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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curso de Palhaço

 
Agora em março iniciará o curso de palhaço do Ospália- Coletivo de palhaços em pesquisa, com o apoio da UNIVALI -Universidade do Vale do Itajaí.
 
Será toda sexta feira das 8h e 30min até as 11h e 30min.
(Com disponibilidade para fechar outros horários caso haja um número minimo de interessados)
Ínicio no dia 18 de março e término no dia 10 de junho.
Totalizando 39horas/aula
O curso é para iniciantes.
A idade minima para fazer o curso é de 16 anos.
Investimento: 50 reais mensais.
Com um limite de 14 vagas
Local: Sala Multiuso 03 - da Biblioteca Central da UNIVALI
 
Inscrições podem ser feitas pelo e-mail ospalia@gmail.com ou pelo fone 99466070 (Charles)
 
Curso de Clown - Nos primeiros tropeços...
 
Ministrante: Charles Augusto

 

Apresentação :


Sobre o Clown*

Federico Fellini

 

“O clown encarna os traços da criatura fantástica, que exprime o lado irracional do homem, a parte do instinto, o rebelde a contestar a ordem superior que há em cada um de nós.
É uma caricatura do homem como animal e criança, como enganado e enganador.  É um espelho em que o homem se reflete de maneira grotesca, deformada, e vê a sua imagem torpe.  É a sombra.
O clown sempre existirá.  Pois está fora de cogitação indagar se a sombra morreu, se a sombra morre.
Para que ela morra, o sol tem de estar a pique sobre a cabeça.  A sombra desaparece e o homem, inteiramente iluminado, perde seus lados caricaturescos, grotescos, disformes.  Diante duma criatura tão realizada, o clown, entendido no aspecto disforme, perderia a razão de existir.  O clown, é evidente, não teria sumido, apenas seria assimilado.  Noutras palavras, o irracional, o infantil, o instintivo já não seriam vistos com o olhar deformador que os torna disformes.
Por acaso São Francisco não definiu a si mesmo como jogral de Deus?
Lao Tsé afirmava:  Quando produzas um pensamento, te ri dele.”
*Este texto é um excerto do comentário que fez Fellini a seu filme I Clowns, feito para a televisão em 1970.    In ""Fellini por Fellini", L&PM Editores Ltda., Porto Alegre, 1974, págs. 1-7.  Tradução de Paulo Hecker Filho.
O curso:
Partindo dessa reflexão o curso visa estimular o contato do índividuo com  seus aspectos ingênuos e rídiculos que normalmente são escondidos no cotidiano tendo como principal objetivo a relação desses aspectos (rídiculos e ingênuos) com o espectador. Tudo isso num ambiente de coletividade.
O curso também tem como objetivos.
1-Incentivar a relação de confiança entre o grupo e promover um ambiente de descontração, espontaneidade através de jogos e brincadeiras
2-Despertar o corpo para o jogo cênico através de exercícios corporais que viabilizem um estado de atenção e espontaneidade própio para o trabalho.
3- Experimentar príncipios essenciais ao trabalho de palhaçaria como a triângulação (Foco-Percepção-Ação), a entrega, a relação direta com  público. Além do contato com a menor máscara do mundo ( o nariz vermelho).
O trabalho prático  de experimentação é a base do curso embora também seja trabalhado referências teóricas e discussões a partir delas. As discussões teóricas podem ser acompanhadas de quitutes, café, chá, suco...
O Trabalho prático será exercitado através de Exercícios corporais, jogos e brincadeiras, atividades de exposição pessoal, sensibilização e improvisações cênicas.
Currículo resumido:
Charles Augusto de Oliveira é palhaço, pesquisador e coordenador do projeto Ospália – Coletivo de palhaços em pesquisa (www.ospalia.blogspot.com), também coordenou o 1° Encontro de palhaços de Itajaí em Novembro de 2010. Iniciou o trabalho com o teatro em 2002, participando, desde então, de vários espetáculos: “O noviço”, O Rapto das Cebolinhas”, “O filhote de elefante”, “Uhuú a História é nossa” entre outros. Formou-se na prática da linguagem da comédia através de intervenções urbanas e montagem de espetáculos de palhaço, fez cursos com Pepe Nunes (Florianópolis), Marianne Consentino (Recife), Ângela de Castro (Londres), James Beck (Blumenau), Ricardo Puccetti (Campinas), Ésio Magalhães (Campinas), entre outros. Em 2010 apresentou o espetáculo clown “Faca de dois (Le)gumes (Blumenau-SC), e no mesmo ano apresentou o Cabaré Ospália dentro da programação do 1° Encontro de palhaços de Itajaí, atualmente apresenta a performance palhacística “AEROSTATO” .

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A SUBJETIVIDADE DO ATOR E O CLOWN com Marianne Consentino


Olá Amigos

O L.E.G.U.M.E. PALHAÇOS está a promover um retiro de palhaço do dia 03 até dia 09 de julho, durante o retiro acontecerá a oficina: A SUBJETIVIDADE DO ATOR E O CLOWN com Marianne Consentino.

Esse retiro será um momento de distanciamento do nosso cotidiano para mergulharmos profundamente no trabalho de pesquisa com o palhaço. Consiste em 7 dias na praia de Pereque em Porto Belo numa casa a 50 metros da praia convivendo e estudando em grupo.

Para participar deve-se mandar a ficha de inscrição em anexo para palhacoslegume@gmail.com .

O investimento para a oficina é:
  • Disponibilidade para o trabalho
  • Disponibilidade para a convivência em grupo
  • 200 reais.
A inscrição só será confirmada após o pagamento de 50% ou 100% do valor de 200 reais. Caso a pessoa pague 50% na primeira parcela os outros 50% deverão ser pagos no primeiro dia de Oficina. O prazo máximo para inscrição é o dia 26 de junho.As vagas são limitadas e será dada preferência para a comunidade Itajaiense caso não cubra todas as vagas será aberta para pessoas de outras cidades.

Embora o retiro seja do dia 3 até o dia 9, o alojamento será feito no dia 2 de julho e a saída da casa será no dia 10 de julho, Isso para não prejudicar o trabalho durante os 7 dias. Para chegar no espaço será organizado o transporte com os inscritos de Itajaí até Pereque.

O projeto tem o apoio da prefeitura Municipal de Itajaí, da Fundação Cultura de Itajaí e do TECONVI através da Lei Municipal de Incentivo á cultura
Apresentação da Oficina:

 De acordo com o encenador inglês Peter Brook, “o teatro talvez seja uma das artes mais difíceis porque requer três conexões que devem coexistir em perfeita harmonia: os vínculos do ator com sua vida interior, com seus colegas e com o público” [1]. Embora Brook não se refira em nenhum momento ao clown, os elementos considerados por ele como necessários ao ator são o que legitimam o clown, ou seja, sem esses elementos o clown não existe.

Nesta oficina o clown é apresentado como a exposição dos aspectos ingênuos e ridículos do ator diante de um público. Esta é a linha de pesquisa seguida sobretudo pelos clowns franceses, que consideram mais importante a maneira como o clown faz algo, do que o que ele faz propriamente. Segundo esta linha, a relação com o público e com o ambiente é um aspecto essencial para o desenvolvimento do ator nesta linguagem.

Deste modo tanto a conexão do ator com sua vida interior quanto sua relação com o universo exterior se configuram como princípios fundamentais – o que nos leva a crer que a técnica do clown pode ser um caminho para a arte do ator.

Por incitar o contato do ator com seu universo interior, a técnica do clown propicia, enfim, a exposição da subjetividade – pessoal e coletiva. Assim esta oficina pretende lançar um olhar para as características pessoais do ator e para a maneira como esta individualidade pode ser exposta coletivamente no fazer artístico.

Objetivo Geral:
Estimular o processo de contato do ator com sua subjetividade através de exercícios e jogos de iniciação à arte do clown.

Objetivos específicos:
- Propiciar a experimentação de alguns princípios técnicos essenciais à linguagem clownesca, como a noção de foco, triangulação e relação direta com a platéia;

- Despertar o “estado de jogo” - prontidão, espontaneidade, alegria – através de exercícios de improvisação;
- Estimular o contato do ator com o universo lúdico do clown através de brincadeiras e jogos;
- Promover a relação entre o ator e a máscara através do uso do nariz vermelho;
- Vivenciar a relação em grupo, estimulando as relações de confiança, entrega e doação ao outro.

Metodologia:

A oficina está centrada na experimentação prática; os conceitos relativos à linguagem do clown serão abordados na medida em que forem vivenciados corporalmente. Os encontros/ vivências pretendem abordar:
- Jogos;
- Exercícios corporais;
- Exercícios de exposição pessoal;
- Exercícios de sensibilização;
- Improvisações.

Currículo resumido:
Marianne Tezza Consentino é licenciada em Educação Artística – Habilitação Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2004), mestre em Artes pela Universidade de São Paulo (2008) e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2010-em andamento). Sua formação prática na linguagem da comédia se deu através de cursos com Beth Lopes (São Paulo), Leris Colombaioni (Itália), Ricardo Puccetti (Campinas), Sue Morrison (Canadá), entre outros. Sócia-fundadora da Traço Cia. de Teatro (2001 – Florianópolis/SC), dirigiu os espetáculos mais recentes da companhia: Fulaninha e Dona Coisa, de Noemi Marinho e As três irmãs, de Anton Tchékhov. As montagens participaram de festivais nacionais e internacionais, recebendo diversas indicações e premiações, entre elas melhor espetáculo e direção (As três irmãs) e melhor atriz (em ambos os espetáculos).

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[1] BROOK, Peter. A porta aberta: reflexões sobre a interpretação e o teatro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 260.


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