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domingo, 18 de abril de 2010

Produtor (Bio)Cultural

Produtor (Bio)Cultural

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CENÁRIO EM TRANSIÇÃO

Exponho minhas perspectiva sobre o que vem a ser a figura do produtor cultural, especialmente diante da história e do século XXI.

Apresento algumas transformações sentidas no Brasil, nos últimos 05 anos. É preciso entender que estamos presenciando um momento de transição entre a maneira de financiamento cultural, especialmente na esfera federal, mas que já é um fenômeno presente em todas as demais esferas governamentais e não-governamentais. A dependência dos micro, pequenos e médios projetos culturais em relação a Lei Rouanet vem diminuindo.

A participação destas sempre foi pequeno no quadro geral de captação. No entanto, ela era basicamente a única forma de financiamento cultural por quase 20 anos, formando uma geração inteira de pessoas que canalizaram energias para a elaboração de projetos que jamais seriam captados. Minha hipótese é que a energia está liberada, finalmente, para o mais amplo campo de produção cultural: os pontos de cultura mostram claramente isso. Energias criativas liberadas para fazer o que devem fazer!

É a vitória da articulação entre arte, cultura, ética, participação, economia solidária e ambiente natural. Se todos trabalhamos assim? Não, é o desafio preparar-se coletivamente para isso – produtores e ativistas mutuamente se formando. É o indício que o primado da Economia e dos Departamentos de Marketing têm dias contados. É o momento em que o projeto cultural pode assumir-se como processo complexo, buscando a complementaridade de financiamento em diferentes escalas, com distintos atores.

Os mecanismos de redistribuição – através de editais, fundos e prêmios permitem a manifestação de expressões culturais das mais variadas, tornando suas ações sustentáveis. diante disso, há a necessidade de articular conhecimento, ciência, desenvolvimento sustentável na elaboração do projeto/programa cultural, rompendo com certos dogmas economicistas e utilitaristas da cultura.

NOVO PERFIL DO PRODUTOR CULTURAL – PRODUTOR BIOCULTURAL. OS PEQUENOS É MÉDIOS EMPREENDIMENTOS CULTURAIS

Mesmo que um considerável número de autores defendam os princípios de gerenciamento administrativo dos pequenos e médios empreendimentos de produção cultural, a maioria deles tem levado a um caminho utilitarista e unidimensional da cultura, ora exagerando nos cuidados econômicos, ora nos administrativos.

O pequeno e médio empreendedor que quiser ter sustentabilidade, precisa incorporar, além das dimensões est(éticas): problemas socioambientais contemporâneos; diversidade, espaço público e participação; capacidade de comunicação; educação para a ciência e a tecnologia; teorias do desenvolvimento; economia solidária. O perfil do empreendedor cultural de pequeno e médio porte do século XXI apresenta-se como agente político por excelência.

O mercado, economia, administração e direito são secundários, integrado a totalidade que é o ativismo cultural. O novo perfil parte doentendimento e apreensão do contexto regional que, por sua vez, está inserido num processo histórico global. Parte da dialética entre o produzido/desejado pelo local e a inovação produzida/desejada pela diversidade global.

Assim, a produção cultural de pequeno e médio porte torna-se agente social importante para as estratégias de ecodesenvolvimento, um perfil articulador das dimensões científicas e simbólicas do mundo. Nesse sentido, o produtor cultural deve ser curioso e investigador participativo da diversidade cultural e ambiental. Sua criatividade é integrada a uma utopia por novas organizações sociais.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Transgênicos

Há aproximadamente 17.865.931 resultados encontrados para felicidade num intervalo de 21 segundos.

Tudo isso potencializado por Cavalos sem rabo e RPMs formados a partir de amontados de peças e técnicas. Ruídos! A fumaça já tem sonoridade.

O doido-máquina tenta ser feliz.
Espalha fezes pelo terreno enquanto pratica musculação, marcando seu metro quadrado de modas.
Busca eternamente ter um pedigree. Cuida de um corpo, um cabelo, uma pele, nariz, varizes, bundas e câncer. Busca eternamente ter vários pedigrees.

O Belo enlatado, mas perdemos o abridor de latas.
O Belo atrofiado por pixels e jingles.

Árvores sem folha e sombras quentes para se ler livros em branco. Os homens nascem transgênicos, não mais transgressores.

Um universo de dor.
Show individual pela tela da TV.
Rei é rei só quando senta no trono.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ad infinitum (reflexões sobre o hoje que não é ontem)

O ronco de motores invade portas abertas ou fechadas, não importa (..."não importa nada"...) como um agente a serviço da ditadura. Não há sossego a noite. Sinto-me um órfão atirado ao lixo da época. Solitário ficou o conflito de cada um, língua aflita a lamber a velha dentadura tão usada e desgastada pelo uso ininterrupto de inócuas palavras-chaves. Sofro e roto o movimento, calço meu Adidas e torno-me espuma num labirinto marítimo-urbano. Meu ouvido virou depósito arrombado, entra qualquer um; o pano do meu palco foi rasgado. Não tenho trocadores e assim me acostumo a nudez. Viro apenas corpo nestes dias de trilhões (sim, chegamos a essa altura!). E o ronco de motores...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Decrescimento sustentável


Crescer é mesmo necessário?

O DECRESCIMENTO SUSTENTÁVEL É A OUSADA TESE DO FRANCÊS SERGE LATOUCHE PARA DIMINUIRMOS A DEVASTAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS DO PLANETA

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sábado, 6 de setembro de 2008

É HOJE!

JANTAR VEGETARIANO
com exibição do documetário Earthlings e debate sobre vegetarianismo

LOCAL: Associação de Portadores de LER
Rua Dr. Luis de Freitas Melro, 193
(transversal da Alameda, atrás do ginásio da Escola Barão do Rio Branco)

HORÁRIO: 19h

INVESTIMENTO: R$ 3