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sexta-feira, 6 de maio de 2011

TEASER - Os Hematomas de Cláudio


Acompanhe processo de produção do curta “Os Hematomas de Cláudio”, que está sendo rodado em Blumenau. O curta metragem tem financiamento do Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau.
saiba mais no blog do projeto http://oshematomasdeclaudio.blogspot.com


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Escolha o filme do CineMãe



Na quinta-feira da próxima semana, 12, o CineMãe, realizado pela Fundação Cultural de Blumenau, exibe mais uma sessão. Os pais, antecipadamente, pela internet, escolhem, dentre os indicados, o filme que será exibido. A escolha acontece até terça-feira, 10, por enquete, na página do programa www.cinemae.libertar.org . Os filmes indicados para esta sessão são: Um Bom Ano (2006), Fale com Ela (2002) e Quem Vai Ficar Com Mary (1998). O resultado do filme mais votado é um elemento surpresa, revelado apenas no momento da exibição. Após a sessão, que acontece às 15 horas, no Cine Teatro Edith Gaertner, as mães, seus bebês e acompanhantes participam de um Café com Prosa. A promoção tem o apoio da padaria Empório do Pão e a entrada é gratuita.

O CineMãe é um programa que traz sessões de cinema para as mães e seus bebês até 18 meses, e visa o entretenimento dos adultos com filmes que combinam conteúdo e diversão. O objetivo é propiciar às mães um momento de lazer com bebês e seus acompanhantes, trazendo sessões com espaço específico para as crianças, com trocador, estacionamento de carrinhos e sofás para amamentação.

A sala de exibição também é preparada especialmente para o público com ar menos frio, sala menos escura e som diminuído; um espaço que pretende proporcionar a integração de pais e pessoas que participam da sessão.

As sessões de 2011 acontecem sempre na segunda quinta-feira do mês, às 15 horas, no Cine Teatro Edith Gaertner.

12 de maio
9 de junho
14 de julho
11 de agosto
8 de setembro
13 de outubro
10 de novembro

Um Bom Ano (A Good Year) EUA, 2006

Max é um executivo bem sucedido que vive na correria do mundo das ações e grandes negócios. Tudo parecia correr bem quando, de repente, ele recebe a notícia da morte de seu querido tio Henry e se vê herdeiro de um vinhedo na França. Prevendo bons negócios, resolve fazer uma rápida viagem para visitar a nova propriedade. Mas, uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância. Max acaba por voltar no tempo quando, aos 11 anos, seu tio o educava na arte de saborear vinhos, e essa viagem muda de uma vez por todas o rumo do seu futuro.

Fale com Ela (Hable com Ella) Espanha, 2002
Por Dani Vieira

Uma tragédia em comum une dois homens, desconhecidos até então. Benigno (Javier Cámara) é um enfermeiro secretamente apaixonado por Alícia (Leonor Watling), uma bailarina que sofre um grave acidente de carro. Ela é internada no hospital onde ele trabalha - em estado de coma, e ele passa a cuidar dela, dispensando uma atenção totalmente acima do normal e falando com ela o tempo todo, movido por um misto de fé e amor, pois crê que de alguma forma ela possa ouvir. Marco (Darío Grandinetti) é um jornalista que se apaixona por Lydia (Rosario Flores), uma conhecida toureira com a qual inicia uma relação; fatalmente é atingida por um touro e considerada clinicamente morta. Por coincidência, ela é internada no mesmo hospital onde está Alícia. Logo Benigno e Marco ficam amigos; no início Marco nem conseguia tocar em Lydia, mas recebe de Benigno um simples conselho: fale com ela.
Quem vai ficar com Mary (There's Something about Mary) EUA, 1998
Por Dani Vieira

Chegou o dia, e Ted (Bem Stiller), um estudante não muito popular no colégio, vai levar Mary (Cameron Diaz) ao grande baile, mas o que parecia tão certo se torna um grande pesadelo quando, ao ir ao banheiro da casa da jovem, prende suas partes íntimas no zíper da calça, tendo que ser socorrido e levado a um hospital, o que marca sua vida para sempre. Após treze anos ele tenta revê-la e contrata um detetive (Matt Dillon) para achá-la. Só que, ao conhecê-la, o detetive se apaixona e passa a dar falsas informações a Ted, a fim de despistá-lo. O destino não se dá por satisfeito e, de alguma forma, consegue reunir os dois, e, claro, tudo isso a custa de muitas risadas. Vale a pena assistir.

O CineMãe tem o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Banco de Leite Humano, Comitê Regional de Aleitamento Materno, Grupo Piracema de Apoio ao Bem Nascer, do espaço on-line libertar.org, de Giselle Seibel Fotografias, de Nancy de Souza, da produtora cultural Daniela Vieira, da Banca Star Vídeo Locadora Ltda, da Show Vídeo Locadora de DVD, da Vídeo Cine Locadora, do IBES Sociesc, do Proler de Blumenau e da padaria Empório do Pão.

Fonte: Gláucia Maindra da Silva, coordenadora do CineMãe (3326 6990 e 9911 0763)
Assessora de Comunicação: Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235)

Cinearte de Maio



O Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau exibe nas segundas-feiras de maio próximo, os filmes musicais A Grande Valsa, Sonata de Amor, Minha Amada Imortal, À Noite Sonhamos e Sonho de Amor. A sessão começa sempre às 19h30, no Cine Teatro Edith Gaertner. A promoção é aberta ao público e a entrada é gratuita.

A Grande Valsa – dia 2
Direção: Julien Duvivier
Musical. 102 min.

Uma rapsódia cinematográfica dirigida por Julien Duvivier na vida do compositor erudito Johann Strauss. O filme é um musical que conta uma história de amor. O figurino e os cenários do filme revivem todo o espírito de uma época e conferem a ele uma fidedignidade incomparável. Música para os ouvidos e deleite para os olhos de toda a família.


Sonata de Amor – dia 9
Direção: Clarence Brown
Musical. 118 min.
A devotada esposa e mãe, Clara (Katharine Hepburn) abdica de sua carreira como pianista e dedica-se integralmente ao brilhante- porém sem sucesso, compositor Robert Schumann (Paul Heinreid) e a seus sete filhos. Robert leciona música para sustentar a família e, entre seus alunos, está Johannes Brahms (Robert Walker), um dedicado amante da música com um futuro glorioso. Durante a ascenção de Johannes como compositor, seu professor começa a apresentar distúrbios psicológicos e se afunda na loucura. Clara se mantém forte e dedicada ao seu lado e inicia um trabalho intenso para popularizar as belíssimas composições do amado marido, mas um trágico acontecimento iria colocar todo seu amor por Robert à prova. Baseado na biografia do mundialmente famoso compositor Robert Schumann, o filme tem a direção de Clarence Brown (de E as Chuvas Chegaram) e com as magníficas atuações de Katharine Hepburn, Robert Walker, Paul Henreid e Henry Daniell.


Minha Amada Imortal – dia 16
Direção: Bernard Rose
Romance/Musical.  123 min.

O ano é de 1827. Ludwig Van Beethoven está morto. Viena inteira está de luto. Milhares de pessoas lotam as ruas para despedir-se do compositor. É o fim de uma vida, o começo de uma lenda. Para seu amigo de longos anos, Anton Schindler, é o começo de uma estranha busca. O irmão mais novo de Beethoven, Johann, que cuidou dele durante os últimos anos de sua vida, espera herdar tudo, mas o testamento de Beethoven é deixado para sua “Amada Imortal”. Ninguém sabe quem é ela. Determinado a realizar o ultimo desejo de seu amigo, Schindler põe-se a caminho para encontrá-la. Sua única pista é uma carta escrita por Beethoven a uma mulher anônima. Uma carruagem quebrada, uma carta perdida e orgulho do destino que conduziram à trágica separação de Beethoven e sua “Amada Imortal”.

À Noite Sonhamos – dia 23
Direção: Charles Vidor
Romance/Musical. 112 min.

Biografia de um dos maiores gênios da música de todos os tempos: Frédéric Chopin (Cornel Wilde).  Depois de ser expulso da Polônia, por se recusar a tocar para o governador Czarista, Chopin e seu professor musical fogem para Paris. Lá Chopin conhece a escritora Aurore Dupin (Marle Oberon), mais conhecida pelo pseudônimo masculino que usava para ensinar seus livros, George Sand, por quem se apaixona perdidamente. Debilitado fisicamente e temendo que seu romance se torne público, Chopin, acompanhado de Sand, viaja para Majorca, onde o clima úmido e chuvoso fortaleceria ainda mais sua maior inimiga: a tuberculose.

Sonho de Amor – dia 30
Direção: Charles Vidor
Drama/Musical. 130 min.

O esplendor e a música do século XIX na Europa estão perfeitamente retratados em Sonho de Amor, a historia do genial pianista húngaro Franz Liszt. Dirk Bogarde interpreta o perturbado virtuoso, cujo escandaloso affair com sua condessa casada o forçou a abandonar seu público de Paris para se dedicar à vida de compositor. A relação lhe deu filhos, mas não felicidade. Então quando Liszt conhece a linda princesa Caroline da Rússia, ele abandona a condessa e a criança e parte para uma nova vida ao lado de seu novo amor. De Viena a São Petersburgo, as plateias aplaudem o gênio da música, mas Liszt toca para uma mulher, Caroline. Juntos ele têm que enfrentar muitos problemas, entre eles a rigidez do czarismo, o severo julgamento do Papa e o sentimento maternal da condessa.

Fonte: Maria Justen, agente cultural FCB (3326 6871 e 9994 4639)
Assessora de Comunicação: Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Segunda tem Cinearte....

Em cartaz: Alma no Lodo


O Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau exibe na próxima segunda-feira, 11, o filme Alma no Lodo, uma produção americana em preto e branco, de 1930. A sessão começa às 19h30, no Cine Teatro Edith Gaertner. A promoção é aberta ao público e a entrada é gratuita.

A direção do filme é de Mervyn LeRoy. No elenco, Edward Robison, Douglas Fairbanks Jr., William Collier, Ralph Ince, Glenda Farrel, entre outros atores. É um drama que narra a ascensão de Caesar Enrico Brandello, conhecido como Rico (Robinson), inescrupuloso comerciante. A obra foi saudada freneticamente por ocasião do seu lançamento e transformou-se num clássico do filme de gangsters em sua fase precursora (a definitiva começou com Scarface, dois anos depois). Classificação: 12 anos.


Fonte: Maria Justen, agente cultural FCB (3326 6871 e 9994 4639)
Assessora de Comunicação: Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo

No período de 31 a 01 de setembro às 19h, acontece na Aliança Francesa - Alameda Rio Branco, 309, a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo, com entrada franca.
 
Último dos Loucos - 31 de agosto - terça-feira  às 19h
 
Release
Adaptação de um romance do canadense Timothy Findley e segundo longa-metragem de Laurent Achard, ?O último dos loucos?, também de 2006, dá sequência à programação. Melhor direção no Festival Internacional de Locarno, Suíça, e laureado como melhor longa, no mesmo ano, com o Jean Vigo, - prêmio que revelou cineastas de vanguarda na Europa cujas idéias romperam com o formalismo narrativo e inauguraram a Nouvelle Vague como, Alain Resnais, Claude Chabrol e Jean-Luc Godard -, o filme é uma sensível crônica familiar que envolve o espectador e o convida ao universo subjetivo do protagonista Martin, de onze anos.
 
 
Tudo Perdoado - 01 de setembro - quarta-feita às 19h
Release
No drama, dirigido por Mia Hansen-Løve, Victor vive em Viena com Annette, sua esposa e sua filha Pamela. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vadia no Parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos e acaba se apaixonando por uma jovem junkie. Onze anos depois, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente. A classificação etária de Tudo perdoado – Tout est pardonné (2007) é de 12 anos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem não sabe brincar...

Amigos escambeiros,

Com a grande incidência de comentários ofensivos a artistas e colaboradores do blog - postados nos últimos dias, sob anonimato -, pela primeira vez o Um Escambau se viu obrigado a moderar e remover comentários.

Sempre defendemos a livre expressão e também a possibilidade do anonimato como forma de manifestação da opinião (já tecemos longas discussões sobre anonimato x autoria lá na Blumenau Arte/Orkut, lembram? ). Continuamos achando que o anonimato é válido, mas, até para ser anônimo é preciso ter classe!

Enfim, diante do ocorrido (e como tem gente que não sabe brincar), estamos mudando a 'modalidade' de comentários. Agora é necessária uma identificação do usuário com conta google ou open ID.

O Um Escambau continua sendo um blog de caráter livre, sem qualquer tipo de censura. A moderação de comentários só acontecerá em casos extremos, como o ocorrido nesta semana.

E, pra quem sabe e quer brincar, o escambau continua...

voltemos ao que interessa!...

(a propósito, a mostra de cinema francês no sesc está ótima, vai até semana que vem, vale a pena se programar e ir!)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O corpo pornografado

Entrevista concedida a Maicon Tenfen e publicada em seu Blog , escritor e colunista do Jornal de Santa Catarina

Palestra sobre pornografia - 3


Maicon Tenfen


Reitero que às 16h do próximo dia 24, sábado, na sala D-004 da FURB, acontecerá a palestra O Corpo Pornografado, ministrada pelo historiador Viegas Fernandes da Costa (pensei em colocar uma foto dele no post, mas mudei de ideia ao encontrar a imagem ao lado). Abaixo, uma entrevista com o palestrante


1) Como será a palestra no sábado?


A palestra integra uma programação do grupo de estudos Clio no Cio, que vem debatendo a história do corpo em suas diversas manifestações socioculturais. Já aconteceram as palestras a respeito do corpo na moda, do corpo disciplinado e do corpo nas artes plásticas. A última tratará da literatura erótica. A nós coube a tarefa de discutirmos o corpo a partir do cinema pornográfico. Assim, a palestra “O corpo pornografado: recortes da história do cinema pornô” não está descontextualizada, mas integra um debate muito mais amplo. Neste sábado pretendemos olhar para o cinema pornográfico enquanto gênero narrativo, sua caminhada desde os stags do início do século XX até as produções mais recentes, feitas exclusivamente para o vídeo. Juntamente à exposição da história e das possibilidades de compreensão cultural, estaremos exibindo pequenos trechos de filmes pornográficos que nos permitirão perceber as diferentes estéticas empregadas no transcorrer da história do gênero. Como se trata de um tema ainda pouco discutido no Vale do Itajaí (na perspectiva acadêmica), a intenção é introduzir o debate e aventar as possibilidades de olhares sobre a sociedade a partir desse gênero cinematográfico.

2) Mais especificamente, que relações você faz sobre pornografia e sociedade?
O cinema pornográfico (e, atualmente, o seu correspondente em vídeo) é uma manifestação cultural como qualquer outra. Só existe porque é socialmente produzido e consumido. Assim, entender o cinema pornográfico enquanto manifestação social e cultural é reconhecer que o mesmo implica em saber. O cinema pornô constrói saberes e, assim, é lícito estabelecermos saberes a respeito dele. A pergunta que faço é: o que pode nos dizer determinado filme, ou determinada escola cinematográfica, a respeito da sociedade que o produziu e o consome? Ao olharmos para a história desse gênero de cinema, perceberemos que os filmes mudaram, não só nos seus aspectos estéticos, mas também nos aspectos narrativos e de tudo aquilo que gravita no seu entorno. Olhar para o cinerma pornô é, também, olhar para o seu público, para a indústria cultural que o produz.

3) Qual sua base teórica?
No Brasil, a temática ainda é pouco discutida. A partir da década de 90 dois importantes trabalhos surgiram a partir de pesquisas acadêmicas e que tratam especificamente do cinema pornográfico: o primeiro do professor Nuno Cesar Abreu, e em seguida o do antropólogo Jorge Leite Jr, que se detém especificamente sobre o bizarro (um gênero dentro do gênero). Estes dois trabalhos servem de base para a palestra. Na perspectiva filosófica, Michel Foucault, Sade, Bataille e Roger Chartier (cujo olhar que lança sobre a literatura – o da teoria da recepção – permite-nos olhar também para o cinema pornográfico). Nesta palestra, especificamente, talvez a perspectiva de Chartier fale mais alto.

4) Quando e como você começou a se interessar pela história do corpo?
Desde a minha graduação em História estive preocupado em compreender a história do corpo, sua constituição cultural e social. Este corpo que se normaliza, desnaturalizando-o. Porque o que é normal difere daquilo que se impõe enquanto natural. Comecei tentando entender a construção da normalidade a partir do estabelecimento do diferente, do anormal. Estudei os concursos de robustez infantil em Blumenau e o discurso eugenista do médico Afonso Balsini, e para tal vali-me das leituras que fiz de Foucault, Nietzsche, Roberto Machado entre outros. Foram estas leituras que me despertam para olhar o cinema pornográfico além da fruição. Primeiramente me chamou a atenção a disciplinação do cinema pornô no espaço de uma videolocadora especializada. Nas estantes notávamos (e ainda se nota) a compartimentalização do gênero em outros gêneros menores: soft core, interracial, gay, lésbicas, gang bang, zoofilia, fetiches com objetos, bondage, sadomasoquismo, escatologia, anomalias, geriatria etc etc etc. Essa fragmentação do gênero nos diz muito. O que é bizarro? O que é normal? O que é soft e o que é hard? Por que recentemente o creampie (gozar dentro) aparece como fetiche digno de figurar enquanto gênero do pornô? E por aí se desfia o novelo. Mas preciso dizer que não sou um especialista nos estudos da cinematografia pornô. Olho para o pornô a fim de compreender o corpo. Da mesma forma, interessa-me observar os discursos médicos, da psicologia, da política, da literatura, da historiografia e assim por diante. O corpo se constitui na multiplicidade de saberes, e estudá-lo implica em se adotar perspectivas transdisciplinares. O filme “Oh Rebuceteio!”, dirigido por Cláudio Cunha, pode me trazer tantos elementos para estudar e compreender as práticas que disciplinam e constróem o corpo quanto o conto “Uma enteada da natureza”, de Gertrud Gross-Hering (1879-1968).

5) De que forma você descreveria a importância de se discutir, na Universidade, um tema como pornografia?
Penso que esta resposta já está respondida nas questões anteriores. Mas vale dizer que a Universidade não tem o direito de se omitir diante das manifestações sociais e culturais. Se eu estivesse discutindo um tema como religião, por exemplo, ninguém perguntaria qual a importância da Universidade discutir o assunto, mas ao se tratar de pornografia, mais especificamente de cinema pornográfico, então os tabus aparecem. A Universidade não pode aceitar estes preconceitos. E mais, afinal, houve tempos em que ler Voltaire era acessar uma obra pornográfica, não é mesmo?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Palestra "O corpo pornografado: recortes da história do cinema pornô.

O cinema pornográfico constitui-se ainda como ousada fronteira a ser pesquisada pelos historiadores. Desde os “stags” (curta-metragens produzidos no início do século XX), passando pelos nudies, beavers até os filmes propriamente hard-core da década de 1970, o cinema pornográfico tem na exposição e fragmentação do corpo sua estética fundamental. Sobreviventes ao patrulhamento moral e adaptando-se a diferentes tecnologias e suportes de imagem, esse tipo de cinema constitui-se como um dos mais rentosos produtos da indústria cultural, colocando em cena o corpo e suas múltiplas possibilidades de prazer.
Em “O Corpo Pornografado: recortes da história do cinema pornô”, discutiremos a caminhada do cinema pornográfico, estabelecendo alguns recortes estéticos e discutindo suas relações com as conjunturas sócio-culturais em que são produzidos. A discussão será ilustrada com cenas de stags da década de 1930, de alguns clássicos da década de 1970 (“Garganta Profunda”, “O Diabo na Carne da Srta. Jones”), de clássicos da pornochanchada brasileira (“Oh Rebuceteio!”) e de filmes contemporâneos produzidos para o suporte de vídeo (“Buttman”, “Beladona”).
A discussão será apresentada por Viegas Fernandes da Costa, historiador e escritor, especialista em Estudos Literários e pesquisador da história do corpo.

Quando: Dia 24 de Outubro às 16h na sala D-004, Campus I da FURB.


* Indicação etária: maiores de 18 anos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cinearte de outubro - Clássicos policiais norte-americanos


CINEARTE


Sessões GRATUITAS de cinema

Grandes clássicos da sétima arte
(em outubro: clássicos policiais norte-americanos)

Todas as segundas, às 19h.

Sala de Teatro Edith Gaertner
Fundação Cultural de Blumenau
Rua XV de Novembro, 161 – Centro

(clique na imagem ao lado para conferir a programação)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Programadora Brasil - Em Torno de Glauber



Todas as terças, no auditório do SESC Blumenau, o projeto Programadora Brasil apresenta Em Torno de Glauber, uma seleção de filmes que visa desconstruir o mito Glauber Rocha, mantendo-se fiel às suas proposições de linguagem e estética.

Programadora Brasil – EM TORNO DE GLAUBER
Terças, às 19h
Auditório do SESC
R. Amadeu da Luz, 165 – Centro
Informações: jamildias@sesc-sc.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cinearte de Maio

O Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau exibe em maio, os seguintes filmes: dia 4 “Meu nome não é Johnny!”, dia 11 “Casa de Areia”, dia 18 “Cinema, Aspirina e Urubus” e dia 25 “Cidade dos Homens”. O Cinearte acontece toda segunda-feira, às 20 horas, na Fundação Cultural. A promoção é aberta ao público e a entrada é gratuita.

Dia 4 – Meu nome não é Johnny

Ele tinha tudo. Menos limite. João Guilherme Estrella era um típico jovem da classe média, que viveu intensamente sua juventude. Inteligente e simpático, era adorado pelos pais e popular entre os amigos. Com espírito aventureiro e boêmio, mergulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas. No início dos anos 90 se tornou o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela polícia, foi preso e seu nome chegou às capas dos jornais. Em vez de festas, passou a frequentar o banco dos réus. Sua história revela sonhos e dramas comuns a toda juventude.
Brasil, 2007. A direção é de Mauro Lima. No elenco, Selton Mello, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, André di Biasi, Cléo Pires e Eva Todor. Censura 14 anos.

Dia 11 – Casa de Areia

1910. O português Vasco (Ruy Guerra) leva sua esposa grávida Áurea (Fernanda Torres) e a mãe dela, dona Maria (Fernanda Montenegro), em busca de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente compradas por ele. O sonho se transforma em pesadelo quando, após uma longa e cansativa viagem junto a uma caravana, o trio descobre que as terras estão em um lugar totalmente inóspito, rodeado de areia por todos os lados e sem nenhum indício de civilização por perto. Áurea quer retornar ao lugar de onde vieram, mas Vasco insiste em ficar e constroi uma casa de madeira para que lá possam viver. Após serem abandonados pelos demais integrantes da caravana, um acidente mata Vasco e deixa Áurea e dona Maria completamente sozinhas. Elas partem em busca de ajuda e terminam por encontrar Massu (Seu Jorge), um homem que nunca deixou o local. Massu passa a ajudá-las, levando comida e sal para que Áurea e dona Maria possam sobreviver na casa recém-construída. Apesar da estabilidade, Áurea deseja deixar o local de qualquer maneira, mas decide apenas fazer isto quando sua filha nascer e poder deixar o local com ela. Enquanto isso Áurea e dona Maria precisam lidar também com a instabilidade do local em que vivem, já que a areia pode soterrar a casa em que vivem a qualquer momento. Censura 16 anos.
Drama, 103 minutos, Brasil, 2005. Direção de Andrucha Waddington. No elenco, Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Ruy Guerra, Seu Jorge, Luiz Melodia, Enrique Diaz, Stênio Garcia e Emiliano Queiroz.

Dia 18 – Cinema, Aspirinas e Urubus

No meio do sertão nordestino, dois homens se encontram. Johann, um alemão que fugiu da guerra, e Ranulpho, um brasileiro que deseja escapar da seca que assola o nordeste. Viajando de povoado em povoado, eles exibem filmes para pessoas que jamais haviam conhecido o cinema, para vender um remédio, chamado por eles, de milagroso. Os dois buscam novos horizontes em suas vidas, aprendem a respeitar as diferenças. É a partir daí que surge uma amizade incomum, mas que marcará a vida deles para sempre.
2005, produção brasileira, drama, indicação 14 anos, 90 minutos. Direção de Marcelo Gomes. Elenco: Peter Ketnath (Johann), João Miguel (Ranulpho) e Hermila Guedes (Jovelina).

Dia 25 – Cidade dos Homens

Dois amigos que cresceram juntos em uma favela carioca fazem 18 anos e encaram as primeiras dificuldades da vida adulta. Acerola (Douglas Silva) tem um filho de dois anos para criar. Acostumado à liberdade, se sente amarrado pelo casamento e lamenta a paternidade precoce. Para Laranjinha (Darlan Cunha), o problema não é ser pai, mas não ter um pai. Decidido a encontrar o seu, ele começa a remexer o passado. Enquanto a dupla tenta resolver seus problemas, uma guerra sacode o perigoso mundo do tráfico à sua volta. O dono do morro, Madrugadão (Jonathan Haagensen), primo de Laranjinha, perde o posto para o ex-braço direito, Nefasto (Eduardo BR). Na confusão, os dois amigos vão ter de fugir de casa e acabarão descobrindo uma verdade que, de tão incômoda, ameaça separá-los.
Drama, 110 minutos, Brasil, 2007. Direção de Paulo Morelli. No elenco, Douglas Silva (Acerola) e Darlan Cunha (Laranjinha).

Fonte: Marlene Schlindwein (Presidente FCB) 3326 6977 e 9977 9838.
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Programação Cinearte Março

Cinearte em homenagem à Mulher

O Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau está exibindo neste mês de março, filmes em homenagem à Mulher.

O Cinearte acontece toda segunda-feira, às 20 horas, na Fundação Cultural. A promoção é aberta ao público e a entrada é gratuita.


Dia 9 – Tomates Verdes Fritos
Com a simpatia irresistível das histórias contadas por nossos avós, a octogenária Ninny (Jéssica Tandy) tenta levantar o baixo astral da amiga Evelyn (Kathy Bates), em crise existencial e de identidade, relatando-lhe um caso ocorrido nos anos 30: duas mulheres que sofrem pressão moral e física em um vilarejo no violento estado do Alabama. Idge (Mary Suart) é destemida o suficiente para enfrentar qualquer situação e ajudar a meiga Ruth (Mary Louise), que sofre passivamente nas mãos do marido, membro da Ku-Klux-Kan. As duas abrem um bar chamado Whistle Stop Café de onde se defendem e cozinham os famosos tomates verdes fritos à milanesa com pimenta, a especialidade acre da região. Com uma fluência narrativa tranqüila que se contrapõe às tragédias cotidianas dos dois relatos, esta produção tem brilhantes interpretações femininas. Pode-se dizer que “Tomates Verdes Fritos” é tão bom que vale por dois.
EUA, 1991. Direção de Jon Avnet. Com Jéssica Tandy, Kathy Bates, Mary Suart Masterson, Mary Louise Parker.

Dia 16 – Flores Partidas
Don Jahnston, 50 anos, solteiro convicto, acaba de ser dispensado por sua namorada. Estático e aparentemente deprimido, recebe uma carta anônima num envelope rosa, que o informa que ele tem um filho de 19 anos. O vizinho de Don o incentiva a descobrir a identidade da mãe deste filho desconhecido. Don parte em uma viagem pelos Estados Unidos, na qual reencontrará quatro ex-namoradas. Cada uma delas com uma surpresa que o fará confrontar o passado. Mas haverá uma resposta à grande pergunta?
Filme de Jim Jarmusch, com Bill Murray, Jeffrey Wright, Sharon Stone, Francês Conroy, Jéssica Lange, Tilda Swinton e Julie Delpy.

Dia 23 – Conduzindo Miss Daisy
Filme vencedor de 3 Oscars: Melhor Filme, Melhor Atriz (Jéssica) e Melhor Roteiro adaptado. Baseado em peça de Alfred Uhry, registra mais de vinte anos nas relações entre uma velha judia e seu motorista negro. Como ela é uma liberal, a favor de Martin Luther King, não há grandes conflitos. Depois de 15 minutos os dois ficam amigos até o fim da vida. Mas o filme é delicado, sensível, dirigido com elegância e discrição. É fácil gostar dos personagens, ainda mais porque os atores são excelentes, em particular Jéssica, que aos 80 anos, autêntica primeira dama do teatro americano, sabe tudo sobre a arte de representar. O filme é uma justa, embora tardia, homenagem a uma grande atriz.
EUA, 1989. Direção de Bruce Beresford. Com Morgan Freeman, Jéssica Tandy, Dan Aykroyd, Patti Lupone, Esther Rolle. Legendado. 92 minutos.

Dia 30 – O violinista que veio do mar
Qualquer filme que tenha grandes damas como Maggie Smith e Judy Dench dividindo a tela merece ser visto. Um filme cheio de momentos encantadores. Elas salvaram um estranho. E o estranho roubou seus corações.
Em uma pequena vila no norte da Inglaterra duas irmãs encontram um corpo, todo machucado, na pequena praia local. O rapaz revela-se um violinista polonês de extrema habilidade, e a dificuldade de comunicação é apenas um dos problemas que chegam com o estranho. Aos poucos um sentimento de afeto toma conta do trio, conduzido através da música. O ator Charles Dance (Alien 3) faz sua estréia como produtor, roteirista e diretor, contando com as duas grandes damas do teatro inglês, Judy Dench (Shakespeare Apaixonado) e Maggie Smith (da série Harry Potter).
2004. Drama. 103 minutos.

Fonte: Marlene Schlindwein (Presidente FCB) 3326 6977 e 9977 9838.
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

I Ciclo de Filmes



1º Ciclo de Filmes organizado pelos estudantes do Mestrado em Desenvolvimento Regional (Helena Hinke Dobrochinski Cândido, e Christian Henriquez Zuñiga) em conjunto com professores desse programa. Após o término do filme, convidados e público comentarão sobre as temáticas propostas.


Programação:
Dia 6/11 às 19h - Auditório de Arquitetura - GA016
1- A Carne é Fraca (Comentários: Prof. Dr. Luciano Florit)
Entrada franca

Dia 13/11 às 19h - Auditório de Arquitetura - GA-016
2- Na Natureza Selvagem (Comentários: Msda. Helena Hinke Cândido e Msdo. Christian Henriquez)
Entrada franca

Dia 21/11 às 19h - Auditório Bloco T
3- The Edukators (Comentários: Dr. Ivo Marcos Theis)
Entrada franca

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

28.10. DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO

Mostra de curtas-metragens nacionais e internacionais.
São mais de 150 cidades em todo o país.

Foi nesta data que, em 1892 que Emile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro Óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi a primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo.

Foi para comemorar esta data que a Associação Internacional do Filme de Animação(ASIFA) lançou o evento, contando com o apoio de diferentes grupos internacionais filiados.

Em 2008 o Dia Internacional da Animação está sendo realizado em 51 paises que farão intercambio de suas mostras.

No Brasil o 'Dia Internacional da Animação' é organizado pela Associaçao Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). Este ano o DIA conta com mais de 150 cidades participantes em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal. A Mostra oficial será exibida simultaneamente às 19 horas e 30 minutos do dia 28 de outubro sendo o maior evento simultâneo do genero, a ser realizado no país. Nesta data será exibida 1 hora de curtas-metragens estrangeiros (coreanos, americanos, poloneses, portugueses, franceses e russos) e 1 hora de curtas-metragens brasileiros. O Programa brasileiro tambem sera enviado para os 51 paises integrantes da ASIFA.

O evento tera entrada franca em todo o pais e busca difundir o cinema de animação atraindo novos publicos proporcionando aos seus expectadores o acesso a essa arte cinematográfica.


Embaixadores: Jacqueline Burger e Alessandro Mafra (JECLAC STUDIO)
Contato e info:47 3326 0806 ou jeclac@jeclac.com.br
Apoiador em Blumenau: Fundação Cultural de Blumenau e Prefeitura Municipal de Blumenau

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

MOSTRA DE CINEMA ITALIANO


De 8 a 13 novembro de 2008

Local: Cine Teatro Edith Gaertner, na Fundação Cultural de BlumenauPromoção: Consulado Geral da Itália no PR e SC,
Fundação Cultural de Blumenau e Lira Circolo Italiano di Blumenau

ENTRADA GRATUITA

Dia 8 sábado
20h - Oito e Meio (Itália/França – 1963).
Direção de Federico Fellini.
Duração 132’.

Dia 9 domingo
16h - O Leopardo (Il Gattopardo), Itália/1963,
Direção de Luchino Visconti.
Duração 180’.

20h - A Aventura (L’Avventura –Itália/França – 1960)
Direção de Michelangelo Antonioni.
Duração 133’.

Dia 10 segunda
16h - Mamma Roma (Itália/1962) .
Direção Píer Paolo Pasolini.
Duração 106’.

Dia 11 terça
16h - “Lamerica” (Itália/1994) .
Direção de Gianni Amélio.
Duração 110’.

20h - O Incrível Exército de Brancaleone (L’armata Brancaleone –Itália/França – 1966).
Direção de Mario Monicelli.
Duração 114’.

Dia 12 quarta
16h - Giuseppe Di Vittorio. Vozes de ontem e de hoje (Giuseppe Di Vittorio. Voici di ieri e oggi - Itália/2007).
Direção de Carlo Lizzani e Francesca Del Sette.
Duração 52’.

20h - Investigação sobre um Cidadão acima de Qualquer Suspeita (Indagine su um cittadino al di sopra di ogni sospetto – Itália/1970).
Direção de Elio Petri.
Duração 110’.

Dia 13 quinta
16h - O Homem das Estrelas (L’uomo delle stelle – Itália/1995).
Direção de Giuseppe Tornatore
Duração 109’.

20h - Beleza roubada (Io ballo da sola) –Itália/Inglaterra/ França - 199 ).
Direção de Bernando Bertolucci.
Duração 118’.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nova opção de cinema no SESC Blumenau

Serviço Social do Comércio de Blumenau inicia em Agosto sua programação de Cinema.
Neste ano o SESC tem uma novidade. O Serviço Social do Comércio assinou com o Ministério da Cultura uma parceria para disponibilizar em sessões gratuitas filmes do Projeto PROGRAMADORA BRASIL. Realizada por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Programadora Brasil é uma iniciativa de disponibilização, por meio de uma permissão de uso, de filmes e vídeos brasileiros para cineclubes, Pontos de Cultura, escolas, universidades e centros culturais. Paralelamente, são objetivos do projeto formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional, apoiar a formação de uma rede não-comercial de exibição e estimular a organização dos circuitos já existentes. O SESC Blumenau no mês de agosto dará início as exibições de curtas e longas – metragens integrantes do Projeto Programadora Brasil. O Setor de Cultura elaborou uma Programação para os amantes do CINEMA.

Serviço:
Programadora Brasil
Período:
segunda à quinta-feira
Sessões: 09h e 15h
Local: SESC - Rua Dr Amadeu da Luz 165
Agendamento e programação: jamildias@sesc-sc.com.br ou 47 3322 5261 /Jamil Antonio Dias, Cultura - www.sesc-sc.com.br

Leia também: Cinema no SESC

terça-feira, 22 de julho de 2008

A vida é filme



Querido Lê,

Hoje nos vimos e descobrimos juntos que a vida é um filme. Um longo longa-metragem, constantemente desfocado pelas lentes da memória.

Percebemos as cenas que relegamos ao marasmo, os pensamentos sem corte dos filmes iranianos e os minutos eternos entre o desejo e a satisfação.

Sacamos nossas hipérboles fellinianas e gesticulamos muito ao falar. Foi uma dança de sombrancelhas e sílabas abertas, no falar cuspido e passional.

Compartilhamos constipações com o Bergman e sofremos em segredo nossos cortes com navalha, úlceras de benzina, nosso odor esverdeado. Somos mulherzinhas histéricas e autodestrutivas, chorando em frente ao espelho e rindo da própria cara, escarnecendo de nossas lepras e assim somos mulheres de Bergman.

Mas jamais perdemos o olhar agridoce do Chaplin, nossa inocência calculada, nossa patetice encantadora. Por isso caímos de escadas, esbarramos em mesas e nos apegamos aos cachorros. Pois somos patetas e nossa tristeza é engraçada.

Estamos no palco, as luzes estão sobre nós e devemos entreter a platéia. Mas nossa mala de truques e traquinagens está vazia e assim estão nossos corações e, talvez, se simplesmente sentássemos por horas, olhando nossas sombras, nossa performance seria vanguarda.

"Respeitável público: queremos ser dignos de vossa gargalhada!".
"Ha, ha, ha", riem eles, lacônicos.

Hoje nos vimos e juntos descobrimos que a vida é um filme. Devemos criar pequenas tensões e conflitos, mas nada que assuste demais nossos espectadores. Podemos encenar mutilações e estupros, mas falar de beijos na esquina e de milagres não premeditados pode ser arriscado.

Devemos rechear esse roteiro de pequenas transgressões - as suportáveis, e depois encenaremos remorso, com a mão na cabeça e olhar distante, e depois suspiraremos.

Sonhamos à noite com amores platônicos mas acordamos sedentos por cheiros familiares. Estamos fadados às poluções noturnas e inconscientes nesse eterno momento pausado?

Hoje nos vimos e estamos acordados. Quando estamos acordados, esse figurino pesa uma tonelada, nossas espadas são de isopor e degladiamos robôs revestidos de pele pulsante.

Mas, apesar de acordados, não estamos presentes. Estamos sonhando outra história, onde mesmo pobres e tímidos, ainda assim somos muito interessantes.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Semana cheia: Kulturfest, Fitub, Festfolk

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de 3 a 6 de julho
FESTFOLK - Festival de Danças Folclóricas

de 4 a 12 de julho
FITUB - Festival Internacional de Teatro Universitário de
Blumenau


8 a 13 de julho
Kulturfest - Festival de cultura alemã contemporânea: teatro, música, cinema, artes visuais.