer que nada fez para manter a periodicidade do festival, e que nós, artistas e sociedade, lavamos nossas mãos. Blumenau simplesmente negligenciou um dos seus patrimônios culturais mais relevantes, que fomentava arte, debates, formava público e propiciou o surgimento do curso superior de Artes Cênicas.
Não quero ser como aqueles maridos frustrados que afogam suas mágoas na cachaça do botequim. Estarei no Nosso Inverno, mas não beberei dessa cachaça, porque meu luto é pesado, porque há um buraco que é enorme, porque sopra um vento gélido em Blumenau e porque Maicon Tenfen tem razão, tudo indica que estaremos, mais uma vez, tocando violino aos afogados neste enorme Titanic.

Artigo publicado no Jornal de Santa Catarina, 28/07/2009, p. 2.

domingo, 26 de julho de 2009

FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE TEATRO 2

por Maicon Tenfen, em seu blog.

Não me surpreendeu o silêncio da chamada classe artística de Blumenau diante do que escrevi quinta-feira, no Santa. Quem quiser conferir o texto, basta clicar aqui. Lá digo que, no princípio de 2009, “com uma subserviência quase canina, responderam aos paliativos do poder público municipal e, desse jeito, acabaram legitimando a (deprimente) política cultural proposta pela atual gestão”.
Por que responderiam a uma acusação tão grosseira? De duas, uma: ou porque a acusação é grosseira mesmo, ou porque a tal subserviência canina permanece.
Surpreendeu-me, isso sim, que os dirigentes do Carlos Gomes, da Fundação Cultural e do SESC, questionados sobre o porquê da repentina generosidade com o Nosso Inverno, reservaram-se no mesmo silêncio. Repito a pergunta que fiz há dois dias: por que essas instituições não foram tão generosas quando se anunciou o cancelamento do Festival Universitário de Teatro?
Para mim, a resposta é muito clara: o apoio dado ao Nosso Inverno faz parte de uma estratégia de cooptação da classe artística, sempre cooptável, para esvaziar o caráter de protesto que teria (que terá?) o Nosso Inverno. Cultura também é política, por isso estou curioso para ver o que acontecerá no evento que, por enquanto, sugere um paliativo para a ausência do Festival de Teatro.
Mas, justiça seja feita, recebi resposta da quarta instituição citada no texto, a FURB. Para a transparência do debate, e com a autorização do autor, reproduzo, ipsis litteris, o texto que me foi enviado por e-mail. Há nele um dado interessante: a previsão de um orçamento de mais de R$ 750.000,00 para o FITB de 2010.
***



Prezado Maicon,

A respeito de sua coluna no Santa de quinta-feira passada, que em determinados momentos tratou da não realização do FITUB este ano, gostaria de prestar alguns esclarecimentos (apesar de compreender que a coluna se dirigia à classe artística da cidade e não à FURB).

1. Aguardei até hoje para lhe escrever, pois estava esperando a reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Regional que iria discutir o apoio do Governo do Estado ao 23º FITUB, a ser realizado no ano que vem. Boas notícias, pois a proposta foi aprovada por unanimidade, faltando agora a aprovação no Conselho do Estado.

2. A nossa proposta não é a de descontinuar o festival. Observando o ciclo de captação de recursos, percebemos que eventos desta natureza, praticamente com apoio somente do poder público, têm maiores chances de captação de recursos se forem realizados com periodicidade menor, ou seja, ao invés de anual, bianualmente. Aliás, esta é uma sugestão dos próprios órgãos de fomento.

3. Para 2010, está previsto um orçamento de R$ 767.150,00 para o FITUB, sendo R$ 229.970,00 de recursos do Funcultural do Estado de SC e R$ 537.180,00 de contrapartida da FURB. Você conhece o orçamento da FURB, portanto sabe que a Universidade tem grandes dificuldades de dispor anualmente em seu orçamento destes mais de R$ 500 mil reais, pois significa retirar recursos de outros investimentos e da mensalidade dos alunos para aportar no apoio ao evento. O NUPEX e a PROPEX vêm trabalhando fortemente no sentido de obter os recursos necessários junto a patrocinadores para reduzir esta contrapartida, porém não é simples. Neste sentido caberia um apoio maciço da classe artística para que busquemos todas as formas possíveis para reduzir a contrapartida da FURB e ter o apoio maior de outros patrocinadores.

Aqui não quero fazer o papel de defensor da classe artística (até porque não tenho procuração para tanto). Porém cumpre registrar que foi feito pela FURB um trabalho de informação dos motivos que levaram à mudança da periodicidade do evento, e em nosso entendimento, a classe artística não se manifestou de forma mais contundente contra a medida em virtude da compreensão de todos da dificuldade que a Universidade teria em manter o festival no modelo antigo.

Um grande abraço

Prof. Eduardo Deschamps, Dr. Eng.
Reitor
Universidade Regional de Blumenau - FURB

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Intervalo Cultural na FURB


Que tal respirar arte entre uma e outra aula?

A iniciativa é do Centro Acadêmico de Artes da FURB.

É gratuito e acontece nesta quarta (27/08), em dois horários: às 12h e às 20h, na FURB. Detalhes na imagem ao lado!