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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Temporada de Teatro apresenta O Rouxinol e o Imperador


A Fundação Cultural de Blumenau e os grupos de teatro da cidade apresentam de quarta a domingo, 13 a 17, o espetáculo O Rouxinol e o Imperador, encenado pelo Grupo Fãs de Teatro, na Temporada Blumenauense de Teatro. As apresentações acontecem às 20 horas, no Auditório Carlos Jardim, da Fundação Cultural de Blumenau. Ingressos com o Grupo ou no local, a R$ 14 inteira e R$ 7 meia-entrada (apresentando filipeta da Temporada ou carteirinha do Clube do Assinante). Sessões extras para escolas podem ser agendadas para os horários da tarde. Classificação livre.  

Em sua mais nova montagem o Grupo dá continuidade à sua pesquisa sobre improvisação. Aline Appi e Natália Curioletti se dividem sob a direção de Pita Belli, na atuação desse espetáculo especialmente elaborado para o público infantil. O Grupo acredita que o uso da improvisação, com sua relação direta com a plateia, contribui para estimular a criança a ser atuante e crítica dentro do processo artístico e do jogo cênico, proporcionando liberdade de inserção de temas inerentes à comunidade em que está inserida, instigando reflexões que podem reverberar em sua vida cotidiana.
Conta uma antiga lenda chinesa que um dia, quando passeava com seu fiel criado, o Imperador capturou e prendeu um pássaro desconhecido, que o atraiu pelo seu canto e pelas suas cores incomuns. No entanto, uma vez na gaiola, o pássaro deixou de cantar, trazendo infelicidade para o Imperador e seu povo. O Imperador, então, tomou conselhos com o comediante do palácio, que o fez refletir sobre o significado dos desejos e das virtudes. Meditando sobre esses conselhos, o Imperador percebeu o erro que cometera e libertou o pássaro, afastando a escuridão que cobria o país e trazendo de volta a felicidade para si e para o seu povo.
Esse conto será utilizado como roteiro base para a representação, e a plateia terá participação ativa na criação e desenvolvimento das cenas: a plateia poderá sugerir situações envolvendo os personagens, participará propondo locais para as cenas, entre outras possibilidades de criação conjunta dentro do jogo improvisacional. As atrizes improvisadoras devem recriar a cada apresentação, a partir das relações e situações propostas pela platéia, resultando numa nova forma de contar a história.

Ficha Técnica:

Direção: Pita Belli
Atuação: Aline Appi e Natália Curioletti
Produção: Diones Rafael Silva
Indicação: Infantil

Fonte: Diones Rafael Silva, produtor (9964 2510 e 9964 7369)
Assessora de Comunicação: Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235).


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

“ESTRANGEIROS”

Alícia trabalha sozinha na loja de fantasias de seu pai, onde chega um estrangeiro a quem nunca havia visto. Apesar da dificuldade de compreensão do que é falado por ele, os dois mergulham numa relação que, marcada por agressividade e humilhações intensas, coloca em risco todas as certezas sobre as quais a vida de Alícia se apoiava. “Estrangeiros” busca encontrar em Alícia o que, por estar tão distante dentro dela, parece vindo de outro continente. Algumas projeções, dirigidas por Léo Kufner (da Cia Carona), dialogam com as cenas de palco. Daidrê Thomas, de “A Sede do Santo”, e Enzo Monti, ator argentino em sua primeira montagem no Brasil, são dirigidos por Fábio Hostert, da Cia Carona de Teatro. O texto é de Gregory Haertel (“Volúpia”, “A Parte Doente”, “Sujos”, entre outros)

A idéia da montagem surgiu da vontade inicial de Fábio e Gregory de trabalharem com questões relacionadas à violência. “A violência é muito presente em nossa sociedade”, diz Fábio Hostert, “e, muitas vezes, não encontramos razões pelas quais ela possa ser explicada. Durante o processo, porém, a agressividade das cenas foi encontrando motivos para acontecer, e a relação entre os personagens se tornou mais dinâmica e intensa”.

A possibilidade de se contar com um ator estrangeiro que, pela questão da língua, criasse uma distância ainda maior entre os protagonistas, foi muito importante para a concepção do espetáculo. Foi também, fundamental, segundo Gregory, a disponibilidade de Daidrê e Enzo de se permitirem entrar no processo abertos para o que fosse necessário. “Trabalhar em geral, e ainda mais quando se trata do tema proposto, com qualquer tipo de limite, é inviável”.

“Estrangeiros” teve apoio do Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau e tem curta temporada na cidade, de 24 a 27 de fevereiro, às 20h30 na Fundação Cultural de Blumenau. Os valores do ingresso são de 12 reais (inteira) e 6 reais (meia-entrada).


.......Fica a pergunta, que consta no cartaz de divulgação do espetáculo:

.................................................“Quanto custa para Alícia ter uma nova vida?”.

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SINOPSE

Na loja de fantasias de propriedade de seu pai, Alicia vê chegar um desconhecido, de quem ela pouco compreende a pronúncia e as palavras. Neste encontro, Alícia, acostumada às certezas daquele ambiente, poderá se enxergar de longe, de fora, sem disfarces. Jogada contra si mesma e exposta à nudez da sua vida, ela, então, se agarra à única chance que tem de tentar mudar tudo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Zé do Mato e os Índios Botocudos, na Temporada Blumenauense de Teatro.


A Fundação Cultural de Blumenau e os grupos de teatro da cidade apresentam de quarta a domingo, 4 a 8, o espetáculo Zé do Mato e os Índios Botocudos, na Temporada Blumenauense de Teatro. A peça é o terceiro trabalho do Grupo K, com direção de Rafael Koehler. O espetáculo é baseado na obra Antígona, de Sófocles, e adaptada pelo próprio grupo. As apresentações acontecem sempre às 20h, na Fundação Cultural de Blumenau. Ingressos com o Grupo ou no local, a R$ 10 inteira e R$ 5 meia-entrada (apresentando filipeta da Temporada ou carteirinha do Clube do Assinante). Informações sobre a Temporada de Teatro são possíveis pelo telefone 3326 6873 ou no site www.fcblu.com.br

A peça conta a história de Zé do Mato e a Cia. de Pedestres dos Irmãos Martins, os grandes caçadores de bugres da região, contratados pelos colonizadores para exterminar as tribos de índios de Santa Catarina, vistas como obstáculos para o progresso. Os colonizadores pagavam os serviços dos bugreiros em troca das orelhas dos índios mortos. Um dia, após mais uma bem sucedida caçada, Zé do Mato e a Cia. de Pedestres foram cercados por um bando de índios. Animados com a possibilidade de conseguir mais algumas orelhas, aumentando seus pagamentos, os bugreiros se lançaram ao ataque. É nesse momento que a história de Zé do Mato e os Índios Botocudos começa, trazendo emoções e gargalhadas misturadas ao suspense.

A pesquisa para a criação do espetáculo durou 14 meses. O trabalho passou por quatro etapas: 1º - pesquisa corpórea atoral: nesta etapa as atrizes criaram cenas baseadas nos trabalhos corporais coordenados pelo diretor Rafael Koehler; 2º - pesquisa sobre contos e lendas de Santa Catarina: trabalho de leitura até encontrar uma lenda que interessasse ao Grupo transformar em espetáculo - foi neste momento que entraram em contato com a lenda Zé do Mato e as Orelhas dos Botocudos, registrada por Isabel Mir Brandt e Maria José Ribeiro no livro Lendas e Causos de Santa Catarina; 3º - pesquisa teórica sobre fatos históricos da nossa região que deram origem à lenda; 4º - a união de todas essas pesquisas e materiais levantados, surgindo assim o espetáculo.

Zé do Mato e os Índios Botocudos - o primeiro espetáculo dirigido por Rafael Koehler.

O diretor já teve a oportunidade de trabalhar com nomes importantes na direção teatral blumenauense, como Pépe Sedrez, Roberto Murphy e Pita Belli, cada um com uma pesquisa diferente no meio teatral. Foi unindo pontos de cada técnica vivenciada por ele, pesquisando assim a sua identidade criadora como diretor e acreditando que “para fazer teatro somente uma coisa é necessária: o elemento humano” (Peter Brook), que Koehler se uniu às atrizes Daidrê Thomas e Lú May e deu origem à pesquisa que resultou no espetáculo Zé do Mato e os Índios Botocudos.

A peça que estreou em maio deste ano já foi apresentada em Blumenau, em escolas de Ilhota e em seguida foi convidada a participar da Estação em Movimento – Mostra de Teatro de Grupo, que aconteceu em Uberlândia/MG. Em apenas cinco meses após a estreia, o Grupo K já conseguiu levar para escolas de Santa Catarina e para Minas Gerais não apenas um espetáculo que pode ser trabalhado dentro de sala de aula- tanto como lenda quanto como fato, mas também uma peça sensível, que oferece artisticamente a possibilidade de reflexão sobre a crueldade humana, a falta de importância dada aos índios, sobre os nossos heróis colonizadores, e, principalmente, a reflexão sobre o respeito com o ser humano. A peça é baseada na pesquisa corpórea atoral, na lenda registrada por Isabel Mir Brandt e Maria José Ribeiro, e em fatos históricos da região.

Ficha Técnica

Duração: 40 minutos
Número de Espectadores: 100 pessoas
Classificação Etária: 10 anos
Texto: Rafael Koehler
Baseado no conto de: Isabel Mir Brandt e Maria José Ribeiro
Direção: Rafael Koehler
Atuação: Daidrê Thomas e Lú May.
Sonoplastia: Rafael Koehler
Figurinos: Lú May
Iluminação: Rafael Koehler
Fotos: Joanna Oliari
Arte Gráfica: Léo Kufner
Produção Geral: Grupo K

Apoio: Prefeitura de Blumenau, Fundação Cultural, Casarão das Oficinas, Federação Catarinense de Teatro e Confecções Rio Açu.

Em março de 2005 o Grupo K foi fundado com o intuito de pesquisar o trabalho de ator, aprofundar o estudo teatral e suprir a necessidade de seus fundadores em colocar em prática os conhecimentos advindos do curso de Bacharelado em Teatro da FURB. No mesmo ano foi criada a Temporada Blumenauense de Teatro, uma realização dos grupos de teatro da cidade em parceria com a Fundação Cultural de Blumenau. Os grupos participantes realizam reuniões, discutindo o fazer teatral e estabelecendo o calendário de espetáculos para cada semestre.

O Grupo K e a Temporada Blumenauense de Teatro nasceram na mesma época e caminham juntos realizando apresentações no decorrer destes quase cinco anos de existência. A peça Sujos esteve em cartaz na Temporada em março de 2006, e devido ao sucesso voltou a se apresentar no evento em abril de 2007; a peça O Tapete de Maria esteve em cartaz em outubro de 2007.


Fonte: Rafael Koehler, diretor da peça (9915 3128)
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.