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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Salão Elke Hering - IMBROGLIOS...

Para quem quiser ver
Quem quiser conferir a arte criada em Blumenau, é só chegar na Fundação Cultural e apreciar o que os artistas locais criaram para o 9º salão Elke Hering. É arte contemporânea da boa, quem conhece os artistas participantes sabe. Existem muitas polêmicas sobre a exposição, porém. Enquanto a mídia local critica artistas, público e Fundação sobre a falta de visitantes, os próprios artistas levantam críticas pesadas dizendo que não receberam os pagamentos destinados aos vencedores da mostra. Tem artista mais saidinho falando em panelaço e tocar tambor na frente da Fundação até que alguém resolva o problema.
Não adianta os artistas fazerem a parte deles se a administração cultural não está nem aí.

Aline Assumpção (a vencedora), manda e-mail avisando que a Fundação marcou uma reunião para esta quinta-feira à noite para esclarecer a confusão.

ATUALIZAÇÃO: 08/04 - 14h:
Presidente da Fundação Cultural de Blumenau recém enviou um e-mail cancelando a reunião. O motivo? "Problemas pessoais".

ATUALIZAÇÃO: 08/04 - 14h40:
Um grupo de artistas que participaria da reunião com a presidente Marlene decidiu que se fará presente ao local da reunião mesmo com a ausência da administradora. Utilizarão a reunião na Fundação Cultural para fazer um protesto aberto e direto contra a forma com que a cultura de Blumenau está sendo tratada. Artistas já informaram que levarão panelas e tambores e que quem quiser se unir a eles, deve aparecer às 18h30 na Fundação Cultural de Blumenau.


Cultura abandonada

Nessa mesma tecla, participei de uma discussão muito importante na última terça-feira. Pouca gente sabe, mas além de colunista/jornalista cultural, também sou professor de Radiojornalismo. E em exercício prático com meus alunos da Viax Educação, organizamos uma entrevista coletiva com Márcio Cubiak, cientista social e produtor cultural dos maiores aqui na cidade.

A entrevista que começou morna, falando sobre a profissão dos produtores culturais, logo começou a tomar ares de crítica contra a administração das políticas públicas de cultura em nossa cidade. Márcio mostrou que domina o assunto e não deixou dúvidas: Blumenau merecia um cuidado maior da prefeitura no quesito cultura. Estamos largados ao léu, rezando por algo de bom que possa vir a acontecer.

O que Blumenau precisa no momento é de maior investimento financeiro na cultura local, organização e desburocratização dos projetos para incentivo cultural e, não posso deixar de mencionar, também ficaríamos felizes com alguém que entende do assunto à frente do maior órgão cultural do município.

Fonte: http://www.analiseemfoco.com.br/site/noticia.php?cod=9&sub=20

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um Salão vazio

FALTA DE DIVULGAÇÃO E DE INFORMAÇÃO ESTÃO ENTRE AS EXPLICAÇÕES PARA A ESCASSEZ DE PÚBLICO NO SALÃO ELKE HERING
O relógio de pulso marca 9h22min. Na Rua XV de Novembro, o dia já começou há muito tempo. As pessoas passam com pressa, a pé ou de carro. Mas dentro da Fundação Cultural, as quatro salas do Museu de Arte de Blumenau permanecem fechadas. A obra vencedora do Salão Elke Hering, uma videoarte, está desligada. Alguém esqueceu de abrir o espaço, que de acordo com o expediente inicialmente divulgado deveria estar funcionando desde 8h.

Durante quatro dias, a equipe do Santa esteve no Museu de Arte de Blumenau para conferir o movimento no Salão Elke Hering. Foram seis visitas em diferentes horários. Em nenhuma delas, a reportagem encontrou público externo circulando pelo espaço. A única pessoa presente dentro das salas era da equipe da limpeza, que encerava o chão. A obra vencedora, uma videoarte de Charles Steuck e Aline Assumpção, esteve desligada ou em modo de espera em três dos quatro dias em que a equipe visitou o local. O baixo movimento da exposição é confirmado pelas assinaturas nos cadernos de presença. Na Sala Oficial, o livro tinha um total de 76 rubricas, apenas 29 delas feitas após a cerimônia de abertura, há 11 dias.

Para a artista Aline Assumpção, que teve duas obras aprovadas no Salão Elke Hering, a baixa visitação é resultado da cultura blumenauense, que não inclui visitar espaços artísticos, mas também da “falta de credibilidade pela qual passa a Fundação Cultural e o MAB”. Pessoas que costumavam participar de exposições e das oficinas de arte e da Escolinha Monteiro Lobato não frequentam mais o espaço pela redução de atividades oferecidas no local.

– Hoje quem frequenta a Fundação são os funcionários. Não se pode fazer um evento isolado e querer que ele seja um sucesso – avalia.

Com relação a sua obra, Aline compara que uma videoarte desligada é o mesmo que um quadro guardado no armário, resultado de uma equipe despreparada.

A artista visual Daiana Schvartz, também com uma obra selecionada no espaço, considera que o aumento do público pode ocorrer por meio de parcerias com escolas. Outra forma de otimizar a passagem do público pela espaço seria contar com monitorias, ou seja, pessoas qualificadas capazes de instigar a participação e a percepção das pessoas junto às obras.

– Os artistas também poderiam conversar com os visitantes e as escolas. Em geral, há uma distância entre o artista e o público – comenta Daiana.

Monitorias

De acordo com o gerente do MAB, Carlyle De Jesus Aguiar da Costa Junior, esta semana começaram as monitorias com escolas no Salão Elke Hering. Ontem, eles receberiam uma turma de 40 alunos e é nessa parceria que a gerência tem investido. Segundo ele, há três monitores à disposição de grupos de visitas e o acompanhamento pode ser feito por meio de agendamento.

Com relação à videoarte desligada, Carlyle cogita a possibilidade de haver algum problema técnico no equipamento. Segundo ele, os funcionários estão orientados a manter a obra em exibição durante todo o dia. Quanto ao horário, os estagiários estão orientados a abrir as portas às 8h45min.

wania@santa.com.br
WANIA BITTENCOURT E VINICIUS BATISTA


Blumenauenses desconhecem a exposição
De 17 pessoas entrevistadas na Rua XV de Novembro e na Furb pela equipe do Santa, apenas cinco já tinham ouvido falar do Salão Elke Hering, existente há 16 anos em Blumenau. Nenhuma delas havia visitado a mostra. O educador social Mário Stribel, 48 anos, reconheceu o nome de Elke Hering, mas não sabia do que se tratava o salão. A funcionária pública Jussara Jesus dos Santos, de 47 anos, ficou sabendo através do jornal, mas não encontrou tempo para fazer uma visita.

– O horário é meio complicado durante a semana – afirmou.

Entre as pessoas que não conheciam a exposição contemporânea, a maioria não se recorda de ter visto material de divulgação. Cartazes e panfletos da exposição não aparecem em pontos de grande circulação de pessoas na cidade. No Teatro Carlos Gomes, Prefeitura Municipal, Rodoviária e Furb não haviam cartazes ou panfletos. Na região central da cidade, a única indicação da mostra era um outdoor no início da Rua XV de Novembro. Na própria Fundação Cultural, o cartaz da exposição divide a atenção com outros eventos da cidade.

Segundo o gerente do MAB, Carlyle De Jesus Aguiar da Costa Junior, a instituição passa por problemas financeiros. A verba ideal para desenvolver um trabalho completo girava em torno de R$ 140 mil, mas o governo do Estado aprovou apenas R$ 80 mil, sendo que 80% desse valor foi utilizado para o pagamento dos premiados.

– Tivemos que fazer mágica para fazer o trabalho de divulgação – afirmou o gerente do museu.

Mais da metade das pessoas que responderam não ter ouvido falar sobre o Salão Elke Hering demonstraram interesse em visitar o MAB após a reportagem do Santa explicar do que se tratava.


OPINIÃO DO SANTA

A arte escondida
Reportagem do caderno Lazer, nesta edição, traz à tona mais uma evidência da forma descuidada como a arte tem sido tratada em Blumenau. Depois de lamentar o adiamento e, meses depois, obter os recursos para o financiamento do Salão Elke Hering, parece paradoxal que os R$ 80 mil investidos na mostra tenham reflexo praticamente nulo para a sociedade. No livro de visitas, há escassas 76 assinaturas. Se é fato que há um desinteresse generalizado por arte contemporânea, por outro há de se reconhecer o papel da Fundação Cultural de Blumenau no fracasso de público. Quando os horários de visitação prometidos não são cumpridos, e alguns obras permanecem inacessíveis, é sinal de que a organização está pecando na parte que lhe cabe.
* Texto tirado do Jornal de Santa Catarina do dia 06/04/2010.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OBRAS DO 9º SALÃO ELKE HERING SELECIONADAS

Nos dias 20 e 21 de fevereiro (sábado e domingo) na Fundação Cultural de Blumenau foram pré-selecionadas as obras que participarão do 9º Salão Elke Hering que terá sua abertura em 25 de março, 19h30min.
Os críticos Elvira Vernaschi de São Paulo; Fernando Antônio Fontoura Bini do Paraná e Roseli Hoffmann Schmitt de Santa Catarina, filiados a ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte – reuniram-se na Fundação Cultural de Blumenau onde analisaram os portifólios dos mais de 220 artistas inscritos de todo Brasil dentre os quais 20 foram pré-selecionados.
A Comissão de seleção adotou os seguintes critérios: expressividade em diversas técnicas; proporção da obra em relação a proposta estética da obra; contemporaneidade; qualidade técnica; visual poética individual; qualidade formal dos trabalhos; adequação dos trabalhos ao espaço do museu. Ainda, conforme a Comissão de seleção, a grande maioria da aprovação dos trabalhos para a pré-seleção foi de consenso unânime e imediato. Alguns, porém, permitiram a discussão entre os jurados. A comissão levou em consideração, em primeira instância a análise das obras inscritas e posteriormente o currículo dos artistas. Com base no regulamento em vigor e nos critérios acima citados, foram pré-selecionados os seguintes artistas, por ordem alfabética:

- Alex Benedito dos Santos (Jaboticabal-SP.) - Instalação;
- Andréia Cristina Las (Curitiba-PR) – Gravura;
- Aline Assumpção (Blumenau-SC) - Fotografia;
- BomGiovanni (Porto Alegre-RS) - Instalação;
- Bruno Bachmann (Blumenau-SC) - Objeto;
- Charles Klitzke (Curitiba-PR) – Intervenção;
- Charles Steuck e Aline Assumpção (Inscrição coletiva) (Blumenau-SC) - Videoarte;
- Charly Techio (Curitiba-PR) - Fotografia;
- Claudio Caropreso (São José dos Campos-SP) - Gravura;
- Daiana Schvartz (Blumenau-SC) - Desenho;
- Danielle Carcav (Rio de Janeiro-RJ) - Pintura;
- Fabio Salun (São Bernardo do Campo-SP) - Fotografia;
- Geraldo Zamproni (Curitiba-PR) - Objeto;
- Jonathan Medina Furuyama (Suzano-SP) - Desenho;
- Marilene Zanchet (Curitiba-PR) – Desenho/Pintura;
- Marcio Pannunzio (Ilha Bela, SP) - Desenho;
- Marcelo Gandhi (São Paulo-SP) - Desenho;
- Maikel da Maia (Curitiba-PR) - Desenho;
- Mônica Priori de Oliveira (Florianópolis-SC) – Pintura;
- Tom Lisboa (Curitiba-PR) - Fotografia.

A próxima etapa com os críticos consiste na seleção das obras premiadas, que ocorrerá no dia 13 de março.

Fonte: Carlyle da Costa Júnior Fone: (47)3326-6596 / 9968-9860

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Salão Elke Hering - O Retorno


 











Blumenau, 25 de janeiro de 2010.

Prezados Srs.(as)



              A Fundação Cultural de Blumenau, através do Museu de Arte de Blumenau – MAB, vêm informar-lhes oficialmente a respeito das datas referentes ao 9° Salão Elke Hering:


v     Seleção da Obras: 20 e 21 de Fevereiro
v     Resultado da Seleção: 22 de Fevereiro
v     Abertura do Salão Elke Hering: 25 de Março


O resultado da seleção será informado por e-mail e/ou telefone
Aproveitamos a ocasião para desejar um Ano Novo de muita produtividade e sucesso e boa sorte a todos os inscritos.


Em caso de dúvida, contate-nos: (47) 3326-6596 / (47) 9968-9860; mab@fcblu.com.br .


Atenciosamente,

Carlyle da Costa Jr.
Gerente - MAB

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Salão Elke Hering - com data marcada já tá melhorando...

e-mail recebido há pouco da assessoria de imprensa da Fcblu: 
 


Salão Elke Hering vai acontecer em março

A Fundação Cultural de Blumenau informa que o 9° Salão Elke Hering - Mostra Contemporânea de Artes Visuais e Plásticas de Blumenau será realizado de 25 de março a 25 de junho de 2010. A presidente da Fundação Cultural, Marlene Schlindwein, e a diretora administrativo-financeira, Neusa Müller, estiveram ontem, segunda, em Florianópolis, onde assinaram, junto com o Secretário Gilmar Knaesel,  o contrato de apoio financeiro do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, viabilizando assim, a emissão do empenho que garante a realização do evento.   

Fonte: Marlene Schlindwein, presidente FCB (3326 6977 e 9977 9838)
Jornalista: Marilí Martendal: MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.

domingo, 29 de novembro de 2009

Salão Elke Hering





Com o intuito de inserir a cidade no circuito nacional de artes visuais, o Salão Elke Hering foi criado em 1994 pela Fundação Cultural de Blumenau. Realizado bianualmente o salão teve oito edições, que permitiram a regularidade da participação de artistas, críticos e público na discussão daquilo que há de mais contemporâneo nas artes visuais.
Um salão de arte seleciona trabalhos inéditos feitos por artistas de todo o país. Esta seleção é constituída por jurados que definirão quais os trabalhos estão em maior consonância com a linguagem contemporânea. Por isso, a existência de um salão de arte é fundamental para qualificar a produção e a reflexão artística em uma região, inserindo-a nos debates nacionais. Enquanto as bienais de arte são as referências da produção internacional, o salão é o espaço de referência da produção nacional.
Dentre os diversos salões do Brasil, o Elke Hering conquistou ao longo de sua trajetória uma posição de destaque e credibilidade, fazendo com que a cada ano a participação de artistas, em termos qualitativos e quantitativos, só tem aumentado. Além disso, nas últimas edições o salão constituiu uma política educativa para formação de público através de monitorias para visitação das escolas e do público em geral. Este processo foi fundamental na medida em que houve uma maior participação da sociedade, fazendo com que a arte definitivamente possa cumprir com o seu papel.
Infelizmente, vivemos dias tristes para a arte em nossa cidade. Após oito edições ininterruptas do Salão, este será o primeiro ano que ele não acontecerá. Com alegações diversas, muitas vezes desencontradas, a Fundação Cultural de Blumenau não realizará um evento desta importância. No mês de novembro (data prevista para abertura do salão) onde teríamos possibilidades de fruição dos trabalhos contemporâneos, temos somente salas vazias. Mas o silêncio e as paredes em branco dizem muito para nós. Afinal, atualmente o vazio é o maior símbolo da política pública para a arte em Blumenau.
Daiana Schvartz

Artista visual