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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nute Para Todos: Livro in-progress e Biblioteca virtual já estão no ar

O Projeto Nute Para Todos, que está pesquisando a trajetória do NUTE - grupo de teatro e escola, foi peça fundamental na construção do teatro contemporâneo em Blumenau e região - está a mil por hora. A equipe do projeto está lançando a Biblioteca Virtual www.nute.com.br  e diponibilizando os primeiros capítulos do livro sobre o Nute. Os dois materias estão sendo elaborados em processos colaborativos, in-progress, e estão abertos à participação e contribuição.
 
"Convidamos as pessoas que fizeram parte do Nute, que conheceram o grupo, a escola, a contribuir com novos documentos e informações, a nos ajudar a contar esta história", diz Édio Raniere, coordenador do projeto. O livro in-progress já está sendo disponibilizado; o Prólogo e o Primeiro Ensaio podem ser lidos no blog http://nuteparatodos.wordpress.com , e o autor, convida quem quiser contribuir no processo, contando casos interessantes ou sua versão dos fatos, a participar através próprio blog, com comentários, ou por e-mail (nuteparatodos@gmail.com ).
 
Também já está no ar a Biblioteca Virtual do Nute, um acervo digital, com mais de 3.000 documentos, entre fotos, vídeos, recortes de jornal, cartazes, programas, planos de aula e outros documentos. A Biblioteca ainda está sendo alimentada, e quem tiver outros documentos e materiais, ou puder complementar dados de documentos já disponibilizados, pode entrar em contato com a equipe.
 
Tanto o livro, quanto o blog e acervo resgatado, são frutos de uma pesquisa que já dura mais de um ano e de uma série de entrevistas. Todo o andamento do projeto pode ser acompanhado pelo blog http://nuteparatodos.wordpress.com .
 
 
Sobre o Nute
O Núcleo de Teatro Escola – NuTE  ou Núcleo de Teatro Experimental como era chamado pelos vanguardistas, possui uma  história singular entre os grupos teatrais Catarinenses. Uma intensa história teatral, como será apresentado a seguir, nos leva a propor um registro, um diálogo com a arte contemporânea e, por que não, a promoção de um confronto com alguns cenários do teatro comercial.
Em seus 18 anos de atividade, O NuTE produziu dezenas de espetáculos, entre montagens profissionais e de alunos, fundou a primeira escola “livre” de teatro em Santa Catarina. Inspirou a realização do Festival Universitário de Teatro de Blumenau.
+ Produziu por 13 anos consecutivos os JOTE-titac (Jogos de Teatro – Texto, Interpretação e Técnica em Artes Cênicas) fomentando a produção dramatúrgica e o “re-desenvolvimento” cenotécnico local;
 + Criou uma Biblioteca de Teatro com uma “textoteca” (um acervo de textos teatrais) Editando e publicando livros, cadernos e apostilas sobre teatro;
 + Ministrou cursos de Interpretação para Cinema e TV, produzindo vinhetas comerciais e o documentário (encomendado para o aniversário da TV Galega) “O Pioneiro da Imprensa: Hermann Baumgarten”
 + Criou escolas e cursos permanentes de teatro em cidades vizinhas (Pomerode, Indaial, Gaspar… );
 + Criou o mini-auditório “(O) Caso”, transformando um corredor ocioso do Teatro Carlos Gomes em palco/arena multiuso com platéia para cerca de 40 pessoas;
 + Incentivou a criação (apoiando na produção técnico-artística) de mais de 20 Grupos de Teatro;
 + mais de 2 mil alunos;
 + Produziu mais de cinqüenta espetáculos teatrais.

Mais sobre o projeto: www.nuteparatodos.wordpress.com.br

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LEIA A REPORTAGEM PUBLICADA NO JORNAL DE SANTA CATARINA DESTA SEGUNDA-FEIRA:

MEMÓRIA


 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O corpo pornografado

Entrevista concedida a Maicon Tenfen e publicada em seu Blog , escritor e colunista do Jornal de Santa Catarina

Palestra sobre pornografia - 3


Maicon Tenfen


Reitero que às 16h do próximo dia 24, sábado, na sala D-004 da FURB, acontecerá a palestra O Corpo Pornografado, ministrada pelo historiador Viegas Fernandes da Costa (pensei em colocar uma foto dele no post, mas mudei de ideia ao encontrar a imagem ao lado). Abaixo, uma entrevista com o palestrante


1) Como será a palestra no sábado?


A palestra integra uma programação do grupo de estudos Clio no Cio, que vem debatendo a história do corpo em suas diversas manifestações socioculturais. Já aconteceram as palestras a respeito do corpo na moda, do corpo disciplinado e do corpo nas artes plásticas. A última tratará da literatura erótica. A nós coube a tarefa de discutirmos o corpo a partir do cinema pornográfico. Assim, a palestra “O corpo pornografado: recortes da história do cinema pornô” não está descontextualizada, mas integra um debate muito mais amplo. Neste sábado pretendemos olhar para o cinema pornográfico enquanto gênero narrativo, sua caminhada desde os stags do início do século XX até as produções mais recentes, feitas exclusivamente para o vídeo. Juntamente à exposição da história e das possibilidades de compreensão cultural, estaremos exibindo pequenos trechos de filmes pornográficos que nos permitirão perceber as diferentes estéticas empregadas no transcorrer da história do gênero. Como se trata de um tema ainda pouco discutido no Vale do Itajaí (na perspectiva acadêmica), a intenção é introduzir o debate e aventar as possibilidades de olhares sobre a sociedade a partir desse gênero cinematográfico.

2) Mais especificamente, que relações você faz sobre pornografia e sociedade?
O cinema pornográfico (e, atualmente, o seu correspondente em vídeo) é uma manifestação cultural como qualquer outra. Só existe porque é socialmente produzido e consumido. Assim, entender o cinema pornográfico enquanto manifestação social e cultural é reconhecer que o mesmo implica em saber. O cinema pornô constrói saberes e, assim, é lícito estabelecermos saberes a respeito dele. A pergunta que faço é: o que pode nos dizer determinado filme, ou determinada escola cinematográfica, a respeito da sociedade que o produziu e o consome? Ao olharmos para a história desse gênero de cinema, perceberemos que os filmes mudaram, não só nos seus aspectos estéticos, mas também nos aspectos narrativos e de tudo aquilo que gravita no seu entorno. Olhar para o cinerma pornô é, também, olhar para o seu público, para a indústria cultural que o produz.

3) Qual sua base teórica?
No Brasil, a temática ainda é pouco discutida. A partir da década de 90 dois importantes trabalhos surgiram a partir de pesquisas acadêmicas e que tratam especificamente do cinema pornográfico: o primeiro do professor Nuno Cesar Abreu, e em seguida o do antropólogo Jorge Leite Jr, que se detém especificamente sobre o bizarro (um gênero dentro do gênero). Estes dois trabalhos servem de base para a palestra. Na perspectiva filosófica, Michel Foucault, Sade, Bataille e Roger Chartier (cujo olhar que lança sobre a literatura – o da teoria da recepção – permite-nos olhar também para o cinema pornográfico). Nesta palestra, especificamente, talvez a perspectiva de Chartier fale mais alto.

4) Quando e como você começou a se interessar pela história do corpo?
Desde a minha graduação em História estive preocupado em compreender a história do corpo, sua constituição cultural e social. Este corpo que se normaliza, desnaturalizando-o. Porque o que é normal difere daquilo que se impõe enquanto natural. Comecei tentando entender a construção da normalidade a partir do estabelecimento do diferente, do anormal. Estudei os concursos de robustez infantil em Blumenau e o discurso eugenista do médico Afonso Balsini, e para tal vali-me das leituras que fiz de Foucault, Nietzsche, Roberto Machado entre outros. Foram estas leituras que me despertam para olhar o cinema pornográfico além da fruição. Primeiramente me chamou a atenção a disciplinação do cinema pornô no espaço de uma videolocadora especializada. Nas estantes notávamos (e ainda se nota) a compartimentalização do gênero em outros gêneros menores: soft core, interracial, gay, lésbicas, gang bang, zoofilia, fetiches com objetos, bondage, sadomasoquismo, escatologia, anomalias, geriatria etc etc etc. Essa fragmentação do gênero nos diz muito. O que é bizarro? O que é normal? O que é soft e o que é hard? Por que recentemente o creampie (gozar dentro) aparece como fetiche digno de figurar enquanto gênero do pornô? E por aí se desfia o novelo. Mas preciso dizer que não sou um especialista nos estudos da cinematografia pornô. Olho para o pornô a fim de compreender o corpo. Da mesma forma, interessa-me observar os discursos médicos, da psicologia, da política, da literatura, da historiografia e assim por diante. O corpo se constitui na multiplicidade de saberes, e estudá-lo implica em se adotar perspectivas transdisciplinares. O filme “Oh Rebuceteio!”, dirigido por Cláudio Cunha, pode me trazer tantos elementos para estudar e compreender as práticas que disciplinam e constróem o corpo quanto o conto “Uma enteada da natureza”, de Gertrud Gross-Hering (1879-1968).

5) De que forma você descreveria a importância de se discutir, na Universidade, um tema como pornografia?
Penso que esta resposta já está respondida nas questões anteriores. Mas vale dizer que a Universidade não tem o direito de se omitir diante das manifestações sociais e culturais. Se eu estivesse discutindo um tema como religião, por exemplo, ninguém perguntaria qual a importância da Universidade discutir o assunto, mas ao se tratar de pornografia, mais especificamente de cinema pornográfico, então os tabus aparecem. A Universidade não pode aceitar estes preconceitos. E mais, afinal, houve tempos em que ler Voltaire era acessar uma obra pornográfica, não é mesmo?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

LANÇAMENTO: “Os Meios de Transporte em Blumenau – Da Colônia aos Dias de Hoje”

No dia 30 de junho (terça), será lançado o documentário “Os Meios de Transporte em Blumenau – da Colônia aos dias de hoje”, projeto do artista visual Nassau de Souza, aprovado pela Lei de Incentivo a Cultura de Blumenau. O vídeo-documentário tem a duração de 24 minutos e apresenta mais de 240 fotografias inéditas, todas cedidas pelo Arquivo Histórico José Ferreira da Silva. As fotos retratam a implantação da Companhia Fluvial a Vapor e da Estrada de Ferro, a chegada do primeiro ônibus, a urbanização da Rua XV de Novembro e a construção da Ponte de Ferro, entre outros acontecimentos.

LANÇAMENTO: “Os Meios de Transporte em Blumenau – Da Colônia aos Dias de Hoje”
Terça - 30 de junho - 19h30min
Auditório Carlos Jardim - Fundação Cultural de Blumenau
Rua XV de Novembro, 161 - Centro.
ENTRADA FRANCA

terça-feira, 17 de março de 2009

Fritz Müller


Em 2009 comemoram-se os 150 anos de publicação do livro "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, obra que lançou os fundamentos do "Evolucionismo". Em 1864 o naturalista Johann Friedrich Theodor Müller (Fritz Müller) publicou "Für Darwin", primeira obra a referendar a teoria darwiniana da evolução das espécies. Fritz Müller emigrou da Alemanha, estabeleceu-se em Blumenau em 1852 (cidade onde faleceu em 1897), e lecionou em Desterro (atual Florianópolis) por 11 anos.
A fim de popularizar a obra e a biografia deste que foi um dos principais nomes do Evolucionismo no século XIX, o Sarau Eletrônico publica o verbete "Fritz Müller", escrito pelo zoólogo e entomólogo Luiz Roberto Fontes, que traz informações sobre a vida, a obra e o contexto histórico deste cientista que, a partir do interior do Vale do Itajaí, contribuiu com o desenvolvimento do conhecimento científico internacional.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Arquivo Histórico realiza evento e lança Portal na internet


Na próxima terça-feira, o Arquivo Histórico de Blumenau realizará um evento bem bacana. Na programação, estão a palestra "Arquivos em Santa Catarina: entre memória, história e cidadania", com a Prof.Dra. Janice Gonçalves (UDESC); a sessão de autógrafos do nosso amigo, o historiador Ricardo Machado, autor de "Entre o público e o Privado: Gestão do Espaço e dos Indivíduos em Blumenau" e lançamento do Portal do Patrimônio Histórico e Museológico de Blumenau, desenvolvido pela Liquidificador.
O Portal na internet da Diretoria de Patrimônio Histórico e Museológico de Blumenau disponibilizará uma série de informações sobre o Patrimônio da cidade, além de acesso e consulta ao acervo do Arquivo Histórico e de outras unidades, como o mausoléu Dr.Blumenau, Museu da Família Colonial, Centro Cultural Vila Itoupava, Escola Nº 1.

terça-feira, 12 de agosto de 2008


LANÇAMENTO do livro
"Entre o público e o privado: gestão do espaço e dos indivíduos em Blumenau (1850 -1920)" do historiador Ricardo Machado.
Haverá conversa com o autor, noite de autógrafos e coquetel.
ONDE: Auditório do Bloco T - FURB
QUANDO: 14/08 quinta feira, às 19:00

domingo, 13 de julho de 2008

ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO




ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: gestão do espaço e dos indivíduos em Blumenau (1850-1920), do historiador Ricardo Machado (Edifurb, 2008, 126 páginas).


Neste livro, originalmente defendido como dissertação de mestrado, o autor busca na demarcação do público e do privado a desconstrução da identidade de uma sociedade ordeira, trabalhadora e harmônica inventada para Blumenau. Identidade esta que se constituiu juntamente com a urbanização de uma colônia que se pretendeu cidade na transição do século XIX para o século XX. Para realizar esta sua pesquisa, Ricardo Machado consultou documentos ainda pouco conhecidos pela historiografia blumenauense, o que dá à obra um caráter de ineditismo não só nas suas conclusões, bem como em muitas das suas fontes.
A capa foi produzida pela artista plástica Daiana Schvartz, a orelha pelo historiador Viegas Fernandes da Costa, a apresentação pela historiadora Sueli Petry e a foto do autor pelo artista plástico Charles Steuck.
O livro já pode ser encontrado nas livrarias ou pelos sites: http://www.furb.br/ ou http://www.livrariacultura.com.br/.